Presentes do Edu

_MG_5995EDUARDO BONIS DO NASCIMENTO

Griô Edu do Nascimento
Idade atemporal

Como me descobri como artista na 3° e 4° série do Colégio João XXIII, sem perceber uma vida toda, deste pequeno com idade de 9 anos já tinha esse senso artístico, já fazia, peças de teatro, com musica, cenário etc…

Nesta época tinha um colega de aula que era o Carlos Sena, conhecido hoje como Cacá Sena. Conheci através dele a magia do teatro de bonecos, sua família faz teatro de bonecos há mais de quatro décadas ou mais…. Tive a oportunidade de conviver com a família Sena dentro desta arte, entre outros segmentos, como por exemplo “Super 8”- todos os tipos de filmes e desenhos animados…. Sempre gostei de inventar história, de cantar , fazer trilhas sonoras, de tocar. Na adolescência chegamos a fazer filmes de “Super 8”.

Juntamente neste processo em minha casa, já convivia com arte, música, peças de teatro, pois o meu pai “GIBAGIBA” e Maria Bethânia Ferreira (minha segunda mãe), bebia desta fonte de saberes culturais e eu via e convivia com grandes artistas em minha casa, MPB 4, Beth Carvalho, Paulinho da Viola, Kleiton e Kledir, Peri Souza, Toneco da Costa, Mirian Ribeiro e muitos outros…

Quando desperto para questões da igualdade racial é exatamente na escola João XXII 1° , 3° 4°, 7° e 8° série, momentos distintos, primeiro era sentir sem muita noção que eu era o único aluno de cor negra na primeira séria, nesta idade a gente não sente, mas sabe que é diferente, na segunda etapa(3° e 4° série), era no recreio, explico, quando íamos para o recreio, jogar bola, a turma mais adiantada tinha o habito de tirar a turma menor… Isso não acontecia pois eu, por ser grande, para a minha idade , eu não permitia! Os meninos mais adiantados de outras série quando me via, já sabia que lá não podiam chegar. Percebi isso quando entrei na adolescência, senti que era por medo ou respeito!? Eu era o único negro estudando naquela época. Fui sempre muito bem recebido pelos meus colegas consequentemente por seus pais e professores, não sentia uma descriminação mas sim uma diferença cultural muito grande.

Momento marcante
sempre com minha família, Minha avó me ensinou o gosto pela vida, meu pai desfrutar a vida, minha mãe a batalha do dia a dia / Os artista em minha casa todo uma vida!

Processo dos Três Presentes Mágicos

Filme Histórias cruzadas / workshop ministrado pela Roberta
Luta pela culturas pela democracia – grupo presente!

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Maio e Junho

O grupo de teatro do projeto de Arte Negra “Os Três Presentes Mágicos” no período de Maio, deu inicio a  confecção de fantoches de papel machê, oficina coordenada sobre o olhar de Leandro Silva e Edu do Nascimento. Em  outro momento o grupo fez sua própria autogestão, em trabalhos externo, como na confecção de um Biombo cenográfico para o espetáculo.

Num terceiro encontro, a atriz Roberta Darkiewicz veio fazer uma vivência de um olhar de fora para dentro, para sua análise, para se colocar um parecer num texto no blog de Os Três Presentes Mágicos, a partir de um questionário sobre as vivências das lutas  e dos movimentos sociais, preconceito, racismo, desigualdade social,  movimento LGBT, etc..

Oficina de Figurino, ministrada por Marion Santos.

A oficina de de figurinos foi muito bem conduzida, dividida em vários momento ou olhares. Autoconhecimento através de jogos teatrais, conhecer seu próprio eu, ver a roupa não só como um acessório  e sim como fazendo parte de um todo. Vimos trajes típico (vestuário) da região do Gongo, vimos explosões de cores  e sentidos para um olhar para o nosso espetáculo. Em outro momento, divemos um debate sobre qual rumo tomar para fazer os nosso figurinos. Foi bem quente o debate, opiniões divergentes, mas rumo ao que queríamos. Ideias surgiram para o olhar de nossa figurinista.

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