O curador Cícero Inácio da Silva coordenou na tarde do dia 20 a plenária do eixo Arte Digital. Com a participação de artistas de várias áreas e de gestores de instituições, buscou-se avançar na definição do conceito de arte digital, ele mesmo posto em questão. Financiamento público para cursos, desenvolvimento de softwares livres para criação e o incentivo à formação de mídia labs foram alguns dos pontos abordados pelo público, destacados a seguir.

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  • Debate sobre conceito de Arte Digital ainda está em aberto.
  • Dificuldade das universidades em manter estrutura por conta da defasagem. Inserir nesta demandas cursos interdisciplinares e interuniversidades apoiados pelo Minc, bancadas por Capes, Finep. Demandas por tecnologia.
  • Cursos de atualização em ferramentas.
  • Apoio e investimento com linhas de crédito/fomento em desenvolvimento de softwares artísticos.
  • Editais que não sobreponham outros.
  • O próprio Minc cria paradoxos. Lei Rouanet forçou a virar empresa, e Ministério abre editais onde elas não podem participar.
  • Criação de sistemas de apoio que sejam realmente viáveis. Desenvolvimento em tecnologia custa dinheiro.
  • Temos que lembrar que algumas universidades já tem seus projetos, mas alguns não querem se atrelar a elas.
  • Sistematização de bases para um currículo de arte digital
  • Política de criar uma universidade aberta de arte digital. Pólos da Universidade Aberta do Brasil (UAB) podem ser os mídia labs e Minc daria suporte às prefeituras. Cultura de educação à distância. Cursos de arte digital têm que ser livres. Pensar na linha da educação à distância. É mais fácil entrar nas prefeituras do que nas universidades.
  • Mídia labs funcionando 24h.
  • Amapá não tem banda larga!
  • Mudar de PONTOBR para PONTOLAB.
  • Artista administra o Pontolab.
  • Como ser livre da burocracia ganhando dinheiro público?
  • A ideia é dar liberdade e flexibilidade.
  • Lei Rouanet: limitação a compra de equipamentos.
  • Demandar do Minc uma proposta de política pública. Não entrar em especificidades ou redundâncias.
  • Questão dos servidores é fundamental. Provedores públicos e acesso gratuito.
  • Arte digital não pode ficar no gueto. Artista tem que poder mostrar.
  • Exigir formatos digitais abertos ou livres.
  • Não podemos obrigar todos a serem livres.
  • Incentivo à disponibilização de obras artísticas que sejam livres/abertos.
  • Construção de uma mudança de mentalidade sobre a vida dos museus. Grande esforço para colocá-los na web 2.0.
  • Mesmo que haja uma exposição sobre arte digital, será apenas uma. Esta geração de curadores não vai mudar nada. Por isso ainda somos gueto. É preciso uma política de formação de uma crítica rejuvenescida.
  • Promoção de exposições é tiro no pé.
  • Na UFRGS não há disciplina de arte e tecnologia.
  • Existe uma formação que não é profissional. Estímulo e perspectiva de uma crítica capacitada. História da arte e da mídia arte.

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