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fev 02

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Um pander chamado Jeremias

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Jeremias2Jeremias é uma figura controversa no cenário do Sabbat. Seu verdadeiro nome é desconhecido. Esteve envolvido em uma série de investidas contra a Camarilla em diversos estados brasileiros, tendo coordenado um histórico bando nômade. Legalista radical, desafia hierarquias internas e adota posturas pouco convencionais. Sua presença foi decretada como não sendo bem-vinda em diversos territórios do Sabbat, ao mesmo tempo, nenhuma cruzada se negaria a ter sua participação. Revolucionário, destemido e inconveniente, este vampiro desafia o ‘status quo’ e permanece uma incógnita para muitos bandos. Admirado por alguns vampiros mais jovens e frequentemente odiado pelos mais antigos. Parece ter um profundo conhecimento sobre a história da seita, havendo boatos de que teria conexões com Inquisidores e com a Mão Negra. Nunca houve confirmação sobre tais boatos, mas também nunca se descartou.

Dois depoimentos sobre Jeremias:

  • Por Iara (Lasombra, Rio de Janeiro)
  • Por Marcos (Malkaviano antitribu, Belo Horizonte)

IaraPor Iara (Lasombra, Rio de Janeiro)

“Por que você está me perguntando sobre Jeremias? Não gosto desse pander inconveniente. Aliás, quem gosta? Ele é um transtorno para todos, só isso. Ninguém sabe exatamente de onde ele veio. Não há dúvidas de seja um membro do Sabbat. Conhece bem as nossas leis e rituais. Há muitas versões de histórias sobre ele. Já houvem quem dissesse que é, na verdade, um malkaviano que teve amnésia e não se reconhece como tal. Outros dizem que era um Toreador antitribu e que se apaixonou por uma ou um nosferatu, sendo esnobado acabou sendo tomado por uma obcessão e acabou deformando o próprio rosto para tentar parecer com o objeto de seu amor.

Isso tudo, obviamente, é uma tolice. Ele é um irresponsável, apenas isso. acha que tudo é uma grande piada e se atira de corpo e alma fazendo o que lhe dá na cabeça. Alguns lealistas lhe dão cobertura, considerando-o o sumo da não-submissão, da resistência dos anarquistas originais, mas mesmo esses idiotas acabam mais cedo ou mais tarde caindo nas garras do Jeremias e suas armadilhas.
Ele é leal ao Sabbat e é só por isso que ainda está vivo. É tão inconsequente que chegou, mais de uma vez, a entrar em reuniões da Camarilla com a cara e a coragem, dizem. Não duvido. Não quando as coisas envolvem esse sujeito.
O pouco que sabe, realmente, sobre ele é que é mineiro, de Juiz de Fora, e que deve ter pelo menos uns 66 anos, por conta de uma foto tirada em 1951, na qual ele aparece. Dizem que ele já teve seus dias de respeitabilidade no Sabbat, quando era o ductus de um bando nômade ao lado da sacerdotiza norferatu por quem falam que se apaixonou, atuando no Brasil todo. De repente, o bando inteiro sumiu. Depois ele surgiu com a cara deformada, completamente insano, fazendo piadas idiotas e não falando coisa com coisa.

Achavam que tinha enlouquecido até ele começar a pôr as mangas de fora, gerando intriga, desafiando líderes, sacerdotes, bancando o arruaceiro. Enfim, devotado à arte de criar caos. Ele faz eventuais discursos contra o jogo político dos antigos e tem a cara de pau de acusar nossos maiores líderes de coisas levianas.

Um fato sabido é que adora praticar a diablerie. Segundo consta seu bando era meio justiceiro e não perdiam a oportunidade de canabalizar qualquer inimigo. Tenho fonte confiável que disse que ele já criou alguns vampiros apenas para poder diablerizá-los. Não duvido nada. Ele já falou abertamente sobre a prática e que acha que todos deveriam fazer com mais frequência. Embora não tenhamos regras contra isso como a Camarilla tem, o que me preocupa é o vício.

Além disso, gosta de semear a discórdia e essa é sua principal característica. Pode ser considerado um pander, mas eu acredito firmemente que se trata de um malkaviano e que ganharíamos bem mais com sua morte final.”

 

Por Marcos (malkaviano antitribu, Belo Horizonte)

Marcos“Sim. Sim. Claro que conheço. Pobre alma. Como gostaria de tê-lo conhecido antes do abraço… Como gostaria de ter eu mesmo abraçado esse gênio, esse enfant terrible, de alma clara e olhos abertos. É uma figura sedutora. Muitos o desprezam. Muitos o odeiam. Muitos o temem, e não sem razão. Que codinome poético, esta criança tomou para si. Sim, o profeta Jeremias fez-se carne no corpo deste jovem talentoso..

O profeta bíblico foi, acima de tudo, um poderosos crítico da conduta do seu povo. Nosso enfant terrible também é, embora muitos não percebam. Aliás, ele possui um humor refinado em camadas subjacentes às suas ironias de primeiro plano. Instigante. Que bom pregador de peças ele não daria entre os meus. Não duvido de que se tornaria um Tolo rapidamente. Se o profeta bíblico via Israel como a nação de Deus, e severamente sob o peso da sua Lei, nosso pander, vê o Sabbat como um instrumento de libertação e que só se justifica sob essa Lei. Se para o primeiro Israel cedeu à idolatria, para ele, no nosso caso, a coisa não foi tão diferente. Lembro-me dele dizendo, após um fabuloso e bem sucedido ataque à Camarilla de Belo Horizonte:

– Fizemos aqui uma obra perfeita e olhe lá aquele Lasombra estúpido, arcebispo de merda. Tem sombras cobrindo os olhos e vazando pelo cu. Eu adoraria drenar até a última gota do seu sangue e da sua alma. Foi meu bando que fez essa cruzada vingar e aquele merda desfilando sobre o terreno conquistado, com a empáfia de um coronel antigo é uma afronta a tudo o que somos e pelo o que lutamos. Ele nunca libertará os escravos no Ano do Jubileu.

A referência foi poética. Sorri para ele e ele cuspiu na minha cara. – gargalhadas – Ele cuspiu na minha cara. Eu podia mandar matá-lo e ele cuspiu na minha cara. – gargalhadas. Obviamente, mantei que marcassem sua cara com um ferro em brasa no local em que cuspiu na minha cara. pegaram e fizeram. E então… Surpreendentemente, ele não reagiu. Aguentou com nobreza. Depois avançou até a fogueira. Pegou uma madeira em chamas e ateou fogo ao próprio rosto para pasmo de todos. Nem se mexia apesar da óbvia dor. O rosto estava deformado e ele andou novamente na minha direção e cuspiu novamente na minha cara.

Todos pararam.

Eu mesmo parei.

– O que se pode tirar de alguém que nada tem? – ele perguntou.

Nesta hora, ele avançou até um carro, quebrou o vidro retrovisor e voltou para mim, mostrando para mim a minha própria imagem refletida. Pois é, ele me envergonhou na frente de todos. a maioria não entendia, mas eu sim. Eu queria abraça-lo e pedir perdão. Eu queria chorar e me oferecer à diablerie para ele. Eu queria tanto que ele fosse o arcebispo de Belo Horizonte naquela hora. E, então, eu tive um pequeno problema de autocontrole e não me lembro de nada.

Jeremias, o Pander. Sim, eu o conheci. Já faz algumas décadas que isso aconteceu. A maioria que estava na ocasião já morreu. Ele estava reivindicando a atenção dos líderes e do Sabbat como um todo. Ele queria que a Lei fosse guardada, que os violadores fossem vistos. Seu desprezo é maior pelos sacerdotes como era meu caso, mas também por todo líder que carregue um título. Chamaram ele de “legalista”, mas ele nunca se chamou assim. Ele não se intitulou nada.

Ele tem uma tatuagem nas costas que diz ‘construir e plantar’, como em Jr 1:10. Ele está construindo seu livro de Lamentações.

 

Sim, eu conheço. Ele vai fracassar nas suas ideias. Ele vai fracassar. Ele é um fracassado., Ele sempre será um fracassado. Ei odeio jeremias. Eu quero que esse pander queime. Eu…” (Frenesi.)

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