Criada em 2009, a Coordenação Geral de Economia da Cultura e Estudos Culturais do MinC tem por objetivo o gerencimento do Programa de Desenvolvimento da Economia da Cultura (Prodec), além de desenvolver o planejamento matricial de longo prazo para o setor no Brasil. À frente dessa coordenação, a administradora Juliana Nolasco participou da mesa de discussão sobre o assunto no Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital, em que mostrou um pouco do trabalho sendo feito no governo federal. Veja abaixo alguns trechos da entrevista e, na sequência, a conversa gravada durante o evento.
O que é cultura digital?
É a produção cultural sendo produzida mais rápida e envolvendo mais gente.
Economia da cultura
“É uma tentativa de compreender como funcionam as cadeias produtivas, os agentes que estão envolvidos com os bens culturais e tentar entender como são feitas as escolhas desses agentes, como se produz cultura hoje em dia”
Novos modelos de negócio
“A industria fonográfica foi a primeira a sofrer o impacto, com o Napster. E, na paralela, aconteceu o mais interessante: a democratização das formas de produção cultural, e da forma de consumir música, que acabou cortando o intermediário. Se consome e produz muito mais música atualmente, com um modelo de negocio que ninguém entende como é. São vários modelos”
“Quando você discute o valor econômico social que a cultura tem, você procura uma nova forma de pensar em desenvolvimento, na relação que as pessoas podem ter a partir de um novo sistema. E se a gente quer propor uma nova forma de pensar o desenvolvimento, a gente tem que pensar em como medir essa nova forma”
“A gente quer apoiar esse tipo de iniciativa. Queremos propor novas relações.”
Direito autoral
“A lei do Brasil apresenta diversos desequilíbrios em termos de acesso, de como reconhecer o autor da obra…O Ministério está propondo a discussão em torno da lei, um debate que foi feito para construir com a sociedade, para entender que empecilhos a lei oferece hoje e como a gente pode transformá-la.”
Política Pública
“E um desafio: quero propor a construção de política pública 2.0 e não faço ideia de como se faz isso, pode dar errado como pode, como eu espero, que dê certo. A vantagem de trabalhar em uma coordenação nova é que pode funcionar como um laboratório também. E a se a gente construir isso com a sociedade civil, temos uma tendência de acerto muito maior.”
Parte 1
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Parte 2
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Relatoria da plenária: eixo economia da cultura digital