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	<title>Movimento Cultura Digital &#187; reflexão</title>
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	<description>Decantados, desencantados e descolados...</description>
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		<title>O Saber é Livre e Compartilhado, a Cultura é Viva e Digital e a Prosa é Forte e a Beira Mar: Cultura Digital Caiçara</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 03:38:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Cabral</dc:creator>
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		<description><![CDATA[E se a gente sonhasse com um lugar onde o Saber fosse Livre para ser compartilhado? Onde a Cultura fosse Viva tal qual um pássaro no céu ou um peixe no Mar? Onde o Digital tivesse vez na mesa para fazer Rede entre parceiros e amigos? Onde a comida fosse lenta, afetuosa, de respeito e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><a href="http://culturadigital.br/movimento/files/2012/05/RECORTE.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-902" src="http://culturadigital.br/movimento/files/2012/05/RECORTE.png" alt="" width="583" height="505" /></a></p>
<p style="text-align: justify">E se a gente sonhasse com um lugar onde o Saber fosse Livre para ser compartilhado? Onde a Cultura fosse Viva tal qual um pássaro no céu ou um peixe no Mar? Onde o Digital tivesse vez na mesa para fazer Rede entre parceiros e amigos? Onde a comida fosse lenta, afetuosa, de respeito e sustentável? Onde a prosa fosse forte e a Beira Mar? E se a gente acordasse e visse que não era sonho?</p>
<p style="text-align: justify">Pois é, pois é: existem lugares, pessoas e ações, nesse Brasil, que parecem existir só nos nossos sonhos mais felizes, mas eles existem no mundo real e estão aí para serem descobertos, redescobertos e principalmente publicizados.</p>
<p style="text-align: justify">Não é de hoje que as ações desenvolvidas pelo Pontão Nós Digitais e pelo Ponto de Cultura Caiçaras são admiráveis. Ocorre que cada vez mais estas ações vem apresentando caminhos possíveis para um mundo novo onde a palavra popular tem vez e os sonhos são vividos acordados. Vejamos na tela um poucos do registros do que vai ficando.</p>
<p style="text-align: center">_______________________________</p>
<p style="text-align: center">
<h1 style="text-align: justify">Na tela</h1>
<p>[There is a video that cannot be displayed in this feed. <a href="http://culturadigital.br/movimento/2012/05/18/o-saber-e-livre-e-compartilhado-a-cultura-e-viva-e-digital-e-a-prosa-e-forte-e-a-beira-mar/">Visit the blog entry to see the video.]</a></p>
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<p style="text-align: justify">Estes vídeos foram produzidos a partir de um encontro entre Pontos de Cultura do Estado de São Paulo, realizado em Cananéia, litoral sul do estado, entre os dias 10 a 12 de maio de 2012. Intitulado Encontrão dos projetos especiais, este evento de formação e troca se deu, principalmente, pela articulação e pelos trabalhos realizados entre o Pontão de Cultura Nós Digitais e o Ponto de Cultura Caiçaras de Cananéia, contando com a presença dos Projetos Especiais: Cala Boca Já Morreu, Jeca Tatu, Oca, Ilé Edé Dúdú, Caiçaras além do Teia das Culturas e de outros 8 pontos de cultura do Vale do Ribeira.<br />
A intenção do encontro foi, além de aprimorar as ações de formação em Software Livre, trabalhar, desenvolver e estimular a produção dos produtos digitais de cada grupo cultural envolvido e também aprofundar o contato e os vínculos entre os mesmos.</p>
<p style="text-align: justify">Paralelamente, aconteceu o &#8220;I Encontro de Cultura Digital e Conhecimentos Livres dos Pontos de Cultura do Vale do Ribeira&#8221;. Esse evento fez parte do programa &#8220;Arte Digital sem limites&#8221;, aprovado no edital &#8220;Prêmio Cultura Digital 2010 &#8211; Esporos de Pesquisa e Experimentação&#8221; do Ministério da Cultura (MinC). A proposta teve como principal objetivo oferecer um curso de formação técnica em arte digital fundamentada no uso de software livre e na prática de criação e/ou produção de mídias livres e redes locais sem-fio.</p>
<p style="text-align: justify">@pen @stra é o nome divertido para um pequeno tutorial de preparo, abertura e degustação das Ostras advindas da região de Cananéia, que são servidas no Bistro Caiçara.<br />
Já o &#8220;Bistrô Caiçara&#8221;, apresentado aqui, é parte do complexo de ações do ponto de cultura caiçaras e tem como princípio básico o desafio de oferecer serviços gastronômicos especializados em alimentos e bebidas saudáveis (naturais e/ou orgânicos) adquiridos diretamente de pequenos produtores (pesca artesanal e agricultura familiar) e/ou de associações comunitárias (cooperativas de produção) baseando-se na filosofia e conceitos do &#8220;Movimento Slow Food&#8221; (www.slowfoodbrasil.com/) e gastronomia sustentável.</p>
<p style="text-align: justify">Unindo as diversas e criativas técnicas da gastronomia mundial e os conceitos sustentáveis da ecogastronomia buscamos formas de valorizar as receitas tradicionais caiçaras apresentando-as de forma contemporânea sem que se perca a essência da relação entre o alimento e o conhecimento tradicional popular.</p>
<p style="text-align: justify">Mais informações:<br />
<a title="http://galerialagamar.matimperere.com.br" rel="nofollow" href="http://galerialagamar.matimperere.com.br/" target="_blank">http://galerialagamar.matimperere.com.br</a><br />
<a title="http://nosdigitais.teia.org.br" rel="nofollow" href="http://nosdigitais.teia.org.br/" target="_blank">http://nosdigitais.teia.org.br</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Aluna da Unicamp desenvolve sistema para uso educacional de SMS</title>
		<link>http://culturadigital.br/movimento/2012/04/24/aluna-da-unicamp-desenvolve-sistema-para-uso-educacional-de-sms/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 04:01:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[referências]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Via Jornal da Unicamp. O uso dos celulares em sala de aula é assunto polêmico. Em 2010, o ex-deputado federal Pompeo de Mattos (PDT-RS) apresentou à Câmara um projeto de lei que proibia o uso dos aparelhos por alunos e professores nas salas de aula de todas as escolas públicas do país. A proposta foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><img class="aligncenter" src="http://www.unicamp.br/unicamp/sites/default/files/field/image/img_ju524-4.jpg#overlay-context=ju/524/sistema-permite-uso-educacional-mensagens-de-texto-celular" alt="" width="660" height="383" /></p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify"><a href="http://www.unicamp.br/unicamp/ju/524/sistema-permite-uso-educacional-de-mensagens-de-texto-celular" target="_blank">Via Jornal da Unicamp.</a></p>
<p style="text-align: justify">
<img class="alignright" src="http://www.unicamp.br/unicamp/sites/default/files/field/image/img_ju524-4a.jpg#overlay-context=ju/524/sistema-permite-uso-educacional-mensagens-de-texto-celular" alt="" width="300" height="280" />O uso dos celulares em sala de aula é assunto polêmico. Em 2010, o ex-deputado federal Pompeo de Mattos (PDT-RS) apresentou à Câmara um projeto de lei que proibia o uso dos aparelhos por alunos e professores nas salas de aula de todas as escolas públicas do país. A proposta foi aprovada pela Comissão de Educação e Cultura, mas acabou sendo arquivada. Recentemente o Projeto de Lei 2806/11, de autoria do deputado Márcio Macêdo (PT-SE), retomou a proposta, permitindo porém a presença destes equipamentos, desde que relacionados ao desenvolvimento de atividades didáticas e pedagógicas e após a autorização dos professores ou da diretoria da escola. O uso das novas tecnologias de informação, como lousas eletrônicas, iPads e e-readers, para citar alguns poucos exemplos, parece estar sendo cada vez mais incorporado ao ambiente escolar e, ao mesmo tempo, alimenta discussões pedagógicas sobre qual seria a melhor forma de utilizar tais tecnologias para que elas representem um benefício real ao processo de ensino e aprendizagem.</p>
<p style="text-align: justify">A tese intitulada “Um ambiente virtual de aprendizagem que utiliza avaliação formativa, a tecnologia de mensagens curtas e dispositivas móveis”, de autoria de Samira Muhammad Ismail, aluna da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC), vem contribuir para este debate. O trabalho trata do desenvolvimento de um sistema chamado SMS2E (Short Message Service To Educate), o qual permite a possibilidade da utilização da tecnologia SMS como uma ferramenta de apoio à educação. Segundo Samira, o SMS2E oferece uma solução que facilita o uso da avaliação para a formação, e não para a punição. Este procedimento, que pode ser aplicado em aulas presenciais ou a distância, utiliza os celulares, o serviço SMS e os ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) – como o TelEduc, elaborado pela Unicamp – para permitir que professor e aluno possam verificar instantaneamente os resultados do processo de ensino e aprendizagem.</p>
<p style="text-align: justify">“O professor formula uma questão de múltipla escolha relativa ao conceito apresentado em sala e os alunos, então, respondem utilizando seus celulares e escolhendo a alternativa que lhes parece correta. Em poucos segundos, as respostas são consolidadas através do sistema e os resultados são apresentados imediatamente aos alunos e professores em forma de gráficos. Esta apresentação, feita durante a aula, permite aos alunos e ao professor identificar possíveis falhas de ensino ou aprendizagem, a tempo de serem corrigidas”, explica Samira.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-833"></span></p>
<p style="text-align: justify">Sendo assim, o próprio aluno pode fazer uma auto-avaliação e o professor é capaz de decidir sobre a necessidade de reapresentação do conceito ou mudança na estratégia de ensino. A pesquisadora lembra que a avaliação é um recurso extremamente importante em qualquer processo de ensino e aprendizagem e que, quando preparada e executada com inteligência, pode contribuir para a melhoria do processo. Entretanto, segundo ela, a avaliação mais utilizada atualmente é aquela classificada como somativa, que é realizada somente ao final de certo período escolar, quando o professor atribui uma nota para o aluno, ou seja, quantifica o conhecimento adquirido por ele. “O problema é que, quando este é o único tipo de avaliação realizado, o processo pode se tornar punitivo, porque não dá chance para qualquer reação – nem por parte dos alunos e nem do professor. O ideal é que o aluno possa ser avaliado constantemente, mas isto não se faz porque, sem o apoio da tecnologia, fica muito difícil para o professor, já que se criaria uma carga extra de trabalho, pois ele teria que constantemente preparar e corrigir estas avaliações adicionais, além de analisar seus resultados. O SMS2E vem para facilitar todo este processo e permitir que o professor possa fazer avaliações constantes e interferir no processo de ensino e aprendizado. Esta é a vantagem da avaliação formativa”, afirma Samira.</p>
<p style="text-align: justify">A proposta da tese, realizada dentro da linha de pesquisa “Ensino de Engenharia e Inovações Tecnológicas”, com orientação do professor Gilmar Barreto, levou em conta o fato de que a tecnologia SMS é inclusiva, pois está presente em todos os modelos de celulares, desde os mais simples, é fácil de utilizar e não requer a incorporação de nenhuma tecnologia nova, ou seja, não representa a adição de nenhuma dificuldade ou trabalho extra ao ambiente do educador. Ademais, tem um baixo custo de implantação, utilização, manutenção e substituição.</p>
<p style="text-align: justify">Barreto coloca que a ideia principal do trabalho é sempre usar a tecnologia no sentido de facilitar a educação. “O celular deve ficar ‘bem ligado’ dentro da sala de aula e tem que ser utilizado como uma ferramenta que complementa o aprendizado. A tese da Samira foi feita com os celulares mais simples possíveis. Mas, se pensarmos nos smartphones, que tendem a ficar mais baratos e vão, eventualmente, substituir os mais simples, o professor vai poder utilizar esta tecnologia também com imagens, por exemplo, numa aula de trigonometria do segundo grau. O professor poderá enviar a questão ‘Aponte neste triângulo qual é o ângulo reto’ acompanhada da imagem do triângulo. O aluno, por meio da tecnologia touchscreen, vai apontar diretamente no celular qual é o ângulo reto e imediatamente o professor saberá quantos alunos aprenderam aquele conceito ou não. A mesma ideia vale para várias disciplinas”, aponta o orientador.</p>
<p style="text-align: justify">O trabalho foi apresentado em vários congressos e seminários, entre os quais o Congresso Brasileiro de Educação em Engenharia (Cobenge, em Blumenau∕SC); o Congresso Internacional de Educação em Engenharia (Educon 2011, em Aman ∕Jordânia); e o Seminário de Inovações Curriculares, em 2011, na Unicamp. Também foram publicados artigos relacionados ao assunto da tese em revistas conceituadas, como a IEEE &#8211; Multidisciplinary Engineering Education Magazine e a International Journal of Interactive Mobile Technologies.</p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify"><img class="alignleft" src="http://www.unicamp.br/unicamp/sites/default/files/field/image/img_ju524-4b.jpg#overlay-context=ju/524/sistema-permite-uso-educacional-mensagens-de-texto-celular" alt="" width="504" height="473" /></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Docente e aluno</strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong>aprovam iniciativa</strong></p>
<p style="text-align: justify">Tiago Médici, aluno do 4º ano do curso de Engenharia Elétrica da Unicamp, atualmente utiliza o SMS para manter contato com a família e se comunicar com os amigos, mas aprova a ideia do uso da tecnologia durante as aulas. “Acho que seria uma oportunidade interessante de interação com o professor e de auxílio no aprendizado”, afirma. Luis Carlos Kretly, professor titular da FEEC, testou o SMS2E e aprovou o resultado: “É uma ferramenta bastante interessante e fácil de ser utilizada. Eu, com certeza, adotaria o SMS2E durante minhas aulas na faculdade”.</p>
<p style="text-align: justify">Durante o doutorado, Samira pretende continuar aperfeiçoando a ideia e o sistema. “Agora, pretendemos desenvolver um gateway SMS dedicado à universidade, oferecendo alguns novos recursos e visando o melhor aproveitamento do sistema. No entanto, devemos preservar os benefícios de baixo custo total de propriedade, que envolve a aquisição, operação, manutenção, substituição e expansão do sistema. Além disso, devemos manter uma arquitetura aberta, facilmente integrável às plataformas de software educacionais já existentes”, finaliza a pesquisadora.</p>
<p><a href="http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000836272" target="_blank">■ <strong>Publicação &#8211; Download aqui</strong></a></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Tese:</strong> “Um ambiente virtual de aprendizagem que utiliza avaliação formativa, a tecnologia de mensagens curtas e dispositivas móveis”<br />
<strong>Autora:</strong> Samira Muhammad Ismail<br />
<strong>Orientador:</strong> Gilmar Barreto<br />
<strong>Unidade:</strong> Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC)</p>
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		<title>Ronaldo Lemos: Educação será revolucionada pela tecnologia</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 03:43:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Via folha. Se São Tomás de Aquino reaparecesse hoje vindo da Idade Média, ficaria surpreso ao ver um hospital ou um prédio em construção. Mas se sentiria em casa ao ver uma escola. As salas de aula até hoje são organizadas como no fim da Idade Média: o professor na frente e os alunos (grande [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-828 alignright" src="http://culturadigital.br/movimento/files/2012/04/Ronaldo-Lemos.jpg" alt="" width="299" height="299" /></p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/podcasts/1078932-ronaldo-lemos-educacao-sera-revolucionada-pela-tecnologia.shtml" target="_blank">Via folha. </a></p>
<p style="text-align: justify">Se São Tomás de Aquino reaparecesse hoje vindo da Idade Média, ficaria surpreso ao ver um hospital ou um prédio em construção. Mas se sentiria em casa ao ver uma escola. As salas de aula até hoje são organizadas como no fim da Idade Média: o professor na frente e os alunos (grande parte entendiados) ouvindo o que ele tem a dizer.</p>
<p style="text-align: justify">A educação cedo ou tarde será revolucionada pela tecnologia. Pense no material didático. Se bem transposto para o digital, tudo muda. Pode tornar-se ferramenta em constante transformação. Alunos e professores participando de seu aperfeiçoamento constante. Cada tópico gerando uma discussão multimídia, com alunos de diferentes escolas disputando soluções originais.</p>
<p style="text-align: justify">Um desafio é que a educação ainda é excessivamente baseada no texto. Só que a vida dos alunos é cada vez mais rica em mídias: vídeos, sites, redes sociais, música e remixes. &#8220;Quando chegam na escola, volta o reinado do bom e velho texto&#8221;, afirma Ronaldo Lemos.</p>
<p style="text-align: justify">A esse respeito, ganha força o movimento internacional dos Recursos Educacionais Abertos. A ideia é fazer com que todos materiais didáticos sejam colocados online de forma livre para serem manipulados, adaptados e remixados (o modelo tem apoio da UNESCO).</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;Faz muito sentido&#8221;, diz o colunista da <strong>Folha</strong>. Nada mais pobre do que colocar material didático em PDF, formato que só reproduz limitações do mundo físico no digital. &#8220;O desafio hoje, é construir novas relações entre a informação e envolver alunos e professores neste processo&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify"><a href="http://culturadigital.br/movimento/files/2012/04/2012_04_24_o_digital_ira_revolucionar_a_educacao.mp3" target="_blank">Ouça mp3</a>.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://culturadigital.br/movimento/files/2012/04/2012_04_24_o_digital_ira_revolucionar_a_educacao.ogg" target="_blank">Ouça ogg.</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Manifesto para a engenharia reversa de nossas redes</title>
		<link>http://culturadigital.br/movimento/2012/04/24/manifesto-para-a-engenharia-reversa-de-nossas-redes/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 03:32:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[referências]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://culturadigital.br/movimento/?p=820</guid>
		<description><![CDATA[Por Bartolina Sisa via CMI. “É das paixões que brotam as opiniões; a inércia do espírito as faz enrijecerem na forma de convicções. Mas quem sente o seu próprio espírito livre e infatigavelmente vivo pode evitar esse enrijecimento mediante uma contínua mudança” Friedrich Nietzsche – Humano, demasiado humano “Digitalismo é uma forma de gnosis moderna, igualitária e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img class="size-full wp-image-821  aligncenter" src="http://culturadigital.br/movimento/files/2012/04/281346652_7847b53258_z.jpg" alt="" width="512" height="383" /></p>
<p><a href="http://www.outraspalavras.net/2011/03/10/manifesto-para-a-engenharia-reversa-de-nossas-redes/" target="_blank">Por <strong>Bartolina Sisa via CMI.</strong></a></p>
<p>“É das paixões que brotam as opiniões; a inércia do espírito as faz enrijecerem na forma de convicções.<br />
Mas quem sente o seu próprio espírito livre e infatigavelmente vivo pode evitar esse enrijecimento<br />
mediante uma contínua mudança”<em><br />
</em><strong>Friedrich Nietzsche – <em>Humano, demasiado humano</em></strong></p>
<p><em><br />
</em>“Digitalismo é uma forma de gnosis moderna, igualitária e barata, onde o fetiche do conhecimento foi<br />
substituído pelo culto da rede digital”<em> </em><br />
<strong>Matteo Pasquinelli:<em> A ideologia da cultura livre e a gramática da sabotagem</em></strong></p>
<p><em><br />
</em>“Querer a autonomia supõe querer determinados tipos de instituição da sociedade e rejeitar outros. Mas<br />
isso implica também querer um tipo de existência histórica, de relação com o passado e o futuro. Uma<br />
como a outra, a relação com o passado e a relação com o futuro devem ser recriadas.”<em><br />
</em><strong>Cornelius Castoriadis<em> – As uncruzilhadas do labirinto volume VI</em></strong></p>
<p style="text-align: justify">Esse texto visa percorrer alguns conceitos que despontaram no Brasil em nossa contemporaneidade acerca de novos e velhos intrumentos sócio-técnicos, chamados aqui de experiências de apropriações midiáticas brasileiras. Uso essa terminologia (que li pela primeira vez em LaymertGarcia, no livro <em>Politizar as novas tecnologias</em>) no sentido de articular uma via de mão dupla entre tecnologias e comunidades, impossibilitando qualquer interferência de um objetivo ou subjetivo determinismo tecnológico, abrindo portanto, e com mãos femininas, sua caixa preta.</p>
<p style="text-align: justify">Na década de 90, muito devido ao barateamento das ferramentas de produção de mídia e uma relativa liberdade política, surge na Holanda o conceito de mídia tática, cunhada por David Garcia e Geert Lovink, que ganhou notoriedade com a série de festivais <em>Os Próximos Cinco Minutos</em> (N5M – The Next Five Minutes [1]) que popularizou as experiências de rádios livres, blogs, publicações independentes, arte-ciência, ciberfeminismo e videoativismo de todo o mundo. É a pulverização de pequenas e médias iniciativas midiáticas baseadas na colaboração e descentralização. Finalmente as mídias ganhavam as ruas, reconectando-se aos movimentos sociais como verdadeiras armas de dissenso, e muitas vezes descoladas de seu suporte ciber ou digital.</p>
<p style="text-align: justify"><span id="more-820"></span></p>
<p style="text-align: justify">Fora de um embate antagonista em relação a um suposto inimigo, mídias táticas surpreendem pela astúcia e distração do mais forte (Certeau), e essas eram justamente as práticas mais difundidas aqui na terra do <em>low-tech</em> e das gambiarras, em que a necessidade torna-se estética. Murais, stencils, pixações, fanzines, performances (corpo-mídia) e rádios livres ainda são as ferramentas mais utilizadas pelos ativistas de mídia latinos, de zapatistas mexicanos à feministas e ocupas urbanas. 1994 pode ser considerado um ano significativo para uma politização midiática continental, ano em que as forças em queda – o capitalismo cibernético – liberam energia – r-e-voluções. É o ano do levante do EZLN [2], Exército Zapatista de Libertação Nacional mexicano, que tratou de definitivamente entrincheirar as recém nascidas redes de comunicação internas de universidades, as primeiras a se conectarem a Internet. Lá estavam hacktivistas como (sir) Timothy John Berners-lee (www), Linus Torvald (kernel linux) e o pioneiro da turma Richard Atallman (gnu/ FSF) mas foram as agências de inteligência estadunidenses que criaram o termo <em>social net war</em> – guerra social da internet – para descrever o temor da era.</p>
<p style="text-align: justify">À mesma época no brasil era lançado o Manifesto dos Caranguejos com Cérebro [3] cuja imagem-símbolo é uma antena parabólica enfiada na lama. “Modernizar o passado é uma evolução musical (…) / o medo da origem é o mal / o homem coletivo sente a necessidade de lutar / o orgulho, a arrogância e a glória enchem a imaginação de domínio / são demônios os que destróem o poder bravio da humanidade / viva zapata, viva zumbi, viva sandino, viva zumbi, antônio conselheiro, todos os panteras negras, lampião sua imagem e semelhança” do disco de mesmo ano de Chico Science, que também canta em sua <em>afrociberdelia</em>“computadores fazem arte, artistas fazem dinheiro”. Nascia no Brasil o ciberativismo, em meio à periferia des-computadorizada nordestina, e através da música.</p>
<p style="text-align: justify">É claro que nestas condições de exclusão social o movimento da cibercultura não se desenvolveu por aqui. Esse prefixo pós-moderno – o ciber – foi usado por pouquíssimos teóricos e artistas, quando – nesta ordem – se popularizou nos campos da arte, academia e governo. Não tivemos propriamente um movimento de cibercultura, ciberfeminismo, ciberativismo ou ciberpunk, embora muitos coletivos praticassem tais conceitos, sob outros nomes: Sabotagem (difusor anti-copyright de livros), Centro de Mídia Independente (difusor de informações contra-hegemônicas), Rizoma.net (difusor de conceitos táticos de alteridade), Rádio Livre.org (plataforma agregadora de rádios livres), ip:// interface pública (laboratório de mídias livres na cidade do rio de janeiro), g2g (grupo de estudos em gênero e tecnologia), Metareciclagem (apropriação tecnológica para a transformação social), Submidialogia (encontro nômade de arte, mídia e tecnologia), Mídia Sana (vjs de guerrilha midiática e intervenção urbana), Orquestra Organismo (hardware arte), Poro e ARTNST (mídia tática), Projeto Saravá (tecnopolítica), etc. Inúmeras redes independentes que se apropriaram de diversas mídias de forma original surgiram desde o ano 2000 no Brasil e no mundo, muitos sem dúvida inspiradas nos ativismos anticapitalistas globais como os que eclodiram em Gênova, Seattle e São Paulo, assim como experiências de convergência de movimentos como a do Fórum Social Mundial. Também surgido nos anos 90, o conceito de cibercultura é acompanhado de inúmeras utopias e distopias tecnológicas – pesadelo totalitário na ficção científica dos livros de William Gibson, ou sonhos de hipertextos, repositórios de conhecimento e conexões emergentes (muitos nunca concretizados) como os de Ted Nelson (Xanadu em Dream Machines, de 1974) ou seu anterior Vannevar Bush (Memex de 1945); no Brasil – cuja apropriação tecnológica se manifesta sempre primeiro através da arte – surge com o visionário Oswald de Andrade e sua utopia antropofágica que descreveu a assimiliação da tecnologia moderna com o espírito xamanista da selva (em <em>A Crise da Filosofia Messiânica</em>, de 1950).</p>
<p style="text-align: justify">O software livre rapidamente virou a plataforma preferida dos ativistas de mídia, politizando os debates tecnológicos: rádios piratas se misturaram às rádios livres, muitas reativadas ou criadas nesta década, mulheres administravam servidoras e participavam de encontros autônomos de tecnologia e gênero, notícias eram veiculadas por consenso e horizontalidade, vídeos mostravam as lutas das barricadas. “A tecnologia que liberta” (FISL 2008), virou seu mote por aqui, na alegre fusão com a comunidade da esquerda partidária sulista, que adentrou com força o governo Lula, mas por outro lado ignorando os nada inovadores e imateriais problemas de desequilíbrio de gêneros (1,5% de desenvolvedorxs de SL são mulheres [4]) ou dicotomias ideológicas.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://www.outraspalavras.net/2011/03/10/files/2011/03/2.png"></a></p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://culturadigital.br/movimento/files/2012/04/2.png"><img class="size-full wp-image-822 alignright" src="http://culturadigital.br/movimento/files/2012/04/2.png" alt="" width="270" height="202" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Um ano após o Mídia Tática Brasil[5], versão brasileira do festival N5M que congregou muitos artistas e ativistas de mídia junto a um público de mais de 3.000 pessoas em 2003 – quando uma rádio livre foi instalada na Av. Paulista sob o nome Pega Eu, onde pôsteres de artistas globais pegaram fogo e um som pós-mídia enchia de ruídos os chiques jardins da Casa das Rosas na maior movimentação em toda sua história – um trabalho brasileiro realizou-se na ante-sala de entrada do quarto evento em Amsterdã – entre a farta fumaça do defumador, um camelódromo vendia camisetas do Brasil, pés-de-moleque, cds de música e é claro havaianas. A compra era efetuada através da moeda brasileira, o real. Ao lado do pano estendido no chão com a pirataria, um câmbio flutuante escrito a caneta em um balão subia e descia o preço da moeda a seu bel prazer. Finalmente o real veio a custar 3 euros, ou mais, dependendo do “humor do mercado”. Um produto brasileiro, a paçoquinha, foi levada para o Critical Art Ensemble – artistas da biotecnologia – testarem em seu laboratório de transgênicos. “Testada e aprovada como orgânica!” entoava a camelô.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://www.outraspalavras.net/files/2011/03/2.png"><br />
</a><a href="http://www.outraspalavras.net/files/2011/03/3.png"><img class="alignleft" src="http://www.outraspalavras.net/files/2011/03/3.png" alt="" width="270" height="202" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Artivismo foi o termo criado pela esquerda cultural paulistana (e não pelos coletivos agrupados sobo mote do festival – mídia tática) para a disseminação desses trabalhos, que usavam as mídias e incluso a própria arte de forma resistente, politizada e sobretudo nômade, configurando-se diferentemente a cada aparição e formando amplas coalizões para muito além do campo artístico. Seguiu-se então uma verdadeira febre de coletivos artísticos politizados, que ecoou pouco além da capital paulistana. No entanto, a prática da arte como tática política sempre existiu por aqui e foi justamente o mote gerador do festival MTB que usou o termo mídia tática como uma experiência de disseminação memética.</p>
<p style="text-align: justify">Em 2004 três laboratórios de mídia tática surgiram na zona leste de São Paulo, os Autolabs[6], a primeira experiência de um laboratório de mídia reciclado todo em software livre produzindo rádio, notícias independentes, histórias de vida em formatos digitais, fanzines, etc. Outras experiências similares surgiram em ocupas no centro de São Paulo no mesmo ano. E assim, criaram-se os protótipos do que veio a ser transformado em política pública progressista, produção não da massa mas para a massa, via ongs, com o projeto governamental “pontos de cultura”. É quando populariza-se o conceito de cultura digital, na contra-mão da cultura altamente colaborativa e transgressora, portanto de fato política, que se desenhava à época de forma autônoma, ou pelo menos sob princípios de horizontalidade e descentralização.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://www.outraspalavras.net/files/2011/03/10.png"><img class="alignright" src="http://www.outraspalavras.net/files/2011/03/10-300x51.png" alt="" width="300" height="51" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Gilberto Gil, recém empossado no ministério da Cultura, participou do evento de abertura do festival indepentente Mídia Tática Brasil, definitivamente aproximando seu gabinete dos ativistas do software livre e das discussões sobre propriedade intelectual, mas infelizmente adotando o modelo reformista das licenças Creative Commons (diretos limitados) ao libertário Copyleft (domínio público) – mais ou menos como o free e open source software para a comunidade de software livre. Clamou-se ministro hacker [7] e abriu importantes frentes para a implantação de políticas públicas favoráveis ao software livre por todo Brasil, mas sem considerar contextos locais como rede elétrica instável, banda curta e a larga máfia das ongs culturais (que sairam em seu modelo liberal de imaginário social ainda mais fortalecidas).</p>
<p style="text-align: justify">
<div style="text-align: justify"><a href="http://www.outraspalavras.net/files/2011/03/9.png"><img src="http://www.outraspalavras.net/files/2011/03/9-300x200.png" alt="Linux apoiado pelo governo brasileiro" width="300" height="200" /></a>Linux apoiado pelo governo brasileiro</p>
</div>
<p style="text-align: justify">O período de 2005-2008 representou um momento de sincretismo entre .gov, ongs e pseudo-artistas: com uma câmera na mão todos afinal poderiam ser artistas, resolvendo o acesso e a escassez, tudo mais fluiria, poderíamos pular do século XIX ao XXI… era o discurso que se ouvia à época, superando o ainda mais fraco termo inclusão digital. Ambos os termos – inclusão e cultura digital - surgiram em um contexto majoritariamente institucional, dentro de escritórios com financiamentos da ONU e PNUD, disseminados maciçamente, formando políticas públicas descontextualizadas, onde quem mais lucrou foram sem dúvida xs “articuladores” e a ItauTech (fornecedora de computadores). Meninos entusiastas do software livre que chegavam de avião às localidades mais remotas para armar o circo (zona estatal temporária) da inclusão digital, muitas vezes chamados de Encontros de Conhecimentos Livres[8], queimando máquinas, aumentando a banda de forma controlada e temporária para poder subir um vídeo produzido, dando oficina para mais de 100 professoras de escolas em 5 máquinas, levando o transmissor de rádio de volta depois da oficina, sendo quarterizado por corporações de tecnologia como Stefanini e Comsat. Não estava mais em questão a autonomia, gênero, as alternativas ao capitalismo massacrante, a colaboração para a produção, a práxis, a continuidade das ações. A lição que ficou para quem participou de alguns desses projetos é que mais vale uma apropriação lenta e efetiva do que uma massiva e altamente apropriável por qualquer grupelho, corporação ou instituição – que vai lucrar muito e causar efeitos muitas vezes opostos aos desejados, criando novas elites culturais e fetiches. É claro que por outro lado houve a disseminação maciça do software livre e de alguns princípios da cultura livre, no entanto completamente ausente de imaginação e prática política autônoma. Cultura Digital tornava-se a cultura produzida pelos mecanismos da indústria cultural, a economia criativa – incentivos governamentais, leis de incentivo, instituições legalizadas, licenças paradoxais para dizer que não precisamos de licenças, licitações de equipamentos – e lançada em grande escala principalmente através do ministério da Cultura do Brasil a partir de 2005. Em 2008 o termo cultura e mídia livre é totalmente desvirtuado de seu sentido original, livre de instituições, proprietários ou gestores – é seu oposto, recurso disputado por partidos de esquerda, blogueiros progressistas e membros de organizações do terceiro setor, criando termos descolados como “midialivristas”, com manifestos próprios e recursos estatais para fórums, no entanto sendo articulado por usuários de softwares proprietários e instituições de ensino federais [9]. E hoje inclusive, mais interessante ainda, têm como alvo verbas do próprio ministério das Comunicações, direitista onipresente e onipotente, no entanto senhor de um fundo bilionário oriundo das telecomunicações. Mídia independente, a luta originária ou mídia tática a estratégia de guerrilha midiática, é substituída por mídia livre, esvaziada de seu sentido libertário.</p>
<div style="text-align: justify"><a href="http://www.outraspalavras.net/files/2011/03/8.png"><img src="http://www.outraspalavras.net/files/2011/03/8.png" alt="Stallman e Gilberto Gill" width="180" height="140" /></a>Stallman e Gilberto Gill</p>
</div>
<p style="text-align: justify">Digitofagia cremos que foi o conceito mais não-apropriável e portanto sub-utilizado que existiu para caracterizar uma das mais originais e recentes apropriações tecnológicas e midiáticas brasileiras, cunhado pelo teórico cearense Ricardo Rosas, um dos organizadores do MTB, contextualizando a prática midiática aqui gerada com o fenômeno tipicamente cultural brasileiro, o da antropofagia. Apesar de ter realizado um festival [10] de 11 dias totalmente colaborativo, organizado de forma aberta por lista de discussão e um sistema wiki (edição online) agregando propostas emergentes, em 2004 no Museu da Imagem e do Som em São Paulo, e no Rio de Janeiro em um espaço independente, de ter gerado o excelente livro Net_cultura 1.0 (Radical livros, 2006, organizado por Rosas e Giseli Vasconcelos[11]), em sua tardomodernidade, a mídia tática e a digitofagia foram práticas disseminadas com muita naturalidade por aqui, principalmente entre as redes independentes e alguns teóricos (muito poucos), mas que não alçaram vôos maiores. Cremos que aterrorizava os senhores do universo. Os festivais de mídia arte brasileiros em sua maior parte patrocinados por bancos, empresas de telefonia ou petrolíferas preferiam temas como a pirataria ou mobilidade – técnicas que acabam por favorecer o sistema.</p>
<p style="text-align: justify">Assim, como o termo mídia tática foi disseminado pelas instituições da cultura e da mídia de massa (resenhas em jornais e revistas) como artivismo, o mesmo aconteceu com o conceito de cibercultura, ou ciberativismo, que transmutou-se em cultura digital.</p>
<p style="text-align: justify">No entanto, aconteceu no país algo muito curioso: a apropriação tecnológica das ferramentas livres sendo preconizada principalmente via movimentos libertários e paralelamente governo, com muitos momentos de convergência, numa retroalimentação sufocante, até quase o ponto de simbiose entre ativistas e governistas, o estado ditando manifestos de cultura digital e mídia livre e trabalhadores-ativistas super dedicados ao seu trabalho. Artistas por sua vez se burocratizaram abrindo ongs e firmas para trabalhar junto ao descolado governo. Em 2011, com a presidenta Dilma e a posse da nova Ministra da Cultura parecem estar em curso ainda mais retrocessos como a remoção mesma das licenças CC de sítios e trabalhos apoiados pelo antigo gabinete.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>De volta ao básico</strong></p>
<p style="text-align: justify">Desde muito cedo somos treinadxs nos jogos de guerra, em estações de jogos e televisores. Ali vemos meninas dançantes figurantes, fuzis e sangue, big brothers fantásticos, nas ruas nossas fantasias de princesa são fortalecidas pela dolinha de r$2, quando nos tornamos poderosas e criamos coragem de portar uma arma própria, em nome da justiça, liberdade, e o vício. Enquanto isso a burguesia vive nostálgica, também doente, em redes sociais, relações virtuais e avatares. É o ápice das megacorporações da tecnologia como microsoft (mais de 80% dos sistemas operacionais), google (maior quantidade de dados de vigilância do mundo), facebook e amazon em um contínuo expansionismo para segmentos diversos como telefonia celular, TV a cabo, internet móvel e sementes. Centralização e vigilância permeiam o imaginário social digital, em uma rede distribuída de bots muito mais potente do que Foucalt descreve em seus estudos sobre técnicas de vigilância em prisões, ubiquamente retroalimentada por nós, nossos dados e estilos de vida, em sua produção material e imaterial. É a era tecnotrônica de inspiração cibernética em que tudo vira sistema, autômato, colagem, em um esgotamento da imaginação e do imaginário político a favor de um  racionalismo tecnicista, o desejo de primazia da tecnologia sobre a política e a cultura como simulacro de si mesma.</p>
<p style="text-align: justify">E assim, aos poucos, a cultura do ciberespaço global vai sendo deglutida pelas novas/velhas instituições da esquerda cultural, jovens hackers empresários, yuppies, ex-hippies, moldada por novos nomes mais indicativos da “nova era” que desejam adentrar, cavalgando a nova onda, sob a mesma velha lógica desenvolvimentista e centralizadora onde é necessária uma sociedade futurista em que a tecnologia e não as pessoas mediassem os processos sociais (tecnocracia). Nada mais radical do que uma volta ao passado: das tribos aos ideais liberais. São as teorias neogovernamentais do novo paradigma cultural como descritas por Pierre Levy, Manuel Castells, Howard Reingold e Alvin Tofler, e mais tarde Lessing – o advogado que popularizou as licenças Creative Commons (CC), gerando novos termos como aldeia global, comunidades em rede, cultura colaborativa e cultura livre.</p>
<p style="text-align: justify">Falhos “mapeamentos”, distorcidos em recorte de gênero (25 homens e 4 mulheres) como em http://culturadigital.br/retalhos ou precisão das informações referentes aos trabalhos independentes como Mídia Tática Brasil e Digitofagia acabam por permitir que se apaguem as lutas e políticas existentes no interior destas apropriações.</p>
<p style="text-align: justify">No entanto, o que insistimos em esquecer (ou como em matrix o que apagam de nossa memória) é que todos os sistemas são afinal programados pelos grupos dominantes. E que cabe somente a nós escrevermos e refletirmos sobre nossa história. Compartilharmos o código, enfim.</p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify">A (des-)apropriação tecnológica brasileira como assinalou Décio Piganatri em 77 (no livro <em>Informação. Linguagem. Comunicação.</em>) em referência ao design mas que aplica-se às novas gerações de instrumentos sócio-técnicos “coloca-se como uma questão de necessidade, de linguagem e de consciência; o problema da quantidade se sobrepõe ao da qualidade (…) [em] que países como o Brasil não podem e não querem pretender atingir a qualidade dos países desenvolvidos pois suas necessidades repelem o alto custo de aperfeiçoamentos tecnológicos contínuos que acabam por beneficiar apenas uma pequena parcela do povo.” É neste sentido que achamos bem longe das iniciativas financiadas e governamentais a imaginação radical da apropriação tecnológica brasileira.</p>
<p style="text-align: justify">Para onde vamos? Obviamente estamos de volta ao seio do sistema de onde surgimos, filhxs bastardxs de táticas midiáticas bem sucedidas. Depois da utopia tecnológica que se deu no início dos anos 2000 no Brasil, encontramos hoje, praticamente, um mundo ao revés. Com toda situação propositalmente desorientadora é obviamente iminente novos radicalismos. De qual lado das barricadas nos encontraremos? Urge uma avaliação profunda e sincera da apropriação midiática brasileira deste século, para não incitarmo-nos de novo a erros humanos, demasiado humanos.</p>
<p style="text-align: justify">Cremos que um primeiro passo interessante seria responder algumas perguntas para podermos avançar: afinal, toda a febre do software livre contribuiu como para o desenvolvimento dos programas, plataformas e sistemas? Ainda recorremos aos oligopólios cibermidiáticos para usarmos um email, publicarmos um filme, uma imagem, uma música, um sítio web? Afinal, todas as práticas ”midialivristas” contribuiram como para a autonomia da produção midiática? Ainda somos presos por usar um trecho de um filme, fotocopiar um livro, baixar uma música, compartilhar a internet, ligar um transmissor de rádio? Existe de fato uma cultura livre? Livre de quê? Afinal, todos os maquinários de pontos de cultura e festivais de mídia produziram quais trabalhos que contribuam para indicar caminhos evolutivos na linguagem artística ou nos processos sociais? Prá quem e com quem fazemos o que fazemos? Como nos solidarizamos com atos de censura que acontecem hoje com blogs independentes como o do Centro de Mídia Independente ou globalmente nos recentes protestos no Egito?<a href="http://www.outraspalavras.net/files/2011/03/14.png"></a></p>
<div style="text-align: justify"><a href="http://www.outraspalavras.net/files/2011/03/14.png"><img src="http://www.outraspalavras.net/files/2011/03/14.png" alt="Radio livre na ocupa da funai em 2005" width="245" height="184" /></a>Radio livre na ocupa da funai em 2005</p>
</div>
<p style="text-align: justify">Urge mais uma transformação de nossas práticas, novas táticas midiáticas, para de fato voltarmos a questionar os sistemas que acabaram por engolir nosso dia-a-dia, nossos fazeres e sonhos de mudança. Radicalizemos! Escrevamos nossas próprias histórias. Façamos arte e política de nossos códigos (ela não chegará junto ao Bolsa Computador ou ao Vale Cultura) e assim, mutuamente, nós e nossa vizinhança nos impregnaremos de visões insurgentes. É necessário mais que nunca Paulo Freire em nossos trabalhos, ensinar tecnologia como se estivéssemos nas trincheiras (nunca saímos delas). É necessário que estabeleçamos novos parâmetros de colaboração em que a arte, a política, a autonomia e o anticapitalismo sejam princípios e não palavras soltas ao vento. Urge a volta da micro-política em rede, das pessoas sinceras e suas nervosas inquietações, espaços de convívio e trabalhos onde a liberdade não seja um conceito único mas uma proposta político-pedagógica-cultural a ser construída em nossas práticas, por nossas colaborações, nossas próprias mãos, nossos livres saberes, nossos manifestos, que sempre estarão à frente do sistema, que por sua vez, sempre virá atrás – seja para nos reprimir, copiar ou cooptar. Que se apropriem de processos e não de pessoas. De subjetividades e não de máquinas. Vamos dar a eles novos mitos, nossos macunaímas, nossas metasubcibertrans – belxs anti-heroínas. E finalmente, depois de um período “no estrangeiro”, que voltemos à nossa vizinhança, aquela lá dos tempos da pedreira…</p>
<p style="text-align: justify">“que as idéias voltem a ser perigosas” paulo lara, sub&gt;mídia</p>
<p style="text-align: justify">PS: Este texto é uma singela homenagem aos ativistas de mídia brasileiros, e presta uma reverência internacionalista à Brad Will (Eua) e Lenin Nájera (Ecuador) e a tod@s que apanharam e foram assassinados nas barricadas.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Notas</strong></p>
<p style="text-align: justify">[1] N5M – http://www.next5minutes.org</p>
<p style="text-align: justify">[2] EZLN – http://enlacezapatista.ezln.org.mx</p>
<p style="text-align: justify">[3] Manifesto dos caranguejos com cérebro – http://www.fafich.ufmg.br/manifestoa/pdf/caranguejos</p>
<p style="text-align: justify">[4] Mais dados, apresentações e estudos sobre a participação feminina no software livre podem ser enontrados aqui – http://www.linuxchix.org/women-open-source-free-software-bibliography.html Encontro feminista de mídias livres – Carnaval Eclético Tech ou /etc-br  http://ciberfeminismo.midiatatica.info/etc</p>
<p style="text-align: justify">[5] Mídia Tática Brasil – http://mtb.midiatatica.info</p>
<p style="text-align: justify">[6] Autolabs – http://autolabs.midiatatica.info</p>
<p style="text-align: justify">[7] “A melhor forma de promover essa livre troca de informações é ter um sistema aberto (…) A última coisa que você precisa é burocracia. Burocracias, sejam corporativas, governamentais ou universitárias são sistemas falhos, perigosos já que não acomodam o impulso exploratórios dos hackers verdadeiros. Burocratas se escondem por trás de regras arbitrárias (em oposição aos algoritmos lógicos com que máquinas e programas de computador operam): eles invocam essas regras para consolidar poder e percebem o impulso construtivista dos hackers como um perigo.” (<em>A Ética Hacker</em>, capítulo 2 do livro Hackers, de Steven Levy.)</p>
<p style="text-align: justify">[8] Encontros de Conhecimentos Livres foram articulações ora independentes ora governamentais. Como visto, articulações semelhantes existiam no circuito midiático independente brasileiro desde 2003. É interessante notar na linha do tempo do Fórum Social Mundial http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%B3rum_Social_Mundial as mudanças desde o ano de 2002 (adoção do copyleft), 2004 (adoção do software livre) e em 2005 (do modelo de laboratório de mídia). Alguns sítios tentam construir uma história desde o ponto de vista governamental como em http://www.segueocortejo.org/2011/01/encontros-de-conhecimentos-livres-2005.html ou exclusivamente masculino e governista</p>
<p style="text-align: justify">http://linhadotempo.culturadigital.org.br/2010/11/09/i-encontro-de-conhecimentos-livres-do-</p>
<p style="text-align: justify">nordeste/ mas o fato é que os três primeiros Laboratórios de Mídias brasileiros em rede, utilizando software livre e hardware descartado foi concebido por uma mulher artista, Giseli Vasconcelos, em São Paulo no ano de 2003.</p>
<p style="text-align: justify">[9] Manifesto Midialivristas uni-vos : http://www.universidadenomade.org.br/userfiles/file/Lugar<br />
%20Comum/25-26/08%20MIDIALIVRISTAS%20UNI-VOS.pdf<br />
“É preciso investir em condições equânimes para o exercício do direito à comunicação, seja através de uma melhor distribuição das verbas publicitárias públicas ou da revisão das outorgas de concessões governamentais. Também é necessário pensar a criação de um mercado específico para<br />
ações independentes (…). Igualmente importante é agir para instauração de políticas de comunicação com incidência ampla, indo além dos meios de comunicação. ” Neste cenário a disputa não é com os veículos comerciais de comunicação, publicidade ou a centralização estatal da infraestrutura técnica de difusão, o chamado é para uma colaboração com estes grupos (empresas e governo). Grifo desta autora.</p>
<p style="text-align: justify">[10] Digitofagia – http://digitofagia.midiatatica.info</p>
<p style="text-align: justify">[11] Livro para download http://publicacoes.midiatatica.info/netcultura_digitofagia.pdf</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Carro Movido a Ar Comprimido</title>
		<link>http://culturadigital.br/movimento/2012/04/16/carro-movido-a-ar-comprimido/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Apr 2012 19:49:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[O pensamento e a reflexão radical sobre os rumos climáticos e econômicos que nossa civilização tem empregado cotidianamente em seus modos de viver pode produzir invenções tecnológicas sem precedentes nesse inicio de século. Carros Movidos a ar comprimido, por exemplo, então entre os inventos tecnológicos mais surpreendentes de um mundo novo possível. Para ilustrar, segue [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O pensamento e a reflexão radical sobre os rumos climáticos e econômicos que nossa civilização tem empregado cotidianamente em seus modos de viver pode produzir invenções tecnológicas sem precedentes nesse inicio de século. Carros Movidos a ar comprimido, por exemplo, então entre os inventos tecnológicos mais surpreendentes de um mundo novo possível.</p>
<p>Para ilustrar, segue um video-documentário elaborado pelo Discovery Channel sobre as tecnologias de carros movidos a ar comprimido e seus motores. Primeiro são mostrados os carros do Guy Negre e seu motor a pistão. <a title="http://www.catvolution.com/" rel="nofollow" href="http://www.catvolution.com/" target="_blank">http://www.catvolution.com/</a> Depois o motor rotativo do Angelo Di Pietro. <a title="http://www.engineair.com.au/index.htm" rel="nofollow" href="http://www.engineair.com.au" target="_blank">http://www.engineair.com.au</a></p>
<p style="text-align: center">[There is a video that cannot be displayed in this feed. <a href="http://culturadigital.br/movimento/2012/04/16/carro-movido-a-ar-comprimido/">Visit the blog entry to see the video.]</a></p>
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		<title>Tablets, computadores e a escola</title>
		<link>http://culturadigital.br/movimento/2012/03/27/tablets-computadores-e-a-escola/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Mar 2012 22:03:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Nelson Pretto. Mais novidades para a educação com o anúncio da distribuição pelo MEC de tablets para os professores do ensino médio. Para &#8220;discutir&#8221; o tema, aconteceu semana passada, em Brasília, uma reunião promovida pelo próprio MEC com diversos pesquisadores brasileiros. A compra dos tablets foi anunciada pelo ministro Mercadante, mas a decisão já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1><a href="http://culturadigital.br/movimento/files/2012/03/nelson-pretto.png"><img class="size-full wp-image-794 aligncenter" src="http://culturadigital.br/movimento/files/2012/03/nelson-pretto.png" alt="" width="500" height="387" /></a></h1>
<div>
<p><a href="https://blog.ufba.br" target="_blank">Por Nelson Pretto. </a></p>
<p>Mais novidades para a educação com o <a href="http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5326164-EI8266,00-MEC+vai+distribuir+tablets+para+alunos+de+escolas+publicas+em.html" target="_blank">anúncio da distribuição pelo MEC de tablets para os professores do ensino médio</a>. Para &#8220;discutir&#8221; o tema, aconteceu semana passada, em Brasília, uma reunião promovida pelo próprio MEC com diversos pesquisadores brasileiros. A compra dos tablets foi anunciada pelo ministro Mercadante, mas a decisão já estava tomada pelo anterior, ministro Haddad. Fui convidado para a reunião, meio que sem saber direito o que iríamos ter por lá. Para variar, a reunião virou evento como bem gostam certos educadores e gestores públicos. Evento, não: aula, seminário.</p>
<p>É curioso, pois tive a oportunidade de participar de uma reunião com o próprio Mercadante, então ministro da Ciência e Tecnologia, que foi, de fato, uma bela conversa com os hackers e pesquisadores presentes na 12º Fórum Internacional do Software Livre (FISL), acontecido em junho passado em Porto Alegre. Lá, com um número mais ou menos igual de pessoas do encontro da semana passada, um círculo foi formado, as ideias circularam livremente numa grande roda de conversa, e foram feitas inúmeras sugestões sobre as possibilidades do MCT construir, efetivamente, uma política pública no campo do software livre, do desenvolvimento científico e tecnológico do país e da formação científica da juventude, com a possibilidade de implantação e apoio a algo do tipo &#8220;garagens digitais de C&amp;T&#8221;. Conversa boa, que fluiu leve e com perspectivas positivas. Mas Mercadante deixou a Ciência &amp; Tecnologia e não sabemos se o ministro Raupp dará continuidade ao encaminhado, o que seria um grande perda.</p>
<p><span id="more-793"></span></p>
<p>Quando fui convidado para a reunião sobre &#8220;educação digital&#8221; (esse era o nome do &#8220;evento&#8221;) do MEC em Brasília, imaginava algo semelhante, em torno de uma mesa, com uma conversa franca sobre os rumos que poderiam tomar os projetos de uso de tecnologias digitais na educação, que existem desde muito. A conversa não aconteceu, e a rica possibilidade de uma reunião onde as ideias rolassem soltas, possibilitando ao Ministro e sua equipe (se tempo tivessem para acompanhar!) sentirem as diversas possibilidades apresentadas por nós, pesquisadores que estudam o tema. Minha surpresa veio desde o início. Ao chegarmos na reunião, encontramos cadeiras (carteiras?!) arrumadas como uma sala de aula, um projetor para as nossas apresentações (com um sistema operacional proprietário fazendo sua propaganda gratuita com aquela bandeirinha ao fundo!), essas com um tempo fixo para as falas &#8211; que foi meio para nós mesmos e para uma câmera que gravava tudo &#8211; sobre as nossas próprias experiências, salvo uma ou outra fala mais estruturante. A surpresa ainda foi maior quando nos deparamos, em paralelo, promovido pelo mesmo MEC e no mesmo hotel, com uma outra reunião/evento (&#8220;Uso das tecnologias na educação&#8221;) para discutir a parte técnica do projeto de &#8220;educação digital&#8221;, como se fosse possível pensar os dispositivos e infra-estrutura separadamente da concepção filosófica e pedagógica. Mesmo que depois o MEC tenha nos dito que os dois grupos iriam se reunir, fica evidente o equivoco brutal na concepção dessa política pública. Essa distinção tem, no mínimo, um século de atraso!</p>
<p>O ponto nevrálgico, penso eu, está centrado sempre e sempre na mesma questão: as políticas públicas consideram que educação é sempre aula, aula com professor na frente ditando o rumo! Com essa concepção de educação, mesmo que de forma subjacente e não explicitada nos discursos, chegamos à grande questão e ao maior desafio quando pensamos em cultura digital: de que adianta termos notebooks, computadores, câmeras e tablets se o que se espera da escola, em última instância, é que tudo se resuma a um professor dando aulas?</p>
<p>Outra pergunta que têm sido feita, principalmente na mídia, é se deve ou não o MEC adquirir os tablets para os professores? A resposta não pode ser tímida: claro que sim! Mas insisto, temos que pensar maior pois não se trata discutir se devemos ou não ter a TV Escola, ou ProInfo, ou UCA, ou os laboratórios do Proinfo ou os tablets. Trata-se de tudo e, essencialmente, da elaboração de uma política de tecnologia da informação para a educação, e aqui não estou me referindo a ensino básico ou ensino médio, mas a todos os níveis, das primeiras séries à pós-graduação.</p>
<p>Quem me lê pelo menos eventualmente sabe que repito, quase como um mantra, que estas políticas precisam articular diversas áreas e Ministérios (pense na riqueza de uma articulação das escolas com os Pontos de Cultura!). Insisto que o MEC tem que ser rede, e rede estabelecida com os Estados, rede com outros Ministérios, rede com os professores e rede que englobe os diversos níveis da educação. No entanto, qualificar a palavra &#8220;rede&#8221; é fundamental. Ficamos acostumados a compreendê-la a partir do intensivo uso da palavra no sistema de comunicação de massa, com a expressão &#8220;rede de emissoras de televisão&#8221;, que produzem os programas no eixo Rio-São Paulo e os distribuem para o resto do país. E, neste caso, mesmo quando existe o envolvimento e participação das chamadas afiliadas, o que vemos são, por exemplo, telejornais que reproduzem tudo, do cenário, entonação da voz, estrutura de programa até a sua marca, com pequenas variações de letras para dar a tal cor local. Na verdade, esse tipo de rede é de distribuição (brodcasting) e não é isso que preconizamos para a educação. É necessário que a rede se constitua a partir do diálogo, que considere a realidade e os valores de cada um dos entes e regiões.</p>
<p>Numa rede assim constituída, com professores atuando de forma colaborativa e coletiva, lhes sendo dadas as condições de salário, formação e trabalho, a presença das tecnologias &#8211; todas elas ao mesmo tempo! &#8211; pode muito contribuir para uma formação também mais ampla, uma formação que prepare professores e alunos para a chamada cultura digital. O problema, nesse campo, é que parece que o governo &#8211; e o MEC em especial &#8211; tem receio de afirmar publicamente que vai simplesmente entregar tablets aos professores para que sejam usados como elementos de informação e comunicação para o próprio professor. Tem receio de ser criticado por, corretamente, entregar equipamentos que podem contribuir, pela sua própria natureza, para reestruturar o sistema, sem necessariamente se constituir num veículo de mais transmissão de informações &#8220;geradas&#8221; de forma centralizada, ou pelo MEC ou por uma das nossas universidades. Computador, tablet, smartfone e todas essas tecnologias, não podem ser vistas somente como meras auxiliares dos mesmos processos educacionais.</p>
<p>Precisamos, com tudo isso presente na escola, que os professores estejam preparados para interagir com a meninada que, já, já, também deveria receber seus gadgets portáteis e, nos espaços coletivos da escola, produzir culturas e conhecimentos e não simplesmente consumir informações.</p>
<p>Para tal, insistimos: a preparação dos professores não se dará com a simples oferta de cursos de formação (muito menos padronizados!) e sim de um amplo programa de fortalecimento dos professores (salário, formação e condições de trabalho) visando a imersão dos mestres na cultura digital.</p>
<div><em><strong>Nelson Pretto</strong> é professor e já foi diretor (2000-2004 e 2004-2008) da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia. Secretário regioanal da SBPC-Bahia. Físico, mestre em Educação e Doutor em Comunicação.</em></div>
<div><em><br />
</em></div>
</div>
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		<title>Cultura Hacker + Ativismo Militante na Rede</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Mar 2012 00:02:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[referências]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Vídeo produzido por @mta_teles com imagens captadas durante o #ConexõesGlobais 2.0 no qual Sérgio Amadeu fala sobre Cultura Hacker em 2011 e 2012 o que está mudando no mundo e o que vem por ai a favor e contra a liberdade do conhecimento. [There is a video that cannot be displayed in this feed. Visit the [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vídeo produzido por <a href="https://twitter.com/#!/mta_teles">@mta_teles</a> com imagens captadas durante o <a href="http://conexoesglobais.com.br/" target="_blank">#ConexõesGlobais</a> 2.0 no qual Sérgio Amadeu fala sobre Cultura Hacker em 2011 e 2012 o que está mudando no mundo e o que vem por ai a favor e contra a liberdade do conhecimento.</p>
<p style="text-align: center">[There is a video that cannot be displayed in this feed. <a href="http://culturadigital.br/movimento/2012/03/19/cultura-hacker-ativismo-militante-na-rede/">Visit the blog entry to see the video.]</a></p>
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		<title>América invertida, América libre</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Mar 2012 23:49:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Via @BernardoSampa em #CodigoAbierto América Invertida (1943), Joaquín Torres García. El mexicano José de Vasconcelos, en su libro La raza cósmica (1925), acuñó el concepto de “quinta raza”. Vasconcelos pensaba que las ideas de raza y nacionalidad deberían ser trascendidas en nombre del destino común de la humanidad. El prestigioso pensador consideraba que el mestizaje de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Via <a href="https://twitter.com/#!/bernardosampa">@BernardoSampa</a> em <a href="http://blogs.20minutos.es/codigo-abierto/2012/03/18/america-invertida-america-libre/" target="_blank">#CodigoAbierto</a></p>
<p style="text-align: center"><strong><a href="http://blogs.20minutos.es/codigo-abierto/files/2012/03/americainvertida.jpg"><img class="aligncenter" src="http://blogs.20minutos.es/codigo-abierto/files/2012/03/americainvertida.jpg" alt="" width="454" height="480" /></a></strong></p>
<p><em> América Invertida (1943), Joaquín Torres García.</em></p>
<p><strong>El mexicano José de Vasconcelos, en su libro <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/La_raza_c%C3%B3smica" target="_blank">La raza cósmica</a> (1925), acuñó el concepto de “quinta raza”</strong>. Vasconcelos pensaba que las ideas de raza y nacionalidad deberían ser trascendidas en nombre del destino común de la humanidad. El prestigioso pensador consideraba que el mestizaje de los pueblos ibéricos (españoles y portugueses), muy diferente a la exclusión racial de los anglosajones, convertiría América Latina en el epicentro de este nuevo mundo transfronterizo e interracial. La raza cósmica – más humana, más colaborativa – interpretaría la melodía afinada del futuro.</p>
<p><strong>El brasileño Oswald de Andrade, en su visionario <a href="http://www.lumiarte.com/luardeoutono/oswald/manifantropof.html" target="_blank">Manifiesto antropofágico</a> (1928), vislumbró una sociedad contra el “las ideas objetivadas, cadaverizadas”</strong>. Preconizó el individuo como “víctima del sistema” y anhelaba una “conciencia participativa”. Siempre consideré a Oswald un futurista que entendió la sociedad en red antes de la existencia de Internet: “nunca tuvimos gramáticas ni colecciones de viejos vegetales. Y nunca supimos lo que era urbano, suburbano, fronterizo y continental”.</p>
<p><strong>El polifacético uruguayo <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Joaqu%C3%ADn_Torres_Garc%C3%ADa" target="_blank">Joaquín Torres García</a>, <strong>en su pintura <em>América invertida</em> (1943),</strong> creó con un trazo simple el imaginario de otra América posible</strong>. Aunque convivió con las vanguardias artísticas de Europa (y llegó a vivir en Europa), Joaquín siempre tuvo clara su vocación latinoamericana:  ”Nuestro norte es el Sur. No debe haber norte, para nosotros, sino por oposición a nuestro Sur. Por eso ahora ponemos el mapa al revés, y entonces ya tenemos justa idea de nuestra posición, y no como quieren en el resto del mundo. La punta de América, desde ahora, prolongándose, señala insistentemente el Sur, nuestro norte”.</p>
<p><strong>He preparado un pequeño decálogo de cultura libre latinoamericana p<strong>ara el festival <a href="http://blogs.20minutos.es/codigo-abierto/2012/03/14/cometelacultura-en-una-jornada-colectiva/" target="_blank">#CómeteLaCultura </a>que se celebra hoy en Madrid en el <a href="http://www.colectivolalatina.org/" target="_blank">Colectivo La Latina</a></strong>.</strong> En medio de la crisis existencial-económica del primer mundo, podría hablar del crecimiento macroeconómico de América Latina, de la bonanza de sus instituciones culturales o de una industria cultural que ahora sí tiene plata para super producciones. Pero el mundo necesita justamente lo contrario.</p>
<p><span id="more-761"></span></p>
<p><strong>América Latina, la esperanza del Planeta Insostenible, puede iluminar en las próximas décadas al mundo. Y precisamente en la dirección contraria al supuesto “progreso económico”, al consumismo y a la mercantilización de bienes y personas</strong>. Llegó la hora de las entusiastas profecías de José de Vasconcelos, Oswald de Andrade, Joaquín Torres y tantos otros. El mundo tiene que escuchar con atención a América Latina. Por eso he preparado para mi intervención <strong>quince casos de cultura libre, participativa y en red de América Latina</strong>. Algunos casos llevan años funcionando. Pero quizá no sean demasiado desconocidos por el gran público.Reproduzco (enriqueciendo con algún vínculo o frase) el texto que va a aparecer en el decálogo del festival. <strong>El <a href="http://thinkcommons.org/" target="_blank">streaming </a>comenzará a las 11.00 (hora Madrid). Mi intervención será a las 20.00 (hora Madrid).</strong></p>
<p>1) El colectivo brasileño <strong><a href="http://foradoeixo.org.br/" target="_blank">Fora do Eixo</a></strong> (Fuera del Eje) prueba que es posible construir una red libre entre músicos, productoras, salas de conciertos y festivales al margen del mercado, las discográficas y los institutos de recaudación de derechos autorales. Desde Cuiabá dinamitaron el eje São Paulo-Río de Janeiro. Tienen moneda propia. Y un proyecto de televisión en <em>streaming</em> y descentralizado, <a href="http://casa.foradoeixo.org.br/blog/tag/postv/" target="_blank">PosTv</a>, que aspira a robarle el monopolio a los <em>mass media</em>.</p>
<p>2) El colectivo <a href="http://www.antenamutante.net/" target="_blank">Antena Mutante </a>(Colombia), alentando el salto de Internet a la calle, disemina una idea clave: hackear el espacio público es tan necesario como hacerlo en el ciberespacio. Creen en las ciudades de código abierto, en el  espacio público, en la participación, en las intervenciones artísticas.</p>
<p>3) El colectivo <strong><a href="http://thacker.com.br/" target="_blank">Transparência Hacker</a> </strong>(Brasil) autor del <a href="http://planalto.blog.br/" target="_blank">clon</a> del blog de Planalto (Gobierno brasileño), demuestra que la sociedad civil puede obligar a los representantes políticos a dialogar y a ser más transparentes. Luchan por los datos abiertos con irreverencia. Y lanzaron recientemente gracias al <em>crowd funding</em> un <a href="http://onibushacker.org/" target="_blank">autobús hacker</a> que recorre el país</p>
<p>4) La experiencia de <a href="http://datea.pe/info/todos-somos-dateros" target="_blank"><strong>Todos Somos dateros</strong> </a>(Perú) revela una verdad como una rosa (iba a decir un puño): que los ciudadanos (y no la tecnología centralizada) deben ser los verdaderos protagonistas de las nuevas “ciudades inteligentes”.</p>
<p>5) La iniciativa <a href="http://www.musicaprabaixar.com/" target="_blank">Música pra baixar </a>(Brasil) deja en evidencia el sistema de los derechos autorales rígidos. Incentivando la descarga de canciones gratuitamente, esta plataforma crea una activa comunidad musical y dinamiza las giras de grupos minoritarios.</p>
<p>6) La plataforma ciudadana <a href="http://www.portoalegre.cc/" target="_blank">Portoalegre.cc</a> (Brasil) muestra el camino del activismo georreferenciado. Sus denuncias / peticiones ubicadas en un mapa abierto son una vuelta de tuerca a las peticiones de plataformas de ciberactivismo.</p>
<p>7) La <a href="http://plataformaculturadigital.cl/" target="_blank"><strong>Plataforma de Cultura Digital</strong> </a>(Chile) ilumina un futurible factible: que es más importante crear incubadoras de plataformas que convertir proyectos en productos cerrados. ¿Y qué mejor que crear plataformas alrededor de la cultura del remix, de la cultura colaborativa?</p>
<p><img src="http://blogs.20minutos.es/codigo-abierto/wp-includes/images/smilies/icon_cool.gif" alt="8)" /> La aventura de <a href="http://cotidianosensitivo.info/" target="_blank"><strong>Cotidiano sensitivo</strong> </a>(Brasil) de reapropiación crítica de datos de objetos conectados hace palpable una necesidad urgente: que la <em>Internet of things</em> tiene que ser más humana. Nada como el arte digital para traducir datos ambientales y/o ecológicos de apariencia fría.</p>
<p>9) <a href="http://www.culturasenda.com/" target="_blank">Cultura Senda </a>(Venezuela / Argentina) confirma que el futuro pasa por el trabajo colaborativo y por la incorporación de instituciones públicas y privadas a redes multidisciplinares y distribuidas. Se acabó el chollo de los supuestos genios creadores que reciben mega subvenciones públicas.</p>
<p>10) El colectivo <a href="http://puraque.org.br/" target="_blank"><strong>Puraqué</strong> </a>(Brasil), que está aplicando la filosofía del <em>software libre</em> en comunidades indígenas de la Amazonia brasileña, descubre un link fascinantes: el <em>commons </em>(procomún) tiene milenios en las culturas indígenas y afro que desconocían la propiedad privada. El maridaje de software libre e indígenas es perfecto. Un cóctel a punto de explotar.</p>
<p>11) El proyecto <a href="http://www.contra-vigilancia.net/" target="_blank">Contra Vigilancia </a>(México) da una primera vuelta a la tortilla de la vigilancia del poder y enciende faroles de una alerta creciente: la necesidad de luchar contra el <em>big brother</em> de imágenes / datos ciudadanos obtenidos arbitrariamente desde arriba. Su mapa colectivo alerta de la presencia de cámaras de vigilancia en las ciudades.</p>
<p>12) Los laboratorios de enseñanza <strong><a href="http://www.alejandroaraque.com/aablog/" target="_blank">No2Somos+</a></strong> (Colombia) apuestan por lo que podría hacer renacer al mundo sedentario de individuos propietarios: la estrategia nómada, la diseminación itinerante de conocimiento. Talleres emergentes conectando a ciudadanos.</p>
<p>13) El proyecto <a href="http://bang.calit2.net/xborderblog/" target="_blank"><strong>Transborder Inmigrant Tool</strong> </a>(México), que ayuda a inmigrantes mexicanos que cruzan ilegalmente la frontera con tecnología móvil y cartografías colectivas, nos enseña que las fronteras son frágiles ( y totalmente arbitrarias) cuando compartimos conocimientos.</p>
<p>14) La <a href="http://www.vialibre.org.ar/" target="_blank">Fundación Vía Libre</a> (Argentina), luchando encendidamente por el procomún, anima a todos los que actúan contra la <a href="http://www.vialibre.org.ar/proyectos/monopolios-artificiales-sobre-bienes-intangibles/" target="_blank">privatización de bienes intangibles</a> (y algunos tangibles). La cultura, el aire, el agua, las calles, nos pertenecen a todos.</p>
<p>15) La <a href="http://www.movimiento.org/" target="_blank">Red Sudamericana de Danza </a>(varios países), experimentando con encuentros semi-presenciales (virtuales+físicos) nos prueba que lo importante es crear redes.</p>
<p><em>Mi web: <a href="http://www.bernardogutierrez.es/" target="_blank">bernardogutierrez.es</a> Dirijo la consultora <a href="http://www.futuramedia.net/" target="_blank">futuramedia.net</a> En Twitter soy <a href="https://twitter.com/#!/bernardosampa" target="_blank">@bernardosampa</a></em></p>
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		<title>O ataque dos aplicativos assassinos</title>
		<link>http://culturadigital.br/movimento/2012/03/13/o-ataque-dos-aplicativos-assassinos/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Mar 2012 02:04:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[referências]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Não sabemos o que é ser infinitamente bom. Sabemos o que é ser relativamente bom. E sabemos que não somos capazes de ser bons toda a vida e em todas as circunstâncias. Falhamos muito. E depois reconsideramos, o que não quer dizer que o reconheçamos publicamente.&#8221; José Saramago, 2005 Produtos eletrônicos só se tornam &#8220;lixo&#8221;, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><img class="aligncenter size-full wp-image-747" src="http://culturadigital.br/movimento/files/2012/03/lixo2.png" alt="" width="563" height="338" /></div>
<h2 style="padding-left: 60px"><em><span style="color: #808080">&#8220;Não sabemos o que é ser infinitamente bom. Sabemos o que é ser relativamente bom. E sabemos que não somos capazes de ser bons toda a vida e em todas as circunstâncias. Falhamos muito. E depois reconsideramos, o que não quer dizer que o reconheçamos publicamente.&#8221;</span></em></h2>
<h2 style="text-align: right"><span style="color: #333333">José Saramago, 2005</span></h2>
<p><span style="color: #333333"><span id="more-746"></span><br />
</span></p>
<h3 style="text-align: justify"><span style="font-weight: normal"><span style="color: #333333">Produtos eletrônicos só se tornam &#8220;lixo&#8221;, isto é, só são deliberadamente descartados por duas razões: obsolescência ou dano. E adivinhem qual é o maior motivo responsável pelo descarte de centenas de celulares, computadores, tocadores de mp3, calculadoras, video-games, entre outras coisas que <a href="http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI298573-17770,00.html" target="_blank">nos fazem cyborgues</a> nos dias atuais? Aumenta de <em>level</em> quem, além de responder, indicar números, dados e pesquisas sobre a obsolescência programada desse nicho nos últimos anos.</p>
<p>Muito bem, mas fazer essa afirmação, chegar a esse quadro, talvez não seja tão difícil. Vamos alimentar essa bateria com algumas perguntas e uma pitada de ironia. Nesse engatinhar tecnológico do Século XXI já fomos levados e desejar mais bytes do que somos capazes de processar e com isso tanto plataformas cada vez mais sofisticadas como suportes tecnologicos cada vez mais sedutores são postos no mercado. E quando algo assim é posto em prateleiras, sempre na urgência de uma nova edição ou na preemência de um mais moderno porvir, temos uma pilha de coisas que ficaram e muitas que ficarão para trás. Mas por quê?</p>
<p></span></span></h3>
<h2 style="padding-left: 60px"><span style="font-weight: normal"><br />
<em><span style="color: #808080">&#8220;O tempo das verdades plurais acabou. Vivemos no tempo da mentira universal. Nunca se mentiu tanto. Vivemos na mentira, todos os dias.&#8221;</span></em></span></h2>
<h2 style="text-align: right"><span style="font-weight: normal"><em><span style="color: #333333">José Saramago. Jornal Sol, 2008</span></em></span></h2>
<p><span style="font-weight: normal"><em><span style="color: #333333"><br />
</span></em></span></p>
<h3><span style="font-weight: normal"><a href="http://culturadigital.br/movimento/files/2012/03/lixo1.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-748" src="http://culturadigital.br/movimento/files/2012/03/lixo1.png" alt="" width="578" height="314" /></a><br />
<span style="color: #333333"> Há quem diga que o lixo eletrônico é o mais tóxico e contaminante tipo de lixo. Já outros o consideram quase ouro nas mãos de quem sabe o que fazer com ele. Sendo uma coisa ou outra não importa: há de se pensar o que fez com que tomassemos uma decisão de consumo no passado que redundou um futuro de lixo. E por falar em futuro&#8230;</span></span></h3>
<h3><span style="font-weight: normal"><span style="color: #333333"><br />
O famoso desenho estadunidense Futurama, com doses de ironia e bom humor, no episódio três de sua sexta temporada, intitulado &#8220;Attack of the Killer App&#8221; (Numa tradução livre seria algo como &#8220;o ataque do aplicativo assassino&#8221;), deixa nas entrelinhas e nas sátiras rasgadas, perguntas sobre Lixo Eletrônico e sobre o universo das &#8220;redes sociais&#8221;, tomando como cenário o próprio mundo projetado da série.</span></span></h3>
<h3 style="text-align: justify"><span style="font-weight: normal"><span style="color: #333333"><br />
O desenho começa com uma cena simbólica: o prefeito da cidade, com &#8220;<em>grande e tedioso prazer</em>&#8221; (sic) anuncia a abertura de mais um evento anual de reciclagem de lixo eletrônico. E como primeiro ato solene, joga fora uma &#8220;velha e ineficiente&#8221; máquina de manipular votos.</span></span></h3>
<h3 style="text-align: justify"><span style="font-weight: normal"><span style="color: #333333"><br />
Então, a equipe da Planeta Express, empresa de entregas interestelares, incluindo Fry (um dos personagens principais) e todos os demais da trupe, vão fazer o descarte de uma caçamba de lixo. No desenho, não há regiões do planeta que recebem o lixo e sim um outro planeta, só de lixo, ironicamente chamado de &#8220;terceiro mundo&#8221;, no qual estraterrestes, incluindo &#8220;crianças ets&#8221;, trabalham cuidando de tudo. O planeta é circundado por anéis de lixo, como os de Saturno, no qual flutuam computadores, celulares, eletrodomésticos, entre outras coisas. E, também com ácida ironia, a aparição deste planeta é acompanhada de uma trilha sonora indiana, convocando uma memória de terceiro mundo associada a da Índia que é reforçada pelo sotaque indiano dos ets que ali estão.</span></span></h3>
<h3 style="text-align: justify"><span style="font-weight: normal"><span style="color: #333333"><br />
A equipe parece horrorizada com a cena, mas ao voltarem para a terra uma novidade já os faz esquecer de tudo: o lançamento de um novo e sensacional celular, chamado de EYEphone. Isto desencadeia outra cena pitoresca: milhares de pessoas aguardam numa fila quilométrica para comprar o tal aparelho. Uma fila tão grande que perdura horas a fio noite, a dentro. Fry, o rapaz do século XX, anuncia &#8220;<em>me sinto como um zumbi sem cérebro</em>&#8220;. As referências e paródias com a Apple são tão grandes que fica difícil não perceber as ridiculas cenas reais que a companhia foi capaz de promover, com lançamentos de produtos tidos como &#8220;revolucionários&#8221;, &#8220;inovadores&#8221;, &#8220;marcos históricos de uma era&#8221;.</span></span></h3>
<h3 style="text-align: justify"><span style="font-weight: normal"><span style="color: #333333"><br />
Por fim a história do episódio mostra uma ridícula e acirrada disputa entre o robô Bender e Fry, no qual vence quem conquistar um milhão de seguidores na rede social &#8220;Twitcher&#8221;. O robô conquista um número cada vez mais crescente de &#8220;seguidores&#8221; em sua rede, usando vídeos jocosos de cenas do cotidiano, de acidentes, e de cenas da privacidade alheia, ao passo que Fry fica em conflito pois quer manter-se longe de &#8220;apelações&#8221; mas não consegue com essa postura aumentar seus &#8220;seguidores&#8221;. No entanto, em vistas de perder a aposta, Fry vê uma cena absurda de sua melhor amiga no vestiário com uma verruga cantora nas nádegas (detalhe: a verruga tem o rosto e o nome de Susan Boyle). Fry então grava a cena e compartilha publicamente em sua rede, alcançando, para azar da amiga ciclope Leela que começa a sofrer bullying pelas ruas, um milhão de seguidores.</span></span></h3>
<h3 style="text-align: justify"><span style="font-weight: normal"><span style="color: #333333"><br />
Nos segundos final o desenho mostra como a empresa do EYEphone aproveita usuários com muitos seguidores para disseminar marketing e vender mais produtos, gerando assim mais obsolescência.</span></span></h3>
<p><span style="font-weight: normal"><span style="color: #333333"><br />
</span></span></p>
<h3 style="text-align: justify"><span style="font-weight: normal"><span style="color: #ffffff"><a href="http://culturadigital.br/movimento/files/2012/03/lixo3.png"><img class="alignright size-full wp-image-749" src="http://culturadigital.br/movimento/files/2012/03/lixo3.png" alt="" width="411" height="222" /></a></span></span><span style="font-weight: normal"> </span></h3>
<h3 style="text-align: justify"><span style="font-weight: normal"><span style="color: #333333">Fica deste &#8220;quadrinho animado&#8221;, retrato de um futuro presente, algumas possíveis considerações e perguntas:</span></span></h3>
<h2><span style="font-weight: normal"><br />
</span></h2>
<ul>
<li><strong>Qual é o passado-presente do lixo eletrônico? É o desejo frustrado de uma sociedade de consumo? Ou é a renovação do simulacro de um subjetivo eu-moderno?</strong></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: normal"><strong> </strong></span></p>
<ul>
<li><strong>Quem está na última linha da cadeia de transformação do lixo é tão diferente dos &#8220;humanos normais&#8221; que é quase um ser extraterreno? Em suma medida: quem é responsável pelo lixo? O criador ou a criatura?</strong></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: normal"><strong> </strong></span></p>
<ul>
<li><strong>Onde estão as máquinas obsoletas de fazer votos? Quais são as presentes e quais serão as futuras? Governos e ações políticas também tem sua obsolescência programada?</strong></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: normal"><strong> </strong></span></p>
<ul>
<li><strong>Mercantilização da privacidade: quanto vale a publicização da individualidade?</strong></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: normal"><strong> </strong></span></p>
<ul>
<li><strong>Disputa de audiência: mudaram os suportes, os meios e as ferramentas, mas a lógica tem sido a mesma?</strong></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: normal"><strong> </strong></span></p>
<ul>
<li><strong>Redes sociais, especialmente as de mainstream como Facebook, Twitter e outrora Orkut, se tornaram grandes intermediários disfarçados de ferramentas de rede, gigantes de informação pessoal com finalidade de venda de dados para companhias que querem prospectar tendências de mercado. Mas também foram e estão sendo reapropriadas por alguns grupos, possibilitando ações de pressão público-política como as vistas em ocasiões como <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Movimiento_15-M" target="_blank">15M</a> (movimento dos Indignados),  <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Primavera_%C3%81rabe" target="_blank">Primavera Árabe</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Stop_Online_Piracy_Act" target="_blank">Stop SOPA</a> e até em algumas mais próximas daqui como na <a href="http://campanhabandalarga.org.br/" target="_blank">Campanha Banda Larga</a> e na <a href="http://meganao.wordpress.com/o-mega-nao/campanha/" target="_blank">Campanha Mega Não!</a> Entretanto, o saldo entre um uso e o outro é extramamente desigual, ficando boa parte dos acessos resignados ao zumbizantismo digital. Como favorecer a reapropriação de ambientes e criar novos espaços? Como promover a diáspora para hipercampos livres do capital numa sociedade controlada por fomentadores do capital?</strong></li>
</ul>
<h3><span style="color: #333333;font-weight: normal">Para quem quiser assistir o desenho, deixo aqui publicado. Não tenho direitos autorais sobre ele, mas como entendo que, mais do que arte, é material de possível uso educativo, que junto dessa provocação leva a reflexões sobre o funcionamento social, entendo que cabe a desobediência civil de publicá-lo sem qualquer autorização dentro de uma rede social privada de vídeos. Façam bom proveito!</span></h3>
<h3><span style="font-weight: normal">[There is a video that cannot be displayed in this feed. <a href="http://culturadigital.br/movimento/2012/03/13/o-ataque-dos-aplicativos-assassinos/">Visit the blog entry to see the video.]</a></span></h3>
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		<title>Festival da Cultura Digital 2011 [part. 2]</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 01:47:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[referências]]></category>
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		<description><![CDATA[Pois é, pois é, como eu disse em outro post, o ano de 2011 terminou, mas muitas lembranças marcantes – positivas ou não – que ficarão, especialmente em se tratando de Cultura Digital. E para deixar registrado mais um teco disso,  fica aqui o segundo vídeo que o @mta_teles elaborou durante o Festival da Cultura [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pois é, pois é, como eu disse <a href="http://culturadigital.br/movimento/2012/01/04/festival-da-cultura-digital-2011/" target="_blank">em outro post</a>, o ano de 2011 terminou, mas muitas lembranças marcantes – positivas ou não – que ficarão, especialmente em se tratando de Cultura Digital.</p>
<p>E para deixar registrado mais um teco disso,  fica aqui o segundo vídeo que o @mta_teles elaborou durante o<a href="http://culturadigital.org.br/"> Festival da Cultura Digital 3.0</a>, ocorrido em dezembro de 2011. Vale a pena assistir.</p>
<p>[There is a video that cannot be displayed in this feed. <a href="http://culturadigital.br/movimento/2012/01/23/festival-da-cultura-digital-2011-part-2/">Visit the blog entry to see the video.]</a></p>
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