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Princípios e propostas para uma Cultura Digital Livre, Inovadora e Inclusiva

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No campo das políticas públicas de Cultura Digital há um desafio sobre o qual muitas novas ações vem sendo pensadas por muitos coletivos de vanguarda e destaque da temática. Campo da Experimentação e da Inovação, mas também da valorização do acesso a TICs como direito humano fundamental e espaço de luta de muitos movimentos social modernos, a Cultura Digital vem ganhando cada vez mais espaço tanto nos olhares daqueles que reconhecem nela uma esperança possível para uma sociedade mais igualitária, como também vem sendo observada de modo diferente por gestores públicos.
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Mas de que Cultura Digital, afinal estamos falando? Quais são os valores que a norteiam? Quais são as propostas aplicáveis e de sucesso que podem ser adotadas em ambito público?
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Considerando essas questões e a proximidade das eleições municipais por todo Brasil, publicamos aqui um documento escrito a muitas mãos, por muitos dos protagonistas e entusiastas de uma Cultura Digital Livre, Inovadora e Inclusiva. Queremos com isso que não só a cidade de São Paulo e seus candidatos a prefeito como quaisquer outros candidatos dessas eleições municipais de 2012, possam dar a devida atenção ao tema, fazendo deste um ponto estratégico para o avanço social que almejamos.
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Vale recordar que desde a ascensão do uso de redes sociais e o inicio das campanhas políticas pela Internet, cada vez mais os eleitores tem tomado consciência da importância dos processos democráticos abertos e publicar esse texto aqui, bem como advogar por sua inserção nos planos de governo dos futuros gestores e gestoras de nossas cidades, é algo muito caro para todos nós.
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Cidade Aberta

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1. Criação de um portal de dados abertos com todos os dados públicos gerados e/ou organizados pela prefeitura, disponíveis em formato legível por máquinas, com API (Interface de Programação de Aplicativos) para facilitar a apropriação das informações pela sociedade civil e pelos órgãos do poder público;
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2. Desenvolvimento, em parceria com a sociedade civil, de aplicativos e plataformas de democracia interativa, com estímulo a espaço de diálogo, definição orçamentária e serviços públicos voltados para o fortalecimento da relação dos cidadãos entre si e com a administração da cidade;
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Cidade Livre

3. Desenvolvimento de uma política pública de fomento às liberdades na rede, baseada nas competências do gestor municipal, com o desenvolvimento de: a-) licenças livres de obras culturais e educacionais custeadas ou realizadas pela prefeitura, e de todos os documentos públicos; b-) adoção e promoção do uso de software livre pela administração pública, com fomento à produção de softwares abertos;
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4. Estímulo à criação e ao compartilhamento de recursos educacionais abertos, à produção colaborativa de materiais didáticos e processos de aprendizagem, à disseminação de criações, invenções e troca de saberes, envolvendo escolas, professores, estudantes e a comunidade em geral. São Paulo Conectada
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5. Conexão aberta e livre, por meio de tecnologia sem fio, de pontos de alta concentração de pessoas, em especial de regiões da periferia da cidade, estimulando a geração de renda por meio de serviços comunitários de provimento de acesso;
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6. Desenvolvimento de um programa de apropriação crítica das tecnologias, por meio de laboratórios de garagem, espaços para ciência de bairro e pontos de cultura digital, a serem desenvolvidos em parceria com pequenos empreendedores (donos de Lan House), grupos da sociedade civil e/ou equipamentos da prefeitura, como Telecentros, instituições culturais e escolas, principalmente os CEUs, fortalecendo mecanismos de governança participativa (Conselhos Gestores);
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De Baixo pra Cima

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7. Realização de um trabalho coletivo e colaborativo de mapeamento da cidade (cartografia crítica e afetiva), com detalhamento de seus problemas e soluções, a ser desenvolvido em parceria com a sociedade civil;
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8. Estímulo a ações de ocupação das ruas por artistas e produtores culturais, como forma de ampliar o compromisso dos cidadãos com o espaço público; Estimulo a apropriação tecnológica livre, potencializando espaços públicos, para disseminar conhecimentos tecnológicos direcionados a produtores aprendizes de cultura das diversas linguagens audiovisuais. Organização e articulação de processos de realidade aumentada com a colaboração dos cidadãos construindo os caminhos múltiplos entre o ciberespaço e os prédios, praças e ruas;
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9. Valorização das expressões vivas da cultura da cidade, com a adoção do programa Cultura Viva em âmbito municipal, que resultará na criação de Pontos de Cultura nos moldes da ação desenvolvida no Governo Lula, priorizando as periferias;
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10. Fomento aos meios alternativos de comunicação, em especial ao midialivrismo, com apoio às rádios comunitárias, música livre, estúdios livres, às plataformas de comunicação em rede, como blogs e sites de produção de conteúdo informativo;
Esta é uma WikiPlataforma que enfatiza a necessidade de experimentarmos modelos radicais de participação política. Um governo comprometido com a cultura digital é um governo que revê suas estrategias baseando-se nas experiências coletivas, o que pode ser feito com muito mais facilidade quando utilizamos a tecnologias do nosso tempo.

Também no Coletivo Digital e no Trezentos.

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Metareciclando em um HiperTropicalizado céu de ideias

Tux na praia

Nos dias 25, 26 e 27 de Maio de 2012, na cidade de Ubatuba (conhecida ironicamente como Ubachuva, mas não dessa vez) aconteceu o Encontrão HiperTRopical da Rede MetaReciclagem. Acompanhei com entusiasmo, desde outubro de 2011 através da lista de discussão dessa rede, as movimentações, empreendidas sobretudo por Felipe Fonseca, para a realização deste encontro.
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Participar disto foi minha maior inserção presencial nesta rede que já há algum tempo me provoca a refletir sobre algumas estruturas sociais presentes no Brasil e a função da tecnologia na promoção de condições mais sustentáveis de viver.
Mas antes de continuar, vale dizer que desde meados 2008 tenho dedicado parte considerável da minha vida a um projeto chamado Nós Digitais e que por conta disso, sempre que posso, me meto a tocar algum processo de formação (curso, oficina, palestra, roda de bate-papo, etc) voltado ao ensino de tecnologias de código aberto. Está no escopo do Nós Digitais a ideia de que não existe um eu-digital se relacionando com a tecnologia em separado de outros sujeitos pensantes de uma mesma comunidade (seja ela virtual ou real), mas sim, acreditamos que toda experiência de digital é precedida por um “nós”, isto é, toda experiência é norteada (ainda que não-conscientemente) por uma ligação com um coletivo no qual o “Eu” é parte. “Nós” também podem ser pontos de circuito ligados a dois ou mais elementos, daí toda filosofia trocadilhesca da coisa… e esse projeto é voltado, em sobremedida, a formação de outros atores visando empoderamento e autonomia operacional na utilização der sistemas e aplicativos open source.
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Dada a ocasião do Encontrão HiperTropical, nada mais instigante do que gerar alguma ação de formação partindo desse lugar de apoio. E foi isso que acabou acontecendo. Chegamos lá pela madruga de quinta-feira (24/05), com a providencial e generosa carona de Talita Maiani, e já na sexta-feira estivemos na ETEC Ubatuba para uma intervenção sobre Tecnologias Livres e Sustentáveis, TecnoMetaRedes, Futuros Tecnológicos Possíveis e Software Livre. Sessenta jovens, de dezesseis a cinquenta anos, estiveram com a gente (Eu, Felipe Fonseca, Chico Simões e prof. Alvaro). Da parte institucional, Alvaro Golçalves, professor da ETEC Ubatuba, junto com Felipe Fonseca imaginaram a possibilidade dessa ação desde um encontro na Virada Digital, em Paraty-RJ, dias antes. Aliás, vale aqui um agradecimento pela receptividade. A ETEC Ubatuba não só esteve de portas abertas como disponibilizou uma estrutura bem adequada para a oficina.
Felipe Fonseca abriu a atividade apresentando a rede MetaReciclagem e na sequencia falou um pouco sobre os desafios de pensar o uso da tecnologia num tempo no qual cada vez mais há descarte de equipamentos fruto de uma obsolescencia mercadológica. Falou também sobre apropriação cultural da tecnologia e os trabalhos que muitos dos membros da rede ajudaram a empreender.
Na sequencia, eu o o Chico falamos um pouco sobre nosso trabalho no Nós Digitais e sobre o Lab Macambira e propusemos uma atividade prática de instalação e configuração de sistemas linux em máquinas antigas.
Veja um pouco de como foi no vídeo abaixo:

[youtube XsL8qE53uaw]

Em Ubatuba, até a presente data, não há quase cursos universitários então só resta aos habitantes locais poucas opções privadas de graduação (ao que consta à distância em EAD)  ou cursos técnicos se assim desejarem algum tipo de formação para além da escola (ou mudar de cidade). Situação dificil, em diversos aspectos. Por essa ocasião da oficina, fizemos o que chamei de “GiantIntallFest“. Abrimos máquinas, instalamos mini-distros linux (LubuntuXubuntuFedora), entregamos alguns equipamentos nas mãos dos alunos a fim de que eles próprios pudesse registras seus processos fazendo assim um registro mais colaborativo (parte das fotos e dos vídeos do encontro foram registrados por eles)…. foi bem interessante esse movimento.
No sábado (26/05), fomos todos para a Fundação Alavanca, um espaço social voltado para atividades educacionais e artístico-culturais que tem estado fechado por falta de corpo humano e recursos financeiros para funcionar. A ideia de fazer o Encontrão lá foi pra casar duas oportunidades: dar conta de receber o grande número de pessoas que ia a Ubatuba, membros da rede MetaReciclagem, e dar apoio ao espaço fornecendo Internet 3g como contrapartida do uso do local, conectando-os.
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Neste dia, houve convergência de uma série de assuntos, bate-papos e diversas situações simultâneas a tarde. Peixe fresco na brasa, comida vegetariana preparada a muitas mãos, antenas ouvindo satélites, adolescentes da ETEC ocupando o espaço para colaborar… Não há palavras suficientes pra descrever. Corre um pequeno veio d’água, quase um rio-nascente dentro da propriedade! Água corrente no meio de uma propriedade incrustada no Parque Estadual da Serra do Mar, local frequentado por beija-flores e colibris, com 5 coretos edificados em formato de hexagono, alguns cobertos de placas de caixa de leite reciclado, outros de garrafa pet, sendo um deles espaço de uma biblioteca com livros de ocultismo, ufologia, magia e xamanismo.
Reverberando em boas sensações, ganhei um grande presente: o Vince, um italiano da Sicilia que está de volta ao Brasil fazendo trabalhos com aRede Mocambos, me apresentou ao trabalho do Tinariwen. Eles fazem parte de um povo de uma dinastia muito antiga de moradores dos desertos da mãe África. O entoar de suas palmas, atabaques, cordas, de suas vozes e cânticos, conversa com as forças da criação num mantra profundo e ritmado. Através desses sons eles conversam com estrelas e com as energias da criação. Vale a pena ouvir e assistir:

[youtube 5P0oO8nphMY]


No sábado fim da tarde, nos reunimos todos numa grande roda, ao ar livre, debaixo de um céu bonito e estrelado, com uma lua que não se intimidou em aparecer. Um verdadeiro #CeudeIdeias que, se a imaginação deixar correr nessa escrita, foi um dos responsáveis pelas convergências positivas do encontro. Conversamos sobre de como as tecnologias mudaram ordens dadas, do desejo de cidades de código aberto e de como precisamos de mais conexões, entre pessoas, entre espaços, entre sensações, entre afetos, pra buscar o tal mundo novo possível, terra prometida, por nós mesmos, que queremos. E no fim de tudo ainda aconteceu um ritual com palmas nas costas, circular, roda gira, roda gira.
No domingo explorações. Dia de pedalar em bando. BikeBeach com oBikeTux. Percorremos quase 30 km do parque da Serra do Mar até a Praia Vermelha ao som do coração batendo forte. Foi bom demais!
Fotos aqui:

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Projeto para reciclar lixo eletrônico é lançado na Rocinha

Via EBC.

Além da reciclagem, o projeto vai oferecer capacitação profissional para os moradores
O descarte dos aparelhos eletrônicos é um problema ambiental para as cidades no mundo inteiro.

Para reaproveitar computadores, foi inaugurada hoje, na Rocinha,  a “Fábrica Verde”. O projeto recicla o lixo eletrônico e ainda qualifica os moradores da comunidade.

[youtube AgRawKAZTGw]

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Aluna da Unicamp desenvolve sistema para uso educacional de SMS

Via Jornal da Unicamp.

O uso dos celulares em sala de aula é assunto polêmico. Em 2010, o ex-deputado federal Pompeo de Mattos (PDT-RS) apresentou à Câmara um projeto de lei que proibia o uso dos aparelhos por alunos e professores nas salas de aula de todas as escolas públicas do país. A proposta foi aprovada pela Comissão de Educação e Cultura, mas acabou sendo arquivada. Recentemente o Projeto de Lei 2806/11, de autoria do deputado Márcio Macêdo (PT-SE), retomou a proposta, permitindo porém a presença destes equipamentos, desde que relacionados ao desenvolvimento de atividades didáticas e pedagógicas e após a autorização dos professores ou da diretoria da escola. O uso das novas tecnologias de informação, como lousas eletrônicas, iPads e e-readers, para citar alguns poucos exemplos, parece estar sendo cada vez mais incorporado ao ambiente escolar e, ao mesmo tempo, alimenta discussões pedagógicas sobre qual seria a melhor forma de utilizar tais tecnologias para que elas representem um benefício real ao processo de ensino e aprendizagem.

A tese intitulada “Um ambiente virtual de aprendizagem que utiliza avaliação formativa, a tecnologia de mensagens curtas e dispositivas móveis”, de autoria de Samira Muhammad Ismail, aluna da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC), vem contribuir para este debate. O trabalho trata do desenvolvimento de um sistema chamado SMS2E (Short Message Service To Educate), o qual permite a possibilidade da utilização da tecnologia SMS como uma ferramenta de apoio à educação. Segundo Samira, o SMS2E oferece uma solução que facilita o uso da avaliação para a formação, e não para a punição. Este procedimento, que pode ser aplicado em aulas presenciais ou a distância, utiliza os celulares, o serviço SMS e os ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) – como o TelEduc, elaborado pela Unicamp – para permitir que professor e aluno possam verificar instantaneamente os resultados do processo de ensino e aprendizagem.

“O professor formula uma questão de múltipla escolha relativa ao conceito apresentado em sala e os alunos, então, respondem utilizando seus celulares e escolhendo a alternativa que lhes parece correta. Em poucos segundos, as respostas são consolidadas através do sistema e os resultados são apresentados imediatamente aos alunos e professores em forma de gráficos. Esta apresentação, feita durante a aula, permite aos alunos e ao professor identificar possíveis falhas de ensino ou aprendizagem, a tempo de serem corrigidas”, explica Samira.

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Manifesto para a engenharia reversa de nossas redes

Por Bartolina Sisa via CMI.

“É das paixões que brotam as opiniões; a inércia do espírito as faz enrijecerem na forma de convicções.
Mas quem sente o seu próprio espírito livre e infatigavelmente vivo pode evitar esse enrijecimento
mediante uma contínua mudança”
Friedrich Nietzsche – Humano, demasiado humano


“Digitalismo é uma forma de gnosis moderna, igualitária e barata, onde o fetiche do conhecimento foi
substituído pelo culto da rede digital”
Matteo Pasquinelli: A ideologia da cultura livre e a gramática da sabotagem


“Querer a autonomia supõe querer determinados tipos de instituição da sociedade e rejeitar outros. Mas
isso implica também querer um tipo de existência histórica, de relação com o passado e o futuro. Uma
como a outra, a relação com o passado e a relação com o futuro devem ser recriadas.”
Cornelius Castoriadis – As uncruzilhadas do labirinto volume VI

Esse texto visa percorrer alguns conceitos que despontaram no Brasil em nossa contemporaneidade acerca de novos e velhos intrumentos sócio-técnicos, chamados aqui de experiências de apropriações midiáticas brasileiras. Uso essa terminologia (que li pela primeira vez em LaymertGarcia, no livro Politizar as novas tecnologias) no sentido de articular uma via de mão dupla entre tecnologias e comunidades, impossibilitando qualquer interferência de um objetivo ou subjetivo determinismo tecnológico, abrindo portanto, e com mãos femininas, sua caixa preta.

Na década de 90, muito devido ao barateamento das ferramentas de produção de mídia e uma relativa liberdade política, surge na Holanda o conceito de mídia tática, cunhada por David Garcia e Geert Lovink, que ganhou notoriedade com a série de festivais Os Próximos Cinco Minutos (N5M – The Next Five Minutes [1]) que popularizou as experiências de rádios livres, blogs, publicações independentes, arte-ciência, ciberfeminismo e videoativismo de todo o mundo. É a pulverização de pequenas e médias iniciativas midiáticas baseadas na colaboração e descentralização. Finalmente as mídias ganhavam as ruas, reconectando-se aos movimentos sociais como verdadeiras armas de dissenso, e muitas vezes descoladas de seu suporte ciber ou digital.

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Tropifagia

Filmado e Editado por Nina La Croix. Estas são Pílulas audiovisuais tropifágicas sobre o processo de composição dos materiais criativos ( áudio, vídeo e site). Citações Musicais: Preta Pretinha ( Luiz Galvão e Moraes Moreira)) e Yemanjá ( Rafael Pondé_ Roberto Leite e Tico Marcos).

[youtube sEdeye-cM8Y]

[vimeo 40398615]

[vimeo 40768849]

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Pontões de Cultura Digital no Redesenho do Programa Cultura Viva – parte 1

Via Pontão Ganesha.

O encontro foi realizado na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Avançada (IPEA) e contou com a participação de Thiago Skárnio, coordenador do Pontão Ganesha de Cultura Digital, Pedro Jatobá e Felipe Cabral, dos Pontões iteia e Nós Digitais,  além da Fio Cruz e das Secretarias de Cidadania e Diversidade Cultural e de Políticas Culturais.

Felipe Cabral (Nós Digitais) fez um relato detalhado de várias ações de mapeamento desenvolvidas ao longo do programa Cultura Viva desde a sua criação, citando exemplos como o Mapa da Rede e o cadastro desenvolvido pela Casa dos Meninos. Pedro Jatobá (iteia), apresentou as ações desenvolvidas em torno do portal de acervos Iteia, um repositório de imagens, áudios e vídeos realizados por Pontos de Cultura de todo o país.

Durante o encontro, Skárnio falou a respeito da atuação do Pontão e destacou as atividades desenvolvidas, com destaque, no último ano, para as vistas aos Pontos de Cultura catarinenses, que resultaram em um cadastro completo das entidades, na interlocução entre os pontos de todo o estado e na atualização diária do blog dos Pontos SC. O blog é um espaço coletivo, que apresenta textos, imagens e vídeos relacionados às atividades e programação dos pontos que atuam no estado.

O encontro também foi uma oportunidade de debate sobre o Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC). Evaristo Nunes, da Secretaria de Políticas Culturais (SPC), fez um relato sobre o atual estágio do sistema e as alternativas futuras de integração com os mapeamentos existentes. “O nosso desafio é integrar um dado que já existe e fazê-lo conversar com os dados de toda a cultura brasileira: fazer o Ponto de Cultura conversar com o Teatro, com o Cinema, etc”, afirmou Nunes. Para ele, a maior dificuldade não reside na conexão dos dados, mas sim no uso desses dados de uma forma simples e clara. “O desafio não é o da integração, mas sim do uso”, acrescentou.

De acordo com Skárnio, a troca de experiências e a realização de um trabalho unificado em relação ao mapeamento de pontos de cultura de todo o País é de fundamental importância nesse momento em que se discute o redesenho e as novas alternativas do Cultura Viva. Trata-se de uma prática que facilitaria o acesso – inclusive à Secretaria de Cidadania Cultural SCC/MinC – a uma série de informações que permitem o acompanhamento, monitoramento e avaliação das atividades que constam no plano de trabalho dos pontos e pontões conveniados.

“Existem muitas iniciativas de mapeamento e bancos de dados espalhados na rede que precisam se atualizados, integrados e otimizados. As ações em torno desde grupo objetivam dar conta dessa demanda através de soluções simples, como o openid entre as plataformas existentes”, explicou Skárnio.

O mapeamento apresentado pelo Pontão Ganesha – que compreende no georreferenciamento dos pontos, visitas in loco, cadastros atualizados, blog comum, entre outras atividades – serviu como referência para apontar um possível caminho de atuação para os pontões.

Valéria Labrea, pesquisadora do IPEA, reforçou a importância do trabalho que vem sendo desenvolvido. “Precisamos de informações: saber quem são, onde estão e o que os Pontos estão fazendo. Essa é a nossa principal demanda e o resto deriva daí. O espaço de acervo é fundamental para registro da memória e experiência do Programa, e a conversa entre os sistemas ajuda nisso”, explicou.

De acordo com Antônia Rangel, Coordenadora-Geral de Mobilização e Articulação em Rede da SCC/MinC e integrante do GT de Redesenho, o encontro da última semana foi muito produtivo. “Os relatos e dados nos deixaram atualizados em relação à riqueza do que existe hoje na rede dos Pontos de Cultura, e essas informações nos ajudarão tanto no desenvolvimento de um sistema de monitoramento e acompanhamento das ações quanto no próprio redesenho do Programa Cultura Viva”, concluiu.

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Cultura Hacker + Ativismo Militante na Rede

Vídeo produzido por @mta_teles com imagens captadas durante o #ConexõesGlobais 2.0 no qual Sérgio Amadeu fala sobre Cultura Hacker em 2011 e 2012 o que está mudando no mundo e o que vem por ai a favor e contra a liberdade do conhecimento.

[vimeo 38701487]

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O ataque dos aplicativos assassinos

“Não sabemos o que é ser infinitamente bom. Sabemos o que é ser relativamente bom. E sabemos que não somos capazes de ser bons toda a vida e em todas as circunstâncias. Falhamos muito. E depois reconsideramos, o que não quer dizer que o reconheçamos publicamente.”

José Saramago, 2005

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Festival da Cultura Digital 2011 [part. 2]

Pois é, pois é, como eu disse em outro post, o ano de 2011 terminou, mas muitas lembranças marcantes – positivas ou não – que ficarão, especialmente em se tratando de Cultura Digital.

E para deixar registrado mais um teco disso,  fica aqui o segundo vídeo que o @mta_teles elaborou durante o Festival da Cultura Digital 3.0, ocorrido em dezembro de 2011. Vale a pena assistir.

[vimeo 35263318]

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