Archive for outubro de 2011

6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul

Pela primeira vez Florianópolis receberá a 6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, que este ano chega a todas as capitais do Brasil. O evento é gratuito e dedicado a produções que abordam questões referentes aos direitos humanos, produzidas recentemente nos países sul-americanos.

A pluralidade dos Direitos Humanos é uma das características da Mostra, reforçada com os filmes selecionados que, neste ano, tratarão dos Direitos de Crianças e Adolescentes, do Direito à Terra, da Cidadania LGBT, da Educação em Direitos Humanos, Democracia, das Populações Tradicionais, Quilombolas e Afrodescendentes, das Pessoas Idosas, da Saúde Mental e Combate à Tortura, das Pessoas com Deficiência, Migrantes e do Direito à Memória e à Verdade, dentre outros tantos.

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Em debate, as novas profissões

O Sapiens Parque  e a Alquimidia.org se uniram à Fundação Telefônica para promover o Ciclo do Novas Profissões em Florianópolis, a única cidade do Sul do País escolhida para receber o encontro.
A proposta do ciclo é estimular uma mudança de comportamento a partir da reflexão sobre as possibilidades de cada participante. “Promovemos apenas o início de um processo, pois  acreditamos que para realizar mudanças não são necessárias empresas ou organizações, mas sim pessoas com vontade e coragem. A mudança é singular. É um indivíduo, que em algum lugar, faz alguma coisa para mudar o mundo”, declarou Françoise Trapenard, diretora-presidente da Fundação Telefônica.
De acordo com Françoise, a Fundação decidiu realizar o Ciclo para promover uma conversa transversal, onde fosse possível observar a diversidade da cultura brasileira. Por isso, a regionalização dos encontros seria a melhor – senão a única – forma de se conseguir isso. “Se não fosse desta maneira, não teríamos um retrato do Brasil, mas sim de uma cidade específica”, disse.
À medida em que os encontros vão acontecendo (e sendo transmitidos pela internet), as impressões e resultados são publicadas na rede, possibilitando, aí sim, um grande retrato das tendências, demandas, dúvidas e experiências sobre o assunto, provenientes de todo o País. As diferenças são tão grandes, que de acordo com Françoise, os três encontros até agora realizados foram diferentes uns dos outros. “O Brasil é assim, cheio de diferenças e especificidades”, explica.
METODOLOGIA DO ENCONTRO
Reúna várias pessoas (a grande maioria nem se conhece) em um mesmo ambiente e lance uma pergunta no ar, pedindo que conversem sobre suas vidas. Difícil? Não necessariamente, desde que se tenha um método adequado de iniciar a motivar a troca de ideias.
Quem conduz o processo é Luiz Algarra, curador do Ciclo e facilitador dos encontros presenciais, que sugere uma dinâmica especial ao bate-papo (sim, o evento é um grande bate-papo), possibilitando total interação entre os presentes. “Não pensem que vamos chegar ao fim do dia com uma grande conclusão. Estamos falando do novo, e o novo é aquilo que nos transforma. Por isso, não temos uma receita acabada do que vai acontecer aqui”, disparou Algarra logo no início do processo.
A partir de um grande grupo – onde as pessoas haviam escolhido onde sentar – Algarra propôs várias trocas de lugares e lançava tópicos para conversa. Os grupos eram constantemente “misturados”, e ao final, quase todas as pessoas já tinham compartilhado a mesa com os outros presentes.
O resultado, de acordo com Françoise, é que as pessoas têm contato com várias e diferentes idéias, e saem do encontro “nutridas”, com o olhar aguçado para perceber o que acontece ao redor e, mais importante, conscientes de seu potencial de transformaçãos de suas próprias realidades. “Isso para começar!”, comemora.
EM FLORIANÓPOLIS
Satisfeita com a terceira edição do Ciclo, Françoise chamou atenção para a idade da maioria dos presentes. “Vi muita gente jovem, disposta a discutir e de forma qualificada”.
Ela credita isso ao fato de Florianópolis ser um destacado pólo tecnológico, que provavelmente estimula a consciência sobre o tema.
Marcelo Bittencourt, gerente regional da Vivo para Santa Catarina, acrescentou que o fato de a discussão ter dado destaque à educação, formação e preparo profissional evidencia que no que se refere às novas profissões, o mundo virtual reflete o mundo material, com a vantagem de que a internet não tem fronteiras ou preconceitos. “Você precisa ser profissional e estar preparado, ser competente no que faz”.
“Floripa é um celeiro de novas ideias, e por isso tem gente muito antenada com o que está acontecendo, especialmente sobre essas novas profissões”, finalizou Françoise.

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Tudo uma questão de tempo

Na quarta edição da Revista Ganesha Digital, o tempo é protagonista: ora como vilão, ora como aliado. Enquanto a comissão organizadora da Teia Catarina ganha tempo para investir na estruturação do evento, a comunidade cultural catarinense vê o tempo passar e o estado não se pronunciar em relação ao termo de adesão ao Sistema Nacional de Cultura.

Dez meses é muito tempo? Pois faz dez meses que a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, assumiu o cargo, e desde então tem trabalhado na organização do que ela considera um “ministério estruturante”, que estabelece parcerias e busca promover a sustentabilidade das ações implementadas.
Enquanto Joinville chega à fase final de elaboração de seu Plano Municipal de Cultura, Florianópolis aguarda o lançamento do primeiro edital de Cultura Digital para a cidade.
Fórum de internet em São Paulo e Fórum de Software Livre em Santarém. O Pontão Ganesha encontrou tempo para estar nos dois, e os registros estão nas páginas desta quarta edição.
A exemplo das outras edições, esta traz, também, agenda de eventos e editais e prêmios.
A reprodução e distribuição da Ganesha Digital não é só autorizada, como também estimulada pela equipe do Pontão Ganesha.
A revista Ganesha Digital (licenciada em Creative Commons) pode ser visualizada e baixada em PDF http://www.alquimidia.org/ganesha/?mod=revistas
FONTE: Pontão Ganesha

Na quarta edição da Revista Ganesha Digital, o tempo é protagonista: ora como vilão, ora como aliado. Enquanto a comissão organizadora da Teia Catarina ganha tempo para investir na estruturação do evento, a comunidade cultural catarinense vê o tempo passar e o estado não se pronunciar em relação ao termo de adesão ao Sistema Nacional de Cultura. Dez meses é muito tempo? Pois faz dez meses que a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, assumiu o cargo, e desde então tem trabalhado na organização do que ela considera um “ministério estruturante”, que estabelece parcerias e busca promover a sustentabilidade das ações implementadas.
Enquanto Joinville chega à fase final de elaboração de seu Plano Municipal de Cultura, Florianópolis aguarda o lançamento do primeiro edital de Cultura Digital para a cidade.
Fórum de internet em São Paulo e Fórum de Software Livre em Santarém. O Pontão Ganesha encontrou tempo para estar nos dois, e os registros estão nas páginas desta quarta edição.
A exemplo das outras edições, esta traz, também, agenda de eventos e editais e prêmios.A reprodução e distribuição da Ganesha Digital não é só autorizada, como também estimulada pela equipe do Pontão Ganesha.
A revista Ganesha Digital (licenciada em Creative Commons) pode ser visualizada e baixada em PDF http://www.alquimidia.org/ganesha/?mod=revistas
FONTE: Pontão Ganesha

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Temas polêmicos, discussões profundas e muitas ações paralelas…. assim foi o I Fórum da Internet no Brasil

Se num primeiro momento a internet parece ser acessível e fazer parte do dia-a-dia de boa parte da população, basta participar de um evento como I Fórum da Internet no Brasil (promovido pelo Comitê Gestor da Internet, em São Paulo, nos dias 13 e 14 de outubro) para perceber que ainda há muito o que se discutir e, sobretudo, conquistar em relação a isso.
Tópicos como controle e segurança na rede, banda larga, redes sociais e software livre despertam, normalmente, acaloradas e profundas discussões, comprovando a disposição da comunidade ligada à cultura digital no Brasil em manter o assunto em pauta.
No Fórum não foi diferente, e o objetivo central – que era discutir os desafios atuais e futuros da internet no país – foi o ponto de partida para as muitas questões que surgiram, motivando, inclusive, a participação de um confesso iniciante no tema: “Eu ainda tenho muito que aprender nessa área”, declarou o Senador Eduardo Suplicy, que se comprometeu a ler o texto com as principais conclusões do fórum na tribuna do Senado. “Tudo que se fala aqui é sobre o direito das pessoas se informarem” concluiu o Senador.
Na quinta-feira, a abertura do evento colocou na mesa de discussões representantes da comunidade acadêmica, do terceiro setor, do segmento empresarial e do governo, que falaram sobre Plano Nacional da Banda Larga, Lei do Direito Autoral, Marco Civil da Internet, Redes Sociais, Software Livre, entre outros temas urgentes, que vêm fazendo parte da agenda de discussões pautada pela comunidade digital brasileira.
“35% do acesso à internet é feito em LAN house, 35 vezes a palavra telecentro foi citada nos relatórios do Fórum, e nenhuma vez se falou nas Lans”, declarou Mário Brandão, presidente da ABCID – Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital, reivindicando o reconhecimento das LAN houses nas políticas públicas do país.
Um assunto, em especial, rendeu interessantes declarações e comprovou sua posição como um dos mais polêmicos quando o tema é internet: Controle e Segurança na rede.
Demi Getschko (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP), que abriu a mesa, afirmou que estamos dispensando à Internet um tratamento mais duro do que aos meios tradicionais. “Quando alguém coloca uma carta no correio, ninguém checa o remetente, pra verificar se ele é verdadeiro.” Para ele, qualquer política só alcançará resultado se tiver caráter harmônico e global. “A internet funciona porque é simples”, afirmou Getschko.
Sérgio Amadeu (Sociólogo, Doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo e Conselheiro CGI.br) abriu sua fala dizendo que a Internet está sendo considerada um direito fundamental, mas que está, hoje, sob ataque no mundo inteiro “porque podemos criar conteúdos sem pedir permissão para ninguém”, declarou.
Amadeu lembra que essa liberdade, característica fundamental para o desenvolvimento científico e tecnológico, precisa ser preservada e por isso cabe a nós, como usuários, encontrar um equilíbrio entre privacidade, liberdade e segurança. “Tirar liberdade não dá mais segurança, dá insegurança”, conclui o sociólogo. Outro ponto abordado em sua fala foi a questão da Banda Larga, especialmente nos tópicos relacionados à redução de custos e democratização do acesso. Para ele, é indispensável que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tome uma posição em relação à melhoria da qualidade da Internet, uma vez que é seu papel fiscalizar as empresas de telecomunicação.
A Anatel, aliás, recebeu c
obranças variadas, e o Deputado Ivan Valente destacou que a democratização do acesso à internet não significa simplesmente chegar a todas as cidades, mas sim a todos os cidadãos. Para isso, aponta como solução uma maior aproximação entre a Agência e os consumidores, ao contrário do que acontece hoje, quando, segundo afirma, a Anatel tem mais proximidade com as empresas.

TRILHAS
No período da tarde foram abertos os debates, separados por seis trilhas simultâneas: Liberdade, privacidade e direitos humanos; Governança democrática e colaborativa; Universalidade e Inclusão Digital; Diversidade e conteúdo; Padronização, interoperabilidade, neutralidade e inovação; e Ambiente legal, regulatório, segurança e Inimputabilidade da rede.
Embora dedicadas a assuntos específicos, algumas questões foram recorrentes em muitas trilhas, como a organização do Comitê Gestor da Internet (CGIBR). Daniela Silva, da comunidade Transparência Hacker, propôs, entre outras ações de transparência no acompanhamento das atividades do CGIBR, a agenda aberta do comitê e a transmissão das reuniões pela internet.

A necessidade de se revisar a Lei dos Direitos Autorais no Brasil e o desenvolvimento de plataformas e servidores para a hospedagem de conteúdo brasileiro também foram demandas constantes nas trilhas. “É necessário pensar a internet como um potencializador local” declarou o Coordenador de Formação e Articulação do portal iTeia, Pedro Jatobá.
ARTICULAÇÕES NOS CORREDORES
O Fórum da Internet no Brasil, assim como tantos outros encontros para discutir temas de alta relevância para o país, agrega pessoas de todas as procedências, que aproveitam o momento presencial para promover reuniões e deliberar sobre temas importantes. Tudo entre uma trilha e outra.
Uma dessas “reuniões de corredor” foi sobre a campanha “Banda Larga é um direito seu!”, que contava com a presença de várias entidades participantes da campanha no Fórum.
E houve espaço também para ações como “tuítaços” marcados na véspera da reunião do Conselho Diretor da Anatel para votar critérios de atendimento, capacidade de rede e variações máximas de velocidade no serviço de acesso à internet (realizada no dia 26/10), e a produção de uma carta coletiva com principais reivindicações no campo da conectividade. A cartafoi lida na plenária final por Adriane Gama, do Coletivo Puraqué, e Renata Mielli, do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.
“Na verdade este #foruminternet esta uma verdadeira personalização de avatares, minha timeline esta toda aqui, para que usar o Twitter?” Tuitou João Carlos Caribé, ativista do Movimento Mega-Não
Representantes dos Pontões de Cultura Digital Nós Digitais, Iteia e Ganesha também aproveitaram o evento para articular ações conjuntas de desenvolvimento tecnológico e mobilização na rede, objetivando ações de fomento à cultura digital no Brasil.
FONTE: Pontão Ganesha

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