sábado, 26 de maio de 2012

Tag » diário de bordo

respostas ao meu comentário sobre a reportagem no Canal Futura

Olá leitores!

Logo após enviar a postagem sobre a reportagem que o Canal Futura realizou conosco do Ondas Radiofônicas, encaminhei para a lista de emails. Fiquei surpreso com as diferentes percepções que muitos responderam. Copiei e colei-as todas no corpo abaixo, depois da minha mensagem (que lanço para contextualizar).

Abraços,
Marcelo

—-

É engraçado como a mídia televisiva faz o recorte de um projeto como o Ondas. Claro que eles só recortam as palavras do que falamos, mas a montagem das informações e o que eles captaram constroem um discurso estranho. Não é exatamente uma falácia, mas está claro que o olhar é  míope e distanciado.

Gostei que não foi cortado o “ouvir o ruído que a gente queira!”, que foi falado da exposição e da capacitação, e Tatiane deu um depoimento bem interessante (e lembre-se que ninguém queria falar pra TV neste dia!).

Faltou mostrar um pouco mais do espaço da Exposição Final (as imagens ali são quase sempre da exposição permanente do Museu da Maré) e também podia ser cortado eu e minhas mãos de italiano… heheheh.

E você? O que achou do vídeo?

Julho, 2010.
Marcelo Wasem

—-

RESPOSTAS:

Begué <begueonline@x.com.br> 16 de julho de 2010 11:16

Massa Marcelão! Cara, não vi nada de errado com suas mão italianas…. rs E quanto à miopia… acho que ela deve ser mais evidente pra quem participou do projeto… pra quem tá de fora, não fica tão ruidoso assim… tá legal mesmo cara,

Parabéns

Abração

Bg

diego de los campos <deloscampos@x.com.br> 16 de julho de 2010 11:18

eh meu caro, a midia distorce as coisas, ~e a gente se da conta disso qdo faz parte da notícia imagina o que não estão fazendo por ahi no dia a dia

abraço

d

Philipe Sidartha Razeira <psidartha@ x.com.br> 16 de julho de 2010 12:00

Marça, tu querias ter mão de quê? italiano não limpa as unhas.

Cara… o que tu falou é uma coisa que sempre me intrigou… das mais variadas “matérias primas” saem reportagens sempre iguais… não sei se é um método muito bem estipulado e aplicado, ou se os indivíduos que produzem a coisa é que já “naturalmente” formatam as coisas sempre do mesmo jeito, os mesmos chavões e tudo mais… é um mistério pra mim… Leia mais »


Conversa Radiofônica foi um barato!

Olá ouvintes… ou melhor, leitores do blog!

Semana passada aconteceu um encontro de encerramento do projeto Ondas Radiofônicas, que teve a Exposição Final desmontada no sábado, dia 24 de julho. Com previsão de 1 mês, e ficando mais 2 semanas, a Exposição Final continuou o processo de inclusão e discussão de arte dentro da iniciativa não menos ousada de montar e manter um museu comunitário no bairro da Maré.

O evento de encerramento, a Conversa Radiofônica, trouxe este debate em pauta e os participantes do bate-papo trocaram opiniões durante quase 2 horas de conversa. Toda ela foi gravada e será em breve disponibilizada no espaço virtual do Rádioforum.

Fiquem com algumas fotos da Conversa.

Abraços,
Marcelo Wasem


Ondas Radiofônicas no Canal Futura


É engraçado como a mídia televisiva faz o recorte de um projeto como o Ondas. Claro que eles só recortam as palavras do que falamos, mas a montagem das informações e o que eles captaram constroem um discurso estranho. Não é exatamente uma falácia, mas está claro que o olhar é  míope e distanciado.

Gostei que não foi cortado o “ouvir o ruído que a gente queira!”, que foi falado da exposição e da capacitação, e Tatiane deu um depoimento bem interessante (e lembre-se que ninguém queria falar pra TV neste dia!).

Faltou mostrar um pouco mais do espaço da Exposição Final (as imagens ali são quase sempre da exposição permanente do Museu da Maré) e também podia ser cortado eu e minhas mãos de italiano… heheheh.

E você? O que achou do vídeo?

Julho, 2010.
Marcelo Wasem


Assista aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=sSZIooP5ccc


Instalações e atividades


Diário de bordo – Conversa Intergaláctica

Oi pessoal do projeto Ondas Radiofônicas e leitores do nosso blog,

Vou dar um relato do encontro que participei hoje, no campus da UFRJ da Praia Vermelha, de preparação para o Festival Intergaláctico. Para quem não ouviu falar sobre este evento, o objetivo, pelo o que eu entendo, é reunir pessoas com experiências em mídia alternativa (rádio, impressos, etc.) e promover debates e oficinas com os participantes. Me parece que o grande foco é meio radiofônico, sendo que três modalidades alternativas do fazer rádio são de interesse para o evento: pessoal de rádio comunitária, galera da rádio livre e ainda aqueles que piram em rádio arte.

Hoje na conversa tinha gente principalmente do movimento de rádios livres. Geralmente este pessoal circula ou tem como primeiro campo de experiências as iniciativas de rádio dentro das universidades – o que possui facilidades e dificuldades. Por um lado, estes movimentos são formados por estudantes de vários cursos, criando espaços de encontro entre diversas áreas e fortalecendo uma identidade grupal. Por outro, estes grupos tendem a se fechar e, mesmo abrindo a rádio livre dentro da universidade para as populações ao redor, esta ponte é frágil e necessita de um cuidado de ambas as partes.

As rádios comunitárias, por sua vez, são propostas de fazer comunicação que surgem e são geridas por moradores de determinadas comunidades e possuem mais integração com o entorno (pelo menos na teoria). Estas rádios não deixam de serem um espelho destes grupos, com propagandas locais, as diversas ideologias deste contexto explicitadas nos programas, usando uma linguagem de rádio que se assemelha aos formatos amplamente divulgados pela grande mídia. Rádio como entretenimento, notícia e propaganda – afinal é esta maneira de fazer que se apresenta como linguagem possível e que pode ser copiada e reproduzida sem muita crítica.

A terceira instância seria a rádio arte, ou aqueles que buscam fazer experimentações com o som dentro do meio radiofônico. Poderíamos citar desde aquele DJ que cria músicas ao vivo misturando loops (pedaços que se repetem) e fragmentos de canções diversas até a transmissão de ruídos sonoros e todo som que busque uma reflexão e atenção do ouvinte, ou simplesmente quem, dentro de qualquer tipo de rádio, gosta de experimentar as possibilidades que o meio permite. O que às vezes se perde é uma maior comunicação com públicos variados.

Apresentada estes três universos de rádio, uma das linhas da conversa, entre tantas outras discussões, foi pontuada em como pensar em criar interfaces de interação e troca entre seus envolvidos. Me parece que o Festival buscará este horizonte, mas sem nenhuma fórmula pronta. Depende de quem estiver no barco.

Abraços,

Marcelo Wasem