A plenária de Comunicação Digital, ocorrida na manhã do dia 19, foi mediada pelo curador do eixo André Deak, e contou com boa participação de acadêmicos e comunicadores em geral. Entre os temas abordados pelos participantes, o financiamento público a veículos de mídia alternativa e, especialmente, a novas práticas jornalísticas no ambiente digital, a não-obrigatoriedade do diploma de jornalista em nome da democratização da comunicação e a importância das redes sociais. Logo abaixo, os tópicos destacados durante a plenária.
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- Apresentação – documento montado a partir das discussões na plataforma. Temas organizados por assunto. Contribuições da Conferência Livre de Comunicação.
- Introdução ao campo: o que é comunicação digital. Transversalidade da comunicação digital.
- Planejamento de novas mídias feito na Secretaria de Cultura da Bahia.
- Planejamento de comunicação: blog, twitter, youtube, picasa, etc. Importância de criar redes sociais: mais importante do que criar suporte era criar rede social.
- Metodologia de mobilização através das redes. Consulta a sociedade civil.
- Fala da importância da comunicação. O resumo das várias áreas, Hoje o jornal é a internet. Não há mais necessidade de ter jornal. Para o público jovem não há necessidade de jornal.
- Papel do jornalista, pensar em públicos diferentes falando a mesma língua. Importante relacionar o jornalista com o conteúdo. Questão da propriedade intelectual: jornalista tem. Conteúdo não é só postar um vídeo, etc.
- Precisa ir além do jornalista, e a grande questão em termos de políticas públicas é a propriedade intelectual.
- Creative Commons: mesmo assim ganham dinheiro, pois o modelo está mudando.
- Pagar pelo tamanho (de texto jornalístico) é um paradigma anterior, porque o espaço era limitado: economia da escassez. Fazer esse desenho: o que é comunicação digital.
- Importância da mediação. Com relação à comunicação, separação do jornalismo da comunicação: se antes havia um compromisso do jornalista em expandir, hoje não se discute o jornalismo, e sim o jornalista. Estamos nos fechando em um movimento contrário ao anterior: liberdade de expressão só para quem tem diploma. Discurso vira “Comunicação é para todos, jornalismo é para alguns”.
- Aceita que a informação é uma commodity. Jornalista pode cobrir, mas quem tem um blog também pode. Onde se agrega o valor: na comunidade, na relação. Relação que você cria só de estar informando.
- Duas táticas presentes no documento: jornalismo como prática social é essencial para a democracia. Que política pública poderia haver para incentivar blogs, sites. Também existe muita informação mal produzida, e o que o governo poderia fazer. Como salvar o jornalismo: incentivo público ao jornalismo independente: garantia de valorização do jornalismo em tempos de crise.
- Distanciamento do jornalismo do campo da comunicação. Processos de produção de conteúdo.
- Fomentar novas práticas jornalísticas. Jornalistas se tornaram muito conservadores: defesa do diploma e não da qualidade. Livre informação é um paradigma. Deveríamos firmar essa posição: defesa da liberdade de expressão não mediada pela técnica (diploma). Incentivar a pluralidade. Comunicação nesse novo lugar passa por outros lugares, como a economia, o marketing, a cultura.
- Fundos públicos para o jornalismo independente é uma solução. Seriam gerados por conselhos de comunicação, que poderiam fomentar o que é relevante ou não: pautas investigativas. Jornalismo cidadão pode superar o jornalismo diário. Hoje você paga pela credibilidade de uma assinatura, e não pela informação. Reconhecimento destes comunicadores que não são só jornalistas.
- Eixo de investimento público: financiar alguém para disputar a hegemonia midiática ou pequenas iniciativas?
- Internet é limitada a uma classe social. Como fazer para isso chegar ao resto da população.
- Transparência de dados, quando existem, não são públicos, ou não são legíveis. Interfaces mais simples para estes dados públicos, como gastos.
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