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O Saber é Livre e Compartilhado, a Cultura é Viva e Digital e a Prosa é Forte e a Beira Mar: Cultura Digital Caiçara

E se a gente sonhasse com um lugar onde o Saber fosse Livre para ser compartilhado? Onde a Cultura fosse Viva tal qual um pássaro no céu ou um peixe no Mar? Onde o Digital tivesse vez na mesa para fazer Rede entre parceiros e amigos? Onde a comida fosse lenta, afetuosa, de respeito e sustentável? Onde a prosa fosse forte e a Beira Mar? E se a gente acordasse e visse que não era sonho?

Pois é, pois é: existem lugares, pessoas e ações, nesse Brasil, que parecem existir só nos nossos sonhos mais felizes, mas eles existem no mundo real e estão aí para serem descobertos, redescobertos e principalmente publicizados.

Não é de hoje que as ações desenvolvidas pelo Pontão Nós Digitais e pelo Ponto de Cultura Caiçaras são admiráveis. Ocorre que cada vez mais estas ações vem apresentando caminhos possíveis para um mundo novo onde a palavra popular tem vez e os sonhos são vividos acordados. Vejamos na tela um poucos do registros do que vai ficando.

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Na tela

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Estes vídeos foram produzidos a partir de um encontro entre Pontos de Cultura do Estado de São Paulo, realizado em Cananéia, litoral sul do estado, entre os dias 10 a 12 de maio de 2012. Intitulado Encontrão dos projetos especiais, este evento de formação e troca se deu, principalmente, pela articulação e pelos trabalhos realizados entre o Pontão de Cultura Nós Digitais e o Ponto de Cultura Caiçaras de Cananéia, contando com a presença dos Projetos Especiais: Cala Boca Já Morreu, Jeca Tatu, Oca, Ilé Edé Dúdú, Caiçaras além do Teia das Culturas e de outros 8 pontos de cultura do Vale do Ribeira.
A intenção do encontro foi, além de aprimorar as ações de formação em Software Livre, trabalhar, desenvolver e estimular a produção dos produtos digitais de cada grupo cultural envolvido e também aprofundar o contato e os vínculos entre os mesmos.

Paralelamente, aconteceu o “I Encontro de Cultura Digital e Conhecimentos Livres dos Pontos de Cultura do Vale do Ribeira”. Esse evento fez parte do programa “Arte Digital sem limites”, aprovado no edital “Prêmio Cultura Digital 2010 – Esporos de Pesquisa e Experimentação” do Ministério da Cultura (MinC). A proposta teve como principal objetivo oferecer um curso de formação técnica em arte digital fundamentada no uso de software livre e na prática de criação e/ou produção de mídias livres e redes locais sem-fio.

@pen @stra é o nome divertido para um pequeno tutorial de preparo, abertura e degustação das Ostras advindas da região de Cananéia, que são servidas no Bistro Caiçara.
Já o “Bistrô Caiçara”, apresentado aqui, é parte do complexo de ações do ponto de cultura caiçaras e tem como princípio básico o desafio de oferecer serviços gastronômicos especializados em alimentos e bebidas saudáveis (naturais e/ou orgânicos) adquiridos diretamente de pequenos produtores (pesca artesanal e agricultura familiar) e/ou de associações comunitárias (cooperativas de produção) baseando-se na filosofia e conceitos do “Movimento Slow Food” (www.slowfoodbrasil.com/) e gastronomia sustentável.

Unindo as diversas e criativas técnicas da gastronomia mundial e os conceitos sustentáveis da ecogastronomia buscamos formas de valorizar as receitas tradicionais caiçaras apresentando-as de forma contemporânea sem que se perca a essência da relação entre o alimento e o conhecimento tradicional popular.

Mais informações:
http://galerialagamar.matimperere.com.br
http://nosdigitais.teia.org.br

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Aluna da Unicamp desenvolve sistema para uso educacional de SMS

Via Jornal da Unicamp.

O uso dos celulares em sala de aula é assunto polêmico. Em 2010, o ex-deputado federal Pompeo de Mattos (PDT-RS) apresentou à Câmara um projeto de lei que proibia o uso dos aparelhos por alunos e professores nas salas de aula de todas as escolas públicas do país. A proposta foi aprovada pela Comissão de Educação e Cultura, mas acabou sendo arquivada. Recentemente o Projeto de Lei 2806/11, de autoria do deputado Márcio Macêdo (PT-SE), retomou a proposta, permitindo porém a presença destes equipamentos, desde que relacionados ao desenvolvimento de atividades didáticas e pedagógicas e após a autorização dos professores ou da diretoria da escola. O uso das novas tecnologias de informação, como lousas eletrônicas, iPads e e-readers, para citar alguns poucos exemplos, parece estar sendo cada vez mais incorporado ao ambiente escolar e, ao mesmo tempo, alimenta discussões pedagógicas sobre qual seria a melhor forma de utilizar tais tecnologias para que elas representem um benefício real ao processo de ensino e aprendizagem.

A tese intitulada “Um ambiente virtual de aprendizagem que utiliza avaliação formativa, a tecnologia de mensagens curtas e dispositivas móveis”, de autoria de Samira Muhammad Ismail, aluna da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC), vem contribuir para este debate. O trabalho trata do desenvolvimento de um sistema chamado SMS2E (Short Message Service To Educate), o qual permite a possibilidade da utilização da tecnologia SMS como uma ferramenta de apoio à educação. Segundo Samira, o SMS2E oferece uma solução que facilita o uso da avaliação para a formação, e não para a punição. Este procedimento, que pode ser aplicado em aulas presenciais ou a distância, utiliza os celulares, o serviço SMS e os ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) – como o TelEduc, elaborado pela Unicamp – para permitir que professor e aluno possam verificar instantaneamente os resultados do processo de ensino e aprendizagem.

“O professor formula uma questão de múltipla escolha relativa ao conceito apresentado em sala e os alunos, então, respondem utilizando seus celulares e escolhendo a alternativa que lhes parece correta. Em poucos segundos, as respostas são consolidadas através do sistema e os resultados são apresentados imediatamente aos alunos e professores em forma de gráficos. Esta apresentação, feita durante a aula, permite aos alunos e ao professor identificar possíveis falhas de ensino ou aprendizagem, a tempo de serem corrigidas”, explica Samira.

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Ronaldo Lemos: Educação será revolucionada pela tecnologia

Via folha.

Se São Tomás de Aquino reaparecesse hoje vindo da Idade Média, ficaria surpreso ao ver um hospital ou um prédio em construção. Mas se sentiria em casa ao ver uma escola. As salas de aula até hoje são organizadas como no fim da Idade Média: o professor na frente e os alunos (grande parte entendiados) ouvindo o que ele tem a dizer.

A educação cedo ou tarde será revolucionada pela tecnologia. Pense no material didático. Se bem transposto para o digital, tudo muda. Pode tornar-se ferramenta em constante transformação. Alunos e professores participando de seu aperfeiçoamento constante. Cada tópico gerando uma discussão multimídia, com alunos de diferentes escolas disputando soluções originais.

Um desafio é que a educação ainda é excessivamente baseada no texto. Só que a vida dos alunos é cada vez mais rica em mídias: vídeos, sites, redes sociais, música e remixes. “Quando chegam na escola, volta o reinado do bom e velho texto”, afirma Ronaldo Lemos.

A esse respeito, ganha força o movimento internacional dos Recursos Educacionais Abertos. A ideia é fazer com que todos materiais didáticos sejam colocados online de forma livre para serem manipulados, adaptados e remixados (o modelo tem apoio da UNESCO).

“Faz muito sentido”, diz o colunista da Folha. Nada mais pobre do que colocar material didático em PDF, formato que só reproduz limitações do mundo físico no digital. “O desafio hoje, é construir novas relações entre a informação e envolver alunos e professores neste processo”.

Ouça mp3.

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Manifesto para a engenharia reversa de nossas redes

Por Bartolina Sisa via CMI.

“É das paixões que brotam as opiniões; a inércia do espírito as faz enrijecerem na forma de convicções.
Mas quem sente o seu próprio espírito livre e infatigavelmente vivo pode evitar esse enrijecimento
mediante uma contínua mudança”
Friedrich Nietzsche – Humano, demasiado humano


“Digitalismo é uma forma de gnosis moderna, igualitária e barata, onde o fetiche do conhecimento foi
substituído pelo culto da rede digital”
Matteo Pasquinelli: A ideologia da cultura livre e a gramática da sabotagem


“Querer a autonomia supõe querer determinados tipos de instituição da sociedade e rejeitar outros. Mas
isso implica também querer um tipo de existência histórica, de relação com o passado e o futuro. Uma
como a outra, a relação com o passado e a relação com o futuro devem ser recriadas.”
Cornelius Castoriadis – As uncruzilhadas do labirinto volume VI

Esse texto visa percorrer alguns conceitos que despontaram no Brasil em nossa contemporaneidade acerca de novos e velhos intrumentos sócio-técnicos, chamados aqui de experiências de apropriações midiáticas brasileiras. Uso essa terminologia (que li pela primeira vez em LaymertGarcia, no livro Politizar as novas tecnologias) no sentido de articular uma via de mão dupla entre tecnologias e comunidades, impossibilitando qualquer interferência de um objetivo ou subjetivo determinismo tecnológico, abrindo portanto, e com mãos femininas, sua caixa preta.

Na década de 90, muito devido ao barateamento das ferramentas de produção de mídia e uma relativa liberdade política, surge na Holanda o conceito de mídia tática, cunhada por David Garcia e Geert Lovink, que ganhou notoriedade com a série de festivais Os Próximos Cinco Minutos (N5M – The Next Five Minutes [1]) que popularizou as experiências de rádios livres, blogs, publicações independentes, arte-ciência, ciberfeminismo e videoativismo de todo o mundo. É a pulverização de pequenas e médias iniciativas midiáticas baseadas na colaboração e descentralização. Finalmente as mídias ganhavam as ruas, reconectando-se aos movimentos sociais como verdadeiras armas de dissenso, e muitas vezes descoladas de seu suporte ciber ou digital.

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Carro Movido a Ar Comprimido

O pensamento e a reflexão radical sobre os rumos climáticos e econômicos que nossa civilização tem empregado cotidianamente em seus modos de viver pode produzir invenções tecnológicas sem precedentes nesse inicio de século. Carros Movidos a ar comprimido, por exemplo, então entre os inventos tecnológicos mais surpreendentes de um mundo novo possível.

Para ilustrar, segue um video-documentário elaborado pelo Discovery Channel sobre as tecnologias de carros movidos a ar comprimido e seus motores. Primeiro são mostrados os carros do Guy Negre e seu motor a pistão. http://www.catvolution.com/ Depois o motor rotativo do Angelo Di Pietro. http://www.engineair.com.au

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Tablets, computadores e a escola

Por Nelson Pretto.

Mais novidades para a educação com o anúncio da distribuição pelo MEC de tablets para os professores do ensino médio. Para “discutir” o tema, aconteceu semana passada, em Brasília, uma reunião promovida pelo próprio MEC com diversos pesquisadores brasileiros. A compra dos tablets foi anunciada pelo ministro Mercadante, mas a decisão já estava tomada pelo anterior, ministro Haddad. Fui convidado para a reunião, meio que sem saber direito o que iríamos ter por lá. Para variar, a reunião virou evento como bem gostam certos educadores e gestores públicos. Evento, não: aula, seminário.

É curioso, pois tive a oportunidade de participar de uma reunião com o próprio Mercadante, então ministro da Ciência e Tecnologia, que foi, de fato, uma bela conversa com os hackers e pesquisadores presentes na 12º Fórum Internacional do Software Livre (FISL), acontecido em junho passado em Porto Alegre. Lá, com um número mais ou menos igual de pessoas do encontro da semana passada, um círculo foi formado, as ideias circularam livremente numa grande roda de conversa, e foram feitas inúmeras sugestões sobre as possibilidades do MCT construir, efetivamente, uma política pública no campo do software livre, do desenvolvimento científico e tecnológico do país e da formação científica da juventude, com a possibilidade de implantação e apoio a algo do tipo “garagens digitais de C&T”. Conversa boa, que fluiu leve e com perspectivas positivas. Mas Mercadante deixou a Ciência & Tecnologia e não sabemos se o ministro Raupp dará continuidade ao encaminhado, o que seria um grande perda.

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Cultura Hacker + Ativismo Militante na Rede

Vídeo produzido por @mta_teles com imagens captadas durante o #ConexõesGlobais 2.0 no qual Sérgio Amadeu fala sobre Cultura Hacker em 2011 e 2012 o que está mudando no mundo e o que vem por ai a favor e contra a liberdade do conhecimento.

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América invertida, América libre

Via @BernardoSampa em #CodigoAbierto

América Invertida (1943), Joaquín Torres García.

El mexicano José de Vasconcelos, en su libro La raza cósmica (1925), acuñó el concepto de “quinta raza”. Vasconcelos pensaba que las ideas de raza y nacionalidad deberían ser trascendidas en nombre del destino común de la humanidad. El prestigioso pensador consideraba que el mestizaje de los pueblos ibéricos (españoles y portugueses), muy diferente a la exclusión racial de los anglosajones, convertiría América Latina en el epicentro de este nuevo mundo transfronterizo e interracial. La raza cósmica – más humana, más colaborativa – interpretaría la melodía afinada del futuro.

El brasileño Oswald de Andrade, en su visionario Manifiesto antropofágico (1928), vislumbró una sociedad contra el “las ideas objetivadas, cadaverizadas”. Preconizó el individuo como “víctima del sistema” y anhelaba una “conciencia participativa”. Siempre consideré a Oswald un futurista que entendió la sociedad en red antes de la existencia de Internet: “nunca tuvimos gramáticas ni colecciones de viejos vegetales. Y nunca supimos lo que era urbano, suburbano, fronterizo y continental”.

El polifacético uruguayo Joaquín Torres Garcíaen su pintura América invertida (1943), creó con un trazo simple el imaginario de otra América posible. Aunque convivió con las vanguardias artísticas de Europa (y llegó a vivir en Europa), Joaquín siempre tuvo clara su vocación latinoamericana:  ”Nuestro norte es el Sur. No debe haber norte, para nosotros, sino por oposición a nuestro Sur. Por eso ahora ponemos el mapa al revés, y entonces ya tenemos justa idea de nuestra posición, y no como quieren en el resto del mundo. La punta de América, desde ahora, prolongándose, señala insistentemente el Sur, nuestro norte”.

He preparado un pequeño decálogo de cultura libre latinoamericana para el festival #CómeteLaCultura que se celebra hoy en Madrid en el Colectivo La Latina. En medio de la crisis existencial-económica del primer mundo, podría hablar del crecimiento macroeconómico de América Latina, de la bonanza de sus instituciones culturales o de una industria cultural que ahora sí tiene plata para super producciones. Pero el mundo necesita justamente lo contrario.

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O ataque dos aplicativos assassinos

“Não sabemos o que é ser infinitamente bom. Sabemos o que é ser relativamente bom. E sabemos que não somos capazes de ser bons toda a vida e em todas as circunstâncias. Falhamos muito. E depois reconsideramos, o que não quer dizer que o reconheçamos publicamente.”

José Saramago, 2005

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Festival da Cultura Digital 2011 [part. 2]

Pois é, pois é, como eu disse em outro post, o ano de 2011 terminou, mas muitas lembranças marcantes – positivas ou não – que ficarão, especialmente em se tratando de Cultura Digital.

E para deixar registrado mais um teco disso,  fica aqui o segundo vídeo que o @mta_teles elaborou durante o Festival da Cultura Digital 3.0, ocorrido em dezembro de 2011. Vale a pena assistir.

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