A Rede Clara (Cooperação Latino-Americana de Redes Avançadas) tem o objetivo de integrar as redes acadêmicas de alta velocidade da América Latina, promovendo o desenvolvimento científico e tecnológico da região. O Brasil está representado no consórcio pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e faz parte do anel central da rede.

A Clara resulta da articulação das redes de pesquisa de alta velocidade com a pan-européia Géant, especialmente a partir das redes nacionais de pesquisa e educação de Portugal (FCNN) e Espanha (Rede Iris), através do estudo de viabilidade denominado Caesar (Connetcting All European and South (Latin) American Researchers), que desenvolveu-se entre março e outubro de 2002. Bastaram só oito meses para que a visão fosse nitidamente clara: era preciso criar uma rede principal regional na América Latina e conectá-la à GÉANT.

Como resultado primeiro, o projeto Alice (América Latina Interconectada com a Europa) inicia-se em junho de 2003. Apenas sete dias depois, nasce a Rede Clara, com ata constitutiva assinada por 13 países latino-americanos: Argentina (Retina), Brasil (RNP), Chile (Reuna), Costa Rica (CRNET), Equador (Fundacyt), El Salvador (Raices), Guatemala (Cedia), Honduras (Unitec), México (CUDI), Panamá (Redcyt), Paraguai (Arandu), Peru (RAP), Uruguai (RAU), e Venezuela (Reacciun).

Em agosto de 2004, a Rede Clara se conectou com a Rede Géant, cruzando o Atlântico com fibra ótica. No transcorrer de 2005, as redes nacionais dos países fundadores foram conectadas e no ano seguinte, também passaram a integrá-la as redes Renata, da Colômbia, Reacciun, da Venezuela, e Renia, da Nicarágua. As velocidades de conexão vão de 10 Mbps até os 622 Mbps entre o ponto de São Paulo e a Rede Géant em Madri. Há previsão de se conectar também Bolívia, Cuba, Honduras e Paraguai- países que já são membros do consórcio.