Literatura nos palcos e nas telas

Lançamento da Segunda Temporada da Série Super Libris com o evento: Literatura nos palcos e nas telas.

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O evento ocorrido no dia 09 de maio no reformado Sesc da Avenida Paulista, teve como participantes, a roteirista Sabina Anzuategui, o dramaturgo Gabriel Miziara e o mediador José Roberto Torero.

O acontecimento marca a estreia dos novos episódios no Sesc Tv, que se iniciam em 14 de maio deste ano (2018). Visite: <www.sesctv.org.tv>. Os programas estarão disponíveis na Internet, bem como é possível acessar o Facebook, Twitter, Youtube e Sesc Tv.

O evento marca o Universo da Literatura. Trata, assim, da adaptação de romances para o teatro e o cinema. “A gente escreve só porque a vida não basta!

Destaque para a literatura marginal, de periferia.

José Torero, assim, apresenta o Super Libris. Diz que a ideia surge num restaurante. O intuito seria fazer programas temáticos, com um jornalista entrevistando um escritor.

Há, então, vários temas abordados, como a morte, o terror e o futebol. Lembra, assim, dos booktubers. Personagens do Youtube, que postam vídeos sobre livros. Entre os autores entrevistados do Super Libris, estão Chico Buarque, Marcelo Rubens Paiva, entre outros.

Na exposição, questionou-se se letra de música é poesia. A resposta: Sim e Não. Falou-se também sobre literatura de bancas de jornal.

Então, discutiu-se sobre adaptações da literatura. “Vira coisa adaptada“, para cinema/tv/teatro.

Os youtubers, na verdade, booktubers se tratam da extensão da literatura para o vídeo.

Assim, indaga-se: “A Literatura é nobre ou pobre?“; “Como transformar literatura em cinema? Em televisão?

Sabina, assim, expõe listas de fofocas.

A autora trata de fatos básicos. Aponta que já escreveu alguns roteiros, adaptados de livros.

Desmundo, de Ana Miranda, trata-se de um deles.

Como esquecer é outra adaptação da autora do livro para o cinema.

Trata, assim, da prosa poética e da dramaturgia. Como traduzir o universo subjetivo dos personagens.

Fala sobre um livro ruim! Cuja adaptação teve de se afastar do livro para criar personagem afetiva. No filme, há uma mulher chata!, segundo Sabina. Então, teve de simplificar e reformar o roteiro para poder vender.

Gabriel, por sua vez, lembra que, quando pequeno, lia a coleção de Monteiro Lobato. Sua mãe lhe oferecia R$ 5,00 por livro lido. A palavra, assim, formava uma imagem em sua cabeça.

Lembra também que um professor lhe disse para ler O Estrangeiro de Camus. O autor disse que comprou o livro em um sebo e leu em um dia. Era realmente preciso falar disso! Torna-se, então, um leitor voraz de grandes clássicos.

Gabriel fala, assim, que os autores começaram a formar um universo em sua cabeça.  E que seria preciso fazer adaptações de suas obras.

Lê, então, Crime e Castigo, e o personagem lhe passa pela cabeça, pelo corpo. Forma, assim, uma imagem que lhe passa pela cabeça para passar ao teatro.

Para ele, a literatura se trata com razão de um simulacro. De uma simulação da realidade.

José Roberto, com isso, problematiza: “Cinema é Pobre?” E responde: “O Cinema se trata de uma amplitude maior“. O Cinema possibilita lucro. “Para que adaptar?“, se a história já existe!

Sabina, então, afirma que, desse modo, é possível explorar mais público. Livros famosos adaptados geram lucro. Para ela, a literatura empresta nobreza para o filme. Um livro famoso/nobre cumpre esta função.

Gabriel, por seu turno, afirma que quanto mais difícil, mais vamos querer fazer. Diz que se retoma o lugar onde aquilo lhe provoca, toma paixões. Ele diz, portanto, que dialoga com Virginia Woolf.

E José Roberto, assim,  lembra da loucura expressa por Lourenço Mutarelli, em programa da Sesc Tv.

Depois disso, foram feitas perguntas pelo público aos participantes, que prontamente responderam as questões.

Realmente, um grande evento maravilhoso que não poderia ser perdido!

Foto de perfil de Leitor Andarilho

Autor: Leitor Andarilho

Escritor Viajante!

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