Sob a coordenação do curador Diogo Moyses, aconteceu na manhã do dia 20 a plenária do eixo Infraestrutura Digital, contando com a presença de especialistas, gestores públicos e interessados em debater e propor políticas de acesso e qualidade para a infraestrutura digital no país. O ponto central e consensual entre os presentes foi a necessidade de universalizar o acesso à banda larga no país, a partir de sua definição como serviço público essencial. Na mesma linha, discutiu-se o Plano Nacional de Banda Larga, além da disponibilização de servidores públicos para a cultura digital e a infraestrutura para a digitalização de acervos culturais.
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- Programa que preveja empresa pública que dê conta de tudo não parece bom. Centralização excessiva. “Internetobras”.
- Plano Nacional de Banda Larga foi muito fechado no governo.
- Instituições culturais devem fazer um acervo e disponibilizar. E hoje o que se vem fazendo é usar Youtube, etc. A longo prazo isso é bem ruim por ser privado e com várias licenças.
- Adoção e estímulo a padrões abertos foi importante, mas ministério não investiu no desenvolvimento de Software Livre. SL também é infraestrutura para a produção de cultura.
- Empresa pública para administrar linhas da Eletronet, Furnas, etc. Propostas para o PNBL serão apresentas no dia 24 para o Lula.
- Comitê de Software Livre.
- Em relação ao PNBL não há novidades. É importante incluir instituições e equipamentos culturais.
- Pautar questão da última milha, que está quase definida. O Ministério da Cultura tem interesse em conectar seus equipamentos culturais. Estamos discutindo com a RNP a utilização em espaços de cinema universitário: digitalizar e conectar.
- Maioria das universidades federais têm problemas de infra, inclusive interna. Articulação de MEC e Minc: programas na área de comunicação, artes.
- É preciso ir além das universidades federais e ampliar programa para todas as universidades públicas brasileiras.
- Desagregação das redes já está acontecendo na Europa, mas aqui ainda vai dar muita polêmica e talvez não valha a pena tocar nisso agora.
- Política nacional de telecomunicações: universalização da banda larga.
- Centros de produção de conteúdo. Possibilidade de produtores de conteúdo terem acesso a pontos de conexão para determinadas comunidades. Linhas de fomento.
- Deve existir no PNBL atenção às instituições culturais. Infraestrutura de conectividade se remete ao plano. Recorte da cultura. Inserir no documento que é necessário uma compreensão mais ampla do conceito de cultura digital.
- É fundamental que exista esta infraestrutura: programa de oferta de infra, mas isso depende de uma concepção mais ampla.
- Estúdio livre: programa que tem que ser ampliado, pois ainda não gerou a transformação necessária.
- Estúdio Livre até hoje está hospedado em um servidor na RNP em um acordo informal.
- Concordância que talvez seja melhor não entrar em outras disputas e, assim, acabar tirando o foco do essencial.
- Plano Nacional de Cultura: Ciência e Tecnologia é reconhecida pela cultura. Objetivo também é elaborar melhorias para o plano.
- Pontos de Cultura têm perfis bem diversos.
- Formular e implementar uma política pública nacional de digitalização, gestão e difusão dos acervos das instituições culturais nacionais, privadas e públicas dos diferentes níveis da administração.
- Não é só digitalizar, muitos não tornam disponível este conteúdo.
- Implementar um sistema distribuído de servidores de uso público para armazenamento e difusão de acervos.
- Servidores terão que estar em algum lugar. Se o processo de digitalização avança, podemos não ter onde guardar. Abranger elementos fundamentais para a sustentação da proposta: estruturas como um Internet Data Center tem que estar no horizonte.
- Minc deveria fomentar um estrutura descentralizada.
- É necessário uma rede distribuída, mas não do ponto de vista da instituições públicas. Instituições têm obrigação de manter o acervo. Se digitalizado, faria sentido que o Minc tivesse um IDC para as suas demandas.
- Não é excludente. Biblioteca Nacional, por exemplo, pode contar com um espelho do acervo em outro servidor. Pessoa acessa de onde for mais perto. Todos ganham com o aumento da banda.
- Problema é subestimado. Talvez seja necessário que esteja descentralizado, em mais de um IDC.
- Quem tem um não tem nenhum. Proposta que venha de fora das instituições culturais. Não é objetivo delas manter uma estrutura como um IDC. É leviano afirmar que vamos conectar todas as instituições pois não pensamos no custeio.
- É preciso pensar como seria o intercâmbio deste conteúdo: metadados, protocolos. Hoje cada instituição faz do seu jeito. Não há um pensamento organizado, o que dificulta o intercâmbio. Política mais racional para como organizar e uniformizar este conteúdo.
- Rede de servidores deve vir acompanhada por uma estrutura de softwares. Ideia é dar uma estrutura de modo que as pessoas que acessem tenham pouco trabalho. Software também é infraestrutura.
- Criar um microformato de catalogação para saída de consultas proposto pelo Minc.
- IDC é uma coisa caríssima. A longo prazo, pensar que é possível ter estruturas melhores.
- Estrutura tem que ser mais profissional. Tem muita coisa na área de TI que pode ser pensada. Também há carência de pessoal qualificado. É preciso tirar o ônus das instituições em manter estrutura.
- Política de formação de recursos humanos: profissionais que sejam capazes de levar a cabo a proposta de infraestrutura. Não temos hoje recursos humanos capazes de dar sustentação à proposta.
- É importante uma etapa prévia de mapeamento. Há uma série de subitens que nem estão em pauta. Instituições não se conversam num plano de metatags. Antes de discutir quais são as necessidades é preciso mapear prefeituras e estados que tenham políticas de digitalização.
- Marco regulatório nesse sentido.
- Necessidade de estabelecer um padrão centralizado de tipos de metadados que devem ser disponibilizados pelos acervos. Legal seria que o sujeito pudesse fazer buscas por todo o acervo.
- Questão profissional de quem gere cada tipo de arquivo é complicada. Passagem de responsabilidades: há uma necessidade de diálogo entre produtores, organização da informação e tecnologias.
- Sistema distribuído P2P é exequível. Mas em termos de acesso, haverá situações de desigualdade, comparando com instituições pequenas e longínquas.
- Estruturas parecidas para replicar esses dados. Proposta de padronização de metadados já existe. O MEC está mais interessado no acervo textual.
- Federações culturais: raiz da cultura, padronização de metadados, somente uma parte é compartilhada.
- Acessa o repositório da própria instituição de forma local. Periódico da Capes é exemplo.
- Se cada um continuar fazendo do seu jeito, não vai ser possível nunca criar uma política uniforme de catalogação.
- É preciso haver uma preocupação para a questão da gestão. Política de dar continuidade ao processo. Do ponto de vista tecnológico, cada instituição tem um conjunto de metadados totalmente diferente. Ao mesmo tempo em que falamos de padronização, é preciso ver o lado das instituições. Mínimo é necessário, mas é preciso respeitar as diversidades de cada área.
- Sistemas distribuídos de servidores: armazenamento? Eles poderiam estar dentro de backbones. Caminho pode ser muito longo. Empresas de Telecom querem garantir tráfego dentro de seu backbone.
- Estimular a criação de trocas de tráfego pelo Brasil. Facilitar a vida do usuário final sendo mais rápido. Ponto de entroncamento de diversas redes no backbone.
- Visão de empresa pública é estatista. Misto entre isso e a agregação das empresas privadas, como no modelo australiano.
- Criação de um backbone nacional pelo governo. Backhaul, no entanto, não necessariamente tem que ser feito pelo Estado. Temos grandes empresas querendo fazer (operadoras de celular).
- Disponibilizar a rede não é monopólio. Lógica é que não deixemos nas mãos da iniciativa privada definir a política de universalização.
- Existem três conceitos: backbone; backhaul; última milha. Não necessariamente o governo tem que ser responsável pelos três. Algo participativo com as operadoras, e até com os governos estaduais. Governos podem regular o preço. Flexibilizar mas com uma visão de que não é comércio (não só para ganhar dinheiro).
- Questão do incentivo financeiro ao desenvolvimento de SL. Editais para a comunidade criadora.
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