Presentes do Adão

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Meu nome é Adão Bonifácio, faço parte do ponto de cultura Quilombo do sopapo à mais ou menos seis anos, já participei do MNU (Movimento Negro Unificado) da luta contra a discriminação racial contra o povo negro e pela igualdade de oportunidades para todos independente de raça, cor ou gênero. Claro que a população afro descendente brasileira sofre uma grande defasagem quando se fala em direitos, social, econômico, cultural etc.. até porque o período vivido na escravidão trás consequências até os dias atuais. Esse assunto poderei aprofundar em outro momento. Fiz alguns cursos como: edição de áudio e vídeo e cinema.

Hoje, faço parte, junto com um grupo de artistas afro descendentes do BOLSA FUNARTE DE FOMENTO AOS ARTISTAS E PRODUTORES NEGROS 2014. O conto africano ” OS TRÊS PRESENTES MÁGICOS “, É o fio condutor de todas as pesquisas e ações artísticas às quais eu estou mergulhado de corpo e alma. Neste inicio de trabalho num primeiro momento conheci meus colegas de atividades; onde moram, o que fazem quais experiências vivenciamos no mundo das artes e também fora dele. Tivemos oportunidade de debatermos sobre a inclusão da população afrodescendente e sua luta pela afirmação dos seus direitos.

Usamos o filme “The Help” como ponto de um debate construtivo em forma de júri popular para enxergarmos o passado não tão distante e um presente não tão descolado da época que o filme tenta retratar. Tivemos experiências também com a parte criativa onde pudemos “viajar” no mundo do conto inventando finais diversos para os personagens principais da obra. As aulas de expressão corporal me introduziram no mundo do teatro; foram momentos de liberdade, de esforço, de brincadeiras e também de aprendizado. Importante salientar que vivenciei tudo isso enquanto também participava das manifestações a favor da manutenção da democracia em nosso pais sem ela provavelmente não estaria aqui dando meu muito obrigado pelo projeto.

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As ações do projeto no mês de maio foram as seguintes: produção de bonecos feitos de papel machê, cenário, cenografia, figurinos e ”workshop de figurino cênico”. Eu já tinha conhecimento teórico do processo do papel machê mas a prática foi bem interessante. O único inconveniente foi o frio intenso; tivemos que  improvisar usando água quente no molho para poder produzir o papel machê. Ao mesmo tempo, começamos a montar uma estrutura de bambu, objeto simples no visual mas complicado na sua montagem. Essa composição fará parte do cenário como empanada. O workshop de figurino cênico ministrado pela colega Marion teve um papel provocativo, pois fez com que os participantes mergulhassem no seu eu. O portal de entrada foi o espelho e que se confrontassem com seus esqueletos no armário. O objetivo desse exercício foi tentar alcançar a renúncia de si mesmo para deixar fluir um personagem montado através do figurino escolhido. Foi profundo, tenso e revelador. Como compor o(s) figurino(s) dos personagens foi o tema de uma outra oficina. Ficamos sabendo o que é preciso para definir o figurino de um personagem através de exercícios elaborados para esse fim. Alguns dos integrantes do projeto participaram do movimento de ocupação, de espaços importantes para a manutenção do projeto democrático que coloca o povo periférico como protagonista do fazer artístico e cultural.

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