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	<title>Cidadania e Redes Digitais</title>
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	<description>Evento realizado pelo programa de Mestrado da Cásper Líbero</description>
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		<title>Mesa 6: Sociedade de Controle, Biopoder e Anonimato</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 14:33:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A última e mais esperada mesa do Seminário &#8220;Cidadania e Redes Digitais&#8221; teve os mecanismos de controle como tema principal. Participaram da rodada de discussão: Alexander Galloway, da Universidade de Nova York, Laymert Garcia dos Santos,  professor da Unicamp e Sérgio Amadeu, da Faculdade Casper Líbero, moderados pela também professora da Casper Heloiza Gomes de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A última e mais esperada mesa do <a href="http://www.facasper.com.br/pos/seminario/agenda.html">Seminário &#8220;Cidadania e Redes Digitais</a>&#8221; teve os mecanismos de controle como tema principal. Participaram da rodada de discussão: <span><a href="http://culturadigital.br/blog/2009/10/30/entrevista-com-alexander-galloway/">Alexander Galloway</a>, da Universidade de Nova York, <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4783964J9">Laymert Garcia dos Santos</a>,  professor da Unicamp e <a href="http://culturadigital.br/members/samadeu/">Sérgio Amadeu</a>, da Faculdade Casper Líbero, moderados pela também professora da Casper Heloiza Gomes de Matos.</span></p>
<p><span>A apresentação de Galloway focou os aspectos técnicos da regulação. &#8220;O princípio fundador da rede é o controle e não a descentralização [...] As redes são assimétricas. E como é uma relação onde existe uma situação de desigualdade, assimetria e antagonismo?&#8221;, disse. Para ele, os protocolos de internet, que permitem a comunicação entre as máquinas, operam fora de medos do controle do poder. &#8220;R</span>eduzir a lógica da infraestrutura da máquina para a lógica dos governos e corporações é falso [...] Um sistema que usa protocolos é um sistema que opera entidades anônimas individuais&#8221;. Galloway defende que infraestrutura técnica é tão importante quanto os poderes corporativo, comercial ou governamental.<span> &#8220;O que  as redes podem fazer? Derrubar governos, por exemplo&#8221;. Galloway mostrou que a rede permite uma liberdade de criação, produção, mas ao mesmo tempo tudo isso é feito sob uma vigilância constante.<br />
</span></p>
<p>Na sequência, Sérgio Amadeu continuou na mesma linha de Galloway, colocando ambivalência e ambiguidade como as palavras mais importantes do momento. &#8220;A rede é de controle ao mesmo tempo que é de comunicação&#8221;, disse. E qual o problema de estar sob controle? &#8220;O problema do ponto de vista da comunicação é se o controle descambar para a dominação&#8221;, disse citando Foulcault. Ainda concordando com Gallaway, Sergio falou sobre os protocolos que asseguram a comunicação na rede serem universais e totalizantes. &#8220;Protocolos são condutores e organizadores na biopolítica na sociedade de controle&#8221;. E, nesse cenário, quem seriam os controladores? &#8220;A indústria do copyright, a indústria do entretenimento, serviços de telecom, e o direito&#8221;, provocou Sérgio Amadeu, que deixou o microfone com uma śerie de perguntas. Dentre elas: &#8220;existe uma geometria que permite superar as técnicas de vigilância? Os ciberviventes estão fadados à nova fase do biopoder?&#8221;</p>
<p>Laymert amarrou os conceitos expostos por Galloway e Sergio mostrando como  foco mudou do produto em su para os produtores. &#8220;A questão não é mais o que se diz, o que se produz, mas quem é que faz o design das redes e ao fazer isso possibilita ou não acessos, entradas e saídas&#8221;, disse. E levantou ainda mais uma questão importante: &#8220;como exercer a dominação em espaço aberto, já que estamos evoluindo dessa forma?, ao que ele mesmo respondeu: &#8220;a tecnologia da mobilidade total demanda controle, uma vez que a disciplina porssível nos espaços mais estáveis vai se perdendo&#8221;. Para ele, o momento atual que a sociedade atravessa é de incertezas. &#8220;A sociedade de controle promove descontroles descomunais&#8221;. E &#8220;o controle é impessoal&#8221;, como bem citou Galloway na rodada de perguntas.</p>
<p><strong>Leia também:</strong></p>
<ul>
<li> <strong><a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2009/11/06/alexander-galloway-explica-porque-e-falsa-a-sensacao-de-liberdade-na-web/">Saiba por que é falsa a sensação de liberdade na internet (Entrevista de Galloway para o IDG)</a></strong></li>
<li><strong><a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2009/11/06/alexander-galloway-explica-porque-e-falsa-a-sensacao-de-liberdade-na-web/">Rede é regulação e nada mais. Entrevista com Galloway</a></strong></li>
<li><a href="http://http://blog.estadao.com.br/blog/link/?title=title_938&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1"><strong>Web semântica, cidades digitais e internet controlada</strong></a> (Cobertura feita pelo Blog do Link)</li>
</ul>
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		<title>Mesa 5: Ubiquidade, Mobilidade e Cidadania</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 21:26:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As cidades digitais, o open video, o direito à comunicação e as possibilidades de cidadania no ambiente de convergência tecnológica foram alguns dos assuntos tratados nesta rodada de conversas no Seminário &#8220;Cidadania e Redes Digitais&#8221;, que acontece desde ontem, na Faculdade Casper Líbero, em São Paulo. Participaram da mesa: Franklin Coelho, da UFF, Fábio Josgrilberg, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As cidades digitais, o open video, o direito à comunicação e as possibilidades de cidadania no ambiente de convergência tecnológica foram alguns dos assuntos tratados nesta rodada de conversas no <a href="http://www.facasper.com.br/pos/seminario/agenda.html">Seminário &#8220;Cidadania e Redes Digitais&#8221;</a>, que acontece desde ontem, na Faculdade Casper Líbero, em São Paulo. Participaram da mesa:<a href="http://www.facasper.com.br/pos/seminario/palestrantes.html#coelho"> Franklin Coelho</a>, da UFF, <a href="http://www.metodista.br/poscom/cientifico/docentes/fabio-josgrilberg/">Fábio Josgrilberg</a>, da Metodista, Elizabeth Sark, do <a href="http://openvideoalliance.org/">Open Video Alliance</a> e João Brant, do Coletivo <a href="http://www.intervozes.org.br/">Intervozes</a>. A medicação foi feita pelo professor da Cásper <span>Claudio Novaes Pinto Coelho.</span></p>
<p><span>A experiência de <a href="http://www.piraidigital.com.br/">Piraí Digital </a>foi o tema da primeira apresentação, do professor Franklin. &#8220;</span>A cidade digital tem como referência a cidade real e constitui uma nova forma de organização e integração do território: interligado por meio de uma rede pública de transmissão de voz, dados e imagem. É o lugar onde o cidadão se torna o principal ator na produção, gestão e usufruto dos benefícios das novas tecnologias&#8221;, explicou.</p>
<p>Franklin diz que é preciso pensar a inclusão digital para além dos telecentros. &#8220;Estamos construindo o primeiro backbone público no estado do Rio de Janeiro&#8221;, afirmou. Ele mencionou ainda que o projeto fez uma economia de R$ 2 milhões ao optar pelo software livre.</p>
<p>As cidades digitais continuaram em pauta na apresentação de Fabio Josgrilberg. &#8220;Esse é o lugar que faz uma opção radical pela comunicação e isso mantém a diversidade cultural e a democracia&#8221;. Para ele, nesse tipo de ambiente, a mudança política só acontece quando a realidade comunicacional informal já sustentou a formalização da mudança. O professor lembrou ainda que a cidade historicamente sempre foi palco dos avanços na cidadania e classificou a cidade digital como <span><span>&#8220;protagonista na busca de soluções coletivas, processos econômicos e batalhas diárias de sobrevivência&#8221;. </span></span></p>
<p><span><span>Na sequência, Elizabeth Stark, do movimento <a href="http://openvideoalliance.org/">OpenVideo Alliance,</a> falou sobre a necessidade de garantir a liberdade de expressão na rede e mostrou </span></span>a importância do open standards para a criatividade audiovisual. A cultura do remix  foi abordada: &#8220;É essencial que se possa fazer uso de partes de vídeos para criar algo novo em cima&#8221;, disse. Licenças abertas, software livre e neutralidade da rede também foram apontados como essencias na discussão sobre open vídeo. &#8220;Os criadores de vídeo não podem depender da benevolência dos controladores da estrutura da rede&#8221;.</p>
<p>Na rodada de perguntas, questionada sobre a diferença de qualidade entre os softwares proprietários e livres para edição de vídeo, ainda acrescentou: &#8220;O melhor do software livre é que se você não está satisfeito com algo tem a liberdade de mudar&#8221;.</p>
<p>O último a falar foi João Brant, que focou a apresentação na necessidade de garantir o direito à comunicação e lembrou das dificuldades de acesso presentes no país. &#8220;Na Finlândia o governo define banda larga como direito do cidadão e no Brasil esse serviço mal chega à periferia&#8221;. A consequência disso é a grande dificuldade enfrentanda pela pessoas em completar o ciclo da informação. &#8220;Enquanto o acesso à comunicação estiver sendo tatado por uma lógica de mercado, estaremos preso em uma lógica que não é a da comunicação&#8221;.</p>
<p>Para Brant é urgente mudar o serviço de banda larga disponível no país. &#8220;Precisamos pensar na banda larga como serviço a ser prestado em regime público, como é o da telefonia fixa.  Isso não significa deixar na mão do governo e sim ter metas de qualidade, de universalização, controle de preços, garantia de continuidade. É preciso pensar num plano nacional de banda larga com a complexidade que o brasil precisa&#8221;.</p>
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		<title>Mesa 4: Web Semântica, Interatividade e Cidadania</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 18:19:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O segundo dia do Seminário &#8220;Cidadania e Redes Digitais&#8221; começou com apresentações de Carlos Cecconi, do W3C Brasil, Henrique Antoun, da UFRJ e Jomar Silva, do ODF Aliance, mediadas pelo professor da Faculdade Casper Líbero Sérgio Amadeu. O proposta da mesa foi debater os impactos e consequências da web semântica, além de seus impactos para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O segundo dia do <a href="http://www.facasper.com.br/pos/seminario/agenda.html">Seminário &#8220;Cidadania e Redes Digitais&#8221;</a> começou com apresentações de Carlos Cecconi, do W3C Brasil, <a href="http://culturadigital.br/members/antoun/">Henrique Antoun</a>, da UFRJ e <a href="http://culturadigital.br/members/homembit/">Jomar Silva,</a> do ODF Aliance, mediadas pelo professor da Faculdade Casper Líbero <a href="http://culturadigital.br/members/samadeu/">Sérgio Amadeu</a>. O proposta da mesa foi debater os impactos e consequências da web semântica, além de seus impactos para a esfera pública e para a cidadania.</p>
<p>Cecconi mostrou as metas do consórcio WWW: tornar os benefícios da web disponíveis a todos, permitir que ela esteja disponível em qualquer dispositivo e seja a base do conhecimento de forma confiável e segura. &#8220;A web do futuro: não apenas um repositório de documentos com propósito de exibição, mas de automação, integração e reuso em diferentes sistemas&#8221;, disse. (<a href="http://www.w3c.br/palestras/2009/W3C_Latinoware.pdf">Veja a apresentação em slides de Cecconi</a>)</p>
<p>Segundo o representante da W3C isso ja está acontecendo, basta ver como os blogs usam, por exemplo, o aplicativo do Google Maps: &#8220;a web não é mais web de documentos, é web de dados&#8221;. Ele alertou ainda para a necessidade de manter os dados públicos abertos, citando os <a href="http://resource.org/8_principles.html">8 princípios do governo aberto</a>. &#8220;Se um documento não pode ser encontrado na web e indexado, ele não existe. Se ele não estiver aberto e disponível em formato compreensível por máquinas, ele não pode ser utilizado e se qualquer dispositivo legal não permitir que ele seja reutilizado, ele não é util&#8221;, disse.</p>
<p>Na sequência, Henrique Antoun assumiu o microfone levantando os problemas da web semântica. &#8220;Nesse ambiente  as essências são misturadas e perdem suas fronteiras, ficando ininteligíveis&#8221;, disse criticando a herança do atributo e predicado que estaria na base da web semântica e dos definidores de sentido. Para <span><span>ele, a web semântica poderá ainda aumentar a vigilância e invadir privacidade. </span></span>&#8220;<span><span>Quem é essa web consciente de si mesma? Quem é o sujeito dessa consciência? É a polícia? Se for, é um pesadelo&#8221;, disse.</span></span></p>
<p><span><span>O terceiro palestrante da mesa, Jomar Silva, da ODF Aliance, concentrou sua apresentação na importância de manter os padrões abertos. Ele comparou o formato</span></span> proprietário com o sânscrito, uma linguagem criada apenas para as castas superiores, sendomum entrave para a web semântica. &#8220;Quem controla os formatos controla o que eu acesso, como acesso e o que eu posso acessar [...] Padrão aberto é mais do que um problema de tecnologia, é uma questão de direitos humanos&#8221;.</p>
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		<title>Mesa 3: Poder Comunicacional, Ecossistema Digital e Reputação</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 11:40:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A terceira e última mesa do Seminário &#8220;Cidadania e Redes Digitais&#8221;, que acontece na Faculdade Cásper Libero, em São paulo, nesta quarta e quinta-feira, trouxe o professor da ECA-USP Eugênio Bucci, o professor da Universidade Complutense de Madri Javier Bustamante Donas e gerente de cultura digital do Ministério da Cultura, José Murilo, membro da direção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A terceira e última mesa do <a href="http://www.facasper.com.br/pos/seminario/agenda.html">Seminário &#8220;Cidadania e Redes Digitais&#8221;,</a> que acontece na Faculdade Cásper Libero, em São paulo, nesta quarta e quinta-feira, trouxe o professor da ECA-USP <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Eug%C3%AAnio_Bucci">Eugênio Bucci</a>, o professor da Universidade Complutense de Madri <a href="http://www.facasper.com.br/pos/seminario/palestrantes.html#donas">Javier Bustamante Donas</a> e gerente de cultura digital do Ministério da Cultura,<a href="http://culturadigital.br/members/josemurilo/"> José Murilo</a>, membro da direção executiva do Fórum da Cultura Digital Brasileira. Na parte da noite, a discussão girou em torno da noção de ecossistema digital de Benkler, do poder comunicacional de Castells e da manutenção da reputação das informações em uma esfera pública interconectada.</p>
<p>Bucci iniciou as apresentações  falando sobre o fetiche das novas tecnologias. &#8220;Elas não criam relações sociais. As práticas comunicacionais perduram e vem desde muito tempo&#8221;, ponderou. Para o professor, existem inovações trazidas pelas tecnologias, mas estas só representam uma expansão dos espaços públicos quando associadas a práticas sociais, a exercícios de fiscalização do poder, a questionamento das hierarquias. &#8220;A era digital não mudou tudo, ela põe em outras dimensões processos e sujeitos históricos que já vem de outras camadas, outras eras, outros períodos. E agora interagem com outros repertórios&#8221;, disse.  E, segundo o professor, é isso que pode trazer uma maior perspectiva de cidadania.</p>
<p>A exclusão digital também mereceu destaque na fala de Bucci: &#8220;a distância que separa o incluído e o excluído ganhou muitas camadas. Em qual nível você se insere? Em qual nível você consegue influir?  Não dá para comparar com o leitor ou não leitor de jornal. A internet aumentou exponencialmente a expessura da linha divisória que separa a base do topo&#8221;, disse ao terminar a apresentação.</p>
<p>Na sequência, Javier Bustamante mostrou o conceito de Benkler de ecossistema digital: &#8220;O meio ambiente digital é formado por softwares, serviços online, modelos de negócios que se beneficiam mutuamente por meio de relações simbióticas&#8221;. Para ele, nesse novo entorno aparecem &#8220;espécies digitais&#8221; que estão levando o poder de volta aos cidadãos: deslocando do centro para a periferia.</p>
<p>Bustamante explicou que isso é uma característica do capitalismo cognitivo que incide na sociedade do conhecimento, assim como a economia informacional, que rompe com o esquema típico de valor  baseado na escassez e nas leis da oferta e da procura. &#8220;As leis de mercado não atingem, o que importa são convenções sociais. [...]<span><span> O valor na nova economia não se baseia na escassez, mas na onipresença</span></span>&#8220;, disse. Ele mostrou ainda as estratégias para fazer da internet um bem comum: <span><span>&#8220;wireless aberto, open source e licenças alternativas ao copyrigh&#8221;.</span></span></p>
<p><span><span>Na sequência, José Murilo falou da experiência pública de uso da rede. </span></span><span><span>&#8220;</span></span><span><span>É necessário pensar velho problemas com novas ferramentas&#8221;, disse. Ele</span></span><span><span> chamou a atenção para a importância do uso de software livre no projeto de um governo aberto e contou sobre a criação de um marco civil de forma colaborativa pela rede. &#8220;</span></span><span><span>Informação pode qualificar a democracia e transformar a sociedade&#8221;, disse Murilo. Ficou a todos, o convite para entrar no <a href="http://culturadigital.br">www.culturadigital.br</a> e participar desse momento histórico de atuação política pela rede.</span></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Mesa 2: &#8220;Commons na Esfera Pública Interconectada&#8221;</title>
		<link>http://culturadigital.br/redesdigitais/2009/11/04/mesa-2-commons-na-esfera-publica-interconectada/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 21:22:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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		<category><![CDATA[direito autoral]]></category>
		<category><![CDATA[giuseppe cocco]]></category>
		<category><![CDATA[langdon winner]]></category>
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		<category><![CDATA[ronaldo lemos]]></category>

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		<description><![CDATA[A segunda mesa do seminário &#8220;Cidadania e Redes Digitais&#8221; tinha como proposta debater o compartilhamento de bens culturais e de novas estratégias de ação social possibilitadas pela Internet e o aumento das tentativas de bloqueio tecnológico e de enrijecimento das legislações de copyright. No debate: Langdon Winner, da Rensselaer Polytechnic Institute, o professor da FGV-Rio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A segunda mesa do<a href="http://www.facasper.com.br/pos/seminario/agenda.html"> seminário &#8220;Cidadania e Redes Digitais&#8221;</a> tinha como proposta debater o compartilhamento de bens culturais e de novas estratégias de ação social possibilitadas pela Internet e o aumento das tentativas de bloqueio tecnológico e de enrijecimento das legislações de copyright. No debate: <a href="http://culturadigital.br/blog/2009/10/21/o-mito-da-tecnologia-fora-de-controle-entrevista-com-langdon-winner/">Langdon Winner</a>, da<span> Rensselaer Polytechnic   Institute, o professor da FGV-Rio <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ronaldo_Lemos">Ronaldo Lemos</a> e <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4767366H1">Giuseppe Cocco</a> da UFRJ. </span></p>
<p><span><span>&#8220;Há um efeito na liberdade individual quando todos que trocam arquivos são definidos como criminosos&#8221;, disse Winner no começo de sua apresentação, que enfocou compartilhamento e propriedade intelectual. &#8220;</span></span><span><span>Pegar emprestado e roubar é algo essencial para a literatura, música e criatividade&#8221;, disse. E deu ainda um alerta: &#8220;antes de criminalizar o que os jovens estão fazendo na web, é preciso entender&#8221;</span></span></p>
<p><span><span>Na sequência, Ronaldo Lemos falou sobre o processo de contrução de um marco civil para a internet brasileira de forma colaborativa pela rede. &#8220;Esse é um experimento importante da democracia participativa do Brasil&#8221;, disse. O caso do processo contra o Youtube que exigiu a <a href="http://www.fofocandoblog.com.br/post/783/daniela-cicarelli-vence-processo-contra-o-youtube">retirada do ar do vídeo com Daniela Cicarelli </a>foi lembrado pelo palestrante. &#8220;</span></span><span><span>Sem lei, cada juiz pode decidir o que quiser&#8221;. Ele entrou ainda nas questões da reforma da lei de direitos autorais do país. &#8220;Hoje, quem compra um CD original e passa as músicas para o próprio Ipod está infringindo a lei&#8221;. Para ele, a reforma proposta tem por objetivo que</span></span><span><span> &#8220;a tecnologia faça as pazes com o direito&#8221;.</span></span></p>
<p><span><span>Giuseppe Cocco continua o debate. &#8220;</span></span><span><span>Nossa produção é completamente recombinante. Criminalizar a cópia diminui a criatividade [...] </span></span><span><span>Não há produção intelectual que não seja plágio, remix e sample</span></span><span><span>&#8220;. Ele mostrou ainda que o capitalismo cognitivo torna a produção uma atividade que envolve a vida como um todo e falou da atual crise &#8220;</span></span><span><span>a expansão financeira é a tentativa de reconstruir um &#8220;comum&#8221; que ñ se reconhece como tal&#8221;. </span></span></p>
<p><span><span>Na rodada de perguntas, o direito autoral esteve em foco. Ronaldo Lemos explicou que o Brasil é um dos únicos países, ao lado do Chipre, que não tem fiscalização pública do ECAD</span></span><span><span> (escritório central de arrecadação de direito autoral) e falou ainda sobre a web como forma representativa: &#8220;</span></span><span><span>todo cidadão deve ter o direito de processar dados públicos. Isso não pode ficar apenas nas mãos do governo.</span></span></p>
<p><strong><span><span>Veja também:</span></span></strong></p>
<ul>
<li> <a href="http://culturadigital.br/blog/2009/10/21/o-mito-da-tecnologia-fora-de-controle-entrevista-com-langdon-winner/"><strong>O mito da tecnologia fora de controle. Entrevista com Langdon Winner</strong></a></li>
<li><strong><a href="http://culturadigital.br/marcocivil/">Entenda como está sendo feita a consulta pública para o marco civil</a></strong></li>
<li><strong><a href="http://culturadigital.br/groups/reforma-da-lei-de-direito-autoral">Participe da discussão sobre a reforma da lei de direito autoral</a><br />
</strong></li>
</ul>
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		<title>Mesa 1: &#8220;Protocolos, Códigos e o Princípio da Neutralidade na Rede&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 18:56:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acabou de terminar a primeira etapa do seminário &#8220;Redes e Cidadania Digital&#8221;, que está acontecendo hoje e amanhã na Faculdade Casper Líbero, em São Paulo. Na primeira mesa, o professor da Columbia Law School Tim Wu, Demi Getscko, do NIC.br, e o representante do Comitê Gestor da Internet Brasileira Carlos Afonso discutiram &#8220;Protocolos, Códigos e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabou de terminar a primeira etapa do <a href="http://www.facasper.com.br/pos/seminario/agenda.html">seminário &#8220;Redes e Cidadania Digital&#8221;</a>, que está acontecendo hoje e amanhã na Faculdade Casper Líbero, em São Paulo. Na primeira mesa, o professor da Columbia Law School <a href="http://culturadigital.br/blog/2009/10/28/internet-livre-e-principio-entrevista-com-tim-wu/">Tim Wu</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Demi_Getschko">Demi Getscko</a>, do NIC.br, e o representante do Comitê Gestor da Internet Brasileira Carlos Afonso <span> </span><span>discutiram &#8220;Protocolos, Códigos e o Princípio da Neutralidade na Rede&#8221;. </span></p>
<p><span>Tim Wu iniciou as apresentações de 25 minutos, estipulados a cada palestrante. Ele fez uma analogia entre o rádio, fundado por amadores na década de 20, e a internet hoje. Segundo o professor, existe um ciclo de invenção e abertura que tem como consequência a dominação. Ele mostrou aindaso diversos riscos do monopólio da informação. &#8220;Quanto mais centralizado o poder, menos humano nos tornamos&#8221;, disse já no final da apresentação.</span></p>
<p><span>Na sequência, </span>Demi Getscko assumiu contestando o ciclo exposto por Wu. &#8220;<span><span>Com a Internet é possível mudar a história da dominação das redes e dos meios&#8221;, disse. Ele alertou ainda para a necessidade de manter a rede sem regulação. &#8220;É</span></span> importante que se possa criar serviços novos sem pedir autorização a ninguém. É assim que sempre foi feito&#8221;, comentou citando o exemplo do Twitter.</p>
<p>As questões da infraestrutura da rede brasileira abriram a apresentação do terceiro convidado. Carlos Afonso mostrou que a banda larga em São Paulo custa cerca de 65 vezes mais que o mesmo serviço em Londres e que o serviço pago costuma ser até dez vezes menor que a nominal.<span><span> &#8220;É preciso também pensar nas questões de privacidade. </span></span><span><span>As pessoas hoje usam o Google como se tivessem o servidor instalado na propria casa&#8221;.</span></span></p>
<p><span><span>A rodada de perguntas abordou a criação de uma marco civil para regular a internet brasileira. &#8220;</span></span>Esse caminho é correto. Você primeiro estabelece os direitos dos indivíduos, o que deve ser preservado, para depois incluir restrições, condições adicionais&#8221;, pontuou Demi Getscko.</p>
<p>Acompanhe a transmissão ao vivo: <a href="http://www.facasper.com.br/aovivo/tv.php">http://www.facasper.com.br/aovivo/tv.php</a> No Twitter, a hashtag oficial é #cibercidadania</p>
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		<title>Seminário tem transmissão ao vivo</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 16:34:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[O professor da Columbia Law School Tim Wu já começou a sua palestra no seminário &#8220;Cidadania e Redes Digitais&#8221;, na Faculdade Cásper Líbero. Acompanhe a transmissão ao vivo da primeira mesa do dia: &#8220;Protocolos, códigos e princípio da neutralidade da rede&#8221; no link: http://www.facasper.com.br/aovivo/tv.php No twitter, a hashtag oficial do seminário é: #cibercidadania . Veja [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O professor da Columbia Law School Tim Wu já começou a sua palestra no <a href="http://www.facasper.com.br/pos/seminario/agenda.html">seminário &#8220;Cidadania e Redes Digitais&#8221;</a>, na Faculdade Cásper Líbero. Acompanhe a transmissão ao vivo da primeira mesa do dia: &#8220;<span>Protocolos, códigos e princípio da neutralidade da rede&#8221; no link: </span><a href="http://www.facasper.com.br/aovivo/tv.php">http://www.facasper.com.br/aovivo/tv.php</a> No twitter, a hashtag oficial do seminário é: #cibercidadania .</p>
<p>Veja a entrevista que Tim Wu deu ao Fórum de Cultura Digital Brasileira:</p>
<h1>Internet livre é princípio. Entrevista com Tim Wu</h1>
<p>Por <span><a title="Posts de Henrique Costa" href="../../blog/author/henriquecosta/">Henrique Costa</a></span></p>
<p>Uma das 50 personalidades do ano pela revista Scientific American e um dos 100 formandos mais importantes da Universidade de Harvard, Tim Wu é professor da Columbia Law School, integra o grupo de reforma da mídia da Free Press e é um dos principais articuladores do movimento Save the Internet, além de pesquisador dos direitos autorais e da política de telecomunicações.  Nesta entrevista ao Fórum da Cultura Digital Brasileira, Wu fala sobre provedores, copyright e identifica o maior inimigo da liberdade na rede.</p>
<p>Ele também estará presente ao <a href="../../blog/2009/10/05/seminario-traz-langdon-winner-galloway-e-tim-wu-a-sao-paulo/" target="_self"><em>Seminário Cidadania e Redes Digitais</em></a> com Langdon Winner e Alexander Galloway.</p>
<p><strong>O FCC americano tem adotado medidas para garantir a neutralidade na rede. No Brasil, ainda há resistência por parte dos órgãos reguladores em debater medidas semelhantes. Com base na experiência americana e de seu conhecimento a respeito da internet do Brasil, o que você sugere como estratégia diante dos provedores pela neutralidade?</strong></p>
<p>Acho que começa por afirmar princípios – que é a coisa mais importante a fazer em primeiro lugar. Expor que a Internet é concebida como um fórum de livre expressão, e que, em geral, todos devem ser livres para manter contato com quem quiserem.</p>
<p>Depois de ter uma política como essa, você pode constatar se ela é violada. Mas isso começa com uma política.</p>
<p><strong>O copyright ainda é um dos pilares da indústria cultural e com base nele o acesso à cultura torna-se bastante limitado. Ao mesmo tempo, as novas tecnologias têm possibilitado cada vez mais a difusão cultural e a democratização do acesso. Como superar a lógica dos grandes produtores?</strong></p>
<p>Grandes produtores dependem do copyright, e continuarão a gerir os seus negócios dessa maneira. Essa é a única maneira que sabem, e é difícil de mudar. Mas a minha grande esperança é que os artistas individualmente governem o futuro, e que o poder dos grandes produtores decline lentamente. Esta não é uma queda súbita, mas mais como uma desaparecimento do antigo modelo de negócios.</p>
<p><strong>Neste contexto global de tentativas de repressão, que dificuldades você enxerga para liberdade na internet? Quem você identifica como inimigos?</strong></p>
<p>Há, naturalmente, Estados repressivos. No entanto, penso que, globalmente, o maior inimigo da internet livre é o telefone. O telefone é uma ferramenta maravilhosa, mas tem uma ideologia muito diferente da internet. É uma ideologia que é impulsionada pela propriedade dos fios e do espectro e pelo interesse da companhia telefônica no lucro. Essa é uma ideia muito diferente da Internet.</p>
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