Presentes da Bia

_MG_6124Meu nome é Beatriz Rodrigues da Rosa, tenho três filhos e já estou praticamente nas atividades do ponto de cultura (Quilombo do Sopapo) há dois anos. Quando me descobri como artista? Eu me descobri enquanto artista quando entrei no grupo de percussão no qual todos nos somos artistas,

Quando despertei para as questões da igualdade ética racial? Realmente foi um despertar, eu cresci numa sociedade que camufla o preconceito e o racismo, foi preciso criar uma filha e essa me mostrar isso e falar sobre o assunto.

MOMENTOS IMPORTANTES:

Tive muitos na minha vida, mas nesses dois anos eu comecei a trilhar uma caminhada que está me completando, descobri um mundo que já a algum tempo eu procurava, o mundo que se debate e se aborda a cor da pele e toda dor e luta que isso já nos trouxe e ainda nos traz, isso me dá força para continuar a luta por igualdade e justiça, não só pelos meus mas, por todos os negros no Brasil. Por isso, continuo nas atividades do ponto de cultura e me integrando a nova etapa da minha vida, no Funarte Arte Negra. A última atividade do mês de março, me instigou a querer novamente repetir a expressão corporal.

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Nós, do Arte Negra, juntos com todos do Ponto de Cultura abrimos o mês  de abril de 2016 com a Semana do Quilombo do Sopapo. Fizemos a abertura com música.  O Leandro anunciou a abertura com sua boneca Gertrudes. Logo após, ouve uma mesa sobre políticas públicas. Também aconteceu um painel sobre interações estéticas. Realmente muito foi dito; foi bom ter ouvido a todos. E, a propósito, os meus colegas do Arte Negra André e Adão fizeram parte da mesa de diálogos sobre Arte Negra.

Mas em relação à política, eu, Beatriz, tenho meu próprio pensamento.  No meio de comemorações  e discussões, a preocupação de perder este espaço, o Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo, lugar de engrandecimento espiritual e intelectual para mim. Estamos todos juntos aqui negros, brancos  e amarelos, lutando por igualdade  e justiça. E para que a Cultura negra não seja esquecida!

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Nós  tivemos duas oficinas. Uma delas foi a Roberta (Darkiewicz) quem nos deu. A nós forãm dadas perguntas e  em cima deste material houve uma conversa. Com certeza sairá um texto muito  bom disto.

A outra oficina foi a Marion (Santos) quem deu. Muito difícil esta oficina. Claro, nem toda ela. Fizemos desenhos, montamos figurinos para Os Três Presentes Mágicos. Mas ouve parte da oficina que tivemos que a apontar defeitos uns dos outros. Apontar meus defeitos seria mais fácil. Depois veio a parte do espelho, me olhar no espelho. Fazia muito tempo que eu não me encarava de frente. Quantas coisas que eu não fiz, e quantas que eu não tive força para fazer. Eu, às vezes, minha pior inimiga.

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