Fórum Mundial de Mídia Livre debate os anseios de ativistas e comunicadores por uma mídia mais social

O encontro será em 25 de janeiro, no auditório Dante Barone da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.

O FMML constitui-se um espaço de apoio mútuo entre representantes de mídias independentes, ativistas e comunicadores que desejam e expressam uma visão dos acontecimentos mundiais que vá além do que expõem os meios de comunicaçãocomerciais.

Nas edições anteriores nomes como Chokri Belaid, líder da oposição a Ben Ali, ex ditador da Tunísia, Aaron Swartz, ciberativista americano e Fidan Dogan, do Curdistão, assassinada a tiros juntamente com outras duas ativistas no Centro de Informação Curda (CIK) em Paris, foram lembrados, para que ninguém mais precise morrer pela liberdade de expressão, para que todos tenham acesso livre ao conhecimento e ao compartilhamento de informações, como defendia Aaron Swartz.

 

Em 10 de janeiro deste ano, ao completar um ano da morte de Dogan, dois mil manifestantes reuniram-se em Paris exigindo que os mandantes do crime sejam identificados, porém o caso ainda não foi solucionado.

 

Palestras e oficinas fazem parte do cronograma do Fórum, que defende a utilização de software livre e redes livres, com o objetivo de que os dados dos usuários não sejam mercantilizados, e a comunicação, direito humano fundamental, não fique abaixo dos interesses das grandes corporações.

 

No próximo dia 25, será iniciada colaborativamente a construção da Carta Mundial da Mídia Livre, que deve ser aprovada em 2015, e servirá como referência aos militantes da comunicação e aos movimentos sociais que se reunirão no Fórum Social Mundial.

 

Pontão Ganesha de Cultura Digital participará da cobertura do evento, integrado à Ciranda Internacional da Comunicação Compartilhada.

 

Mais informações em:

http://fmml.net

http://forumsocialportoalegre.org.br

Mídia Livre para a Cultura Popular

Pedro Vasconcellos_corteNa abertura do Encontro de Culturas Populares e Tradicionais 2013 (São Paulo – 01 a 06 de outubro) a democratização da comunicação foi o tema central da fala de Pedro Vasconcellos, diretor da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, divisão que integra a Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SCDC/MinC) do que destacou a importância de se dar visibilidade às culturas populares e tradicionais na mídia. Presente no evento, o Pontão Ganesha conversou com Vasconcellos sobre as ações do MinC voltadas para o fortalecimento da comunicação para a cultura, que passam, necessariamente, pela democratização da comunicação.

Pontão Ganesha: As ações desenvolvidas pelos segmentos culturais encontram maior facilidade de divulgação em meios de comunicação alternativos, mas têm pouco espaço nos meios de comunicação de massa tradicionais. O MinC reconhece  isso e tentará sanar essa deficiência, relançando, por exemplo, novos editais para Pontos de Mídia Livre?

Pedro Vasconcellos: Esta questão da democratização dos meios de comunicação é, nos dias de hoje, uma questão central, e pode garantir espaço e visibilidade aos diversos segmentos das culturas populares e tradicionais nos meios de comunicação de massa em nosso País. Existe, realmente uma contradição relacionada a este tema: por um lado temos um conjunto de políticas públicas desenvolvidas especificamente para apoiar, fortalecer e dar visibilidade a estes grupos, e por outro, verificamos um bloqueio cada vez maior por parte dos meios de comunicação. Desta forma, é impossível que o próprio governo federal, por meio do Ministério da Cultura, não pense em mecanismos e iniciativas que fortaleçam a construção de meios de comunicação alternativos, como é o exemplo dos Pontos de Mídia Livre, que pretendemos, sim, retomar em 2014. Estamos planejando o lançamento de algum edital com este foco, por meio de parcerias com a Secretaria de Políticas Culturais (SPC), que é a responsável pela área de políticas para a comunicação no Ministério da Cultura, e também com outros órgãos da administração federal que estão preocupados com esta questão.

Pontão Ganesha: Que outras políticas públicas de comunicação para a cultura estão sendo pensadas no Ministério?

Pedro Vaconcellos: Existe um conjunto de questões que consideramos fundamentais. O governo tem investido, por exemplo, no fortalecimento da parceria com a rede publica de televisão, e esta rede está se fortalecendo. A Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que tem importante papel neste processo, embora saibamos que isso não é o suficiente.

Sobre a discussão mais geral de Lei da Mídia, reconhecemos também que existem contradições do próprio governo: existem posições mais progressistas, avançadas numa perspectiva da democratização dos meios de comunicação, e por outro lado, posições mais conservadoras, que acabam bloqueando o processo e forçando um recuo, ao agirem contra o oligopólio da mídia no Brasil. Vivemos, sim, esta contradição, dentro do governo federal, e ela não acontece só na sociedade civil: está dentro do governo.

Temos experiências muito positivas e importantes na América Latina, como os casos da Argentina, Equador e Venezuela, nos quais o Brasil deveria se espelhar.

Pontão Ganesha: Ao reconhecer que o problema existe o MinC  sinaliza que não está alheio às carências na área da comunicação e se propõe a mudar  a realidade que se coloca hoje?

Pedro Vasconcellos: Da nossa parte, o que queremos, é fortalecer esta pauta. Este é um dos temas que deveria sair com força da III Conferência Nacional de Cultura. A cultura tem que entrar de vez nesta luta da democratização dos meios de comunicação, e me parece que às vezes alguns segmentos não têm a dimensão da importância estratégica deste assunto. Ficamos sempre no varejo, pensando em alternativas que são fragmentadas, desconectadas e pontuais, e não discutimos esta questão de forma mais abrangente, e a provocação que estamos querendo fazer é justamente esta: envolver e sensibilizar a sociedade brasileira em torno dessas questões. Da nossa parte, da SCDC e da SPC, o Ministério está promovendo essa discussão, e com certeza teremos uma grande colaboração no sentido de apresentar propostas na Conferência.

 

Edição nova da revista Ganesha Digital disponível no site do Pontão

Sem título

Além das matérias sobre os Pontos de Cultura, a publicação agrega material relacionado àimportância da definição de políticas de comunicação para a cultura, processo que ampliou o estabelecimento de parcerias entre o Ministério da Cultura e outros órgãos do Governo Federal. Ministérios da Educação, da Ciência e Tecnologia e da Comunicação interagem com o MinC, buscando fomentar iniciativas que ampliem o exercício do direito humano à liberdade de expressão cultural e do direito à comunicação.

No momento em que se aproxima o fim dos convênios com os Pontos de Cultura de Santa Catarina, o secretário Beto Martins ressalta não apenas a importância cultural dos trabalhos desenvolvidos pelos pontos, mas também o viés social de muitas iniciativas. “É um trabalho digno de elogios, e no que depender de mim pode ser ampliado”, afirmou o secretário em recente encontro com representantes do segmento cultural.

É nesse momento, por exemplo, que surge a busca pelas alternativas de sustentabilidade das iniciativas.

Confira em: http://www.alquimidia.org/ganesha/?mod=revistas#

Catálogo Catarina: uma alternativa para a sustentabilidade dos Pontos de Cultura de SC

Disponibilizado no Blog dos Pontos há mais de um ano, o Catálogo Catarina tem como proposta estimular as ofertas de serviços e/ou produtos entre os Pontos de Cultura de Santa Catarina, servindo como forma de fomentar a economiasolidária.
Embora seja uma maneira simples e rápida de colocar em prática essa forma de relação, o recurso é pouco utilizado pelos Pontos catarinenses, e atualmente encontram-se ali registradas apenas quatro ofertas e nenhuma procura. Considerando-se um universo de mais de 50 pontos de cultura em atividade no estado, o número é pouco expressivo.
Ao divulgar a oferta de Oficinas de Audiovisual – Projeto Escolinha Itinerante, o Ponto de Cultura Escolinha de Cinema, de Criciúma, que tem a Associação Beneficente Abadeus como proponente, pensou em utilizar o espaço como uma alternativa para buscar a sustentabilidade do projeto, viabilizando convênios com outras entidades.
Para Antônio Rozeng, que durante quase três anos dedicou-se quase que exclusivamente ao Ponto de Cultura Escolinha de Cinema, é necessário que os pontos de Santa Catarina se apropriem daquele espaço e, sobretudo, da prática de estabelecer esse tipo de relação, transformando em prioridade a divulgação do que cada iniciativa cultural tem a oferecer. “Sabemos que as redes sociais são uma das melhores formas de tornar públicas as nossas atividades. Essa questão, inclusive surge em todos os fóruns de discussão que temos aqui na região Sul do estado. Mas às vezes tenho a impressão de que o blog é utilizado apenas como forma de registro, enquanto o Facebook acabou transformando-se em espaço de divulgação, o que talvez se justifique pelo alcance que tem”, opina.
Rozeng acredita que essa troca de informações precisa transformar-se em um hábito para que o recurso disponibilizada pelo Catálogo Catarina funcione de forma efetiva.
Idealizador da ferramenta, Gilson Máximo, do Ponto de Cultura Popular no Rumo de João Maria, da Fundação Cultural Matakiterani (Lages), acredita que há dois motivos diretamente responsáveis pelo que ele considera uma “subutilização” da proposta.  Primeiro, Gilson acredita que os pontos ainda não absorveram realmente a ideia da necessidade de buscar a sustentabilidade por meio dos serviços que oferecem. Além desse, segundo explica, existe a dificuldade de conceber, por exemplo, que uma oficina é um serviço, e que isso pode ser oferecido e trocado. “Tivemos três anos de convênio e quando se aproxima o fim do projeto percebo que boa parte dos pontos não terá gerado condições de manter as atividades sem a verba do governo, que é uma forma de financiara as atividades, mas não a única. Isso mostra uma certa fragilidade na forma de pensar a gestão dos Pontos de Cultura”, observa.
Para ele, a prática de cadastrar serviços ou produtos no Catálogo Catarina serviria para potencializar as possibilidades de parcerias e contratação de serviços, afinal ali poderiam ser visualizadas inúmeras atividades desenvolvidas em todas as regiões do estado. “Somos quase 60 pontos desenvolvendo diferentes iniciativas, e os municípios podem precisar do que oferecemos. Mas isso requer sequência no processo”, explica.
Gilson acredita que mesmo com muitos Pontos encerando as atividades nos próximos meses, ainda há a necessidade, e mais do que isso, a importância de se colocar a iniciativa em prática, e sugere, inclusive, algumas estratégias, como por exemplo, a ampliação da divulgação das ofertas elencadas no espaço do Catálogo Catarina em outras redes sociais e, até, a necessidade de se cadastrar os serviços e apresentações artísticas no Catálogo como condição para participação na Teia Catarina. “São ideias, ainda não discutidas e ampliadas, mas com o objetivo de tornar o uso deste recurso um hábito, e desta forma ampliar a visibilidade das iniciativas”, finaliza.

 

III Fórum da Internet no Brasil

O QUE É O FÓRUM?
O Fórum da Internet no Brasil é também o Pré IGF Brasileiro.
O que são estes encontros e por que o CGI.br entendeu convocar o III Fórum da Internet no Brasil também como a Reunião Brasileira Preparatória para o IGF 2013?
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O que é o Fórum da Internet no Brasil
O CGI.br promove o Fórum da Internet no Brasil com o objetivo de reunir participantes dos setores governamentais, empresariais, acadêmicos, das organizações da sociedade civil, técnicos, estudantes e todos os interessados e envolvidos nosdebates e temas a respeito da Internet no Brasil e no mundo. O Fórum é portanto um espaço aberto e um convite para debatermos os desafios atuais e futuros da Internet.
Mantendo e aprofundando o modelo multissetorial e multilateral de governança da Internet Brasileira, o CGI.br busca incentivar os principais representantes dos setores que o compõem a acompanharem e opinarem sobre as questões e soluções consensauais para a consolidação e expansão de uma Internet no Brasil diversa, universal, inovadora, que expresse os princípios da liberdade, dos direitos humanos, da privacidade, tal como apresentado em sua resolução com os Princípios para a Governança e Uso da Internet.
O que é o Pré IGF
O Fórum de Governança da Internet – IGF foi proposto pela Cúpula Mundial sobre Sociedade da Informação em novembro de 2005, e criado após consultas convocadas pelo Secretário Geral das Nações Unidas em 2006 que também criou o MAG (Multistakeholder Advisory Group) – Grupo Consultivo Multilateral composto por representantes de governos, sociedade civil, academia, iniciativa privada e organizações internacionais e de pesquisa com a finalidade de assessorar o programa e calendário das reuniões do IGF. Desde 2006, anualmente o IGF acontece em cidades sedes escolhidas para tanto. Proposto e coordenado pelo CGI.br, o Brasil sediou o IGF de 2007 na cidade do Rio de Janeiro.
Muito se debate no mundo sobre um modelo apropriado para a governança global da Internet. E muitos se perguntam sobre os métodos e organizações em torno das quais a Internet tem se difundido e continuará a crescer em escala mundial. O modelo brasileiro de governança da Internet preserva sua natureza multistakeholder na formação e composição do CGI.br e tem sido observado internacionalmente como um modelo a ser considerado, debatido, e seguido. Sua formulação é também consolidada no amplo debate da sociedade e de todos os interessados no aprofundamento dos modelos participativos da e pela Internet.
Considerando o universo dos temas do Fórum Brasileiro, com a importância e relevância do debates que se seguirão, o CGI.br deliberou assim constituir o Fórum da Internet no Brasil, para o qual congregam participantes dos mais diversos setores governamentais, empresariais, acadêmicos e do terceiro setor, como a Reunião Brasileira Preparatória para o IGF, agregando as reflexões do Fórum como importantes contribuições multilaterais brasileiras para o Fórum Mundial de Governança da Internet.

 

Mostra de Videodança integra o 4° Festival de Dança de Florianópolis

Entre os dias 16 e 18 de agosto acontece no Centro Integrado de Cultura (CIC) o 4° Festival de Dança de Florianópolis, o Prêmio Desterro, que este ano contou com mais de 400 coreografias inscritas e trouxe uma serie de novidades em relação às edições anteriores – como a escolha, pela Comissão Julgadora, do melhor bailarino e da melhor bailarina do festival, vagas garantidas para que os vencedores de cada gênero possam competir em outros concursos nacionais de dança e, para um deles, a chance de disputar uma bolsa de estudos nos Estados Unidos.

Mas talvez a maior novidade seja a Desterro Mostra de Videodança, iniciativa desenvolvida em parceria com o duo Valent, formado por Fernanda do Canto e Javier Di Benedictis, ambos designers que trabalham com pesquisa e produção de projetos audiovisuais e editoriais.

Entre os 48 trabalhos inscritos para a Mostra, havia projetos brasileiros e  também do Canadá, Estados Unidos, Finlândia, Inglaterra, Itália e México. Foram selecionadas 23 produções, todas recentes, que se juntarão a outros 30 títulos convidados provenientes dos cinco continentes, cedidos por videomakers e eventos parceiros do México, da Alemanha e dos Estados Unidos.

A projeção de uma coletânea deste gênero é inédita em Santa Catarina e pela primeira vez no País ocorrerá dentro daprogramação de um festival de dança. A videodança une as linguagens cinematográfica e coreográfica, trazendo aos olhos do espectador ângulos, enquadramentos, cenários, sons, efeitos, cores e demais elementos que não são possíveis no palco ou perceptíveis a quem assiste a uma apresentação de dança na plateia.

As sessões serão gratuitas, abertas ao público, com duração de 60 minutos e ocorrerão em dois horários. Dia 16, das 17h às 18h, haverá sessão especial no cinema do CIC, com apresentação de alguns trabalhos do videomaker e coreógrafo Alex Soares, que também integra o júri do festival. Na ocasião, ele conversará com a plateia. Das 18h às 19h30, a projeção muda para a sala 2 das oficinas de arte, onde permanecerá até o final da mostra. Neste horário, serão exibidos vídeos convidados dos festivas parceiros. Dias 17 e 18, a sessão das 16h às 17h será para vídeos convidados da Mostra Desterro e das 18h30 às 19h30 serão apresentados vídeos selecionados.

Confira os vídeos selecionados e a programação do Festival.

 

II Mostra de Vídeos de Cririúma

 

Estão abertas até o dia 12 de agosto as inscrições para a Segunda Mostra de Vídeos de Criciúma, iniciativa que faz parte do plano de trabalho do Ponto de Cultura Escolinha de Cinema, da Associação Beneficente Abadeus.

De caráter cultural e não competitivo, a Mostra conta com o apoio da Fundação Cultural de Criciúma, e tem como finalidade ampliar o espaço de divulgação de trabalhos realizados em vídeo. “Consideramos este evento uma importante ferramenta de incentivo à cultura do audiovisual. Nós somos fomentadores da produção nacional e, principalmente regional, e queremos ser agentes propagadores dessa arte”, explicou Shirlei Monteiro, diretora executiva da Abadeus.

A participação é aberta a trabalhos de qualquer estadobrasileiro, e podem participar curtas, documentários e até videoclipes de bandas, possibilitando ao público o acesso a obras não exibidas nas mídias tradicionais. Além disso, o evento abre espaço também para uma serie de debates entre os realizadores e o público.

O regulamento e a ficha de inscrição podem ser obtidos no site da Associação.

Moukarzel será empossado hoje na Secretaria da Cultura

Luiz

Com a posse na tarde de hoje de Luiz Ekke  Moukarzel na Secretaria Municipal de Cultura de Florianópolis, a capital de Santa Catarina passa a integrar, efetivamente, o pequeno grupo de municípios brasileiros que possuem uma secretaria específica para a área. A solenidade, que marca uma conquista expressiva, acontece em no mesmo dia em que a Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascas comemora 26 anos de criação, tornando 29 de julho uma data duplamente significativa para a cultura local.

Atual Superintendente da Fundação, Moukarzel afirma que o trabalho da Secretaria será centrado na elaboração de políticas estruturantes e perenes para a cultura, que tem papel fundamental no desenvolvimento da sociedade. “A atual administração municipal considerou isso ao criar, em um de seus primeiros atos, a pasta específica para a área. Isso significa o reconhecimento de sua importância estratégica e a equiparação da cultura às áreas essenciais ao bem estar humano e social. Trata-se de um compromisso assumido com a população de Florianópolis, que passa agora a contar com uma secretaria específica para pensar e estabelecer políticas para a área, e com recursos públicos para a valorização de sua cultura”, explica.

De acordo com o novo secretário, não cabe o discurso de que a Fundação Franklin Cascaes cumpria esse papel, uma vez que se trata de um órgão executor, o que justificaria os 26 anos de políticas de eventos para a cultura, que não contribuem para a solidez da área, uma vez que têm começo, meio e fim em si mesmos.  O secretário destaca que os eventos são importantes, mas precisam estar ligados às políticas públicas para garantir sua continuidade, e lembra que nas mais de duas décadas de atuação da Fundação, apenas dois ou três eventos demonstraram o que ele chamou de ‘maturidade de permanência’. “Com a Secretaria e a Fundação as coisas serão diferente. Serão órgãos complementares”, observa.

Moukarzel afirma que a principal barreira neste primeiro momento é a falta de um diagnóstico local da cultura, quantificando e estabelecendo quem são, o que estão fazendo e como estão trabalhando os agentes culturais da Capital. “Vamos resolver isso com um minucioso mapeamento cultural, que é urgente. Vamos levantar, registrar e catalogar, reconhecendo as situações de artistas, de grupos, de equipamentos e fazeres da cultura, e criando um painel sobre tudo o que já existe neste segmento no município”, explica. Segundo o secretário, sem isso é impossível estabelecer, por exemplo, em quais áreas existem as maiores necessidades de atuação. “O ‘start’ principal para um bom plano de governo está nesse reconhecimento e catalogação da área”, explica.

Além do mapeamento, o secretário aponta a finalização do Plano Municipal de Cultura (PMC), que vem sendo construído há mais de um ano, numa parceria entre sociedade civil, Fundação e Conselho Municipal de Políticas Culturais (CMPC), que está prestes a ser encaminhado ao prefeito e, na sequência à Câmara de Vereadores para sua aprovação. “Com o Plano, o Fundo Municipal de Cultura e a própria atuação do CMPC estaremos alavancando a cultura em Florianópolis”, diz Luiz Moukarzel.

DESAFIOS

Numa reflexão mais ampla, Moukarzel coloca como grande desafio para a cultura local o que ele classifica como ‘comportamento adesista’. “De uma forma geral, temos uma facilidade enorme de aderir às coisas que vem de fora e uma dificuldade de compreensão de nossa cultura de base, de formação étnica, como tão importante quanto a que vem de fora”, afirma. Para o secretário, esse comportamento muitas vezes alimenta uma cadeia produtiva, mas acaba funcionando, inclusive, como um ‘anti-produto turísitco’. “São assuntos que teremos que discutir também. Pensar a cultura é fundamental, e sempre a longo prazo: como queremos que esteja a nossa cultura daqui a 20 ou 30 anos?”, questiona.

Para justificar sua colocação, Luiz Moukarzel faz uma comparação simples, que diz usar para explicar a importância de se retornar às raízes para projetar o futuro: “Quanto mais para trás você puxa o elástico de uma funda, mais longe consegue lançar a pedra. Eu preciso me reconhecer lá atrás, na base de minha formação e perspectiva cultural, para conseguir perceber mais adiante”, explica.

Nesse contexto, Moukarzel coloca a cultura – e o amplo acesso a ela –  como o grande movimento estratégico para a inserção social e para diminuir diferenças. “A nossa função é estabelecer políticas que darão voz, vez e acesso aos artistas locais”, finaliza.

Participatório no ar: Governo Federal lança rede social voltada à juventude

Lançado pelo Governo Federal na última quarta-feira (17/07), entrou no ar hoje o “Participatório“, uma rede social para estabelecer um diálogo com a juventude. De acordo com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, o “Observatório Participativo da Juventude”, pretende abrir um espaço para estimular debates e discussão de  políticas e programas voltados ao público jovem. 

Questionado sobre a relação entre o lançamento do Observatório e as recentes manifestações sociais, o ministro respondeu que não se trata de uma resposta ou tentativa para acalmar manifestantes pelo país, já que o projeto existe há mais de um ano. Segundo explicou, o “Participatório” está em elaboração desde 2012, como uma das respostas da Secretaria Nacional da Juventude às demandas elencadas durante a 2ª Conferência Nacional de Juventude por mais e melhores informações sobre governo, política, e uma serie de outros assuntos.
A rede social foi desenvolvida a partir de uma parceria da Secretaria com universidades federais, como UFRJ e UFPR, para proporcionar integração com outras redes sociais e blogs, e  foi construída com códigos abertos, abrindo acesso para ajustes de outros desenvolvedores que desejem  ajudar na elaboração do site, que está em fase de testes – o que justifica a ocorrência de alguns erros. Carvalho ressaltou que uma plataforma nesses moldes não é construída de uma hora para outra, mas reconheceu que neste momento seu lançamento é significativo. “É claro que ele é oportuno nesse momento pós-mobilizações, mas de maneira alguma foi planejado a partir dessas manifestações. Além disso, é uma oportunidade para aproveitar as mobilizações decorrentes da JMJ – Jornada Mundial da Juventude”, observou o ministro.
De acordo com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, a ferramenta será um importante canal para que as pessoas possam emitir opiniões, críticas e ter um canal de acesso ágil, direto e moderno com os políticos do Brasil. “Esse é um momento inicial, para se analisar como os testes com o Participatório se desenvolverão, e se os jovens irão aderir à rede social”, disse.
Os usuários poderão criar um cadastro ou usar seus perfis em outras redes sociais para se conectar.

Projeto busca revitalizar o centro da Capital

A partir do próximo sábado, dia 27 de julho, o centro cultural de Florianópolis passa a ser o palco de um projeto de revitalização e humanização, que envolve a administração municipal, empresários, lojistas e agentes culturais.
O projeto “Viva Cidade” é bastante amplo, e resulta de uma iniciativa da prefeitura e da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) para movimentar uma serie de ruas tradicionais e históricas, trazendo reflexos positivos para todo o centro da cidade. A ideia é que, em alguns anos, o Viva Cidade se transforme em um dos principais eventos de artes e cultura da capital, potencializando os “talentos” de cada região.
Assim, todos os sábados serão diretamente envolvidas as ruas João Pinto, Tiradentes, Antônio Luz, Victor Meirelles e suas transversais, com venda de artesanatos locais, obras de arte, produtos de sebos, brechós, móveis e antiguidades, além da realização de apresentações artísticas. Em cada espaço estará disponibilizado ao público o tipo de iniciativa tradicional do local.
É o chamado “Corredor das Artes”, que pretende levar, literalmente para o meio da rua, o comércio e todas as iniciativas culturais que serão desenvolidas durante os sábados. No dia 27, por exemplo, estão programadas apresentações artísticas de boi-de-mamão e da banda centenária da Lapa, do Ribeirão da Ilha, entre outras atrações.
De acordo com o Instituo de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF), a médio prazo deve acontecer também a revitalização física do local, e no projeto amplo, que engloba todo o Centro Histórico, está previsto futuramente o aproveitamento de parte do atual Terminal Urbano Cidade de Florianópolis como um centro de atividades culturais e área de estar para a população.