Os organizadores do Festival Visões Periféricas, dedicado à exibição de produções audiovisuais de diversas partes do país, estiveram no Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital Brasileira e aproveitaram para contar sobre o trabalho feito no Rio para a equipe da produção. Veja alguns trechos da conversa abaixo e, na sequência, o vídeo com a entrevista sem cortes.
O que é cultura digital?
Márcio: “É uma nova maneira de pensar, de ver o mundo, de se relacionar com as pessoas, de criar, de enxergar o outro. Começou com o impacto da internet na sociedade [...] E ao mesmo tempo que me parece uma grande novidade, que avança numa nova forma de pensar, a gente vai se conectando com formas ancestrais, xamãnicas, rituais que são antigos”
Festival Visões Periféricas
Karine: “Surgiu em 2007, no Rio de Janeiro, e foi pensando para dar visibilidade a produções das múltiplas periferias no Brasil. A gente entende que periferia é um conceito mais amplo que isso [o conceito geográfico], que engloba olhares, olhares que se abrem para novas possibilidades. A gente inclui as comunidades quilombolas, ciganas, indigenas… O festival nasceu para dar visão a essa produção que tem crescido muito nos últimos anos. E estamos ampliando essa coisa do festival ser só uma janela de exibilão. Este ano, realizamos um seminário de audiovisual de educação, para falar também de formação.”
Novas tecnologias
Márcio: “O salto que a gente tem que dar é este: de se apropriar dessas ferramentas de maneira inteligente, cidadã, de forma a não ser dominada por ela e sim dominar isso. Poder jogar o seu pensamento ali dentro”