Paulo Freire e o twitter – Profa. Sonia Bertocchi

A professora Sonia Bertocchi, consultora em TICs na educação e que mantém o blog Lousa Digital – Educação em tempos de cultura digital, publicou a Carta de Paulo Freire aos professores e escreveu o seguinte comentário:

“Acabei de publicar a Carta de Paulo Freire aos professores e, relendo, um trecho me chamou muito a atenção e me levou a imaginar que Paulo Freire não hesitaria em recomendar aos professores que tuitassem ao menos “três vezes por semana” … Vejam:

“Pensando na relação de intimidade entre pensar, ler e escrever e na necessidade que temos de viver intensamente essa relação, sugeriria a quem pretenda rigorosamente experimentá-la que, pelo menos, três vezes por semana, se entregasse à tarefa de escrever algo. Uma nota sobre uma leitura, um comentário em torno de um acontecimento de que tomou conhecimento pela imprensa, pela televisão, não importa. Uma carta para destinatário inexistente. É interessante datar os pequenos textos e guardá-los e dois ou três meses depois submetê-los a uma avaliação crítica.”

Com exceção da carta para destinatário inexistente, que certamente, não caberia em 140 caracteres, o que PF propõe se encaixa perfeitamente na categoria tuíte. Mas, mesmo assim, ela poderia ser postada em pequenos trechos…

Acredito que estamos pensando juntos nas mesmas possibilidades.

Vejam a carta de Paulo Freire no link do Lousa Digital, reflitam e comentem.

http://lousadigital.blogspot.com/2011/02/carta-de-paulo-freire-aos-professores.html

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4 respostas a Paulo Freire e o twitter – Profa. Sonia Bertocchi

  1. Beatriz Marcondes Cunha disse:

    É oportuno citar a percepção de PF com uma visão a frente do seu tempo. Acredito que de um certo modo PF visualizava a era digital como um meio de transformação cultural, principalmente para os jovens. Quando ele nos diz ” se ler não fosse uma obrigação amarga a cumprir, se, pelo contrário, estudar e ler fossem fontes de alegria e de prazer…”. Isso tudo nos mostra a importância da escola em criar espaço à formas de informatização, propiciando aos alunos uma escola mais contextualizada, onde aprender seja verdaddeiramente interessante!!!
    Que felicidade de ver meus filhos tuitando….se desprendendo do gosto amargo do uso da ferramenta da escrita!!!!

  2. Maria Teresa disse:

    Concordo com a Beatriz!! A escola precisa ser um local “antenado” com todas as tecnologias que permitem ampliar o uso da escrita e da leitura e o melhor, transformam esses atos em atos cheios de prazer!!

  3. Juliana Maiara Roberto disse:

    Eu também concordo com a Beatriz,e acho que a leitura só se torna algo chato,quando os professores não exploram as várias maneiras de se ler um livro e não escolhem os bons livros para serem lidos e discutidos, então no momento em que os professores conseguirem transmitir para seus alunos que ler é algo prazeroso e necessário para nossa vida diária, então a leitura fará sentido e eles vão ler mais do que a palavra vão ler o mundo, aí sim teremos cumprido com nosso objtivo, formar cidadãos.

  4. Cristina Ferreira dos Santos disse:

    O ato de ler e escrever, para muitas crianças tornou-se algo fora do seu contexto habitual, a sociedade mudou rapidamente e a era digital tomou conta da vida cultural de crianças e adolescentes, mas as escolas brasileiras não acompanharam estas mudanças, ainda atendem nos velhos moldes padronizados, com carteiras e cadeiras desconfortáveis, livros muitas vezes nada atraentes, lousa e giz!! a concorrência é muito desleal e mais uma vez cabe ao professor fazer “malabarismos” para que seus alunos percebam a importância da leitura, o letramento, enfim, proporcionar uma educação para o pensar.

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