Rio de janeiro sedia II Fórum Mundial de Mídia Livre
Posted by Pontão Ganesha in Sem categoria on 15 de maio de 2012
Foram três fóruns no Brasil (Rio de Janeiro 2008, Vitória 2009 e Porto Alegre 2012), dois encontros preparatórios no Norte da África (Marrakesh 2011 e Tunis 2012), uma edição mundial (Belém 2009) e uma Assembléia de Convergência no Fórum Social Mundial (Dacar,2011). Agora, em junho, no Rio de janeiro e paralelamente a um evento de proporções mundiais – a Rio +20 – o II Fórum Mundial de Mídia Livre deve reunir centenas de representantes de mídias livre, dando espaço e voz às discussões planejadas para a Cúpula dos Povos, além de cobrir, também, as atividades e os temas da Rio+20.
Enquanto no evento principal a discussão deve girara em torno de manejo do meio ambiente pelo poder econômico, a Cúpula pretende colocar em pauta as alternativas para a justiça ambiental e social.
O modelo do II Fórum Mundial de Mídia Livre segue as propostas de painéis, desconferências (debates livres), oficinas e plenárias, com formatos abertos para se discutir temas relacionados ao direito à comunicação em diferentes contextos, à necessidade de políticas públicas para o segmento, à apropriação tecnológica e aos movimentos sociais.
A exemplo do processo iniciado a partir do Fórum Social Mundial, também na Cúpula dos Povos as mídias livres desenvolverão seus trabalhos segundo a proposta da Comunicação Compartilhada, na qual os recursos, espaços e atividades podem ser compartilhados para ações midiáticas comuns e de interesse das lutas sociais.
A pré-programação do II Fórum Mundial de Mídia Livre é a seguinte:
Dia 16/06
9h00 – Abertura – Auditório Pedro Calmon (UFRJ – Urca)
O II Fórum Mundial de Mídia Livre e a Rio+20: A luta da comunicação e da cultura como bens comuns
11h00 – Painéis simultâneos
Eixo 1 – Direito à Comunicação – Auditório Pedro Calmon (UFRJ – Urca)
Temas em debate: acesso à informação; liberdade de expressão; liberdade na internet; agressões a jornalistas; criminalização da mídia livre; conglomerados mundiais de comunicação e o discurso hegemônico sobre desenvolvimento
Eixo 2 – Apropriação Tecnológica – Auditório Eletrobras (Casa do Estudante – Flamengo)
Temas em debate: novos modelos organizacionais e econômicos; protocolos livres; liberdade de internet; espectro livre e tecnologia digital (rádio e TV digital); formação para apropriação tecnológica
13h00 – Almoço
14h – Painel – Eixo 3
Políticas Públicas – Auditório Pedro Calmon (UFRJ – Urca)
Temas em debate: comunicação e democracia; marcos regulatórios; padrões internacionais e boas práticas de regulação; sistema público de comunicação; rádios comunitárias; rádios livres; sustentabilidade das mídias livres
16h – Atividades autogestionadas – salas de aula ECO (UFRJ – Urca)
Rodas de conversa, desconferências, oficinas, Fórum Extendido
Dia 17
9h00 – Painéis simultâneos
Eixo 4 – Movimentos Sociais – Auditório Pedro Calmon (UFRJ – Urca)
Temas em debate: Produção de conteúdo e informação pela sociedade civil (incluindo o debate sobre a disputa de valores em torno do desenvolvimento sustentável); as lutas nas redes e nas ruas e o ativismo global; como aumentar o impacto da mídia livre nas lutas sociais; sinergia entre plataformas regionais de informação; troca de experiências e iniciativas; os midialivristas e o processo do Fórum Social Mundial
Mulher, mídia e bens comuns – Auditório Eletrobras (Casa do Estudante – Flamengo)
10h30 – Plenária Geral – Auditório Pedro Calmon (UFRJ – Urca)
Organização de estratégias e encaminhamento de propostas para a Plenária de Convergência da Cúpula dos Povos sobre Bens Comuns
13h00 – Almoço
14h – Atividades autogestionadas – salas de aula ECO (UFRJ – Urca)
Rodas de conversa, desconferências, oficinas, Fórum Extendido.
Pontos de Cultura e Regional Sul do MinC reunidos em Itajaí
Posted by Pontão Ganesha in Sem categoria on 15 de maio de 2012
Na última sexta-feira (04/05), aconteceu, em Itajaí, uma reunião entre integrantes dos Pontos de Cultura de Santa Catarina e a representante da Regional Sul do Ministério da Cultura, Maria Alice G. dos Santos. O objetivo era discutir uma serie de questões relacionadas ao convênio entre entidades e governos do Federal e Estadual, já que se aproxima a data de repasse da terceira parcela.
Também convidada a participar da reunião, Cristina Dreyer, coordenadora dos Pontos junto à Fundação Catarinense de Cultura (FCC), não pode participar devido a compromissos agendados previamente.
A reunião ocorreu na Associação Comunidade Cristã, sede do Ponto de Cultura Nossa Arte, e contou com a participação de Pontos de Cultura de todas as regiões do Estado.
A maior preocupação das entidades é relacionada ao possível atraso do pagamento da parcela, uma vez que a parte que cabe ao governo federal ainda não foi repassada ao governo estadual. De acordo com Maria Alice, existem, nesse caso, dois fatos motivadores. O primeiro diz respeito ao processo de prorrogação da Rede dos Pontos de Cultura entre estado e união, que expirou, e o segundo à mudança de convenente, da Secretaria de Turismo Esporte e Cultura (SOL) para a FCC, processo iniciado em 2011 e ainda não concluído. Segundo a representante da Regional Sul, essas duas questões acabam provocando atrasos em vários projetos, a exemplo do que aconteceu com a Teia Catarina, programada inicialmente para o primeiro semestre de 2011.
Outro assunto destacado foi o uso do rendimento dos recursos dos Pontos. Segundo estabelecido no convênio, o valor pode ser utilizado para ações de incremento do objeto do convênio, mas é necessário que o interesse seja manifestado através de um pedido encaminhado ao Ministério da Cultura (MinC), que procederá a análise e concederá – ou não – a autorização para o uso dos recursos. Trata-se de um processo burocrático, que se desenvolve mediante ofício justificado, termo de referência, no mínimo três referenciais de preço e extratos bancários atualizados.
Em relação à utilização desses rendimentos, mais uma vez os Pontos de Cultura manifestaram a expectativa de utilizar o recurso em prol da construção de uma alternativa sustentável para as entidades, através de formação na área de gestão cultural. Outra alternativa seria a aplicação do recurso de forma igual em todos os Pontos de Cultura da rede. Vale ressaltar que qualquer opção só poderá ser viabilizada caso o MinC aprove o pedido dos Pontos.
Falando sobre as ações desenvolvidas na Regional Sul, Maria Alice comentou sobre a função dos dois bolsistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), contratados para ajudar os pontos na elaboração de projetos e, também, na prestação de contas. Além disso, eles têm o papel de assessorar as ações da regional e cuidar do mapeamento e mobilização da Rede Cultura e Saúde na região Sul.
SUSTENTABILIDADE
A sustentabilidade dos Pontos de Cultura para além do convênio e a necessidade de se levantar alternativas nesse sentido foi outro assunto tratado durante o encontro. Trata-se de uma questão fundamental, uma vez que precisa ser discutida e analisada antes do término do convênio, como forma de possibilitar a continuidade dos projetos. A urgência é real, uma vez que no primeiro convênio, dos 19 projetos contemplados, nove pararam integralmente com as atividades por falta de condições de manutenção sem o recurso do governo.
De acordo com os representantes dos pontos, há várias questões a se considerar, e uma delas é relacionada ao tempo de duração do convênio. A pergunta principal seria: três anos são suficientes para se estruturar um trabalho que garanta aos projetos a manutenção das atividades?
A sugestão levantada foi a de marcar uma reunião para troca de experiências entre Pontos de Cultura, abordando formas de sustentabilidade e de levantamento de recursos.
REDESENHO
Além das questões locais pertinentes aos Pontos de Santa Catarina, também o Redesenho do Programa Cultura Viva foi discutido durante a reunião. Gilson Máximo de Souza, representante estadual dos Pontos, fez um breve relato a respeito do histórico desse processo.
De acordo com Gilson, quando Márcia Rolemberg assumiu a Secretaria de Cidadania Cultural (SCC/MinC), recebeu como “herança” uma ideia de reformulação do Programa, que na gestão anterior estaria acontecendo entre quatro paredes. Agora, a proposta de Márcia Rollemberg é abrir a discussão.
Nesse sentido, aconteceram duas reuniões presenciais em Brasília, e todos os pontos foram convidados a participar através de dois formulários virtuais desenvolvidos pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).
Gilson destaca que nas reuniões presenciais, Márcia reforça a importância da participação dos Pontos de Cultura nesse processo, como forma de expor, de forma clara e objetiva, as maiores dificuldades verificadas pelas entidades nos mais diferentes locais do Brasil. Assim, podem atuar de forma propositiva para apontar as possíveis soluções para os problemas verificados. Segundo Gilson, essa participação pode funcionar como uma injeção de ânimo nos Pontos de Cultura, uma vez que em muitos estados tem acontecido uma espécie de desencantamento com programa Cultura Viva por parte das entidades.
Ainda na forma de relato das reuniões, Gilson Máximo informou que, de acordo com a Secretária márcia Rollemberg, em 2012 não existe a possibilidade de se realizar uma Teia Nacional, ficando os encontros limitados às teias estaduais e regionais, e em alguns lugares. Um aspecto importante é que a partir dos resultados do Grupo de Trabalho Cultura Viva, algumas instâncias da gestão compartilhada previstas nos convênios serão concretizadas, como por exemplo o Comitê Gestor formado pelos Pontos de Cultura, MinC e Governo de Santa Catarina. E é justamente essa instância que poderá encaminhar as questões sobre a Teia Catarina e o rendimento de aplicação de forma democrática e participativa, conforme preconiza o Programa Cultura Viva.
Em relação ao Redesenho, outras questões pontuais forma abordadas, com destaque para a chancela de Ponto de Cultura. Trata-se de uma alternativa ainda sem um modelo proposto, mas está sendo discutida a ideia de um selo, não necessariamente vinculado a um repasse do MinC.
FÓRUM CATARINA
A movimentação da classe cultural catarinense através das ações do Fórum Catarinense de Cultura e do Ocupa-CIC, foi o último assunto apresentado durante o encontro. Tanto o Fórum quanto o Ocupa-CIC são movimentos em prol da garantia de construção democrática do Sistema Estadual de Cultura e da reformulação do FunCultural, com os objetivos de corrigir as disparidades da lei e fortalecer o papel do Conselho Estadual de Cultura como instância decisória sobre os projetos aptos a receber recursos. A rede de Pontos de Cultura foi informada sobre o movimento e convidada a participar das reivindicações listadas.
ENCAMINHAMENTOS
Ao final do encontro foi constituída uma comissão formada pelos Pontos de Cultura Escola da Terra, de Bombinhas, Casa da Criança e Belli Balli (Florianópolis), que, em conjunto com a representação estadual, deverá acompanhar o andamento dos seguintes assuntos:
1- A tramitação dos processos burocráticos do qual depende o repasse da terceira parcela dos Pontos de Cultura;
2- Angariar apoios políticos e técnicos nas esferas estadual e federal, para agilizar o repasse da terceira parcela;
3- Levantar as sugestões para o uso do rendimento de aplicação e repassar, através de ofício, para o MinC e para a FCC;
Ficou definido, também, que até a próxima sexta-feira (11/05) será redigido e encaminhado um ofício à Secretária Márcia Rollemberg, solicitando a imediata criação do comitê gestor do Convênio Mais Cultura em Santa Catarina, e que no segundo semestre será realizado o Primeiro Fórum da Rede de Pontos de Cultura de Santa Catarina, com uma pauta desvinculada das questões de convênio com o Estado, mas considerando a reunião dos Pontos de Cultura como movimento cultural independente.
FONTE: Pontão Ganesha / Gilson Máximo
Artistas levantam acampamento do CIC e planejam novas ações
Posted by Pontão Ganesha in Sem categoria on 2 de maio de 2012
Depois de cinco dias de acampamento, acabou na sexta-feira (27/04) a ocupação do Centro Integrado de Cultura (CIC) por artistas, produtores e ativistas culturais, que permaneciam em frente à entrada principal do prédio desde o dia 23/04. A ideia era entregar, em mãos, ao presidente da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), Joceli de Souza, uma carta com uma serie de reivindicações listadas pela comunidade artístico-cultural catarinense, o que não aconteceu.
Acabou a ocupação, mas não o movimento. Na verdade, o que começou a partir de uma ação do Fórum Catarina de Cultura – que deu início à mobilização para a entrega da carta -, ganhou uma nova configuração e deu origem ao Ocupa CIC, apontado por alguns dos participantes como um “movimento anárquico em prol da cultura catarinense”, e que mobilizou a comunidade artística também em outros municípios. Na sexta-feira, portanto, já existiam duas vertentes do movimento, que se misturavam na articulação e na disposição de buscar alternativas para a cultura no Estado.
De acordo com o manifesto elaborado pelo movimento, o Ocupa CIC congrega forças e dá visibilidade ao descontentamento em relação ao descaso do governo com as políticas públicas culturais, e nesse sentido o prédio do CIC foi considerado um local emblemático, pois, segundo afirmam, simboliza o descaso do governo com a cultura. “Aqui temos um teatro fechado, uma sala de cinema que perdeu sua característica de cineclube e um museu sem uma programação anual”, diz o documento.
“Há anos tentamos ser ouvidos pelo governo, e pedimos, quase sempre, a mesma coisa: uma secretaria específica, espaço e respeito à cultura, políticas públicas efetivas e mais próximas dos artistas e produtores culturais, dentre outras coisas”, afirmou Fátima Lima, professora de artes cênicas na UDESC, que participou do movimento da semana passada. Para ela, a classe artística está totalmente envolvida com o movimento Ocupa CIC, onde se vê representada por uma ala jovem, comprometida e com fôlego para levar as manifestações adiante. “É muito importante perceber a continuidade desse processo concretizada através de ações”, explicou.
Após a leitura do manifesto, de mãos dadas, os participantes fizeram uma grande roda e gritaram um sonoro “merda”, numa alusão à saudação que pode ser considerada um mantra, parte de um ritual usado pelos atores de teatro antes de suas apresentações. Depois disso, escoltados por batedores da Polícia Militar, saíram em fila pela Avenida Beira-Mar Norte, carregando barracas e tocando instrumentos musicais, que foram sua companhia constante durante a ocupação.
Durante a caminhada – que percorreu a avenida, com paradas estratégicas próximo à casa do governador e no Beiramar Shopping – o número de manifestantes variava: em alguns momentos chegou perto de 100, e em outros eram aproximadamente 70 pessoas. Conseguiram chamar atenção, com certeza, e provocar um pequeno engarrafamento. Nos contatos com motoristas e pedestres, distribuíam folhetos e explicavam o porquê do movimento, atitude necessária para tornar pública e conhecida uma manifestação que, até agora, não foi comentada pelo governo do estado ou mesmo pela Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte (SOL).
A manifestação seguiu pelas avenidas Mauro Ramos e Hercílio Luz, com nova parada em frente à Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes (FCFFC). Em cada uma das paradas, acontecia a leitura do manifesto do Ocupa CIC.
Cidades como Criciúma, Joinville, Jaraguá do Sul, Itajaí, Rio do Sul, Chapecó, Blumenau e Xanxerê também participaram da manifestação. “Esse movimento agora deve se transformar em Ocupa Florianópolis, Ocupa Santa Catarina, enfim…., já estamos nesse processo”, comemorou Fátima Lima.
“Temos várias gerações no movimento e não me lembro de ter visto uma manifestação tão intensa no estado. A repercussão foi incrível e o movimento continua”, afirmou Daniel Olivetto, participante do Ocupa CIC.
CONTINUIDADE
Na manhã de sábado (28/04), em uma reunião – inicialmente programada para acontecer em frente ao Terminal Central (TICEN) mas transferida para o Terminal Cidade de Florianópolis devido a uma chuva fina – cerca de 20 pessoas fizeram uma avaliação do movimento e discutiram estratégias e próximas ações.
A participação presencial foi um dos itens mais discutidos durante a reunião, uma vez que o número de participantes oscilava dia a dia. “Mais importante ainda do que esses cinco dias, são os próximos dias”, opinou Luana Raiter, do Erro Grupo. Luana acredita que ao longo da semana o movimento cresceu muito, se não em número e presencialmente, em energia e disposição.
Reno Caramori Filho, da Cinemateca Catarinense, também avaliou o movimento de forma positiva. “Nem todo mundo tem a disponibilidade ou a cultura de participar ativamente de um movimento como esses, o que não significa que não esteja apoiando. Uma galera curtindo nas redes sociais e um número bem inferior presencialmente? Isso sempre vai acontecer”, opinou.
De forma presencial ou virtual, o certo é que o movimento conseguiu mobilizar um grande número de pessoas, e de acordo com alguns depoimentos, em determinados participantes despertou profundas reflexões, independente da geração a qual pertencem.
“O Ocupa CIC me cativou. Esse movimento foi responsável por despertar em mim, novamente, a vontade de viver em Florianópolis e trabalhar para que a cultura seja valorizada nessa cidade”, confessou Renata Herran, recém-formada em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que em janeiro estava decidida a procurar um novo lugar para viver. “Esta semana experimentei um up-grade de 1000% na minha consciência cultural sobre a cidade e mesmo sobre o estado”, acrescentou.
A próxima ação programada pelo Ocupa CIC prevê uma manifestação aberta ao público em geral, em frente à SOL, na próxima sexta-feira (04/05), a partir das 12h00.
FONTE: Pontão Ganesha
FLISOL 2012 chega a FLorianópolis
Posted by Pontão Ganesha in Sem categoria on 25 de abril de 2012
O quê: Flisol 2012
Quando: Sábado (28/04), a partir das 14h00
Onde: Auditório do Sinjusc – Avenida Mauro Ramos, 448, Centro de Florianópolis.
Pontões reunidos pelo Programa Cultura Viva
Posted by Pontão Ganesha in Sem categoria on 16 de abril de 2012
O encontro foi realizado na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Avançada (IPEA) e contou com a participação de Thiago Skárnio, coordenador do Pontão Ganesha de Cultura Digital, Pedro Jatobá e Felipe Cabral, dos Pontões iteia e Nós Digitais, além da Fio Cruz e das Secretarias de Cidadania e Diversidade Cultural e de Políticas Culturais.
Felipe Cabral (Nós Digitais) fez um relato detalhado de várias ações de mapeamento desenvolvidas ao longo do programa Cultura Viva desde a sua criação, citando exemplos como o Mapa da Rede e o cadastro desenvolvido pela Casa dos Meninos. Pedro Jatobá (iteia), apresentou as ações desenvolvidas em torno do portal de acervos Iteia, um repositório de imagens, áudios e vídeos realizados por Pontos de Cultura de todo o país.
Durante o encontro, Skárnio falou a respeito da atuação do Pontão e destacou as atividades desenvolvidas, com destaque, no último ano, para as vistas aos Pontos de Cultura catarinenses, que resultaram em um cadastro completo das entidades, na interlocução entre os pontos de todo o estado e na atualização diária do blog dos Pontos SC. O blog é um espaço coletivo, que apresenta textos, imagens e vídeos relacionados às atividades e programação dos pontos que atuam no estado.
O encontro também foi uma oportunidade de debate sobre o Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC). Evaristo Nunes, da Secretaria de Políticas Culturais (SPC), fez um relato sobre o atual estágio do sistema e as alternativas futuras de integração com os mapeamentos existentes. “O nosso desafio é integrar um dado que já existe e fazê-lo conversar com os dados de toda a cultura brasileira: fazer o Ponto de Cultura conversar com o Teatro, com o Cinema, etc”, afirmou Nunes. Para ele, a maior dificuldade não reside na conexão dos dados, mas sim no uso desses dados de uma forma simples e clara. “O desafio não é o da integração, mas sim do uso”, acrescentou.
De acordo com Skárnio, a troca de experiências e a realização de um trabalho unificado em relação ao mapeamento de pontos de cultura de todo o País é de fundamental importância nesse momento em que se discute o redesenho e as novas alternativas do Cultura Viva. Trata-se de uma prática que facilitaria o acesso – inclusive à Secretaria de Cidadania Cultural SCC/MinC – a uma série de informações que permitem o acompanhamento, monitoramento e avaliação das atividades que constam no plano de trabalho dos pontos e pontões conveniados.
“Existem muitas iniciativas de mapeamento e bancos de dados espalhados na rede que precisam se atualizados, integrados e otimizados. As ações em torno desde grupo objetivam dar conta dessa demanda através de soluções simples, como o openid entre as plataformas existentes”, explicou Skárnio.
O mapeamento apresentado pelo Pontão Ganesha – que compreende no georreferenciamento dos pontos, visitas in loco, cadastros atualizados, blog comum, entre outras atividades – serviu como referência para apontar um possível caminho de atuação para os pontões.
Valéria Labrea, pesquisadora do IPEA, reforçou a importância do trabalho que vem sendo desenvolvido. “Precisamos de informações: saber quem são, onde estão e o que os Pontos estão fazendo. Essa é a nossa principal demanda e o resto deriva daí. O espaço de acervo é fundamental para registro da memória e experiência do Programa, e a conversa entre os sistemas ajuda nisso”, explicou.
De acordo com Antônia Rangel, Coordenadora-Geral de Mobilização e Articulação em Rede da SCC/MinC e integrante do GT de Redesenho, o encontro da última semana foi muito produtivo. “Os relatos e dados nos deixaram atualizados em relação à riqueza do que existe hoje na rede dos Pontos de Cultura, e essas informações nos ajudarão tanto no desenvolvimento de um sistema de monitoramento e acompanhamento das ações quanto no próprio redesenho do Programa Cultura Viva”, concluiu.
Relato do Representante da Região Sul sobre a primeira Reunião Temática
Posted by Pontão Ganesha in Sem categoria on 10 de abril de 2012
Foram dois dias de trabalho, durante os quais percebeu-se a grande importância de se contextualizar e humanizar números e dados, ponto essencial para que nesse processo de ‘redesenho” sejam aprofundados e, sobretudo, respeitados os conceitos fundamentais do Programa Cultura Viva, garantindo a resolução de problemas e a continuidade das ações de Pontos, Pontões e Ações.
Abaixo, a íntegra do relato elaborado por Gilson:
“Relato: Redesenho do Programa Cultura Viva
Caros ponteiros de todo o Brasil, faço aqui meu relato pessoal sobre o primeiro encontro presencial do Redesenho do Programa Cultura Viva, ocorrido em Brasília em 26 e 27 de março de 2012. Como ele acontece na semana posterior à reunião, tive tempo para processar o grande volume de informações que um encontro desse porte e dessa dinâmica produz.
Logo na chegada, tivemos a notícia do atraso do Metre Lula, em virtude de um problema com o avião, o que acarretou na sua presença somente no segundo dia do encontro. Também por isso, solicitamos que a chegada dos ponteiros fosse adiantada pelo menos num dia para evitar esse tipo de situação. O outro motivo foi termos um tempo maior para que pudéssemos nos organizar para a reunião. Reforço aqui uma frase recorrente de Andréia “… não temos a mesma estrutura que já tivemos. Estamos batalhando pelo Programa Cultura Viva para além de nossas forças…”.
Guardadas as devidas proporções, me parece que a própria Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura (SCC MinC) encontra-se numa posição semelhante. Dentro da estrutura governamental, dentro do próprio MinC, tem sido evidente certa fragilidade do programa; pessoalmente, isso ficou subentendido nas falas durante todo o encontro. Sociedade civil e Estado, cada um à sua maneira e de acordo com seus interesses, que fique bem claro, estão através desse Redesenho centrando forças para melhorar as coisas.
Pois bem, no primeiro dia de trabalho, tivemos as apresentações iniciais, com falas de todos os presentes de uma maneira informal e prática, indo direto ao ponto. Tivemos Davy como nosso representante na mesa de abertura, que falou sem quaisquer restrições de tempo, assunto ou ordem de discurso, colocando nossa disposição em contribuir com o processo, questionando a terminologia “Redesenho”, e ressaltando a urgência de resoluções para os Pontos de Cultura de todo o Brasil. A Secretária Márcia Rollemberg mostrou-se preocupada com a construção de séries históricas a partir de dados sobre o Programa, colocando essa como uma das condições que o Estado prescinde para aprimorar sua política no setor. E, de fato, os dados por ela apresentados apesar de tentarem ser os mais fidedignos possíveis, têm certas diferenças em relação aos dados gerados pela própria Comissão nacional dos Pontos de Cultura (CNPdC). Nesse ponto, destaco que mesmo nós não temos números consolidados que nos dêem uma visão macro do Programa.
Durante a tarde, tivemos a fala do Frederico Barbosa, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que trouxe a experiência das duas pesquisas sobre o programa num discurso que tentava conciliar a questão do método de pesquisa com a matéria humana com a qual é formado o Programa. E nesse ponto, percebo com muita clareza um de nossos papéis fundamentais nesse momento: contextualizar e humanizar a frieza dos números. Partimos de um ponto de vista que percebe a radicalidade dos problemas no cotidiano. Essa qualidade é nossa, dada à natureza do programa, da organização civil, da gestão compartilhada e da memória de acontecimentos, de erros e acertos que carregamos conosco como uma espécie de DNA do Programa Cultura Viva. Durante todas as nossas intervenções nos dois dias de encontro isso ficou muito evidente.
Ainda à tarde, no momento em grupo, quando nos dividimos e nos fizemos representar em todos os grupos de trabalho, essa percepção acima descrita se mostrou verdadeira, como inclusive já foi relatado por outros companheiros. Nossa presença foi determinante para orientar as discussões propostas tendo em vista a diferença no nivelamento de informações entre os integrantes desses subgrupos. Sendo assim, pudemos fortalecer as posições defendidas pelos pontos de cultura de forma muito eficiente.
No segundo dia de trabalho foi apresentado o resultado gerado pelos subgrupos, com presença maciça dos ponteiros como porta-vozes, travando após cada questão respondida um diálogo muito produtivo acerca das resoluções que poderiam ser geradas a partir das repostas. Nesse momento, achei interessante a intervenção dos representantes das demais secretarias e órgãos vinculados do MinC. Mesmo que não tenham atuação direta no Programa, não imagino transversalidade ou permeabilidade de políticas públicas sem que haja momentos como aquele, onde os atores institucionais sentam para atingir um denominador comum.
Seguindo na programação do dia, tivemos uma fala da Valéria Labrea sobre o conceito de constituição e funcionamento das redes, assunto que será aprofundado em outras oportunidades. Mesmo assim, a partir dos exemplos apresentados pudemos vislumbrar quais seriam os meios de atuação do estado e da sociedade delineadas nas dinâmicas em rede, algumas mais autônomas, e outras com nós mais definidos e amarrados, trabalhando sobre aquilo que já está constituído. Em seguida, tivemos o momento de apresentação por região dos resultados colhidos através dos diálogos virtuais. A paisagem desses números é nossa velha conhecida, os problemas são praticamente os mesmos em todas as regiões, inclusive sendo repassadas dos convênios nacionais para os estaduais e municipais, ou seja, dificuldades com prestação de contas, conveniamento, fluxo de repasse das parcelas e gestão compartilhada são as mesmas em todo o Brasil. Importante ressaltar que houve baixíssima participação dos pontos de cultura na resposta ao formulário, algo compreensível, mas seria muito melhor se tivéssemos ampla participação dos Pontos de Cultura, como estamos sistematicamente conclamando.
Das impressões finais, a Secretaria Márcia Rollemberg é muito ágil. No primeiro dia, à medida em que íamos discutindo ela estava adequando falas no formato de propostas, sempre com a anuência do interlocutor, mas dando um sentido prático para os discursos proferidos. A metodologia não funcionou direito e ainda era mudada repentinamente durante os trabalhos. Pode-se dizer que tivemos alguns momentos bastante confusos. Havia certo ruído na comunicação IPEA e SCC, e isso se refletiu, inclusive, na questão do streaming, que estava permitido, mas foi vetado na última hora.
Considero que nosso comportamento como CNPdC foi exemplar: estávamos muito focados em nossa missão e preocupados em representar da melhor maneira possível os pontos de cultura. Em vários momentos do encontro ressaltou-se o respeito e o aprofundamento sobre os conceitos fundamentais do Programa Cultura Viva, da resolução dos problemas para a continuidade das ações de Pontos, Pontões e Ações, como Ação Griô, Ludicidade, Cultura e Saúde, entre outras. Importante esclarecer que o marco legal a ser trabalhado é a lei 8.666, mas numa “leitura generosa”, segundo as palavras da própria secretária, e com a Lei Cultura Viva, assim que for aprovada, sobre isso, foi sugerido que o legislativo também esteja presente no Redesenho.
O saldo do encontro foi positivo. Não significa que tudo esteja resolvido, mas que há disposição em dialogar e construir coletivamente alternativas, na tentativa de constituir o Programa Cultura Viva como uma Política de Estado, mantendo seu DNA, dando vazão a sua diversidade de práticas e seu poder de transformação social. “
Diálogos Virtuais estimulam participação no redesenho do Cultura Viva
Posted by Pontão Ganesha in Sem categoria on 4 de abril de 2012
Idealizados para possibilitar uma participação ampliada, os Diálogos Virtuais antecedem as reuniões presenciais e seminários, e permitem que as contribuições de pontos e pontões de cultura interessados em acompanhar e integrar a pesquisa do Redesenho do Programa Cultura Viva cheguem ao Grupo de Trabalho (GT).
A cada nova etapa os interessados têm um prazo para responder os questionários, e cabe aos representantes regionais da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPdC) organizar as demandas de sua região. Essa sistematização deve ser disponibilizada ao GT em forma de um documento sintetizado, até seis dias antes da reunião presencial.
Representante da Região Sul no GT de Redesenho, Gilson Máximo, postou no blog dos Pontos Catarinavídeos com a fala da Secretária Márcia Rollemberg no encerramento da I Reunião Temática, onde ela afirma que “estamos em um momento de somar esforços”. Além da fala da Secretária de Cidadania Cultural, estão disponíveis, também, depoimentos de representantes regionais, onde todos conclamam pontos e pontões a participar do processo de redesenho, respondendo aos questionários disponibilizados e participando dos diálogos virtuais. “Vamos mostrar nossa mobilização e nossa organização em torno de um desenvolvimento maior, para que possamos ter um programa cada vez mais fortalecido e cada vez mais vivo”, afirmou Gilson em seu depoimento.
Nesta segunda reunião, a discussão será sobre as redes do Programa e gestão compartilhada, dando prosseguimento à atividade iniciada nos dias 26 e 27 de março, quando aconteceu a primeira reunião. No primeiro encontro, os representantes deram início às discussões a partir de alguns desafios identificados em pesquisas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), e debateram assuntos relacionados a conveniamento, prestação de contas e atuação da Secretaria.
O relatório virtual da I Reunião Temática está disponível no site do iTEIA.
Edital Elisabete Anderle fica para 2013
Posted by Pontão Ganesha in Sem categoria on 22 de março de 2012
III Conferência evidencia transversalidade da cultura e semeia propostas para mudanças
Posted by Pontão Ganesha in Sem categoria on 20 de março de 2012

Diversas moções de apoio e repúdio foram redigidas durante as discussões e debates, e colocadas em votação ao final da Conferência. A diversidade de temas abordados – desde o incentivo à capacitação do corpo técnico da Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes (FCFFC) e critérios para inscrição nos editais municipais, ao comprometimento dos candidatos à prefeitura da Capital com a conservação do patrimônio cultural da cidade – deixou clara o interesse dos participantes pelos mais variados tópicos que permeiam a cultura local, condição indispensável neste momento de finalização do Plano Municipal de Cultura e de posse da nova equipe do Conselho Municipal de Política Cultural (CMPC).
NOVO CONSELHO
A última atividade oficial da III Conferência Municipal de Cultura de Florianópolis, no início da noite de terça-feira foi a eleição dos novos conselheiros da sociedade civil do CMPC, que registrou um percentual elevado de renovação, além da inserção de novas cadeiras, como Cultura Digital e Moda e Design. Confira a lista dos representantes de cada área. Os nomes dos representantes do poder público ainda não foram indicados pelo Superintendente da FCFFC, Rodolfo Pinto da Luz.
Uma homenagem especial, preparada pelos antigos e novos conselheiros, deixou registrado o reconhecimento ao trabalho desenvolvido por Marta César, que presidiu o Conselho Municipal de Politicas Culturais (CMPC) durante seu primeiro biênio de atuação, e conduziu o processo de elaboração do Plano Municipal de Cultura.

AS MESAS
Construir uma política para a cultura local não parece ser uma tarefa fácil, especialmente considerando-se falas relacionadas ao caráter multicultural que se percebe na paisagem c ultural da capital.
Na mesa sobre “Memória” (mediada pelo arquiteto e urbanista Dalmo Vieira, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN), por exemplo, o antropólogo Eugênio Lacerda insistiu que essa variedade precisa ser considerada pela gestão pública. “O Plano Municipal de Cultura deve mostrar as contradições deste tecido cultural, filtrar estas contradições”, afirmou, lembrando que a paisagem cultural permite ações transversais com o Plano Diretor do município, por exemplo.
Apesar da variedade de segmentos representados na sala em que se discutia “Integração e Transversalidade”, o mediador Alfredo Manevy, professor de Cinema da UFSC, não teve dificuldades em agregar as propostas, que convergiam para temáticas semelhantes. Também naquele espaço, o Plano Diretor foi citado, especialmente relacionado a propostas que buscam facilitar o acesso da população a equipamentos e iniciativas culturais.
Na mesa sobre “Inovação”, as questões levantadas deixaram claro que as mudanças desejadas vão muito além do viés tecnológico, colocando em pauta questões políticas, humanas e simbólicas. A partir desta mesa, aliás, foi lançada uma moção de repúdio dirigida ao Conselho Municipal de Cultura pela não realização do Edital de Cultura Digital em 2012.

Durante os dois dias da Conferência, o Pontão Ganesha de Cultura Digital coordenou uma experiência de cobertura colaborativa do evento, que mobilizou representantes de pontos de cultura para a produção de textos e fotos, publicados no blog dos pontos. Essa atividade contou com a parceria do coletivo Fora do Eixo, responsável pela cobertura fotográfica do evento.
(Fotos: Coletivo Sem Fronteiras)
Lançamento de editais marca abertura da III Conferência Municipal de Cultura de Florianópolis
Posted by Pontão Ganesha in Sem categoria on 19 de março de 2012
No total, serão contempladas10 setores, com a distribuição de 73 prêmios totalizando R$ 1.150,000,00, valores provenientes do Fundo Municipal de Cultura. O setor de Cultura Digital, que também preparou seu edital durante o ano passado e pleiteia uma cadeira junto ao Conselho Municipal de Política Cultural de Florianópolis (CMPC), ficou de fora nesta primeira edição.
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Com a formação das mesas de representantes, o que ficou evidente foi o grande mosaico cultural existente em Florianópolis, onde a diversidade de iniciativas evidencia ainda mais os problemas provocados pela falta de conexão e integração entre as áreas.
Esse talvez seja o grande desafio a ser enfrentado na formulação das propostas que serão apresentadas durante a Plenária da Conferência, que acontece na tarde desta terça-feira (20/03): reconhecer e fortalecer a Cultura como prioridade e como tema transversal às demais áreas – economia, educação, política, etc…
Representante do Ministério da Cultura (MinC) na III Conferência Municipal de Cultura de Florianópolis, o Secretário de Articulação Institucional do MinC, João Roberto Peixe, chamou atenção para a importância de se tratar as políticas públicas para a Cultura como políticas de estado, e não políticas de governo. “Nós temos mandatos que duram quatro anos. A sociedade, sim, é permanente”, destacou.
Durante a manhã da terça-feira, as discussões são dividas em três eixos (Memória, Inovação e Integração e Transversalidade), que devem elencar demandas e formular propostas para a parte da tarde.

