Archive for novembro de 2011

Ministra Ana de Hollanda inaugura Espaço Mais Cultura em Florianópolis

Entrevista com a Misnistra Ana de Hollanda

Em Florianópolis para a inauguração do primeiro Espaço Mais Cultura do país – ocorrido na quinta-feira, 20/10),  a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, destacou a característica de Santa Catarina como um estado pioneiro nas parcerias firmadas com a união, visando a viabilização e desenvolvimento  de projetos que objetivam o incremento cultural e progresso social.

Isso foi evidenciado nos vários discursos proferidos durante a cerimônia, quando muito se falou a respeito de futuras obras e iniciativas voltadas a preservar, valorizar e difundir a diversidade e riqueza da cultura catarinense, com atenção às demandas verificadas nas localidades.

Em relação ao espaço inaugurado em Florianópolis, por exemplo, a proposta é utilizar a tecnologia em favor da cultura, oferecendo oficinas de informática, animação gráfica e produção de games, por exemplo. “Os Espaços Mais Cultura são uma de nossas ações de pulverização cultural, que levam em conta aspectos regionais e de formação, característicos de nossa riqueza cultural. Aqui, por exemplo, foi uma demanda da cidade criar um espaço cultural com perfil digital voltado para animação”, afirmou a ministra. Assim, em um espaço cedido pela Fundação Vidal Ramos (que fica na rua Vitor Konder, no centro de Florianópolis) funcionarão uma sala de informática, uma de criação e desenvolvimento de projetos e um estúdio adaptado para gravações em áudio, onde se pretende atender cerca de 90 pessoas por dia, prioritariamente provenientes  do Maciço do Morro da Cruz. No total foram investidos R$ 754 mil na reforma e adaptação da estrutura,  que integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cultural para o Projeto do Maciço do Morro da Cruz. A ministra destacou as parcerias firmadas pelo MinC para a execução do projeto, lembrando que para viabilizar suas ações o ministério não trabalha sozinho. Em Florianópolis, o projeto foi desenvolvido em parceria com o Ministério das Cidades,  e contará com a participação do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), e apoio da FCFFC (Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes).

“Agilidade” e “Falta de…”

Durante o evento em Florianópolis, a ministra Ana de Hollanda declarou que fez questão de comparecer ao evento em Florianópolis por se tratar da inauguração do primeiro Espaço Mais Cultura do país, e parabenizou o prefeito Dario Berger pela agilidade com que o município conduziu o projeto, lembrando, inclusive, que a cidade tem um projeto já aprovado  para o PAC – 2 , que prevê a construção de uma Praça dos Esportes e da Cultura (PEC). “A documentação já foi providenciada, está tudo regularizado e Florianópolis  terá uma das maiores  PECs do país, com cerca de 7mil metros quadrados. Questionada sobre a necessidade de Santa Catarina finalizar seu processo de adesão ao Sistema Nacional de Cultura (SNC), a ministra reforçou a importância de que os estados estejam alinhados ao Sistema Nacional, lembrando que o Procultura (lei que tramita no Congresso e que substituirá a Lei Rouanet) prevê repasses de valores, mas que para isso o estado precisa estar integrado ao SNC. “Santa Catarina vai ter que se integrar”, disse, dirigindo um apelo ao governador do Estado para que agilize a finalização do processo de adesão. Santa Catarina foi o primeiro estado a firmar a parceira com o SNC, mas até agora não concluiu o processo. O prazo se encerra em 31 de dezembro. (Leia mais sobre a ministra em Florianópolis na quarta edição da revista Ganesha Digital, que entra na rede a partir da próxima semana)FONTE: Pontão Ganesha / Fotos Fernanda Afonso

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Entrevista com a ministra: Dez meses de gestão e muitos programas sendo implementados. O foco é o cidadão

Após visitar as instalações do Espaço Mais Cultura inaugurado em Florianópolis, a ministra Ana de Hollanda demosntrou disposição para falar sobre as ações e programas desenvolvidos pelo Ministério da Cultura (MinC) nos últimos meses.

“Passamos um bom tempo num processo de estruturação, realizando mudanças na equipe e fazendo levantamentos de pendências.  Aos poucos vamos lançando os nossos programas, que estão mostrando a cara deste ministério”, explicou.

De acordo com a ministra, o MinC não é um ministério de grandes ações, mas sim o que ela prefere chamar de ministério estruturante,  que busca a sustentabilidade  dos agentes culturais. Foi com esse objetivo, por exemplo, que em sua gestão a ministra optou pela criação da Secretaria de Economia Criativa, seguindo uma tendência observada em cada vez mais países. “Várias nações têm demonstrado essa preocupação com a economia e com o mundo da cultura. Queremos que o artista viva da sua profissão, e isso é perfeitamente possível se o trabalho for bem estruturado. O profissional pode encontrar estabilidade no mundo da cultura”, defendeu Ana de Hollanda.

Para ela, a Secretaria da Economia Criativa é um dos pilares do ministério, sendo, inclusive, responsável pela definição de algumas prioridades entre as ações implementadas.
E é em busca de subsídios que possam auxiliar na garantia da sustentabilidade das atividades da área cultural que o MinC  estabeleceu convênios com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) e Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). “Faço questão de frisar que o MinC não trabalha sozinho”, disse a ministra.
Questionada a respeito da continuidade do programa Cultura Viva, a ministra Ana de Hollanda  lembrou que já em seu discursos de posse fez questão de frisar sua importância. No momento, segunda afirma, o ministério já pagou todas as pendências herdadas da administração anterior e está “buscando caminhos”. “Queremos saber o que está dando certo e  o que não funcionou no programa, através do diálogo constante com as comunidades que objetiva construir programas específicos que atendam às necessidades de cada localidade”, explicou.
Citando um exemplo do atendimento das demandas locais, a ministra citou o caso dos perfis diferenciados de cada Espaço mais Cultura. Em Florianópolis, foi pedido um espaço digital voltado para a animação, reforçando uma tendência local, e, principalmente, do público jovem.
Segundo Ana de Hollanda, o ministério tem, hoje, uma serie de programas e ações voltados à com esse foco, e não há como não considerar a Cultura Digital como uma área prioritária no MinC.
PARA FINALIZAR
Questionada a respeito do que pode ser considerado como marca de sua gestão a ministra encerrou reforçando uma proposta de manter o foco nas necessidades do cidadão. “De certa forma estamos trabalhando, sim, com a descentralização e  com a pulverização, mas de uma forma mais estruturante, seguindo uma linha. Descentralizar e pulverizar, sim, de uma forma democrática mas organizada, porque senão não consegueriremos desenvolver o trabalho que desejamos”.
FONTE: Pontão Ganesha

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Teia Catarina tem nova data: 14 a 17 de março de 2012

Pesou na decisão pelo adiamento, a data em que o MinC respondeu de forma positiva à solicitação para a utilização do recurso disponível – proveniente das aplicações dos repasses do convênio 364/2007. Como a autorização só foi oficializada em outubro (Através do Ofício 395/2011), o prazo para o lançamento do edital necessário para a contratação da empresa de gestão ficou reduzido, o mesmo acontecendo com o tempo disponível para a organização do evento em si. A nova data escolhida – de 14 a 17 de março – foi determinada tomando-se como base questões logísticas (disponibilidade do espaço, por exemplo) e as opiniões dos participantes da reunião, bem como daqueles que acompanhavam pela internet, através  da plataforma Pontão Pad .

“Muitas das demandas que vamos discutir aqui surgem a partir de hoje, uma vez que até poucos dias o Termo de Referência ainda não havia sido aprovado pelo MinC, e um evento como a Teia necessita de estrutura adequada e muita organização”, lembrou Gilson Máximo, da Matakiterani Associação Cultural , que participa da organização do evento desde o início do processo, em abril de 2010.
Fundamental para a decisão acerca de todos os procedimentos futuros, a opção pela transferência da data da Teia Catarina não foi a única deliberação da reunião, que contou com a presença de representantes de Pontões e Pontos de Cultura, além do pessoal da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte (SOL).
Detalhes relacionados à forma de comunicação entre os participantes de rede de pontos, além de pendências em relação às inscrições e à mostra artística também foram colocados em pauta. “A comunicação é essencial para a construção da Teia. Estamos, sim com muitos canais de discussão, mas o blog é o nosso objeto principal de comunicação”, explicou Fernanda Afonso, do Pontão Ganesha, coordenador do Grupo de Trabalho (GT) de comunicação da Teia. Ela lembra que todos os integrantes da Rede de Pontos têm responsabilidade de participar da discussão, e para isso precisam acessar o blog e estar informados sobre os encaminhamentos.
Reforçando essa colocação, Thiago Skárnio, coordenador geral do Pontão Ganesha lembrou que o blog pode funcionar, sim, como uma fonte de respostas. “Ali ficam registrados todos os questionamentos e as respostas dos coordenadores de GTs. Às vezes, o simples acompa-nhamento acaba sanando dúvidas que possam surgir. Mas para que o blog alcance seu objetivo de funcionar como ferramenta de comunicação é necessário, sim, criar o hábito disciplinado de consultá-lo diariamente”, ponderou.

MOSTRA ARTÍSTICAUm dos tópicos que mais gera questionamentos e dúvidas no blog dos pontos, a mostra artística foi, também na reunião, motivo de muitas ponderações relacionadas tanto à sua regulamentação quanto ao que foi considerado por muitos como uma supervalorização de sua importância. “A Mostra Artística não é o tópico central da Teia. Trata-se, sim, de uma apresentação para os pontos daquilo que os pontos estão fazendo. Embora seja aberta, não é um show para a população”, lembrou Lúcia.
A essência e o significado da Teia, aliás, foram relembrados a todo momento. “A Teia é um momento para discutirmos nossas questões, nossa organização, nosso posicionamento e experiências. Num primeiro momento teremos o foco de organização política – não política partidária, mas sim de política de cultura, e o espaço para isso são os fóruns, o centro da Teia”, colocou Gilson Máximo. Mas as dúvidas são, realmente, muitas, e diversas alternativas foram apontadas para sanar esses problemas. André Ruas, do Pontão da UFSC e coordenador do GT de Mostra Artística, explicou que frente às dificuldades encontradas por muitos pontos no momento de realizar a inscrição para a Mostra, a melhor alternativa é que cada ponto do formulário seja minuciosamente explicado, a fim de não gerar dúvidas. “Vamos fazer uma compilação de todas as dúvidas, e produzir um texto com esse levantamento. A ideia é elaborar um documento de regulamentação sobre a Mostra contando com a participação de todos os envolvidos na organização (GTs de Logística e Comunicação), e, então, disponibilizá-lo na rede, com prazo para análise e aprovação”, informou André. Sérgio Mibieli, que até pouco tempo ocupava o cargo de representante dos Pontos de Cultura junto à SOL , participou da reunião e lembrou que a transferência da Teia para março abre a possibilidade de se convocar para uma reunião – talvez em janeiro – representantes de todos os pontos, o que seria mais uma oportunidade de se discutir questões pontuais e sanar dúvidas.
DELIBERAÇÔESAo fim da reunião foram tomadas algumas deliberações, fundamentalmente relacionadas à organização de dúvidas e sistematização de regulamentos. Em comum, a opinião de todos os participantes da reunião a respeito da necessidade de se discutir o conceito Teia, como revitalizador e organizados dos pontos. Um balanço geral das inscrições foi apresentado durante a reunião, e até então 45 pontos estavam com as inscrições regulares. O encaminhamento é buscar os demais 15 pontos, para garantir, também, sua participação no evento. Uma próxima reunião será realizada (provavelmente na primeira semana de novembro), e partir dos dados finais de inscrição será iniciada a sistematização do regulamento e confirmadas datas sobre o lançamento do edital para a contratação da empresa que vai gerenciar os recursos da Teia. “Nossa ideia não é excluir ninguém da Teia, seja dos fóruns ou da Mostra Artística. Por isso precisamos de organização e da colaboração de todos”, finalizou Fernanda Afonso.  FONTE: Pontão Ganesha / Foto Thiago Skárnio

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