
No último encontro, tivemos a visita e participação de Markito Fonseca, arquiteto e colaborador do Museu da Maré, com experiência em montagem de exposições. Neste momento estamos com o desafio de pensar e organizar a exposição do projeto. As dinâmicas que criamos para a Oficina Sonora agora estão sendo transformadas em dispositivos com o intuito de, além de expor os resultados das oficinas, continuar aberta à interação. Pensar em instalações que proporcionem a constante interação do público com as diversas facetas da SONORIDADE.
Começando pela fachada da galeria de exposições temporárias do Museu da Maré, a meta é transformar a parede em uma grande instrumento de FAZER e OUVIR sons. Para isso, serão pendurados/grudados uma série de objetos, tendo como fundo uma pauta tradicional de música (que também pode ser alterada, afinal toda exposição se baseia em expandir o conceito de música). O que pensei até agora (quem tiver mais idéia, acrescenta):
- objetos com sua função alterada: panelas, talheres que viram baquetas, chaves antigas, moedas, cano PVC, mangueira de isolamento, …
- instrumentos feitos com objetos reutilizados: chocalho com embalagem, tambor de lata, …
- instrumentos musicais antigos: tamborins, baquetas, …
- instrumentos re-feitos: esticar cordas de metal (abrindo um berimbau na parede), esticar peles, …
Importante pensar que eles ficarão expostos às ações da natureza e das interações constantes. Por isso terão que ter certa resistência.

Entrando no espaço interno, temos à disposição 2 ante-salas e um grande corredor (alguém tem as medidas?). A primeira ante-sala está sendo pensada em proporcionar um ambiente neutro, com um som que faça a pessoa relaxar e limpar os ouvidos. Uma possibilidade de som é criar uma trilha com a palavra sendo repetida diversas vezes, destacando a sonoridade, mas tambem trabalhando com o significado para este esvaziamento.
Palavras até agora (geradas por lembrança em um quebra-cabeça de Lewis Caroll):
ESVAZIE
ESCUTE
VAZIO – CHEIO
As etiquetas dos trabalhos também foram discutidas no último encontro. Dentro das artes visuais, elas sempre trazem informações importantes para que o espectador dialogue com a obra exposta. Materiais usados, ano de realização, nome do trabalho… mas surgiu uma dúvida: quem assinaria? Acredito que temos dois tipos de produtores da obra: aqueles que estão propondo e aqueles que estão participando. Como criar uma etiqueta interativa?
A hemeroteca também foi cogitada de ser acionada, tendo como diretriz de busca notícias que relacionem a Maré com eventos, rotinas, intervencões onde o SOM é peça fundamental. Já foram destacadas algumas notícias sobre: Rádios Comunitárias, artistas plásticos que montam exposições na Maré, algumas coisas que falam sobre música, intervenções sonoras (como Mariana Soares me escreveu), e também há o bloco Se Benze Que Dá. Mas até o momento esta pesquisa está ainda sem diretriz (Cris, será que tuas práticas arquivistas podem ajudar aqui?).
Bom, a abertura está prevista para o dia 10 de junho, uma 5a.feira, às 19h00. Neste dia, teremos 3 momentos: 1) dinâmica coletiva, com 2 convidados e todo o público participando de algo simples mas provocador, 2) conversa iniciada pelas reflexões dos 2 convidados e aberta para todos presentes, e 3) abertura oficinal com vernissagem e descontração sonora.
É isso pessoal… qualquer sugestão ou comentário, estamos na escuta!
abs,
Marcelo Wasem
Comentários