Cultura não é spam!

CARTA ABERTA A QUEM PENSA A CULTURA DIGITAL

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Como todos sabemos, os veículos de comunicação em massa tradicionais não são necessariamente o lugar para se encontrar o que se produz de mais interessante no âmbito cultural: os melhores artistas nem sempre freqüentam os programas de maior audiência ou a lista das mais tocadas na rádio comercial.Mesmo assim, as manifestações culturais independentes desafiam a hegemonia do mainstream e se propagam por meio do boca-a-boca, da panfletagem e de laboriosos esforços de divulgação de seus produtos e eventos.

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Sem orçamento para pagar favores a colunista de jornal, jabá de rádio ou anúncio na TV, artistas e produtores culturais se utilizam de canais onde possam se comunicar diretamente com seu público-alvo: as redes sociais.

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CULTURA NÃO É SPAM

A prática adotada pelo Google e serviços afiliados, de excluir automaticamente qualquer mensagem distribuída a destinatários múltiplos — ainda que manualmente (e não por máquinas) e com o consentimento expresso do recipiente — é portanto altamente nociva à sociedade como um todo! Com isso, qualquer oferta de conteúdo cultural alternativo perde uma importante via de acesso ao seu público real e potencial – e vice-versa.

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Dar à divulgação de shows, exposições, peças teatrais, festas, blogs e podcasts o mesmo tratamento dado a vírus, anúncios de aumento peniano, diplomas falsos, viagra e pornografia significa SUFOCAR ARBITRARIAMENTE A PRODUÇÃO INDEPENDENTE.

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Ao se tirar a SUA liberdade de escolher por si próprio sobre quais eventos quer ser informado (ou que recados quer deixar ou não em seu scrapbook e afins), quem realmente ganha? As boas e velhas gravadoras e canais de comunicação, que seguem sendo os únicos veículos a ditar regras, gostos e comportamentos.

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Está aberta uma comunidade que propõe o DEBATE INTELIGENTE sobre a necessidade de se distingüir CULTURA de SPAM. Participe!

 

Cultura digital

Cultura nacional

culturadigital

Cultura digital

A virada do século XX para o XXI representa uma nova era da história da humanidade: a revolução digital. As ferramentas da internet, como blogs e redes sociais, e as novas tecnologias de telefonia celular mudam não apenas os meios de comunicação, mas a própria cultura global, interligada e hipermoderna.

Divulgação Museu da Lingua Portuguesa Internet democratiza o acesso à informação e aumenta a produção cultural Ampliar

Internet democratiza o acesso à informação e aumenta a produção cultural

O conceito de cultura digital ainda está em construção e parte da ideia de que a revolução das tecnologias digitais é cultural e capaz de mudar comportamentos. A internet está democratizando o acesso à informação e aumentando a produção cultural, criando inclusive novas formas de arte.

A cultura digital foi acelerada pelo Ministério da Cultura a partir dos Pontos de Cultura, a partir de 2003. O desenvolvimento de softwares livres (programas de computador com código aberto, disponível para modificação de qualquer desenvolvedor) se tornou prioridade. Foram criados os Pontões de Cultura Digital – reconhecimento de grupos e espaços de cultura que trabalhavam na inclusão e na capacitação de comunidades para o mundo digital.

Em 2009, foi criada a rede culturadigital.br, formada por mais de 800 integrantes que trocam informações, cada um com seu perfil, blog e rede social, o que deu origem aos Fóruns da Cultura Digital Brasileira, com duas edições (em 2009 e 2010), evoluído para Festival CulturaDigital.Br a partir de 2011. Nesses encontros anuais, a rede troca experiências e impressões presenciais sobre políticas públicas para a cultura digital.

Outro debate importante ocorreu no Seminário Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais, em 2010. As mesas, palestras e os Grupos de Trabalho discutiram durante dias especificamente a questão das bibliotecas digitais e a necessidade de acesso livre e universal a todo o conhecimento do mundo. Hoje em dia, a partir do acervo da Cinemateca Brasileira e da Biblioteca Brasiliana Guta e José Mindlin-USP (e de muitas outras em construção no Brasil), é possível acessar, por exemplo, toda a vasta obra do poeta Vinícius de Moraes.

De acordo com o coordenador de cultura digital do MinC, José Murilo Jr., “a revolução da abertura (openness), no que se refere ao acesso aos conteúdos digitalizados na rede, trouxe um novo fôlego para processos culturais valiosos e proporciona as ferramentas básicas para este novo estágio da civilização — a cultura p2p”.

Ele se refere às redes de troca entre usuários, conhecidas por peer-to-peer (ponto a ponto). Qualquer usuário na internet hoje pode trocar arquivos por essas redes, o que traz questões muito novas à contemporaneidade, como a pirataria.

Para além das políticas públicas, é possível citar diversas iniciativas da sociedade civil e de governos estaduais que privilegiam a cultura digital, como o Museu da Língua Portuguesa, o Museu do Futebol e o acervo permanente do Itaú Cultural (todos em São Paulo). Nesses casos, o visitante pode lidar com obras digitais e interagir com elas, tendo outra perspectiva sobre o conteúdo apresentado. O mesmo acontece em comunidades virtuais-reais, como a Casa da Cultura Digital, a Fábrica do Futuro e diversas outras iniciativas nacionais que já extrapolam a barreira dos Estados e colocam a cultura digital como mediadora de compartilhamento e de novas experiências de vida.

Fontes:

Ministério da Cultura

CulturaDigital.br

via Cultura digital – Portal Brasil.

III Teia Regional

O encontro, intercâmbio e capacitação dos gestores culturais de cerca de 250 Pontos de Cultura foi um dos objetivos da III Teia Centro-Oeste – Fórum Regional dos Pontos de Cultura – que aconteceu entre os dias 18 e 21 de fevereiro na Vila de São Jorge, Chapada dos Veadeiros (GO).

Os pontos de cultura são grupos, coletivos e associações culturais reconhecidos pelo Ministério da Cultura como agentes da promoção da diversidade cultural brasileira. Criados em 2004 através do programa Cultura Viva, esses pontos recebem uma subvenção do governo federal que permite a manutenção das suas atividades por um período determinado.

Na programação aconteceram atividades de capacitação, troca de experiências, avaliação de processos e várias apresentações artísticas. Diversidade cultural, articulação, juventude, meio ambiente, novas tecnologias e outras temáticas da agenda social também estiveram presentes em oficinas e rodas de conversa.

Afim de mostrar a diversidade e a riqueza da cultura produzida nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins, a Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge promoveu uma série de atividades artísticas na Vila de São Jorge, em paralelo ao Fórum regional dos Pontos de Cultura.Dentre elas aconteceram teatro de bonecos, Abner e Mamulengo sem Fronteiras; Márcio Bello e Tambores do Tocantins; Washington da cia Bokemboka; Chico Simões do invenção brasileira; Sussa e curraleira da Comunidade Quilombola de Nova Roma e Beirão;

Na Mostra Cultural aconteceram também apresentações musicais, de dança, poesia e teatro, além de uma feira de produtos produzidos pelos Pontos de Cultura. Dentre as atrações estão o escritor Emanuel Marinho (MS); a apresentação das danças típicas Siriri e Cururu (MT); o projeto Tambores de Tocantins (TO) e Mamulengo sem Fronteiras (DF);o lançamento do livro “Diário de Campos 2008/2009” do indigenista Fernando Schiavini. Saiba mais aqui.

A Teia Centro-Oeste é uma iniciativa do Ministério da Cultura, através da SCC/MinC, com a organização da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura e que tem o apoio dos Pontos de Cultura Cavaleiro de Jorge (GO), Invenção Brasileira (DF), Coepi (GO), República do Cerrado (GO), Guaicuru (MS), CUCA Araguaia (MT) e Tambores do Tocantins (TO), além da Associação Comunitária da Vila de São Jorge (ASJOR) e da Secretaria de Cultura do Estado de Mato Grosso (MT).

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Posted in Cultura Digital by Raphael Fillipe. No Comments
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