Archive for outubro de 2012

1º Edital de Arte e Cultura Digital de Florianópolis: Inscrições abertas de 5 a 12 de Novembro.

Após uma série de debates para a construção colaborativa entre a sociedade civil organizada e a Prefeitura, o Edital de Arte e Cultura Digital será lançado pela Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes (FCFFC), em associação ao Conselho Municipal de Política Cultural de Florianópolis (CMPCF) no dia 5 de Novembro.

No inicio de 2012 foi disponibilizado pelo Fundo Municipal de Cultura de Florianópolis (FMCF) o montante de R$ 1,15 milhão destinado à editais de apoio em dez setores artísticos e culturais: artes visuais, música, dança, teatro, leitura, literatura e livro, circo, cultura popular, cultura afro-brasileira e negra, cultura guarani, e patrimônio cultural. Por motivos burocráticos e cabalísticos, os editais de Arte e Cultura Digital e Design e Moda ficaram para uma segunda rodada.

Com o valor total de R$ 80.000,00, o Edital de Arte e Cultura Digital contemplará 8 projetos de R$ 10.000,00 nas seguintes categorias:

  • PESQUISA – Ações específicas de pesquisa em Arte Digital ou Cultura Digital, desenvolvidas por instituições, entidades, grupos, coletivos ou indivíduos.
  • PRODUÇÃO – Ações específicas de produção em Arte Digital ou Cultura Digital, prevendo o desenvolvimento de softwares livres ou outras tecnologias que contribuam para o desenvolvimento da produção cultural local e promovam o crescimento do setor.
  • FORMAÇÃO – Ações específicas de formação, especialização, capacitação, aperfeiçoamento, qualificação ou atualização de profissionais da Arte Digital ou da Cultura Digital, pesquisadores, agentes culturais e público em geral; desenvolvidas por instituições, entidades, grupos, coletivos ou indivíduos por meio de cursos, oficinas, palestras e/ou encontros com transmissão on-line, fóruns, festivais, seminários, educação a distância, suporte técnico em software livre e outras atividades.
  • DIFUSÃO – Ações específicas de difusão desenvolvidas por instituições, entidades, grupos ou indivíduos realizadas por meio de sites, blogs, perfis de mídias ou redes sociais ou outros dispositivos, com ênfase na divulgação das atividades culturais do município.

Por ser o primeiro edital de uma área ainda carente de compreensão tanto na esfera pública quanto entre os artistas e produtores, é importante destacar que, além de um número razoável de inscrições, os projetos contemplados precisam ser bem executados para que em 2013 exista uma segunda edição.

O Edital de Arte e Cultura Digital foi gestado nas reuniões setoriais do Conselho Municipal de Política Cultural de Florianópolis (CMPCF) ainda em 2011. Estas reuniões evidenciaram tanto a necessidade uma cadeira específica para a área no Conselho – que eu tive a honra de assumir na 3º Conferência Municipal de Cultura de Florianópolis – quanto um edital que, além de fomentar ações de tecnologia para a cultura e cultura de compartilhamento, mapeie e conecte quem faz e vive a  Cultura Digital na cidade. Por isso, participe e divulgue!

Documentos:

Outras informações:

Fundo Municipal de Cultura de Florianópolis / Fundação Franklin Cascaes – Forte Santa Bárbara, Rua Antônio Luz nº 260 – Centro. Florianópolis/SC. Cep.: 88.010-410. Tel.: (48) 3324-1415. E-mail: fmcf@pmf.sc.gov.br fmcfloripa@hotmail.com. Site: http://www.pmf.sc.gov.br/entidades/franklincascaes

Thiago Skárnio Conselheiro de Cultura Digital de Florianópolis. Coordenador do Pontão Ganesha de Cultura Digital e Diretor da Alquimídia.org.

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Tecnologia ajuda a mapear a produção cultural brasileira


Banco de dados, georreferenciamento e pesquisas vai levantar informações sobre grupos culturais (Foto: AFP)

Via mundo Bit

O mapeamento de atividades e equipamentos culturais no país está utilizando a tecnologia digital para superar a limitação das pesquisas convencionais. Com a conjugação de bancos de dados, georreferenciamento e ferramentas que permitem o envio de dados diretamente pela população, os ministérios da Cultura (MinC) e Educação (MEC), em cooperação com entidades independentes, têm rastreado e fomentado manifestações desse tipo no país. As informações são da Agência Brasil.

Uma dessas iniciativas é o mapeamento do entorno de 15 mil unidades escolares da rede pública, que será um dos pilares da integração de políticas entre MinC e MEC, em curso desde o final do ano passado. Iniciada este mês, sob coordenação do Instituto Lidas, de São Paulo, consiste na montagem de uma base pública de dados, o portal CulturaEduca.

Com o cruzamento de dados das escolas e dos equipamentos no entorno, inclusive os de saúde e assistência social, lançados em mapas com base em tecnologia de georreferenciamento, o portal permitirá que usuários incluam informações sobre a produção de grupos culturais que influenciam na vida e nas atividades de estudantes, professores e moradores.

A opção pelo cadastramento participativo das atividades foi uma estratégia para superar a dificuldade prática de um mapeamento tão extenso, segundo Inaê Batistoni, do Instituto Lidas. ?Nesse nível, ele realmente é inviável. Por isso mesmo, o uso de tecnologias que trabalhem uma cartografia colaborativa, com informações que não existem nos cadastros oficiais?, completa Inaê.

O uso de uma plataforma aberta também é um ponto importante, segundo ela, porque permite a evolução da ferramenta e sua adaptação às necessidades das pesquisas sem custos adicionais vultosos. Além disso, impede dificuldades futuras com a mudança de políticas de negócios em plataformas proprietárias, possibilidade admitida por defensores das ferramentas digitais do Google e de outras empresas.

No projeto, que será disponibilizado aos ministérios para que tenha o desenvolvimento continuado, está prevista ainda a criação de um painel de indicadores de cultura e educação, cruzando dados como, por exemplo, a taxa de analfabetismo com a existência de bibliotecas, com o objetivo de dar subsídios à formulação de políticas públicas locais.

A integração das informações sobre atividades culturais, equipamentos e grupos formais ou informais capazes de interagir com o cotidiano pedagógico da escola é uma estratégia presente também no protótipo do Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (Sniic), iniciativa que está em processo final de modelamento no MinC, podendo ser lançada em breve. O Sniic pretende integrar os indicadores da área, dispersos em programas e órgãos diferentes. Construído também com ferramentas de software livre, que serão abertas à complementação para grupos independentes, usa o conceito de rede social para permitir a alimentação por qualquer pessoa.

Entre os objetivos do sistema está agregar informações sobre toda a cadeia produtiva da cultura, de insumos e serviços, integrando artistas, produtores e difusores. No bairro de Acari, na zona norte carioca, a professora do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense (UFF), Adriana Amaral, liderou pesquisa de mapeamento das atividades musicais do local, ampliando seu projeto de pós-doutoramento, que teve como tema o funk carioca. ?Durante a pesquisa, diversas pessoas reclamavam que a sua produção, que não era funk, não era conhecida?, disse.

Como resultado da pesquisa, desenvolvida com estudantes de graduação da UFF e bolsistas da comunidade e com apoio do Instituto Itaú Cultural, a equipe de Adriana apresentou um documentário e um livro nos quais registra diversas manifestações culturais. Não conseguiram, porém, criar uma agenda cultural do bairro.

?Os eventos têm, constantemente, mudanças de horário e local, e muitos são confirmados com pouco tempo de antecedência. Seria preciso uma presença maior na comunidade, quase diária?, explicou. A pesquisadora, integrante do Observatório da Indústria Cultural da UFF, inicia agora um projeto semelhante em comunidades do Complexo do Alemão, com apoio de outros docentes e com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

Outra comunidade que terá mapeamento divulgado será o Complexo da Maré, no qual um censo desenvolvido pela instituição da sociedade civil Redes de Desenvolvimento da Maré registrará os estabelecimentos do bairro, permitindo conhecer oficinas, escolas e estabelecimentos similares. A busca por mapeamentos no país remete a missões e caravanas históricas, desde as missões antropológicas do período colonial à Missão de Pesquisas Folclóricas, liderada por Mário de Andrade em 1938. Mais recentemente, o Programa Cultura Viva é outro levantamento que pode trazer informações profundas sobre a cultura nacional. Ele integra atividades e manifestações culturais, tanto do ponto de vista etnográfico quanto espacial.

O programa, em curso desde 2004, fomenta atividades em mais de três mil estabelecimentos culturais pelo Brasil. O controle destas atividades e sua sistematização, porém, sempre foram tênues, o que levou à criação de um grupo de trabalho em abril deste ano para elaborar diagnóstico, com base nas pesquisas avaliativas realizadas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e nos relatórios de auditoria realizados pela Controladoria-Geral da União, segundo informações do site do MinC.

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