CNIC reunida em Florianópolis

Chegou a vez de Florianópolis: dando continuidade ao processo de itinerãncia dos encontros da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), no mês de março a reunião acontece na capital catarinense.
Desde durante a qual são submetidos à análise os projetos inscritos nas leis de incentivo.

Além de analisar as propostas inscritas nas leis de incentivo,  os componentes da CNIC também visitam iniciativas que têm incentivos da Lei Rouanet, com o objetivo de  interagir e conhecer mais de perto as ações implementadas em todo o território nacional.

Para isso, o Ministério da Cultura (MinC) deu início a reuniões em diferentes regiões do país, o que confere, também, um caráter menos operacional aos pareceres.
Há, também, um outro objetivo com essa itinerância: estimular produtores culturais a apresentar propostas de captação por meio de incentivo fiscal à medida que as reuniões da Comissão se realizam em locais diferenciados, proporcionando uma maior  diversificação na natureza e origem dos projetos.

Como atividade paralela de integração da comunidade cultural, na quarta-feira (14/03), acontece uma reunião entre o setor cultural da região e representantes da CNIC e do MinC. O encontro contará com a presença  do Presidente da Fundação Catarinense de Cultura  (FCC), Joceli de Souza, e do Secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do MinC, Henilton Menezes.

Serão discutidas, em salas separadas, as áreas de Artes Cênicas, Artes Visuais e Artes integradas; Humanidades e Patrimônio Cultural; Música e Audiovisual.

Ponte Hercílio Luz
Entre os mais de 600 projetos que devem ser analisados nesta 196ª reunião da CNIC, está o relativo à captação de R$ 77 milhões para custear parte da recuperação da Ponte Hercílio Luz. Considerando-se valores, o maior projeto aprovado pela CNIC até hoje, foi o de restauração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (R$ 50 milhões), o que não diminui o otimismo do governo do estado, que conta com a aprovação para viabilizar os trabalhos na Hercílio Luz.


Embora os dois primeiros dias da reunião (13 e 14) sejam dedicados à análise individual dos projetos, a resposta final só será conhecida na quinta, na plenária finla da reunião, que contará com a presença da Ministra Ana de Hollanda, que deve abrir a sessão.

SERVIÇO
O quê:
196ª reunião da CNIC
Onde:
Hotel Blue Tree, no Centro de Florianópolis.
Quando:
Dias 13, 14 e 15 de março

O quê:
Encontro entre comunidade cultural da região e representantes da FCC, MinC e CNIC.
Onde:
Cinema do CIC – Centro Integrado de Cultura – Av. Governador Irineu Bornhausen, 5600, Agronômica, Florianópolis.
Quando:
Dia 14 de março (quarta-feira), a partir das 16h30.

FONTE: Pontão Ganesha / FCC

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Encontros Regionais mobilizam Pontos de Cultura catarinenses

Na última sexta-feira (02/03), aconteceu a terceira reunião regional dos Pontos de Cultura de Santa Catarina, completando, assim, 50% da programação. Até agora, aconteceram as reuniões nas regiões Centro-Oeste/Serra, Oeste e Norte, faltando ainda Região Sul, Grande Florianópolis e Vale do Itajaí.

De acordo com o representante de Santa Catarina na Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPdC), Gilson Máximo,  que participa de todos os encontros como facilitador e realizando relatos de todo o histórico da atuação dos pontos no estado, esses encontros marcam o posicionamento dos pontos catarinenses em um momento em que entidades de todo o Brasil se mobilizam na defesa dos princípios fundadores do programa Cultura Viva – autonomia, protagonismo e empoderamento – especialmente frente ao redesenho e estadualização e municipalização do Programa.
Essa necessidade foi evidenciada durante o encontro do CNPdC com o Ministério da Cultura (MinC), que aconteceu em Porto Alegre, durante o seminário de Redesenho do Programa Cultura Viva, atividade paralela ao Fórum Social Temático (FST – 24 a 29 de janeiro). “Além disso, no plano local, precisamos discutir questões pontuais, como o repasse da terceira parcela do convênio – que não está garantida – , a análise das prestações de contas da 1ª parcela – ainda não concluída – , a organização da Teia Catarina – sem data e modelo definidos -  e o uso do recurso do rendimento de aplicação – ainda não decidido”, listou Gilson.
E pelos resultados dos encontros, é possível perceber que há realmente, muito o que se discutir. Entre as demandas verificadas durante os encontros, foi apontada a necessidade de mais encontros regionais entre os pontos de cultura. Além disso, os ponteiros reclamaram da falta de clareza por parte do estado com relação à prestação de contas e dificuldade de diálogo com estado em virtude da mudança na coordenação do programa. São, de acordo com Gilson, problemas comuns a praticamente todas as regiões, com diferenças sutis, especialmente relacionadas a variações na forma de atuação e autonomia de cada projeto, grupo de teatro, associações folclóricas, escolas de música, etc..
A participação dos pontos tem sido satisfatória, segundo reflexão da organização.  Encontro Serra/Centro Oeste foram dois pontos presenciais; dois tiveram problemas de deslocamento e não chegaram à reunião. No oeste, 11 dos 13 pontos de cultura da região compareceram, enquanto na região Norte, nove pontos se fizeram representar. “Ainda farei um encontro somente com os pontos de cultura de Lages, que são cinco”, acrescenta Gilson.

Os relatos dos encontros são produzidos de forma  coletiva e publicados no blog dos pontos. Os resultados serão sistematizados e servirão de subsídio para a realização de uma reunião com oMinC e outra com o Estado, onde serão apresentadas propostas e opiniões concretas e definidas, todas elencadas pelos ponteiros. “Será uma forma de reunirmos a opinião de um grande coletivo, que nem sempre se manifesta nas discussões por e-mail, por exemplo”, concluiu Gilson.

Os próximos encontros acontecem em Criciúma (07/03) e Florianópolis (16/03).

Leia os relatos:

Regiões Centro-Oeste/Serra

http://cultura.sc/pontos/encontro-regional-dos-pontos-de-cultura-%e2%80%93-centro-oesteserra-2/

Região Oeste:

http://cultura.sc/pontos/encontro-estadual-dos-pontos-de-cultura-de-santa-catarina-regiao-oeste/

Região Norte:

http://cultura.sc/pontos/relatorio-da-reuniao-dos-pontos-de-cultura-regiao-norte-2/

FONTE: Pontão Ganesha/ Fotos: Blog dos Pontos

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Dia de política e ativismo na Campus Party!

A agenda da Campus Party desta quarta-feira (dia 8/2) está marcada por diversos debates envolvendo o ativismo e a política na rede. Temas como a censura na internet, cultura digital e a Reforma da Lei de Direito Autoral no Brasil são debatidos em várias mesas e espaços.

O Pontão Ganesha selecionou algumas atividades:

Mesa – Cyberativismo político: separando o joio do trigo
Horário: 14:30 – 16:00
Local: Palco Software Livre

Debate – Web a serviço da democracia
Horário: 15:30 – 16:45
Local: Palco Polivalente

Mesa Redonda – Cultura digital na América Latina
Horário: 16:30 – 18:00
Local: Palco de Artes Digitais

DEBATE – A internet ainda está sob ataque?

Horário: 21:45 – 23:00
Local: Palco Polivalente

Outras informações:

Agenda completa da Campus Party 5: http://www.campus-party.com.br/2012/agenda-geral-cpbr5.html

Fotografias do primeiro dia: http://www.iteia.org.br/imagens/fotografias-campus-party-5-dia-72

Portal do Pontão Ganesha de Cultura Digital: http://ganesha.org.br

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Ministra Ana de Hollanda inaugura Espaço Mais Cultura em Florianópolis

Entrevista com a Misnistra Ana de Hollanda

Em Florianópolis para a inauguração do primeiro Espaço Mais Cultura do país – ocorrido na quinta-feira, 20/10),  a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, destacou a característica de Santa Catarina como um estado pioneiro nas parcerias firmadas com a união, visando a viabilização e desenvolvimento  de projetos que objetivam o incremento cultural e progresso social.

Isso foi evidenciado nos vários discursos proferidos durante a cerimônia, quando muito se falou a respeito de futuras obras e iniciativas voltadas a preservar, valorizar e difundir a diversidade e riqueza da cultura catarinense, com atenção às demandas verificadas nas localidades.

Em relação ao espaço inaugurado em Florianópolis, por exemplo, a proposta é utilizar a tecnologia em favor da cultura, oferecendo oficinas de informática, animação gráfica e produção de games, por exemplo. “Os Espaços Mais Cultura são uma de nossas ações de pulverização cultural, que levam em conta aspectos regionais e de formação, característicos de nossa riqueza cultural. Aqui, por exemplo, foi uma demanda da cidade criar um espaço cultural com perfil digital voltado para animação”, afirmou a ministra. Assim, em um espaço cedido pela Fundação Vidal Ramos (que fica na rua Vitor Konder, no centro de Florianópolis) funcionarão uma sala de informática, uma de criação e desenvolvimento de projetos e um estúdio adaptado para gravações em áudio, onde se pretende atender cerca de 90 pessoas por dia, prioritariamente provenientes  do Maciço do Morro da Cruz. No total foram investidos R$ 754 mil na reforma e adaptação da estrutura,  que integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cultural para o Projeto do Maciço do Morro da Cruz. A ministra destacou as parcerias firmadas pelo MinC para a execução do projeto, lembrando que para viabilizar suas ações o ministério não trabalha sozinho. Em Florianópolis, o projeto foi desenvolvido em parceria com o Ministério das Cidades,  e contará com a participação do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), e apoio da FCFFC (Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes).

“Agilidade” e “Falta de…”

Durante o evento em Florianópolis, a ministra Ana de Hollanda declarou que fez questão de comparecer ao evento em Florianópolis por se tratar da inauguração do primeiro Espaço Mais Cultura do país, e parabenizou o prefeito Dario Berger pela agilidade com que o município conduziu o projeto, lembrando, inclusive, que a cidade tem um projeto já aprovado  para o PAC – 2 , que prevê a construção de uma Praça dos Esportes e da Cultura (PEC). “A documentação já foi providenciada, está tudo regularizado e Florianópolis  terá uma das maiores  PECs do país, com cerca de 7mil metros quadrados. Questionada sobre a necessidade de Santa Catarina finalizar seu processo de adesão ao Sistema Nacional de Cultura (SNC), a ministra reforçou a importância de que os estados estejam alinhados ao Sistema Nacional, lembrando que o Procultura (lei que tramita no Congresso e que substituirá a Lei Rouanet) prevê repasses de valores, mas que para isso o estado precisa estar integrado ao SNC. “Santa Catarina vai ter que se integrar”, disse, dirigindo um apelo ao governador do Estado para que agilize a finalização do processo de adesão. Santa Catarina foi o primeiro estado a firmar a parceira com o SNC, mas até agora não concluiu o processo. O prazo se encerra em 31 de dezembro. (Leia mais sobre a ministra em Florianópolis na quarta edição da revista Ganesha Digital, que entra na rede a partir da próxima semana)FONTE: Pontão Ganesha / Fotos Fernanda Afonso

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Entrevista com a ministra: Dez meses de gestão e muitos programas sendo implementados. O foco é o cidadão

Após visitar as instalações do Espaço Mais Cultura inaugurado em Florianópolis, a ministra Ana de Hollanda demosntrou disposição para falar sobre as ações e programas desenvolvidos pelo Ministério da Cultura (MinC) nos últimos meses.

“Passamos um bom tempo num processo de estruturação, realizando mudanças na equipe e fazendo levantamentos de pendências.  Aos poucos vamos lançando os nossos programas, que estão mostrando a cara deste ministério”, explicou.

De acordo com a ministra, o MinC não é um ministério de grandes ações, mas sim o que ela prefere chamar de ministério estruturante,  que busca a sustentabilidade  dos agentes culturais. Foi com esse objetivo, por exemplo, que em sua gestão a ministra optou pela criação da Secretaria de Economia Criativa, seguindo uma tendência observada em cada vez mais países. “Várias nações têm demonstrado essa preocupação com a economia e com o mundo da cultura. Queremos que o artista viva da sua profissão, e isso é perfeitamente possível se o trabalho for bem estruturado. O profissional pode encontrar estabilidade no mundo da cultura”, defendeu Ana de Hollanda.

Para ela, a Secretaria da Economia Criativa é um dos pilares do ministério, sendo, inclusive, responsável pela definição de algumas prioridades entre as ações implementadas.
E é em busca de subsídios que possam auxiliar na garantia da sustentabilidade das atividades da área cultural que o MinC  estabeleceu convênios com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) e Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). “Faço questão de frisar que o MinC não trabalha sozinho”, disse a ministra.
Questionada a respeito da continuidade do programa Cultura Viva, a ministra Ana de Hollanda  lembrou que já em seu discursos de posse fez questão de frisar sua importância. No momento, segunda afirma, o ministério já pagou todas as pendências herdadas da administração anterior e está “buscando caminhos”. “Queremos saber o que está dando certo e  o que não funcionou no programa, através do diálogo constante com as comunidades que objetiva construir programas específicos que atendam às necessidades de cada localidade”, explicou.
Citando um exemplo do atendimento das demandas locais, a ministra citou o caso dos perfis diferenciados de cada Espaço mais Cultura. Em Florianópolis, foi pedido um espaço digital voltado para a animação, reforçando uma tendência local, e, principalmente, do público jovem.
Segundo Ana de Hollanda, o ministério tem, hoje, uma serie de programas e ações voltados à com esse foco, e não há como não considerar a Cultura Digital como uma área prioritária no MinC.
PARA FINALIZAR
Questionada a respeito do que pode ser considerado como marca de sua gestão a ministra encerrou reforçando uma proposta de manter o foco nas necessidades do cidadão. “De certa forma estamos trabalhando, sim, com a descentralização e  com a pulverização, mas de uma forma mais estruturante, seguindo uma linha. Descentralizar e pulverizar, sim, de uma forma democrática mas organizada, porque senão não consegueriremos desenvolver o trabalho que desejamos”.
FONTE: Pontão Ganesha

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Teia Catarina tem nova data: 14 a 17 de março de 2012

Pesou na decisão pelo adiamento, a data em que o MinC respondeu de forma positiva à solicitação para a utilização do recurso disponível – proveniente das aplicações dos repasses do convênio 364/2007. Como a autorização só foi oficializada em outubro (Através do Ofício 395/2011), o prazo para o lançamento do edital necessário para a contratação da empresa de gestão ficou reduzido, o mesmo acontecendo com o tempo disponível para a organização do evento em si. A nova data escolhida – de 14 a 17 de março – foi determinada tomando-se como base questões logísticas (disponibilidade do espaço, por exemplo) e as opiniões dos participantes da reunião, bem como daqueles que acompanhavam pela internet, através  da plataforma Pontão Pad .

“Muitas das demandas que vamos discutir aqui surgem a partir de hoje, uma vez que até poucos dias o Termo de Referência ainda não havia sido aprovado pelo MinC, e um evento como a Teia necessita de estrutura adequada e muita organização”, lembrou Gilson Máximo, da Matakiterani Associação Cultural , que participa da organização do evento desde o início do processo, em abril de 2010.
Fundamental para a decisão acerca de todos os procedimentos futuros, a opção pela transferência da data da Teia Catarina não foi a única deliberação da reunião, que contou com a presença de representantes de Pontões e Pontos de Cultura, além do pessoal da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte (SOL).
Detalhes relacionados à forma de comunicação entre os participantes de rede de pontos, além de pendências em relação às inscrições e à mostra artística também foram colocados em pauta. “A comunicação é essencial para a construção da Teia. Estamos, sim com muitos canais de discussão, mas o blog é o nosso objeto principal de comunicação”, explicou Fernanda Afonso, do Pontão Ganesha, coordenador do Grupo de Trabalho (GT) de comunicação da Teia. Ela lembra que todos os integrantes da Rede de Pontos têm responsabilidade de participar da discussão, e para isso precisam acessar o blog e estar informados sobre os encaminhamentos.
Reforçando essa colocação, Thiago Skárnio, coordenador geral do Pontão Ganesha lembrou que o blog pode funcionar, sim, como uma fonte de respostas. “Ali ficam registrados todos os questionamentos e as respostas dos coordenadores de GTs. Às vezes, o simples acompa-nhamento acaba sanando dúvidas que possam surgir. Mas para que o blog alcance seu objetivo de funcionar como ferramenta de comunicação é necessário, sim, criar o hábito disciplinado de consultá-lo diariamente”, ponderou.

MOSTRA ARTÍSTICAUm dos tópicos que mais gera questionamentos e dúvidas no blog dos pontos, a mostra artística foi, também na reunião, motivo de muitas ponderações relacionadas tanto à sua regulamentação quanto ao que foi considerado por muitos como uma supervalorização de sua importância. “A Mostra Artística não é o tópico central da Teia. Trata-se, sim, de uma apresentação para os pontos daquilo que os pontos estão fazendo. Embora seja aberta, não é um show para a população”, lembrou Lúcia.
A essência e o significado da Teia, aliás, foram relembrados a todo momento. “A Teia é um momento para discutirmos nossas questões, nossa organização, nosso posicionamento e experiências. Num primeiro momento teremos o foco de organização política – não política partidária, mas sim de política de cultura, e o espaço para isso são os fóruns, o centro da Teia”, colocou Gilson Máximo. Mas as dúvidas são, realmente, muitas, e diversas alternativas foram apontadas para sanar esses problemas. André Ruas, do Pontão da UFSC e coordenador do GT de Mostra Artística, explicou que frente às dificuldades encontradas por muitos pontos no momento de realizar a inscrição para a Mostra, a melhor alternativa é que cada ponto do formulário seja minuciosamente explicado, a fim de não gerar dúvidas. “Vamos fazer uma compilação de todas as dúvidas, e produzir um texto com esse levantamento. A ideia é elaborar um documento de regulamentação sobre a Mostra contando com a participação de todos os envolvidos na organização (GTs de Logística e Comunicação), e, então, disponibilizá-lo na rede, com prazo para análise e aprovação”, informou André. Sérgio Mibieli, que até pouco tempo ocupava o cargo de representante dos Pontos de Cultura junto à SOL , participou da reunião e lembrou que a transferência da Teia para março abre a possibilidade de se convocar para uma reunião – talvez em janeiro – representantes de todos os pontos, o que seria mais uma oportunidade de se discutir questões pontuais e sanar dúvidas.
DELIBERAÇÔESAo fim da reunião foram tomadas algumas deliberações, fundamentalmente relacionadas à organização de dúvidas e sistematização de regulamentos. Em comum, a opinião de todos os participantes da reunião a respeito da necessidade de se discutir o conceito Teia, como revitalizador e organizados dos pontos. Um balanço geral das inscrições foi apresentado durante a reunião, e até então 45 pontos estavam com as inscrições regulares. O encaminhamento é buscar os demais 15 pontos, para garantir, também, sua participação no evento. Uma próxima reunião será realizada (provavelmente na primeira semana de novembro), e partir dos dados finais de inscrição será iniciada a sistematização do regulamento e confirmadas datas sobre o lançamento do edital para a contratação da empresa que vai gerenciar os recursos da Teia. “Nossa ideia não é excluir ninguém da Teia, seja dos fóruns ou da Mostra Artística. Por isso precisamos de organização e da colaboração de todos”, finalizou Fernanda Afonso.  FONTE: Pontão Ganesha / Foto Thiago Skárnio

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6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul

Pela primeira vez Florianópolis receberá a 6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, que este ano chega a todas as capitais do Brasil. O evento é gratuito e dedicado a produções que abordam questões referentes aos direitos humanos, produzidas recentemente nos países sul-americanos.

A pluralidade dos Direitos Humanos é uma das características da Mostra, reforçada com os filmes selecionados que, neste ano, tratarão dos Direitos de Crianças e Adolescentes, do Direito à Terra, da Cidadania LGBT, da Educação em Direitos Humanos, Democracia, das Populações Tradicionais, Quilombolas e Afrodescendentes, das Pessoas Idosas, da Saúde Mental e Combate à Tortura, das Pessoas com Deficiência, Migrantes e do Direito à Memória e à Verdade, dentre outros tantos.

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Em debate, as novas profissões

O Sapiens Parque  e a Alquimidia.org se uniram à Fundação Telefônica para promover o Ciclo do Novas Profissões em Florianópolis, a única cidade do Sul do País escolhida para receber o encontro.
A proposta do ciclo é estimular uma mudança de comportamento a partir da reflexão sobre as possibilidades de cada participante. “Promovemos apenas o início de um processo, pois  acreditamos que para realizar mudanças não são necessárias empresas ou organizações, mas sim pessoas com vontade e coragem. A mudança é singular. É um indivíduo, que em algum lugar, faz alguma coisa para mudar o mundo”, declarou Françoise Trapenard, diretora-presidente da Fundação Telefônica.
De acordo com Françoise, a Fundação decidiu realizar o Ciclo para promover uma conversa transversal, onde fosse possível observar a diversidade da cultura brasileira. Por isso, a regionalização dos encontros seria a melhor – senão a única – forma de se conseguir isso. “Se não fosse desta maneira, não teríamos um retrato do Brasil, mas sim de uma cidade específica”, disse.
À medida em que os encontros vão acontecendo (e sendo transmitidos pela internet), as impressões e resultados são publicadas na rede, possibilitando, aí sim, um grande retrato das tendências, demandas, dúvidas e experiências sobre o assunto, provenientes de todo o País. As diferenças são tão grandes, que de acordo com Françoise, os três encontros até agora realizados foram diferentes uns dos outros. “O Brasil é assim, cheio de diferenças e especificidades”, explica.
METODOLOGIA DO ENCONTRO
Reúna várias pessoas (a grande maioria nem se conhece) em um mesmo ambiente e lance uma pergunta no ar, pedindo que conversem sobre suas vidas. Difícil? Não necessariamente, desde que se tenha um método adequado de iniciar a motivar a troca de ideias.
Quem conduz o processo é Luiz Algarra, curador do Ciclo e facilitador dos encontros presenciais, que sugere uma dinâmica especial ao bate-papo (sim, o evento é um grande bate-papo), possibilitando total interação entre os presentes. “Não pensem que vamos chegar ao fim do dia com uma grande conclusão. Estamos falando do novo, e o novo é aquilo que nos transforma. Por isso, não temos uma receita acabada do que vai acontecer aqui”, disparou Algarra logo no início do processo.
A partir de um grande grupo – onde as pessoas haviam escolhido onde sentar – Algarra propôs várias trocas de lugares e lançava tópicos para conversa. Os grupos eram constantemente “misturados”, e ao final, quase todas as pessoas já tinham compartilhado a mesa com os outros presentes.
O resultado, de acordo com Françoise, é que as pessoas têm contato com várias e diferentes idéias, e saem do encontro “nutridas”, com o olhar aguçado para perceber o que acontece ao redor e, mais importante, conscientes de seu potencial de transformaçãos de suas próprias realidades. “Isso para começar!”, comemora.
EM FLORIANÓPOLIS
Satisfeita com a terceira edição do Ciclo, Françoise chamou atenção para a idade da maioria dos presentes. “Vi muita gente jovem, disposta a discutir e de forma qualificada”.
Ela credita isso ao fato de Florianópolis ser um destacado pólo tecnológico, que provavelmente estimula a consciência sobre o tema.
Marcelo Bittencourt, gerente regional da Vivo para Santa Catarina, acrescentou que o fato de a discussão ter dado destaque à educação, formação e preparo profissional evidencia que no que se refere às novas profissões, o mundo virtual reflete o mundo material, com a vantagem de que a internet não tem fronteiras ou preconceitos. “Você precisa ser profissional e estar preparado, ser competente no que faz”.
“Floripa é um celeiro de novas ideias, e por isso tem gente muito antenada com o que está acontecendo, especialmente sobre essas novas profissões”, finalizou Françoise.

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Tudo uma questão de tempo

Na quarta edição da Revista Ganesha Digital, o tempo é protagonista: ora como vilão, ora como aliado. Enquanto a comissão organizadora da Teia Catarina ganha tempo para investir na estruturação do evento, a comunidade cultural catarinense vê o tempo passar e o estado não se pronunciar em relação ao termo de adesão ao Sistema Nacional de Cultura.

Dez meses é muito tempo? Pois faz dez meses que a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, assumiu o cargo, e desde então tem trabalhado na organização do que ela considera um “ministério estruturante”, que estabelece parcerias e busca promover a sustentabilidade das ações implementadas.
Enquanto Joinville chega à fase final de elaboração de seu Plano Municipal de Cultura, Florianópolis aguarda o lançamento do primeiro edital de Cultura Digital para a cidade.
Fórum de internet em São Paulo e Fórum de Software Livre em Santarém. O Pontão Ganesha encontrou tempo para estar nos dois, e os registros estão nas páginas desta quarta edição.
A exemplo das outras edições, esta traz, também, agenda de eventos e editais e prêmios.
A reprodução e distribuição da Ganesha Digital não é só autorizada, como também estimulada pela equipe do Pontão Ganesha.
A revista Ganesha Digital (licenciada em Creative Commons) pode ser visualizada e baixada em PDF http://www.alquimidia.org/ganesha/?mod=revistas
FONTE: Pontão Ganesha

Na quarta edição da Revista Ganesha Digital, o tempo é protagonista: ora como vilão, ora como aliado. Enquanto a comissão organizadora da Teia Catarina ganha tempo para investir na estruturação do evento, a comunidade cultural catarinense vê o tempo passar e o estado não se pronunciar em relação ao termo de adesão ao Sistema Nacional de Cultura. Dez meses é muito tempo? Pois faz dez meses que a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, assumiu o cargo, e desde então tem trabalhado na organização do que ela considera um “ministério estruturante”, que estabelece parcerias e busca promover a sustentabilidade das ações implementadas.
Enquanto Joinville chega à fase final de elaboração de seu Plano Municipal de Cultura, Florianópolis aguarda o lançamento do primeiro edital de Cultura Digital para a cidade.
Fórum de internet em São Paulo e Fórum de Software Livre em Santarém. O Pontão Ganesha encontrou tempo para estar nos dois, e os registros estão nas páginas desta quarta edição.
A exemplo das outras edições, esta traz, também, agenda de eventos e editais e prêmios.A reprodução e distribuição da Ganesha Digital não é só autorizada, como também estimulada pela equipe do Pontão Ganesha.
A revista Ganesha Digital (licenciada em Creative Commons) pode ser visualizada e baixada em PDF http://www.alquimidia.org/ganesha/?mod=revistas
FONTE: Pontão Ganesha

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Temas polêmicos, discussões profundas e muitas ações paralelas…. assim foi o I Fórum da Internet no Brasil

Se num primeiro momento a internet parece ser acessível e fazer parte do dia-a-dia de boa parte da população, basta participar de um evento como I Fórum da Internet no Brasil (promovido pelo Comitê Gestor da Internet, em São Paulo, nos dias 13 e 14 de outubro) para perceber que ainda há muito o que se discutir e, sobretudo, conquistar em relação a isso.
Tópicos como controle e segurança na rede, banda larga, redes sociais e software livre despertam, normalmente, acaloradas e profundas discussões, comprovando a disposição da comunidade ligada à cultura digital no Brasil em manter o assunto em pauta.
No Fórum não foi diferente, e o objetivo central – que era discutir os desafios atuais e futuros da internet no país – foi o ponto de partida para as muitas questões que surgiram, motivando, inclusive, a participação de um confesso iniciante no tema: “Eu ainda tenho muito que aprender nessa área”, declarou o Senador Eduardo Suplicy, que se comprometeu a ler o texto com as principais conclusões do fórum na tribuna do Senado. “Tudo que se fala aqui é sobre o direito das pessoas se informarem” concluiu o Senador.
Na quinta-feira, a abertura do evento colocou na mesa de discussões representantes da comunidade acadêmica, do terceiro setor, do segmento empresarial e do governo, que falaram sobre Plano Nacional da Banda Larga, Lei do Direito Autoral, Marco Civil da Internet, Redes Sociais, Software Livre, entre outros temas urgentes, que vêm fazendo parte da agenda de discussões pautada pela comunidade digital brasileira.
“35% do acesso à internet é feito em LAN house, 35 vezes a palavra telecentro foi citada nos relatórios do Fórum, e nenhuma vez se falou nas Lans”, declarou Mário Brandão, presidente da ABCID – Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital, reivindicando o reconhecimento das LAN houses nas políticas públicas do país.
Um assunto, em especial, rendeu interessantes declarações e comprovou sua posição como um dos mais polêmicos quando o tema é internet: Controle e Segurança na rede.
Demi Getschko (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP), que abriu a mesa, afirmou que estamos dispensando à Internet um tratamento mais duro do que aos meios tradicionais. “Quando alguém coloca uma carta no correio, ninguém checa o remetente, pra verificar se ele é verdadeiro.” Para ele, qualquer política só alcançará resultado se tiver caráter harmônico e global. “A internet funciona porque é simples”, afirmou Getschko.
Sérgio Amadeu (Sociólogo, Doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo e Conselheiro CGI.br) abriu sua fala dizendo que a Internet está sendo considerada um direito fundamental, mas que está, hoje, sob ataque no mundo inteiro “porque podemos criar conteúdos sem pedir permissão para ninguém”, declarou.
Amadeu lembra que essa liberdade, característica fundamental para o desenvolvimento científico e tecnológico, precisa ser preservada e por isso cabe a nós, como usuários, encontrar um equilíbrio entre privacidade, liberdade e segurança. “Tirar liberdade não dá mais segurança, dá insegurança”, conclui o sociólogo. Outro ponto abordado em sua fala foi a questão da Banda Larga, especialmente nos tópicos relacionados à redução de custos e democratização do acesso. Para ele, é indispensável que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tome uma posição em relação à melhoria da qualidade da Internet, uma vez que é seu papel fiscalizar as empresas de telecomunicação.
A Anatel, aliás, recebeu c
obranças variadas, e o Deputado Ivan Valente destacou que a democratização do acesso à internet não significa simplesmente chegar a todas as cidades, mas sim a todos os cidadãos. Para isso, aponta como solução uma maior aproximação entre a Agência e os consumidores, ao contrário do que acontece hoje, quando, segundo afirma, a Anatel tem mais proximidade com as empresas.

TRILHAS
No período da tarde foram abertos os debates, separados por seis trilhas simultâneas: Liberdade, privacidade e direitos humanos; Governança democrática e colaborativa; Universalidade e Inclusão Digital; Diversidade e conteúdo; Padronização, interoperabilidade, neutralidade e inovação; e Ambiente legal, regulatório, segurança e Inimputabilidade da rede.
Embora dedicadas a assuntos específicos, algumas questões foram recorrentes em muitas trilhas, como a organização do Comitê Gestor da Internet (CGIBR). Daniela Silva, da comunidade Transparência Hacker, propôs, entre outras ações de transparência no acompanhamento das atividades do CGIBR, a agenda aberta do comitê e a transmissão das reuniões pela internet.

A necessidade de se revisar a Lei dos Direitos Autorais no Brasil e o desenvolvimento de plataformas e servidores para a hospedagem de conteúdo brasileiro também foram demandas constantes nas trilhas. “É necessário pensar a internet como um potencializador local” declarou o Coordenador de Formação e Articulação do portal iTeia, Pedro Jatobá.
ARTICULAÇÕES NOS CORREDORES
O Fórum da Internet no Brasil, assim como tantos outros encontros para discutir temas de alta relevância para o país, agrega pessoas de todas as procedências, que aproveitam o momento presencial para promover reuniões e deliberar sobre temas importantes. Tudo entre uma trilha e outra.
Uma dessas “reuniões de corredor” foi sobre a campanha “Banda Larga é um direito seu!”, que contava com a presença de várias entidades participantes da campanha no Fórum.
E houve espaço também para ações como “tuítaços” marcados na véspera da reunião do Conselho Diretor da Anatel para votar critérios de atendimento, capacidade de rede e variações máximas de velocidade no serviço de acesso à internet (realizada no dia 26/10), e a produção de uma carta coletiva com principais reivindicações no campo da conectividade. A cartafoi lida na plenária final por Adriane Gama, do Coletivo Puraqué, e Renata Mielli, do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.
“Na verdade este #foruminternet esta uma verdadeira personalização de avatares, minha timeline esta toda aqui, para que usar o Twitter?” Tuitou João Carlos Caribé, ativista do Movimento Mega-Não
Representantes dos Pontões de Cultura Digital Nós Digitais, Iteia e Ganesha também aproveitaram o evento para articular ações conjuntas de desenvolvimento tecnológico e mobilização na rede, objetivando ações de fomento à cultura digital no Brasil.
FONTE: Pontão Ganesha

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