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	<title>Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital Brasileira &#187; Participantes</title>
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	<description>De 18 a 21 de novembro, na Cinemateca, em São Paulo</description>
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		<title>O Ministro da Cultura do Século 21, por David Sasaki</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Dec 2009 20:54:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Participantes]]></category>

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		<description><![CDATA[Este texto é uma adaptação do post escrito por David Sasaki, publicado em seu Blog El Oso: http://el-oso.net/blog/archives/2009/11/28/brazil-a-ministry-of-culture-for-the-21st-century/. David foi um dos convidados internacionais do Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital e dias depois relatou suas impressões. O que faz um ministro da cultura? Esta foi a questão colocada pelo repórter político Chris Bean, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="padding-left: 90px"><em>Este texto é uma adaptação do post escrito por David Sasaki, publicado em seu Blog El Oso: <a href="http://el-oso.net/blog/archives/2009/11/28/brazil-a-ministry-of-culture-for-the-21st-century/">http://el-oso.net/blog/archives/2009/11/28/brazil-a-ministry-of-culture-for-the-21st-century/</a>. David foi um dos convidados internacionais do Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital e dias depois relatou suas impressões. </em></p>
<p><strong>O que faz um ministro da cultura?</strong> Esta foi a <a href="http://www.slate.com/id/2169233/">questão colocada</a> pelo repórter político <a href="http://twitter.com/jcbeam">Chris Bean</a>, em 2007, quando, na mesma semana, comandos invadiram a casa do ministro da cultura do Iraque para prendê-lo por uma tentativa de assassinado a um companheiro político, em 2005. A conclusão do repórter sobre a função do ministro: “Eles arrecadam fundos para as artes, fazem o repasse de verbas públicas, financiam museus, e normalmente procuram preservar e promover a identidade nacional”. Ele ainda complementou, citando os ministros da cultura da Ingraterra, Canadá, Japão, França e Brasil, que as responsabilidades específicas de cada ministério podem variar muito.</p>
<p>Os europeus costumam tirar sarro dos Estados Unidos por não ter um ministro da cultura. Quando um europeu postou no Yahoo! Respostas “<a href="http://answers.yahoo.com/question/index?qid=20081123094920AAVCfMG">por que o EUA não tem ministro da cultura</a>”, recebeu entre outros comentários:</p>
<blockquote><p><em>“Que cultura? Carregar armas, amar dinheiro, enquanto a educação e as artes afunda? Essa é a cultura promovida pela mídia nos EUA. Não faz sentido gastar dinheiro com um ministro representando isso.”</em></p></blockquote>
<blockquote><p><em>“Porque não tem cultura nos EUA”  <img src='http://culturadigital.br/seminariointernacional/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /><br />
</em></p></blockquote>
<blockquote><p><em>“Nosso ministro da Cultura se chama Michael Savage (radialista polêmico por emitir opiniões conservadoras)”</em></p>
<p><em><br />
</em></p></blockquote>
<p>Outras explicações que valem a pena :</p>
<blockquote><p><em>“Porque não somos uma sociedade fechada. A América é muito diversificada para ser representada por uma pessoa só”</em></p></blockquote>
<blockquote><p><em>“O governo não está autorizado a manipular nossa cultura. Nossa cultura é que deve manipular o governo”</em></p>
<p><em><br />
</em></p></blockquote>
<p>Na verdade, <a href="http://www.slate.com/id/2169233/">Beam disse haver</a> ao longo da história norte-americana alguns cargos equivalentes ao do ministro da cultura:</p>
<blockquote><p><em>Em 1859, o presidente James Buchanan assumiu a Comissão Nacional de Arte do país, mas saiu dois anos depois. Teddy Roosevelt fez a mesma tentativa 50 anos depois e, em 1937, durante o novo contrato de expansão do governo, um congressista de Nova York criou legalmente o Departamento de Ciência, Arte e Literatura, mas a proposta nunca teve comprometimento. Esforços seguintes para criar uma agência que centralizasse a cultura foram asusmidas em parte por setores ligados à propaganda nazista e ao “aparelhamento cultural” da União Soviética.</em></p>
<p><em><br />
</em></p></blockquote>
<p><a href="http://www.nytimes.com/2001/05/31/style/31iht-malraux_ed3_.html">André Malraux</a>, um excêntrico escritor da alta sociedade francesa que foi preso por volta dos 20 anos de idade tentando remover pedaços de um templo que ele descobriu na selva no Camboja, é comumente citado como o primeiro ministro do mundo da cultura, tendo atuado na era Charles de Gaulle em 1959. Beam escreveu: ele &#8220;incentivou o que chamamos de &#8221; democratização da cultura &#8220;, deixando as artes acessíveis para todos e não apenas à elite&#8221;.</p>
<p>Ministérios da Cultura rapidamente se espalharam por todo o mundo como uma forma dos governos federais promoverem a identidade nacional, principalmente nos países com passado colonial. Com o passar do tempo, o foco deixou de ser a democratização da cultura e passou a promover alguns poucos “superstars” para atrair a atenção internacional e competir no cenário da globalização cultural.</p>
<p>Uma exceção notável a essa tendência é <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gilberto_Gil">Gilberto Gil</a>, figura-chave da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica_Popular_Brasileira">Música Popular Brasileira</a> e integrante do movimento <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tropicalismo">Tropicalia</a> da década de 1960, que serviu como <a href="http://www.cultura.gov.br/site/">Ministro da Cultura do Brasil</a> entre 2003 e 2008, no governo Lula. A <a href="http://www.opendemocracy.net/arts-commons/tropicalia_3675.jsp">filosofia política de Gil da Tropicalia foi uma escolha natural para o emergente movimento Cultura Livre da geração da internet</a>: ambos incentivam uma cultura de remix, colaboração e globalismo. Durante seus cinco anos de mandato, Gil redefiniu o papel do Ministério da Cultura. Em vez  de perpetuar a linhagem cultural, ele contratou o autodeclarado hippie e ex-produtor musical Claudio Prado como seu “<a href="http://www.mazine.ws/node/160/aboutus">coordenador de políticas digitais</a>” e iniciou o <a href="http://www.archive.org/details/cd_cultura_digital">Programa Pontos de Cultura</a> para incentivar a produção cultural <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Estudio_Livre">por meio de ferramentas de código aberto</a> em mais de 600 comunidades em todo o país. &#8220;Não estamos aqui para competir, nós estamos aqui para compartilhar&#8221;, foi o <a href="http://www.mazine.ws/node/160">slogan que definiu a missão</a> e perspectiva de Gil.</p>
<p><a href="http://eco-rama.net/">José Murilo</a> também esteve envolvido em vários desses projetos desde o início. Hoje, ele é o gerente de Cultura Digital do Ministério da Cultura e um dos responsáveis pela criação do Fórum da Cultura Digital Brasileira, que abre a formulação das políticas públicas do ministério para todos os que desejam participar. <a href="http://dotsub.com/view/fd7a0086-5dd8-44ae-80e6-42429862971f">Neste vídeo</a>, ele descreve esse processo no Fórum de Cultura Livre, em Barcelona.</p>
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  <iframe src="http://dotsub.com/media/fd7a0086-5dd8-44ae-80e6-42429862971f/e/m/por_br" frameborder="0" style="height:392px;width:480px;">Please upgrade your browser</iframe>
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<p>Ao longo dos últimos meses, pesquisei como os governos utilizam ferramentas de mídia digital para encorajar um envolvimento mais cívico, e como os pessoas utilizam as ferramentas digitais para monitorar o poder público. O que eu encontrei, assim como o desenvolvedor web <a href="http://www.poptech.org/blog/crowdsourcing_government_listening.html)">Anil Dash,</a> é que muitos governos estão fazendo um bom trabalho usando  mídia digital para mostrar as suas próprias iniciativas, mas não sabem tirar proveito da internet no sentido de ouvir as valiosas contribuições que os cidadãos podem adicionar à prática política. Há algumas exceções. (Veja o mapa feito pelo Tiago Peixoto das ações de orçamento participativo pelo mundo). A FCC <em>(Federal Communications Commission- órgão responsável pela regulamentação da comunicação norte-americana)</em> implementou, por exemplo, um site para receber sugestões para montar o plano nacional de banda larga dos EUA. A iniciativa recebeu, no entanto, 221 votos e 7 comentários num país com mais de 300 milhões de pessoas.</p>
<p>José Murilo percebeu que se a intenção é fomentar a participação dos cidadãos na criação de uma política nacional deve-se ir além de simplesmente colocar um site,. E assim, além da plataforma  CulturaDigital. BR (melhor aplicação de BuddyPress que eu já vi), o Ministério da Cultura convida diversas pessoas dessa rede para eventos ao vivo, para dar o seu “feedback” sobre os objetivos do ministério, as atividades e estratégias.</p>
<p>E assim, fui convidado a apresentar na semana passada no Fórum de Cultura Digital, que aconteceu na bela Cinemateca Brasileira. (Talvez o melhor local para uma conferência que eu já vi.) Fiquei impressionado com o nível de engajamento de todos os presentes. Houve muito entusiasmo com a iniciativa do ministério, mas ficou claro que ninguém iria deixá-los sair dali sem responder perguntas difíceis. Também ficou claro que o Ministério da Cultura ainda tem capacidade limitada para realizar mais alterações relativas à utilização de software livre e formatos abertos nos escritórios do governo.</p>
<p>Foi uma daquelas semanas que me deu orgulho de estar envolvido em toda essa comunidade / movimento / visão compartilhada &#8230; do que você quiser chamar. A palavra &#8220;utopia&#8221; tem sido frequentemente aplicada para aqueles que trabalham em projetos que utilizam a mídia digital para promover a participação e o engajamento. É uma crítica fácil de fazer por aqueles que não gostam de se envolver.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 490px"><img alt="José Murilo e eu em 2006" src="http://el-oso.net/blog/wp-content/uploads/2009/11/ISUMMIT06-015-iPhoto-Edited.jpg" width="480" height="360" /><p class="wp-caption-text">José Murilo e eu em 2006</p></div>
<div id="attachment_575" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img src="http://culturadigital.br/seminariointernacional/files/2009/12/david-e-eu.jpg" alt="José Murilo e eu em 2009 (foto de Lou Gold)" width="500" height="375" class="size-full wp-image-575" /><p class="wp-caption-text">José Murilo e eu em 2009 (foto de Lou Gold)</p></div>
<p>Conheci o Murilo pessoalmente há 3 anos e meio no primeiro Encontro ICommos, no Rio de Janeiro. Isso foi antes do Rising Voices<em> (projeto do Global Voices dirigido por Sasaki)</em> e antes do ministério da cultura do Brasil ter uma coordenação de cultura digital.  Três anos e meio é um espaço curto de tempo e ainda sim foi difícil me manter a par de tudo o que aconteceu desde nossa conversa entusiasmada no carro andando pelo Rio de Janeiro e falando sobre ecologia digital.</p>
<p>Mal posso esperar para ver o que acontecerá nos próximos três anos e meio.</p>
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		<title>Usuário sempre vai driblar censura, diz cineasta</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Dec 2009 19:08:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Participantes]]></category>

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		<description><![CDATA[Em entrevista à Folha de São Paulo, o diretor do documentário &#8220;Steal This Film&#8221; (roube este filme) fala sobre direitos autorais e liberdade na internet Por CARLOS MINUANO (Originalmente em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/informat/fr0212200918.htm) O inglês Jamie King não imaginava que sua vida não seria mais a mesma após lançar na internet seu documentário &#8220;Steal This Film&#8221; (roube [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em entrevista à Folha de São Paulo, o diretor do documentário &#8220;Steal This Film&#8221; (roube este filme) fala sobre direitos autorais e liberdade na internet</p>
<p>Por CARLOS MINUANO (Originalmente em: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/informat/fr0212200918.htm">http://www1.folha.uol.com.br/fsp/informat/fr0212200918.htm</a>)</p>
<p>O inglês Jamie King não imaginava que sua vida não seria mais a mesma após lançar na internet seu documentário &#8220;Steal This Film&#8221; (roube este filme), sobre confrontos envolvendo direitos autorais. O filme, lançado em 2006 e disponível para download gratuito, foi visto por cerca de 5,6 milhões de pessoas. O documentário critica a investida de um lobby americano contra o site sueco Pirate Bay, considerado na época o maior tracker de BitTorrent do mundo.<br />
Não deu outra: Jamie King tornou-se celebridade e um ícone da liberdade na rede. Ele esteve no Brasil, na semana passada, e conversou com a Folha durante o Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital Brasileira, realizado em São Paulo.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Como surgiu a ideia do documentário &#8220;Steal This Film&#8221;?</strong><br />
<strong>JAMIE KING</strong> &#8211; O filme foi feito em 2006, momento em que a tecnologia peer-to-peer começou a ser muito utilizada para compartilhar mídias, filmes, músicas e literatura. Essa tendência desenvolveu um conflito entre as diferentes comunidades virtuais que surgiram na esteira da web 2.0 e os modos mais tradicionais de distribuição de filmes. Achei importante mostrar esse cenário do ponto de vista dos usuários da rede.</p>
<p><strong><strong>FOLHA &#8211; Você pode falar sobre a prisão dos criadores do Pirate Bay?</strong><br />
KING -</strong> O Pirate Bay, no momento em que o filme foi feito, era considerado o maior tracker de BitTorrent do mundo e foi atacado pela polícia sueca devido a uma pressão feita por lobistas da indústria de distribuição de filmes sobre o governo sueco. Existem provas da participação dos Estados Unidos no caso. Eles utilizaram um documento internacional, o WTO, da OMC, que funciona como uma lista negra. Se o Pirate Bay não fosse tirado do ar pelo governo, a Suécia seria incluída na famigerada lista negra da OMC. Essa dimensão surpreendente do peer-to-peer na geopolítica nos fez ver que não estava em jogo apenas uma tecnologia, e sim algo bem mais importante, a nossa liberdade, fundamental para o desenvolvimento da sociedade.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Você acompanhou outro caso similar?</strong><br />
<strong>KING -</strong> Sim, houve todo tipo de ataque no mundo inteiro. Teve um caso de um rastreador de BitTorrent muito grande de música, no norte da Inglaterra. O proprietário sofreu uma invasão da polícia em sua própria casa, onde funcionava o rastreador. Acho que foi em 2008. Era chamado Oinc, se tornou famoso quando o vocalista de uma banda inglesa badalada afirmou que era seu site preferido para buscar música.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Ao mesmo tempo em que se observa um movimento a favor da liberdade na internet, aumenta também a demanda por leis e maior controle. O que você pensa disso?<br />
KING -</strong> Estamos vivendo um período tecnológico e cultural singular. E, quando chegamos a momentos como este, é uma responsabilidade de quem sonha com um novo mundo torná-lo sedutor e positivo o bastante para atrair aquelas pessoas que ainda vivem no velho mundo. Acho perigoso ver esta relação como uma luta. Este novo mundo é cada vez mais interessante para artistas e criadores, porque oferece novos modos de distribuição, um imenso público e formas renovadas de obter reconhecimento, apoio, por meio de novos modelos de negócio que estão surgindo. Precisamos lembrar que no mundo antigo nem tudo é perfeito. É nosso dever encontrar novos caminhos, para que mais pessoas possam se expressar e alcançar público.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Qual é a sua opinião sobre a cultura digital no Brasil?<br />
KING </strong>- Há um ditado que diz: &#8220;A grama é sempre mais verde do outro lado da cerca.&#8221; É mais ou menos o que ocorre. Os EUA e o Reino Unido olhavam para o Brasil como se aqui fosse tudo livre, mas o fato é que os problemas dos nossos cineastas e artistas são os mesmos enfrentados pelos brasileiros, por exemplo, a falta de possibilidades de distribuição, maior entrave para qualquer criador.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Que outros problemas são semelhantes?<br />
KING -</strong> O sistema antigo, do qual estamos emergindo, exigia grandes quantidades de capital monetário para a reprodução de trabalhos culturais. Os jornais, por exemplo, aqui ou em qualquer lugar, são propriedade de pessoas muito ricas, ou de um grupo de pessoas com muito dinheiro. Não quero dizer que sejam pessoas ruins, mas são ricos, e isso muda o que ouvem, o que podem dizer e influencia os tipos de visão que circularão no jornal. É uma consequência de um momento muito particular, no qual é preciso muito dinheiro para operar. Isso obviamente significa que diferentes grupos e ideias políticas tiveram menos representatividade. É assim no mundo todo. O ambiente digital muda o jogo, pois agora podemos publicar essas visões, não custa mais milhões de reais, libras ou dólares. Então, para um país como o Brasil, com tanta desigualdade social, os problemas não são diferentes, são mais urgentes. Meu objetivo é justamente mostrar às comunidades, que são naturalmente muito criativas, como elas podem usar as novas tecnologias para se expressarem, distribuírem seus conteúdos, serem reconhecidas e conseguirem suporte material para o seu trabalho.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; As tentativas de controle da rede avançarão?<br />
KING -</strong> Tenho duas respostas para essa pergunta. Primeiro, para preservar o modelo antigo, os defensores do que chamo &#8220;velho mundo&#8221; exigirão a limitação ao uso de internet, vigilância total das pessoas, criminalização de atividades como copiar um CD ou um filme, e não fazem isso porque são ruins, mas porque acreditam ser o melhor modo de se estruturar uma sociedade, por isso são forçados a tomar ações muito extremas. Eles sabem que se uma cópia escapar o que virá depois é 1 milhão de copias. Entendo a posição deles, mas estão lutando uma batalha impossível. Infelizmente estão preparados para retirar algumas das liberdades mais fundamentais de nossa sociedade, por uma simples falta de criatividade em termos de pensamento sobre o futuro.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; E a segunda resposta?<br />
KING -</strong> Eles nunca vencerão. Existem características fundamentais no período tecnológico em que vivemos. A rede não será removida e o formato digital não vai desaparecer. Os usuários consideram a censura algo danoso e sempre encontraram modos de se livrar dela.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Você ganhou dinheiro?<br />
KING -</strong> O documentário foi visto por 5,6 milhões de pessoas, isso mudou minha vida. Surgiram novas oportunidades e convites de diferentes tipos. Creio ser um bom modelo a ser seguido por novos cineastas e criadores que pensem em usar a internet. Claro que não fomos pagos pelo filme, pelas cópias baixadas na rede, mas houve retorno mesmo assim.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Em que projetos você trabalha atualmente?<br />
KING </strong>- Eu estou trabalhando num projeto chamado<a href="http://vodo.net"> Vodo</a> (vodo.net), que busca ajudar produtores culturais a fazerem uso das novas tecnologias. Descobrimos que, criando uma rede de comunidades de compartilhamentos de arquivos, conseguimos audiência para nossos criadores de filmes. O próximo passo é construirmos um público cada vez maior que curta fazer download de filmes livres. Estamos desenvolvendo novos modelos de negócios, novas maneiras de sustentar nossos trabalhos e famílias.</p>
<p><strong>ROUBE ESTE FILME</strong><br />
Para ver &#8220;Steal This Film&#8221;, acesse <a href="http://www.stealthisfilm.co">www.stealthisfilm.com</a> e vá até a seção de downloads, que conta com arquivos nos formatos Xvid, DVD, iPod e HD; o filme, baixado mais de 5,6 milhões de vezes, foi feito pelo diretor Jamie King, que nasceu em 1974 no País de Gales, no Reino Unido.</p>
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		<title>Apresentação sobre arte digital da artista Giselle Beiguelman</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 19:21:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Hora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cobertura]]></category>
		<category><![CDATA[Participantes]]></category>
		<category><![CDATA[Programação]]></category>
		<category><![CDATA[arte digital]]></category>
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		<description><![CDATA[Está na rede a apresentação &#8220;Arte Digital &#8211; Condições de Existência&#8221;  da artista, professora da PUC-SP e diretora artística do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia, Giselle Beiguelman. Arte Digital &#8211; Condições de Existência View more presentations from giselle beiguelman.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Está na rede a apresentação &#8220;Arte Digital &#8211; Condições de Existência&#8221;  da artista, professora da PUC-SP e diretora artística do Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia, Giselle Beiguelman.</p>
<div style="width:425px;text-align:left" id="__ss_2547839"><a href="http://www.slideshare.net/gbeiguelman/arte-digital-condies-de-existncia" title="Arte Digital - Condições de Existência">Arte Digital &#8211; Condições de Existência</a>
<div style="font-size:11px;font-family:tahoma,arial;height:26px;padding-top:2px">View more <a href="http://www.slideshare.net/">presentations</a> from <a href="http://www.slideshare.net/gbeiguelman">giselle beiguelman</a>.</div>
</div>
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		<title>&#8220;Restringir o acesso à música é um erro estratégico&#8221;. Entrevista com Daniel Granados</title>
		<link>http://culturadigital.br/seminariointernacional/2009/11/16/restringir-o-acesso-a-musica-e-um-erro-estrategico-entrevista-com-daniel-granados/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 21:30:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Participantes]]></category>

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		<description><![CDATA[Integrante do primeira banda a fazer um disco exclusivamente para a web na Espanha, em 2006, Daniel Granados é fundador da Producciones Doradas, produtora sediada em Barcelona que procura experimentar e disseminar as relações entre música, arte e novas tecnologias. Inspirado no conceito de cultura livre, o músico acredita que estamos no momento certo para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1653" src="http://culturadigital.br/files/2009/11/dani22-293x300.jpg" alt="dani2" width="220" height="220" />Integrante do primeira banda a fazer um disco exclusivamente para a web na Espanha, em 2006, Daniel Granados é fundador da <a href="http://www.produccionesdoradas.com/">Producciones Doradas</a>, produtora sediada em Barcelona que procura experimentar e disseminar as relações entre música, arte e novas tecnologias. Inspirado no conceito de cultura livre, o músico acredita que estamos no momento certo para democratizar e pensar em formatos mais justos e racionais de distribuição e de produção cultural.</p>
<p>Granados vem pela primeira vez ao Brasil a convite do <a href="http://culturadigital.br/blog/2009/11/09/programacao-do-seminario-internacional-do-forum-da-cultura-digital/">Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital</a>, que acontece entre 18 e 21 de novembro, em São Paulo. No evento, ele debaterá a relação entre música e novas tecnologias na mesa de discussão sobre &#8220;economia da cultura digital&#8221;, às 14h do dia 20/11, e fará um show com sua banda <a href="http://www.myspace.com/tarantulismo">&#8220;Tarántula&#8221;</a>, na noite do mesmo dia. Pouco antes de embarcar, ele respondeu algumas perguntas por email contando um pouco do trabalho que vem desempenhando por lá.</p>
<p><strong>Producciones Doradas é uma produtora que trabalha com música pensando em novos formatos de distribuição. Como vocês têm feito esse trabalho?</strong></p>
<p><strong>Daniel:</strong>Producciones Doradas é uma plataforma de produção e difusão de música popular contemporânea que aposta no livre acesso a todos os conteúdos que produz. Além de edição de discos de música pop, a produtora faz trabalhos que buscam interações com outras esferas culturais e do pensamento crítico atual. Para isso, apostamos em plataformas digitais como espaço de ação e divulgação, tendo como base o novo contexto sócio-tecnológico e os novos usos da música.</p>
<p>No que diz respeito à edição de disco, um de nossos principais projetos é a <a href="http://www.doropaedia.net/">DOROPAEDIA</a> (“la enciclopedia dorada” ou a enciclopédia dourada), uma publicação quadrimestral de mini-CDs colecionáveis em formato &#8220;digipack&#8221; com canções, textos, conteúdo multimídia e de artes plásticas que coleta opiniões diversas opiniões em torno de um tema. Os participantes, que são convidados em função da relação estabelecida com o assunto da vez, são quem decidem os conteúdos de cada estojo.</p>
<p>Cada &#8220;Doropaedia&#8221; vem acompanhada de uma série de atividades: shows, conferências, debates sobre a temática proposta. Esses produtos culturais acabam por mostrar as múltiplas visões presentes no material.</p>
<p><strong>Quais são os princípios fundamentais da Producciones Douradas?</strong></p>
<p><strong>Daniel:</strong> A produtora parte da transformação do setor da música, resultante da evolução das novas tecnologias, assumindo o processo como uma oportunidade para democratizar e gerar novas dinâmicas de trabalho. O objetivo é aumentar os vínculos entre a produção musical e os diferentes contextos sociais e culturais. Entendemos a música como uma das principais esferas de criação cultural,  como um dos mais importantes direitos a cidadania. Por isso, apostamos em potencializar o acesso a seus conteúdos de forma livre com o apoio das ferramentas tecnológicas.</p>
<p><strong>Como a relação com a tecnologia, a internet, influencia a banda?<br />
Daniel:</strong> A internet e as novas tecnologias possibilitam uma relação entre músicos e público sem intermediários. Os canais de acesso à música na internet são derivados dos novos usos e mudaram o comportamento de algumas bandas, que estão se posicionando nesse novo contexto a favor do acesso livre a suas criações. Isso, acredito, é a mudança substancial mais importante.</p>
<p>Há também o processo de digitalização que possibilitou a democratização do setor em relação à capacidade de criar e registrar música, rompendo com algumas das funções tradicionais da produção musical.</p>
<p><strong>Sua banda, a Tarántula, lançou o primeiro álbum exclusivamente para a web da Espanha, em 2006. Como foi o processo?</strong></p>
<p><strong>Daniel:</strong> Producciones Doradas surge como um projeto de auto-edição do grupo Tarántula. Desde o começo do disco, queríamos provar que é possível trabalhar buscando novas vias de produção e distribuição de música fora dos padrões clássicos do mainstream e da indústria musical. Com o LP &#8220;Esperando Ramon&#8221; (Producciones Doradas, 2006) enfrentamos diretamente essa estrutura conservadora que sustenta a indústria musical hoje em dia, colocando o disco na internet para download livre e gratuito. Isso nos levou obrigatoriamente a romper com a SGAE (entidade de gestão dos direitos autorais, com função similar à da ECAD, no Brasil).</p>
<p>E graças a essa atitude e ao acesso livre ao disco a banda teve uma repercussão notável, o que permitiu a atuação em festivais importantes na Espanha como o &#8220;Festival del Primaver Sound&#8221; e o &#8220;Sonar&#8221;.</p>
<p><strong>Por que é tão importante hoje em dia valorizar a cultura livre e a distribuição de música pela rede?</strong></p>
<p><strong>Daniel: </strong>Por dois motivos: primeiro porque diante dos processos de transformação de uma área tão importante como o da música é preciso se posicionar politicamente e abarcar os novos potenciais criativos e sociais que essas mudanças possibilitam, entendendo a cultura como um setor que não deve estar sujeito às pautas e leis de mercado.</p>
<p>Além disso, consideramos um erro estratégico restringir o acesso à musica. Nós apostamos em reforçar os vínculos entre criadores e seu público de uma forma bastante racional, que também pode ser economicamente rentável, por meio das novas dinâmicas da indústria, em que o principal fonte de renda dos artistas são as atuações ao vivo e não a venda de discos.</p>
<p><strong>E já que a venda de CDs não é mais rentável. Como fica a relação dos produtores de música com o mercado?</strong></p>
<p><strong>Daniel: </strong>A indústria da música mudou radicalmente. Hoje em dia não podemos pensar na sua venda e no seu consumo como era há um ano. O músico deve adaptar-se a esse novo contexto apostando em shows como sua principal base econômica. Considero que é o artista quem sai fortalecido dessa mudança, não a indústria fonográfica tradicional, que está assistindo a fuga de uma das suas principais fontes de renda. Um fato muito interessante, pois estamos falando de um setor que abusou do seu poder tanto sobre os consumidores quanto sobre os artistas. E ambos hoje em dia se dão conta que podem estabelecer uma relação sem intermediários e ter, assim, uma comunicação mais justa e racional.<br />
<strong><br />
E como estão as expectativas em relação à vinda ao Brasil?<br />
</strong></p>
<p><strong>Daniel:</strong> Está é a primeira vez que vamos à América Latina e estamos muito empolgados. Ainda mais por ser no contexto do Fórum da Cultura Digital Brasileira, um marco no debate fora da Espanha, em que esperamos conhecer outras ideias e pessoas que, como nós, apostam nas novas formas de difusão do conteúdo cultural.</p>
<p><strong>Musicalmente, como você define a Tarántula? O que o público que comparecer ao show no Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital vai assistir?</strong></p>
<p><strong>Daniel:</strong> Tarántula é um grupo de música pop com bases eletrônicas mescladas a padrões clássicos, mais perto do rock&#8217;n'roll. Não consigo definí-la muito bem, é melhor ver para opinar&#8230;</p>
<p><strong>Veja também</strong></p>
<ul>
<li><strong><a href="http://www.myspace.com/tarantulismo">Visite a página da Tarántula no Myspace</a></strong></li>
<li><strong><a href="http://culturadigital.br/blog/2009/11/09/programacao-do-seminario-internacional-do-forum-da-cultura-digital/">Programação do Seminário Internacional do Fórum de Cultura Digital</a></strong></li>
<li> <strong><a title="Permanent Link to “A rede ainda não representa a população mundial.” Entrevista com David Sasaki" rel="bookmark" href="../seminariointernacional/2009/11/13/%e2%80%9ca-rede-ainda-nao-representa-a-populacao-mundial-%e2%80%9d-entrevista-com-david-sasaki/">“A rede ainda não representa a população mundial.” Entrevista com David Sasaki</a></strong></li>
<li><strong><a href="http://culturadigital.br/seminariointernacional/">Blog do Seminário Internacional</a><br />
</strong></li>
</ul>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Participantes do seminário</title>
		<link>http://culturadigital.br/seminariointernacional/2009/11/13/participantes-do-seminario/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 21:59:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Participantes]]></category>

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		<description><![CDATA[Entre os dias 18 e 21 de novembro, acontece na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, o Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital Brasileira. Participarão do evento os convidados internacionais: Jean Burgess, pesquisadora da Universidade de Queensland, na Austrália, e co-autora do livro “Youtube a Revolução Digital”, Daniel Granados, da Producciones Doradas, de Barcelona, Pau [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom: 0cm;font-weight: normal"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-68" src="http://culturadigital.br/seminariointernacional/files/2009/11/imagem-150x150.jpg" alt="imagem" width="150" height="150" />Entre os dias 18 e 21 de novembro, acontece na <a href="http://maps.google.com.br/maps?f=q&amp;hl=pt-BR&amp;q=Largo+Sen.+Raul+Cardoso,+207+-+Vila+Mariana,+S%C3%A3o+Paulo+-+SP,+04021-070,+Brasil&amp;sll=-14.179186,-50.449219&amp;sspn=60.337277,78.75&amp;ie=UTF8&amp;cd=1&amp;geocode=FUkDmP4dhzk4_Q&amp;hq=&amp;hnear=Largo+Sen.+Raul+Cardoso,+207+-+Vila+Mariana,+S%C3%A3o+Paulo+-+SP,+04021-070&amp;ll=-23.591736,-46.646909&amp;spn=0.005545,0.011362&amp;z=17">Cinemateca Brasileira</a>, em São Paulo, o Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital Brasileira. Participarão do evento os convidados internacionais: <a href="http://cci.edu.au/profile/jean-burgess">Jean Burgess</a>, pesquisadora da <a href="http://www.qut.edu.au/">Universidade de Queensland</a>, na Austrália, e co-autora do livro <a href="http://www.editoraaleph.com.br/site/autores/jean-burgess/youtube-e-a-revoluc-o-digital.html">“Youtube a Revolução Digital”</a>, Daniel Granados, da<a href="http://www.produccionesdoradas.com/"> Producciones Doradas</a>, de Barcelona, Pau Alsina, pesquisador de arte digital da<a href="http://www.uoc.edu/portal/catala/index5.html"> Universidade Aberta da Catalunha</a>, na Espanha, Jaime King, do <a href="http://www.stealthisfilm.com/Part2/support.php">“Steal This Film”</a>, <a href="http://el-oso.net/blog/about/">David Sasaki</a>, do <a href="http://rising.globalvoicesonline.org/">Rising Voices</a> e<a href="../../blog/2009/11/06/amelia-andersdotter-do-partido-pirata-sueco-vem-ao-brasil/"> Amélia Andersdotter</a>, do Partido Pirata Sueco. Dentre os palestrantes nacionais:  <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rgio_Amadeu_da_Silveira">Sérgio Amadeu</a>, professor da Faculdade Cásper Líbero, Franklin Coelho, da Universidade Federal Fluminense e do <a href="http://www.piraidigital.com.br/">Projeto Piraí Digital</a>, José Luiz Ribeiro, diretor da <a href="http://www.rnp.br/">RNP</a> e coordenador nacional do projeto <a href="http://www.redecomep.rnp.br/">Redecomep</a>, <a href="http://daltonmartins.blogspot.com/">Dalton Martins</a>, do Laboratório de Inclusão Digital e Educação Comunitária <a href="http://weblab.tk/">Weblab</a>, Ivo Corrêa, do Google, Laymert Garcia dos Santos, da Unicamp, Alfredo Manevy, do Ministério da Cultura, <a href="../../members/anapuakamuniz/">Anápuaká Muniz</a>, do <a href="http://www.webbrasilindigena.org/">Web Brasil Indígena</a>, entre outros.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;font-weight: normal">Além de debates em torno dos cinco <a href="../../o-forum/eixos/">eixos de discussão</a> do Fórum: memória, comunicação, arte, infraestrutura e economia, acontecerão intervenções artísticas, ações auto-gestionadas, shows, apresentações culturais e plenárias com o objetivo de deliberar propostas em cada eixo a serem entregues ao Ministro  da Cultura, Juca Ferreira, na cerimônia de encerramento. O Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital Brasileira é aberto e gratuito. Para participar dos seminários, é necessário fazer cadastramento na entrada da Cinemateca sujeito à lotação das salas. Os integrantes da rede culturadigital.br terão prioridade no acesso, por isso recomendamos o cadastramento prévio. Todas as palestras serão transmitidas ao vivo pela internet (no site do Fórum de Cultura Digital).</p>
<ul>
<li><a href="../../register"><strong>Faça aqui o seu cadastro</strong> <strong>na rede do Fórum da Cultura Digital Brasileira</strong></a></li>
<li><strong><a href="../../blog/2009/11/13/como-se-inscrever-no-seminario-internacional-do-forum-de-cultura-digital/">Tire suas dúvidas sobre a inscrição no seminário </a></strong></li>
</ul>
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		</item>
		<item>
		<title>“A rede ainda não representa a população mundial.” Entrevista com David Sasaki</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 20:58:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Participantes]]></category>

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		<description><![CDATA[Fundador e atual diretor do Rising Voices, braço da comunidade mundial Global Voices Online, David &#8220;Oso&#8221; Sasaki é blogueiro desde 2003. Nascido em Seattle, nos EUA, ele cresceu no sul da Califórnia e atualmente se define como um &#8220;nômade digital&#8221;. &#8220;Nos últimos oito anos, passei mais tempo fora do que nos EUA. Nas três semanas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://culturadigital.br/seminariointernacional/files/2009/11/thumb-oso11-150x150.jpg" alt="thumb-oso1" width="150" height="150" class="alignleft size-thumbnail wp-image-77" />Fundador e atual diretor do <a href="http://rising.globalvoicesonline.org/">Rising Voices</a>, braço da comunidade mundial <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>, David &#8220;Oso&#8221; Sasaki é blogueiro desde 2003. Nascido em Seattle, nos EUA, ele cresceu no sul da Califórnia e atualmente se define como um &#8220;nômade digital&#8221;. &#8220;Nos últimos oito anos, passei mais tempo fora do que nos EUA. Nas três semanas passadas fiquei na Ucrânia, agora estou na Romênia, semana que vem vou para Macedônia e, na sequência, para o Brasil&#8221;, disse.</p>
<p>Sasaki é um dos convidados do <a href="http://culturadigital.br/blog/2009/11/09/programacao-do-seminario-internacional-do-forum-da-cultura-digital/">Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital Brasileira</a>, que acontece entre 18 e 21 de novembro, na Cinemateca, em São Paulo. Por email, ele falou um pouco sobre seu trabalho e a importância de dar voz às &#8220;comunidades esquecidas&#8221;.</p>
<p><strong>No que você está trabalhando no momento pelo Rising Voices?</strong></p>
<p><strong>Sasaki: </strong>Estamos encerrando um <a href="//rising.globalvoicesonline.org/blog/2008/06/28/public-health-projects-to-use-citizen-media-to-empower-community-voices">projeto com ONGs ligadas à saúde na Europa Oriental e na África Subsariana</a> que tem por objetivo ajudá-las a utilizar novas ferramentas de mídia para permitir uma comunicação mais eficiente entre seus participantes e criar redes relacionadas às suas missões. Na Ucrânia, eu trabalhei com o <a href="http://rising.globalvoicesonline.org/blog/category/projects/drop-in-center/">Drop-In Center</a>, uma ONG que promove a redução de danos como estratégia para diminuir a propagação do HIV/AIDS. Além disso, continuamos a promover os trabalhos dos <a href="http://rising.globalvoicesonline.org/projects/">16 projetos ativos do Rising Voices.</a></p>
<p><strong>E qual o maior desafio desse tipo de trabalho?</strong></p>
<p><strong>Sasaki: </strong>Para mim, muito mais difícil do que ensinar qualquer um a blogar é ensinar as outras pessoas do mundo a prestar atenção nas comunidades que historicamente são ignoradas e marginalizadas.</p>
<p><strong>E como isso pode ser feito?</strong></p>
<p><strong>Sasaki: </strong>Divulgando cada vez mais. Uma forma de fazer isso é por meio cursos de alfabetização de mídia nas escolas. Ficamos muito felizes quando professores integram o nosso conteúdo em seus currículos. [A metodologia está estruturada e disponível em inglês: <a href="http://wiki.globalvoicesonline.org/article/Using_GV_as_an_educational_resource">http://wiki.globalvoicesonline.org/article/Using_GV_as_an_educational_resource</a>]<strong> </strong></p>
<p><strong>Até que ponto a internet democratiza o acesso à comunicação?</strong></p>
<p><strong>Sasaki: </strong>Em qualquer tipo de comunicação há emissor e receptor, publicação e consumo, fornecimento e demanda. Eu acho que a arquitetura da internet ajudou a democratizar a comunicação para quem tem acesso à publicação. No entanto, quando se trata de escutar, acho que ainda estamos muito presos no modelo tradicional de só prestar atenção a algumas personalidades e acontecimentos importante<strong>s.</strong></p>
<p><strong>É essa a base da criação do Rising Voices? Aliás, qual a diferença entre ele e o Global Voices?</strong></p>
<p><strong>Sasaki: </strong>O próximo mês de dezembro marca o 5 º aniversário da Global Voices. O projeto começou em uma pequena conferência de blogueiros de todo o mundo organizado por Rebecca MacKinnon e Ethan Zuckerman e seis meses depois criamos um site para agregar, hierarquizar e amplificar essa conversação global online. Durante os primeiros anos do projeto nos deparamos com <a href="http://www.pbs.org/idealab/2008/07/three-obstacles-to-a-truly-global-conversation005.html">três grandes obstáculos para uma conversa aberta e equitativa</a>. Em primeiro lugar, a censura aplicada em alguns países estava impedindo blogueiros de expressar-se livremente, então desenvolvemos <a href="http://advocacy.globalvoicesonline.org/">Global Voices Advocacy</a>, para espalhar a consciência sobre a censura e os seus efeitos em todo o mundo. Em segundo lugar, percebemos que seria necessário publicar o conteúdo em outras línguas, além do inglês, se quiséssemos ser uma comunidade verdadeiramente global. Assim montamos o <a href="http://globalvoicesonline.org/lingua/">Lingua Project</a> e hoje temos o conteúdo do Global Voices traduzido em mais de 15 línguas diferentes.</p>
<p>Finalmente, constatamos que a grande maioria dos blogueiros, video blogueiros e podcasters viviam em bairros de classe superior nas grandes metrópoles do mundo. Em outras palavras, a conversação global não era &#8211; e não é &#8211; representativa da população do mundo. E, por isso, lançamos Rising Voices, para prestar apoio aos ativistas  que possuam oficinas de formação de mídia cidadã  em comunidades que não estão bem representadas na rede. Já apoiamos até agora  22 projetos em mais de 20 países diferentes. Você pode acompanhar as atualizações sobre os projetos no <a href="http://rising.globalvoicesonline.org/">site do Rising Voices.</a></p>
<p><strong>Em um post no seu blog, chamado <a href="http://el-oso.net/blog/archives/2009/10/15/the-artisan-internet-and-digital-craftsmanship/">The Artisan Internet and Digital Craftsmanshi</a>, você fala sobre o &#8220;artesanato digital&#8221;. A produção de trabalhos mais bem acabados é tendência na web?</strong></p>
<p><strong>Sasaki: </strong>Eu não tenho certeza. Aquilo foi fruto mais de esperança do que observação. Eu acho que há uma consciência crescente de que o ritmo em que os artistas digitais são &#8220;obrigados&#8221; a criar nos dias de hoje não é sustentável. Quer seja em fotografia digital, webdesign, programação ou na produção de vídeo, a maioria desses trabalhadores criativos querem diminuir o ritmo de produção e retornar  a um sentimento de artesanato, em que se criam bens culturais dos quais nos orgulhamos- e que vamos continuar a se orgulhar décadas depois. Acho que estamos testemunhando também um desejo de retornar à configuração social das antigas oficinas, em que artesãos trabalhavam em espaços compartilhados fisicamente.</p>
<p><strong>E como está a expectativa em relação a sua vinda ao Brasil</strong>?</p>
<p><strong>Sasaki: </strong>É a terceira vez que vou ao Brasil, mas a primeira fora do Rio de Janeiro (com exceção a uma noite dormida em São Paulo). Já acompanho o culturadigital.br por RSS, graças aos tradutor do Google. Em muitas partes do mundo, o Brasil é citado como um líder na cultura digital e, por isso, estou ansioso para encontrar as pessoas que articulam o movimento por aí.</p>
<p><strong>Algum outro ponto que você gostaria de abordar ou alguma coisa que quer dizer às pessoas que estão planejando ir ao seminário do Fórum?</strong></p>
<p><strong>Sasaki: </strong>Diga a elas para, por favor, me procurarem ao menos para dizer um &#8220;oi&#8221;, mesmo que não falem inglês. Graças ao fenômeno do portunhol, consigo me comunicar com brasileiros.  <img src='http://culturadigital.br/seminariointernacional/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<ul>
<li><a href="http://culturadigital.br/blog/2009/11/09/programacao-do-seminario-internacional-do-forum-da-cultura-digital/">Veja a programação do Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital Brasileira</a></li>
<li><a href="http://el-oso.net/">Navegue pelo El-Oso, o blog de David Sasaki</a></li>
<li><a href="//d.yimg.com/static.video.yahoo.com/yep/YV_YEP.swf?ver=2.2.7.1”&quot; type=“application/x-shockwave-flash” width=“500” height=“313” allowfullscreen=“true” bgcolor=“#000000” flashvars=“id=12621029&amp;vid=12621029&amp;autoPlay=0&amp;lang=en-us&amp;intl=us&amp;thumbUrl=&amp;embed=1”&gt;&lt;/span&gt;">Vídeo: David Sasaki no PopTech</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Amelia Andersdotter, do Partido Pirata sueco, vem ao seminário</title>
		<link>http://culturadigital.br/seminariointernacional/2009/11/12/amelia-andersdotter-do-partido-pirata-sueco-vem-ao-seminario/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 23:01:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Participantes]]></category>

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		<description><![CDATA[Defensora do download livre, da liberdade de acesso aos conteúdos na internet, da cultura livre, Amélia, de 21 anos, foi eleita no meio deste ano e deve se tornar a representante mais nova na Assembleia Europeia. Em seu site, ela diz: “Minhas ambições políticas incluem uma profunda revisão e alteração da legislação de direitos autorais, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-80" src="http://culturadigital.br/seminariointernacional/files/2009/11/amelia-150x150.jpg" alt="amelia" width="150" height="150" />Defensora do download livre, da liberdade de acesso aos conteúdos na internet, da cultura livre, Amélia, de 21 anos, foi eleita no meio deste ano e deve se tornar a representante mais nova na Assembleia Europeia. Em seu <a href="http://www.ameliatillbryssel.se/english">site</a>, ela diz: “Minhas ambições políticas incluem uma profunda revisão e alteração da legislação de direitos autorais, a remoção completa do sistema de patentes [...]. Eu acredito em forte direitos civis, mesmo em um ambiente digital”.</p>
<p>No Brasil, ela participará do Seminário do Fórum da Cultura Digital Brasileira, que acontece entre 18 e 21 de novembro, na Cinemateca Brasileira. A programação completa e o formulário de inscrição para participar da mesa de Amélia e das demais atividades propostas no evento serão em breve divulgadas por aqui. Enquanto isso, vale dar uma olhada no vídeo com uma entrevista dada por Amélia (em inglês):</p>
<p><strong>Vídeo: </strong><a href="http://vimeo.com/6647132">Amelia Andersdotter of Sweden’s Pirate Party from andrewkeen on Vimeo.</a></p>
<p><strong>Veja também:</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/tecnologia+link,uma-pirata-de-21-anos-rumo-ao-parlamento,2812,0.shtm"> Uma pirada de 21 anos rumo ao Parlamento</a></li>
<li><a href="http://www.brasilautogestionario.org/2009/07/28/entrevista-com-amelia-andersdotter-euro-deputada-do-partido-pirata-da-suecia/">Entrevista para o Brasil Autogestionário</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
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	</channel>
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