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  • Preparação para o Fórum da Cultura Digital 2010

    47 comentários

    por: Gabriela Agustini, em Programação no dia 21/09/2010

    Está confirmado: a Cinemateca Brasileira receberá pelo segundo ano consecutivo o Fórum da Cultura Digital Brasileira. Um pouco diferente e maior se comparado à edição de 2009 (relatada aqui neste blog), o evento este ano focará em encontro de redes (e intra-redes) já articuladas de cultura digital e divulgação de experiências pioneiras e inovadoras espalhadas pelo país. O Fórum acontecerá de 14 a 17 de novembro, em São Paulo, e apesar do pouco tempo de produção, gostaríamos de construir  a programação colaborativamente e contar com o apoio da comunidade para a elaboração do encontro.

    Um blog específico será criado nos próximos dias. Com o tempo, podemos abrir, inclusive, blogs diferentes para cada área de programação do Fórum. Enquanto isso não acontece, adianto por aqui o que está desenhado e abro o espaço desde já para sugestões e ideias. Abaixo, uma divisão pensada para os espaços e atividades, a serem preenchidas com sugestões da organização e da própria rede. Ontem uma reunião prévia foi realizada na Casa da Cultura Digital, em São Paulo, em que alguns parceiros e integrantes do CulturaDigital.Br já elencaram uma série de ações que podem ser incorporadas, brevemente descritas abaixo.

    Para enviar sugestões ou complementar as que estão descritas, deixem um comentário neste post, que sistematizaremos as contribuições (enquanto não montamos uma ferramenta para isso).

    Fórum Internacional da Cultura Digital Brasileira 2010:  construção coletiva

    14 a 17 de novembro de 2010, em São Paulo

    14/11 Show de abertura

    15 a 17/11 Fórum
    Cinemateca Brasileira

    Seminário (sala principal: BNDES)
    2 mesas por dia

    Eixos de discussão conceitural do Seminário:

    1.Eixo Econômico
    Distribuição livre e Remuneração do criador: como manter o livre fluxo de conteúdo, bens e produtos culturais privilegiando a remuneração dos criadores? Usuários, criadores, a rede. Que embates e interlocuções são possíveis no contexto de uma economia criativa e sustentável?

    2.Eixo social/ cidadão
    Apropriação tecnológica: entendimentos sobre o conceito de “tecnofagia”. A apropriação tecnológica atrelada à construção de repertório cultural. Produção de conteúdo legítimo à diversidade, resignificação, acesso, qualificação do uso. Relações com o Programa Nacional de Banda Larga.

    3.Eixo simbólico
    Transmidiatividade: a internet entendida como contexto, como rede, interlocução e interatividade. Qualidade estética e editorial em processos colaborativos. As transformações sofridas pelo artista em seu processo criativo e a necessidade de pensar multiplataforma: cultura digital não é apenas internet.

    Convidados e temas das mesas: a definir (ABERTO A SUGESTÕES)

    Plenária (Sala Petrobras)

    Elaboração da carta proposta a ser entregue ao Ministro da Cultura: definição de diretrizes para elaboração de política pública na área da cultura digital.

    Dia(s) e horário(s): a definir

    Experiências (Sala Petrobras)

    Apresentação de experiências de cultura digital espalhadas pelo país.

    -Uso de Recursos Educacionais Abertos pelo Colégio Dante Alighieri (sugestão da Bianca Santanna)

    SUGESTÕES SÃO MUITO BEM-VINDAS!

    Encontro de Redes (Tenda 1)

    SUGESTÕES SÃO MUITO BEM-VINDAS!

    Atividades “mão na massa”/ oficinas (Tenda 2)

    -Espaço para remix (Sugestão de Pixel, Marco Nalesso, Adriano de Angelis)
    -Espaço para experimentação audiovisual (sugestão do Pixel)
    -Mapping (sugestão do Pixel)
    -Circuit Band/ Hardware aberto (sugestão do Cícero)
    -Mutirão para licenciamento livro de material didático (sugestão da Bianca Santanna)

    -SUGESTÕES SÃO MUITO BEM-VINDAS!

    Espaço para atividades espontâneas/discussões (Tenda 3)

    -Linha do tempo da cultura digital brasileira: como a sociedade civil e coletivos ativistas chegaram ao Minc e elaboraram grandes ações. (sugestão do Léo Germani)

    -Rede de servidores livres/ API de acervos distribuídos (sugestão do Leo Germani)

    -Debate sobre economia e cultura digital como desenvolvimento alternativo (sugestão do Felipe Altenfelder)

    -Como é desenvolver cultura em software livre (análise 8 anos depois) (sugestão do Leo Germani)

    -Cultura digital nos próximos 10 anos: balanço e projeção importante para o atual momento histórico (sugestão de Adriano de Angelis)

    -Discussão sobre televisão: construção de um outro modelo, a tevê que todos sonhamos (sugestão de Adriano de Angelis)

    SUGESTÕES SÃO MUITO BEM-VINDAS!

  • “A cultura da periferia está se fundindo com a cultura digital”: entrevista com Heloisa Buarque de Holanda

    1 comentário

    por: Gabriela Agustini, em Cobertura, Vídeo no dia 16/12/2009

    Heloisa Buarque de Holanda é diretora do Portal Literal, professora de teoria crítica da cultura da UFRJ, onde coordena ainda o Programa Avançado de Cultura Contemporânea, que trabalha com cultura de periferia e cultura digital. “É muito legal que essas linhas começam a se cruzar violentamente”, explica. Ela estava entre os participantes do Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital Brasileira, e durante o evento foi entrevistada pela organização do Fórum.

    Para ela, a internet deu visibilidade para as comunidades carentes de uma forma jamais pensada. “A periferia está vindo, usando a cultura como recurso. Estão aparecendo e gerando riquezas por meio da cultura e a cultura digital esta agregando força a isso, a esse impulso”, disse. Ela conta que questão da leitura está se desenvolvendo muito com a internet. “Ela possibilita um tipo de comportamento mais de game, mais de Orkut que está levando o não leitor a ler. E a periferia vem com força total, viabilizada pela internet, para dizer a quem vem”.

    Por exemplo? “Se você abrir um blog de escritor de classe média, mainstream, você vai ver que esse é um blog de criação, de troca, de crítica, de troca de impressões, de diários. Agora, se você abrir um blog de periferia, ele é maior e está trabalhando o tráfego de informação, que é fantástico. Nunca vi um movimento mais documentado na internet do que os movimentos da periferia. Qualquer sarau da Cooperifa tem 3, 4 filmagens, textos postados. Você tem uma história que está ganhando visibilidade por causa da internet. E a periferia percebeu isso muito bem”, explica.

    O fenômeno das lan houses no país também é abordado por ela na entrevista: “o que está chamando a atenção é que além de acesso, de levar leitura, comportamento, ela está socializando, porque toda festa de periferia, na favela é na lan house não é em outro lugar. A lan house esta virando um lugar de convivência muito importante Dizem que a internet leva a solidão, eu não estou vendo isso não, estou vendo a festança. Virou um ponto de encontro, de sociabilização.”

    Confira a entrevista completa em vídeo:

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  • Economia da cultura: experiência pública, por Juliana Nolasco

    0 comentários

    por: Gabriela Agustini, em Cobertura, Vídeo no dia 16/12/2009

    Criada em 2009, a Coordenação Geral de Economia da Cultura e Estudos Culturais do MinC tem por objetivo o gerencimento do Programa de Desenvolvimento da Economia da Cultura (Prodec), além de desenvolver o planejamento matricial de longo prazo para o setor no Brasil. À frente dessa coordenação, a administradora Juliana Nolasco participou da mesa de discussão sobre o assunto no Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital, em que mostrou um pouco do trabalho sendo feito no governo federal. Veja abaixo alguns trechos da entrevista e, na sequência, a conversa gravada durante o evento.

    O que é cultura digital?
    É a produção cultural sendo produzida mais rápida e envolvendo mais gente.

    Economia da cultura
    “É uma tentativa de compreender como funcionam as cadeias produtivas, os agentes que estão envolvidos com os bens culturais e tentar entender como são feitas as escolhas desses agentes, como se produz cultura hoje em dia”

    Novos modelos de negócio
    “A industria fonográfica foi a primeira a sofrer o impacto, com o Napster. E, na paralela, aconteceu o mais interessante: a democratização das formas de produção cultural, e da forma de consumir música, que acabou cortando o intermediário. Se consome e produz muito mais música atualmente, com um modelo de negocio que ninguém entende como é. São vários modelos”

    “Quando você discute o valor econômico social que a cultura tem, você procura uma nova forma de pensar em desenvolvimento, na relação que as pessoas podem ter a partir de um novo sistema. E se a gente quer propor uma nova forma de pensar o desenvolvimento, a gente tem que pensar em como medir essa nova forma”

    “A gente quer apoiar esse tipo de iniciativa. Queremos propor novas relações.”

    Direito autoral
    “A lei do Brasil apresenta diversos desequilíbrios em termos de acesso, de como reconhecer o autor da obra…O Ministério está propondo a discussão em torno da lei, um debate que foi feito para construir com a sociedade, para entender que empecilhos a lei oferece hoje e como a gente pode transformá-la.”

    Política Pública
    “E um desafio: quero propor a construção de política pública 2.0 e não faço ideia de como se faz isso, pode dar errado como pode, como eu espero, que dê certo. A vantagem de trabalhar em uma coordenação nova é que pode funcionar como um laboratório também. E a se a gente construir isso com a sociedade civil, temos uma tendência de acerto muito maior.”

    Parte 1
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    Parte 2
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    Conheça o blog da Coordenação Geral de Economia da Cultura e Estudos Culturais do MinC
    Relatoria da plenária: eixo economia da cultura digital

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  • “A criação em arte digital é compartilhada desde sempre”. Entrevista com Cícero Silva

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    por: Gabriela Agustini, em Cobertura, Vídeo no dia 16/12/2009

    Durante o Seminário Internacional, conversamos com Cícero Silva, curador de arte digital do Fórum da Cultura Digital Brasileira e um dos organizadores do FILE (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica) sobre o trabalho feito na plataforma de construção de políticas públicas e as demandas do setor. A conversa está gravada em vídeo e disponível logo abaixo, na íntegra. Leia antes alguns trechos:

    Conceitos
    “Cultura digital é o processo das várias representações que fazem parte da cultura geral que são mediadas a partir do surgimento do aparato computacional.”

    “Arte digital é um conceito complexo. [Representa] o que do digital pode ser considerado arte dentro da cultura em geral. É aquela representação com a intencionalidade de um artista que utiliza os recursos computacionais, que opera com essa linguagem e aí cria alguma coisa.”

    “A colaboração na cultura digital é parte integrante do processo constitutivo. A criação em arte digital é compartilhada desde sempre.”

    Tendência
    “No FILE tivemos uma experiência importante para o cinema: a primeira transmissão do mundo de filme na qualidade de 4 K (8 milhões de pixel por frame) transmitido numa rede de 10 gigabits para Japão e Califórnia ao mesmo tempo. Foi a primeira estreia de filme global, saindo do Brasil. E isso é o que vai acontecer no cinema em poucos anos, em cinco anos.”

    “Isso vai impactar na produção de cinema, que vai ser mais colaborativo ainda. Você vai poder editar um filme aqui em super alta definição ao mesmo tempo com um cara no Japão e com diretor assistindo do Recife e dizendo “vai cortar aqui, ali”. E o filme sendo visualizado ao mesmo tempo, assim como o som…
    Há uma intensidade do tráfego de dados muito grande e vai ampliar. Temos que pensar o que vai acontecer com isso.”

    Culturadigital.br
    “Foi uma surpresa o resultado, as pessoas interagindo no fórum. No começo achei que elas não iriam participar. E teve participação de pessoas que são expoentes no Brasil. Foi interessante construir isso publicamente.”

    Propostas
    “A demanda é comum: precisamos investir em formação de arte digital, capacitação, metodologia, investir na produção em espaços colaborativos, criar departamentos de arte digital nos museus…”

    Parte 1
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    Parte 2
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    Relatoria da plenária do eixo arte digital
    Arte digital: roda de conversa com Pau Alsina, Gisele Beiguelman e Cícero Silva

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  • Visões periféricas: entrevista com Márcio Blanco e Karine Mueller

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    por: Gabriela Agustini, em Cobertura, Vídeo no dia 16/12/2009

    Os organizadores do Festival Visões Periféricas, dedicado à exibição de produções audiovisuais de diversas partes do país, estiveram no Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital Brasileira e aproveitaram para contar sobre o trabalho feito no Rio para a equipe da produção. Veja alguns trechos da conversa abaixo e, na sequência, o vídeo com a entrevista sem cortes.

    O que é cultura digital?
    Márcio: “É uma nova maneira de pensar, de ver o mundo, de se relacionar com as pessoas, de criar, de enxergar o outro. Começou com o impacto da internet na sociedade […] E ao mesmo tempo que me parece uma grande novidade, que avança numa nova forma de pensar, a gente vai se conectando com formas ancestrais, xamãnicas, rituais que são antigos”

    Festival Visões Periféricas
    Karine: “Surgiu em 2007, no Rio de Janeiro, e foi pensando para dar visibilidade a produções das múltiplas periferias no Brasil. A gente entende que periferia é um conceito mais amplo que isso [o conceito geográfico], que engloba olhares, olhares que se abrem para novas possibilidades. A gente inclui as comunidades quilombolas, ciganas, indigenas… O festival nasceu para dar visão a essa produção que tem crescido muito nos últimos anos. E estamos ampliando essa coisa do festival ser só uma janela de exibilão. Este ano, realizamos um seminário de audiovisual de educação, para falar também de formação.”

    Novas tecnologias
    Márcio: “O salto que a gente tem que dar é este: de se apropriar dessas ferramentas de maneira inteligente, cidadã, de forma a não ser dominada por ela e sim dominar isso. Poder jogar o seu pensamento ali dentro”

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  • Experiência com cultura livre em Barcelona: entrevista com integrantes da banda Tarántula

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    por: Gabriela Agustini, em Cobertura, Vídeo no dia 16/12/2009

    A banda Tarántula, integrante da produtora cultura Producciones Doradas, em Barcelona, foi a primeira a lançar um disco exclusivamente para a internet na Espanha, em 2006. Desde então tem um trabalho atuante nas questões ligadas à democratização de acesso à cultura. Convidado a tocar no Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital, o grupo, representado por Daniel Granados, também compartilhou no evento a experiência vivida na Cataluña na mesa de discussão sobre economia da cultura. Neste vídeo, eles falam sobre a visita ao Brasil, a pirataria, o compartilhamento de música na rede, a realidade na Espanha, entre outras coisas.

    O arquivo não foi editado e tem no começo umas falhas no áudio. Recomendo assistir a partir do minuto 5’30”.

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  • Circuito Fora do Eixo: a economia do conhecimento em rede

    0 comentários

    por: Gabriela Agustini, em Cobertura, Vídeo no dia 15/12/2009

    De diferentes lugares do país, participantes do movimento vieram “ao eixo” para compartilhar com quem estava no Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital a experiência considerada um dos exemplos mais importantes de economia criativa no Brasil. Concebido em 2005, o circuito que hoje abriga cerca de 47 coletivos culturais começou com trocas de serviços entre bandas de Cuiabá. Horas em estúdio de ensaio de um eram “dadas” em troca da gravação no espaço do outro. Essa relação foi se intensificando e sistematizada na criação de uma moeda virtual: o Cubo Card, fazendo referência ao coletivo pioneiro mato grossense. “Com isso, as bandas podem gravar, ensaiar, ter assessoria de imprensa…”, explica um de seus integrantes mais conhecidos, Pablo Capilé, do pŕoprio coletivo Cubo.

    Hoje a moeda já contempla serviços como restaurante, convênio médico, vestuário, entre outros. Conseguidos em troca, por exemplo, de exposição das marcas em eventos organizados pelo Circuito Fora do Eixo. Aliás, já nem se pode mais falar em uma moeda. Os coletivos acabam criando ativos diferentes, com seus parceiros locais, e tudo isso é interligado em uma rede de serviço, organizada pelo CFE.

    Essa mesma rede é usada para o compartilhamento das experiências entre os grupos. É por meio dela que os integrantes do Palafita, no Amapá, se comunicam com o Goma, em Uberlândia, por exemplo. Os encontros, reuniões e metodologias ficam disponíveis na própria rede, no Observatório Fora do Eixo. A comunicação do circuito conta ainda com o Portal Fora do Eixo e um perfil no Twitter com mais de 1.500 seguidores.

    Para Pablo Capilé, esse é um movimento de comportamento jovem. “Hoje, não há uma identificação com os partidos políticos, com o movimento estudantil…”, disse no Seminário explicando uma das razões do sucesso do CFE. E, de fato, não há como restringir o trabalho deles a uma alternativa ao modelo econômico vigente, ignorando sua expressão artística. Estão na rede, bandas como Macaco Bong (MT), Mini Box Lunar (AM), Caldo de Piaba (AC), Porcas Borboletas (MG), para citar apenas as que se apresentaram na tenda montada na Cinemateca.

    Além das apresentações, o Circuito esteve presente no Seminário, representado por Pablo, na mesa de discussão sobre economia da cultura. Um pouco antes dela acontecer, ele, Otto Ramos, do coletivo Palafita e da banda Mini Box Lunar, do Amapá, Thales Lopes, do coletivo Goma, de Uberlândia e Gabriel Cardoso, do coletivo Lumo, de Recife, conversaram com Lia Rangel sobre o Circuito. Veja abaixo alguns trechos do bate papo e assista o vídeo com a entrevista na íntegra e ainda os vídeos com entrevistas feitas com integrantes da banda Mini Box Lunar e Porcas Borboletas.

    Alguns trechos:

    O que é o Circuito Fora do Eixo?
    Capilé: “É uma grande rede nacional de coletivos que trocam tecnologias e investem na economia do conhecimento, criando novas ferramentas para viabilizar a construção de instrumentos favoráveis para difusão de produtos culturais, para a discussão do comportamento jovem, para agregar cada vez mais pessoas pensando na ocupação do espaço do poder político real”

    E o eixo?
    Otto: “A gente passou muito tempo visualizando só o eixo e a produção fora do eixo já estava acontecendo. Quando começamos a interligar os coletivos, passamos a perceber a produção local de cada coletivo, que tem 20, 10 bandas. É ele o termómetro da produção local. A partir disso, a gente pensa, é claro no resto do país, também no eixo Rio-São Paulo. A produção local cresce e tenta chegar em novos pontos, no eixão mesmo.”

    Capilé: “A questão geográfica num primeiro momento era importante para a afirmação da identidade. Com o tempo, passamos a perceber que existiam coletivos em São Paulo e no Rio que eram tão fora do eixo quanto os fora do eixo geograficamente. Que eram fora do eixo tradicional de produção cultural. E hoje não tem mais essa distinção se o cara é do Amapá ou de São Paulo.”

    Cultura digital
    Capilé: “A gente nasce numa perspectiva pós década de 90, em que as pessoas começam a dialogar. Antes eu tinha que pagar uma fortuna em passagem aérea para conhecer a experiência do outro. Quando vem as listas de email, os sites começam a surgir, o banco de estímulo começa a criar um lastro muito maior. Mesmo sendo pontual a relação num primeiro momento, você se estimula a ver o outro fazendo. Nossas estratégias de comunicação foram no ciberespaço até conseguir transformá-lo numa expansão dessa territorialização.”

    Artista como pedreiro
    Gabriel: “O artista não é só mais banda, ele faz outras coisas. Faz transmissão ao vivo, é road, técnico de som, direção de palco….Dentro do circuito dos coletivos eles fazem outras funções. Essa é a lógica que a gente quer inverter para utilizar a força de trabalho do músico e não deixá-lo só como alguém iluminado.”

    Assista a entrevista na íntegra:

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    Entrevista com integrantes da banda Mini Box Lunar

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    Entrevista com integrantes da banda Porcas Borboletas- parte 1

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    Entrevista com integrantes da banda Porcas Borboletas- parte 2

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    Entrevista com integrantes da banda Porcas Borboletas- parte 3

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    Veja ainda trechos das apresentações das bandas do Circuito Fora do Eixo no Seminário em:

    Macaco Bong, Porcar Borboletas, Caldo de Piaba e Lucas Santanna: 1 noite

    Teatro Mágico, Tarántula, Mini Box Lunar e Jorge Mautner: 2ª noite

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  • “Cultura digital é a superação das categorias de organização estabelecidas”. Entrevista com Messias Bandeira

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    por: Gabriela Agustini, em Cobertura, Vídeo no dia 15/12/2009

    Messias Bandeira, professor da UFBA, é um dos idealizadores do projeto que implantará um computador com internet por aluno na sala de aula de pós-graduação na universidade. “A gente entende que para além de uma experiência esse é um contexto inevitável. Em qualquer evento internacional, e mesmo aqui no Fórum, você vê as pessoas interagindo com o discurso no momento em que ele acontece”, disse em entrevista gravada durante o Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital.

    Sua tese de doutorado é sobre a distribuição de música na internet, tema que também foi abordado na conversa. “Há dez anos, o Napster deu início a uma redefinição à noção de propriedade da informação. Iniciou processo de superação da indústria fonográfica. […] Hoje a tecnologia de compartilhamento redefiniu todos os processos: da relação do artista com o público, da economia da música online…”, explica.

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  • “Cultura digital é a cultura contemporânea”. Entrevista com Claudio Manuel Duarte

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    por: Gabriela Agustini, em Cobertura, Vídeo no dia 15/12/2009

    Claudio Manuel Duarte, jornalista, professor universitário, assessor da Secretária de Cultura Digital do Estado da Bahia, é também um dos idealizadores do coletivo Pragatecno, que reúne DJs do Norte e Nordeste do país e com a função inicial “trazer aquilo que havia de underground na cultura do DJ para a comunidade”. Hoje, segundo ele, o coletivo tem como objetivo incentivar a produção musical nos lugares em que atua, conectando os atores envolvidos nesse processo.

    A experiência do Pragatecno é um dos assuntos abordados na entrevista em vídeo, que você vê a seguir. Nela, o participante do Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital Brasileira conta ainda sobre as ações envolvendo política pública e cultura digital na Bahia: por exemplo, a apropriação dos antigos Infocentros para a produção de conteúdos culturais em lugares como a escola de dança do Pelourinho. O mercado da música também não ficou de fora. “O conceito da propriedade coletiva já esta muito presente na cultura do DJ, que tem o seu trabalho baseado no remix. É preciso entender que a gente vive um momento de cultura livre e isso não tem retorno”, disse. Veja a entrevista gravada na Cinemateca durante o Seminário, na íntegra:

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  • Entrevista com Jamie King

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    por: Gabriela Agustini, em Cobertura, Vídeo no dia 15/12/2009

    O idealizador do documentário “Steal this Film” (“Roube este Filme”, em tradução livre) e criador da rede Vodo.net, Jaime King, defende a liberdade de compartilhamento livre na rede e ajuda produtores a usarem sistemas P2P para a distribuição de suas criações. “Este mundo que está emergindo trás mais possibilidades para nós. Traz contribuições construtivas”, disse.

    Convidado a contar a sua experiência na mesa de discussão sobre comunicação no Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital, Jamie falou um pouco mais sobre o seu trabalho para André Deak. A entrevista foi gravada e está disponibilizada abaixo sem cortes.

    Como não poderia deixar de ser, copyright, creative commons e a busca por um novo modelo de distribuição audiovisual são temas abordados na conversa. Indagado sobre a licença Copyright presente no “Steal this Film”, ele respondeu: “É uma piada. Se estivesse “aberto”, não poderia ser roubado”, explica Jamie.

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  • Em entrevista, Raquel Rennó fala sobre a cultura digital em Barcelona

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    por: Gabriela Agustini, em Cobertura, Vídeo no dia 15/12/2009

    Pesquisadora de arte digital, integrante do coletivo ZZZinc, de Barcelona, a brasileira Raquel Rennó foi convidada para a mesa de discussão sobre o assunto no Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital. Nesta entrevista em vídeo, ela fala sobre o cenário internacional da arte tecnológica e explica o pioneirismo de Barcelona nas questões ligadas à cultura digital: “A Catalunha tem uma tradição de contra cultura. Tem todo um contexto que atrai pessoas de diversas partes do mundo para pensar nesses assuntos.”

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    http://culturadigital.br/seminariointernacional/2009/11/24/relatorias-das-plenarias-eixo-arte-digital/Re

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  • Vídeo livre: roda de conversa com integrantes da Open Video Alliance

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    por: Gabriela Agustini, em Cobertura, Vídeo no dia 15/12/2009

    Na programação paralela do Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital, desenvolvedores de vídeo livre do Brasil e dos EUA promoveram um encontro para trocar experiências sobre o movimento. A conversa foi gravada e está abaixo, na íntegra. Participaram do bate papo os membros da Participatory Culture Foundation Dean Jansen, Holmes Wilson, Nicolas Reville, Tiffiniy Cheng, a pesquisadora australiana Jean Burgess, o inglês Salsaman, os brasileiros VJ Pixel, Pedro Markun, Rodrigo Pitanga, Felipe Sanches, Mariana Toledo, além dos integrantes da organização do Fórum André Deak e Lia Rangel.

    Um histórico do surgimento do Open Video Alliance, nos EUA, e suas ações foram apresentados pelos norte-americanos. “A ideia é permitir a diferentes indivíduos e organizações trabalharem para descentralizar o vídeo online em código aberto. Queremos tornar essas técnicas acessíveis a pessoas comuns para que um cineasta possa entender por que estamos falando de usar ou não flash, por exemplo”, explicou Dean.

    E, para isso, “não é necessário que se aprendam técnicas para desenvolver o próprio software. O importante é criar ferramentas, serviços que permitam a todo o mercado entrar no ambiente do software livre. A Wikipedia, o Mozilla, por exemplo, foram feitos para pessoas que não estavam introduzidas nesse universo”, complementou Nicolas.

    A possibilidade de trazer o movimento para o Brasil e de que forma isso deve ser feito também foi uma das pautas do bate-papo. “Devemos manter o Open Vídeo ou deixar como Vídeo Livre?”, questionou Markun. Assista os vídeos:

    Parte 1
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    Parte 2
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    Parte 3
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    Parte 4
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  • Padrão aberto, compartilhamento, Br Office e marco civil: entrevista com Jormar Silva

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    por: Gabriela Agustini, em Cobertura, Vídeo no dia 14/12/2009

    O diretor da ODF Alliance Jomar Silva, o @homembit, foi um dos convidados para a mesa de discussão sobre memória do Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital Brasileira. Nesta entrevista em vídeo, ele fala sobre um dos exemplos de sucesso da comunidade do software livre Brasil, o projeto BR Office, a importância do padrão aberto, de manter o anonimato na rede e da participação na construção do marco civil. “É a primeira vez que uma proposta é colocada publicamente na rede e os especialistas podem entrar lá e dizer o que acham que deve ser feito”, disse.

    “A internet trouxe uma forma eficaz das pessoas trocarem conhecimentos e isso vai mudar a história da humanidade”, disse. Indagado sobre o papel de destaque do software livre no país, ele respondeu: “A cultura de compartilhamento do brasileiro é um dos motivos do sucesso da comunidade aqui. O software livre permitiu que pessoas que trabalhavam com tecnologia descobrissem um mundo novo, permitiu conectar pessoas com um mesmo interesse”.

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  • “Tecnologia digital é instrumento para preservar a cultura”: entrevista com Anápuaká Muniz

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    por: Gabriela Agustini, em Cobertura, Vídeo no dia 14/12/2009

    Uma rede criada para a troca de experiências entre comunidades indígenas e divulgação dessa cultura é a proposta da Web Brasil Indígena. “Começou a partir de um chat com um parente que eu não via há 17 anos, em 2001. Naquele momento a gente começou a dialogar de forma muito próxima. Existe rede maior do que uma família?”, comentou um dos seus coordenadores, Anápuaká Muniz. Ele esteve no Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital como convidado para a mesa de discussão sobre comunicação, em que explicou a proposta do trabalho e como as novas tecnologias são usadas no processo.

    “São vários conceitos, etnias, dialetos. Queremos passar as informações, documentar e mostrar para a sociedade”, disse. Além do material produzido pelos indígenas, a rede tem ainda teses e estudos publicados sobre o assunto. Assista a entrevista, na íntegra:

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  • “Cultura é instrumento de pensar a saúde da sociedade”. Entrevista com TC, da Casa de Cultura Tainã

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    por: Gabriela Agustini, em Cobertura, Vídeo no dia 14/12/2009

    Antônio Carlos Santos Silva, o TC, é um dos fundadores de um dos exemplos mais bem sucedidos de Ponto de Cultura no país: a Casa de Cultura Tainã, em Campinas. Inspirada em valores quilombolas como o compartilhamento e a solidariedade, a entidade tem como foco a busca pela identidade cultural, a revalorização da cultura afrodescendente, o que é feito, inclusive pela internet. A Casa é idealizadora da Rede Mocambos, que agrupa comunidades quilombolas rurais e urbanas.

    TC foi um dos palestrantes da mesa de discussão sobre infraestrutura do Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital Brasileira e se apresentou com a Orquestra Tambores de Aço na noite dedicada à Consciência Negra na Cinemateca. Durante o evento, ele reservou ainda um tempo para conversar com a equipe do culturadigital.br e contar um pouco mais sobre a sua relação com a cultura digital. “A primeira internet era um tambor, um tambor que tinha capacidade de comunicar a mente e a alma, de uma forma que a internet ainda não consegue”, disse.

    Na entrevista em video abaixo, ele fala sobre a relação com a tecnologia e o trabalho da rede Mocambos. “Diferente de programas que facilitam o acesso disponibilizando equipamentos para as comunidades, a gente está montando núcleos de formação continuada [nas comunidades quilombolas] para que as pessoas dominem a tecnologia técnica e politicamente para que, de fato, atendam as necessidades de sua comunidade, promovam o desenvolvimento e garantam seus direitos”, disse.

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  • “É preciso reinventar a economia urgente”: entrevista com Lala Deheinzelen

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    por: Gabriela Agustini, em Cobertura, Vídeo no dia 14/12/2009

    Especialista em economia criativa e desenvolvimento, Lala pertence ao movimento Crie Futuros e é proprietária da Enthusiasmo Cultural. Na passagem pelo Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital Brasileira, ela gravou a entrevista em vídeo abaixo, em que fala sobre a necessidade de mudar paradigmas e de pensar sobre o mundo que queremos construir.

    “Em momentos de grande transição, como este que a gente vive, sempre existiram imagens de futuro para inspirar. Tudo o que é hoje foi sonhado antes. E quando a gente olha para as imagens de futuro de hoje, a maior parte das coisas são muito tenebrosas. E o medo paralisa, ele não inspira a inovação. O que ajuda a motivar e fazer escolhas melhores é projetar coisas interessantes”, disse.

    Lala falou ainda sobre a importância da cultura digital e da democratização de comunicação trazida pelas novas tecnologias. “A internet é a prova da generosidade humana. A porcentagem de besteira que tem é ínfima perto das coisas extremamente generosas. Você manda uma pergunta e alguém te responde. Por que? Pelo prazer da troca”, afirmou.

    A necessidade de pensar em um novo modelo econômico, mais adequado a essa nova realidade, também foi abordado pela consultora. “A gente sabe mensurar coisas só do tangível, da economia tradicional. Isso é possível medir em número e quantidade. Agora, o social, o ambiental e o cultural não têm métricas e ficam de fora. Como medir esses capitais? Precisamos desenvolver esses outros valores, essas moedas”.

    Assista a entrevista completa:

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  • Alissa Gottfried: experiência multimídia com crianças

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    por: Gabriela Agustini, em Cobertura, Vídeo no dia 14/12/2009

    A educadora social de Porto Alegre Alissa Gottfried veio a São Paulo para participar do Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital Brasileira e trocar experiências com outros participantes. Nesta entrevista em vídeo, ela fala, entre outras coisas, sobre o jogo de RPG com recursos multimídia que criou para incentivar as crianças a contarem e criarem histórias.

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  • Ativistas do software livre: entrevista com Felipe Juca e Rodrigo Pitanga

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    por: Gabriela Agustini, em Cobertura, Vídeo no dia 14/12/2009

    Felipe Sanches, o Juca, e Rodrigo Rodrigues, o Pitanga, estudaram engenharia da computação na USP e há alguns anos são ativistas e desenvolvedores de software livre. “A briga não tem a ver com o preço, não é pela gratuidade, é pela autonomia de usar o computador como bem entender”, explica Juca sobre o movimento. “A preocupação maior é com o governo, universidade, politica pública de acesso. Porque nesses lugares é muito importante que se garanta o acesso à informação”, diz Pitanga. Abaixo, a entrevista na íntegra, gravada durante o Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital:

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  • Revolução digital? Entrevista com Jean Burgess

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    por: Gabriela Agustini, em Cobertura, Vídeo no dia 11/12/2009

    A pesquisadora da Universidade de Queensland, na Austrália, escreveu com Joshua Green, do MIT, o livro “Youtube a Revolução Digital” e veio ao Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital participar da mesa de discussão sobre o contexto internacional da cultura digital. Veja abaixo alguns trechos da entrevista feita durante o evento e, na sequência, o vídeo com o bate-papo completo.

    Revolução ou catástrofe digital?
    “Acho que estamos num período de mudanças visíveis na cultura digital, em meio a uma crise, no ponto de virada no que diz respeito à relação entre produtores e consumidores, entre os diferentes modelos de negócios, as diferentes formas de mídia”

    Hype da cultura digital
    “Muito do debate feito pela grande mídia sobre as implicações das redes sociais, atualmente o Twitter, é uma atenção exagerada dada à ferramenta. Os jornalistas, por exemplo, estão muito interessados nas implicações do Twitter para o jornalismo. Então, acho que é muito importante gastar tempo para entender como as pessoas estão usando essa nova ferramenta, para que ela está servindo, em vez de apenas se envolver e prestar atenção nos número de seguidores.”

    Otimismo crítico
    “Vejo isso como uma alternativa para pesquisas e práticas. Em vez da crítica ao capitalismo, que está de um lado, ou a celebração da indústria, que está do outro. A cultura participativa esta emergindo e é muito importante pensarmos em como usar isso para construir infraestrutura e facilitar o crescimento de coisas positivas.”

    Estudo sobre o Youtube
    A motivação para a pesquisa foi entender a plataforma, as redes sociais. Levá-las, de fato, a sério. Para isso, olhamos os vídeos mais populares, tentando entender que tipo de conteúdo era esse. A conclusão mais interessante diz respeito à relação entre a mídia tradicional e o usuário criador de conteúdo. As pessoas usam coisas da TV como parte da conversação. Criam seu próprio conteúdo a partir das suas opiniões sobre isso, sobre a política… Então, o Youtube é apenas uma plataforma usada para colocar as coisas sobre a vida, as coisas que as pessoas fazem e assistem. Não é algo completamente novo, à parte.”

    O que é cultura digital?
    “Eu não costumo fazer definições. A cultura digital diz respeito às novas práticas e formas de comunicação que são possíveis pela tecnologia e, em breve, o termo não vai dizer nada, porque [a palavra] digital vai ser dispensável.”

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  • Arte digital: roda de conversa com Pau Alsina, Gisele Beiguelman e Cícero Silva

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    por: Gabriela Agustini, em Cobertura, Vídeo no dia 11/12/2009

    O que é cultura digital? Qual a diferença entre arte e tecnologia e arte digital? Que possibilidades a tecnologia traz para o campo das artes? O que fazer com uma mega conexão de 10 gigas? Existe uma cultura digital brasileira? Essas foram as perguntas colocadas aos participantes da mesa de discussão sobre arte digital do Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital Brasileira na entrevista feita durante o evento na Cinemateca.

    Pau Alsina é professor da Universidade Aberta da Catalunha, na Espanha, e membro do coletivo ZZZinc, Gisele Beiguelman é midia artista e professora da PUC-SP e Cícero Silva é o curador de arte digital do Fórum da Cultura Digital Brasileira. Abaixo, alguns trechos e, na sequência, os vídeos com a conversa na íntegra.

    Cultura Digital

    Gisele: “A pergunta hoje é o que não é cultura digital. A pergunta é por que ainda temos necessidade de definir a cultura digital como algo exterior a nossa experiência diária.”

    Cícero: “É um conceito que agora faz sentido, mas não sei em quanto tempo. Vai acabar sendo apenas cultura. A incorporação vai se dar em níveis ainda mais profundos.”

    Pau: “A evolução das tecnologias enfatizam novos valores e dinâmicas que estão presentes na cultura e potencializam coisas que contribuem com a cultura digital e com a digitalização da cultura. O digital aporta uma revolução, uma quebra de paradigma, provoca transformações estruturais.”

    Arte digital

    Cícero: “Pensando na apropriação tecnológica melhor não usar o termo arte e tecnologia. Não queríamos que as pessoas pensassem que qualquer coisa é arte e tecnologia, que o digital é só mais uma, não necessita de um novo campo. Assim como uma enxada: se um artista pegar uma enxada e fizer buracos no chão está fazendo arte tecnologia.”

    Conexão de 10 gigabytes

    Pau: “A arte sempre buscou os limites da tecnologia, explorando-a ao máximo. Há uma relação muita profunda entre tecnologia e sociedade e essa relação é muito explorada pelos artistas. Esse é um papel importante.”

    Gisele: “Nosso impasse é outro: o que faço com 10 gigas se nem tomada tenho? É importante olhar para todas as perspectivas do limite. Concordo que é um desafio da arte testar os limites, mas o que eu não gostaria de recair é para um discurso perigoso de que a possibilidade de arte digital é condicionada pela tecnologia de ponta. A questão do digital é a quebra de paradigmas.”

    Existe uma cultura digital brasilira?
    Gisele: “O Brasil tem conseguido fazer algo diferenciado: um política cultural que engloba a questão do open source. Isso é uma coisa única no mundo. Eu não diria que tem arte digital ou cultura digital própria, o que o Brasil consegui modelar são politicas públicas relacionadas ao âmbito da cultura digital com perfil muito diferenciado. E isso é mérito mesmo.”

    Pau: “Percebo uma capacidade inventiva para lidar com aparatos eletrônicos, se apropriar e criar novos usos, novas possibilidades. Uma apropriação criativa dos meios para finalidades expressivas ou tecnológicas. Uma capacidade de gerar ideias, porque permite criar possibilidades novas a partir do digital.”

    Cícero: “A ideia da gambiarra, da reciclagem do computador, do software livre estão sempre muito presentes.”

    Parte 1: O que é cultura e arte digital?

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    Parte 2: Possibilidades dadas à arte pela tecnologia

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    Parte 3: Gambiarra: a cultura digital brasileira

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