No dia 14 de maio, a caravana Semussum irá aportar com todo o respeito  aos mestres da cultura afro-brasileira e amerindia, no município de Valença – R J. Na bagagem, além dos equipamentos de gravação de audio e vídeo, muito asé e alegria. No dia 15 de maio a comunidade do Quilombo São José da Serra faz uma homenagem  aos pretos velhos. Em busca do direito de ser dono das terras que cultivam a mais de 100 anos, quase 200 quilombolas praticamente da mesma família, lutam pela sua permanencia de suas famílas em terras por eles produtivas e pela  manutenção de suas origens e sua cultura ancestral tambem cultivada com afinco.

O jongo do quilombo São josé é muito conhecido pelo Brasil afora, mas seus praticantes não querem ser conhecidos como artistas, mas como guerreiros da auto-estima e da luta pelos seus direitos.

Segundo o livro Jongos do Brasil, o jongo foi trazido da região africana Congo-Angola para o Brasil Colônia. Os negros escravos podiam dançar o jongo nos dias dos santos católicos – era o único momento permitido para a confraternização. É uma dança dos ancestrais, dos preto-velhos escravos, do cativeiro. A dança é profana, para divertimento, mas guarda uma atitude religiosa e misteriosa. Os antigos eram muito rígidos e exigiam respeito para ensinar os segredos do jongos e os fundamentos dos seus pontos. Por isso, no início, só os mais velhos entravam na roda de jongo, os jovens ficavam apenas observando. Dança-se na maioria das vezes descalço, com roupas do dia-a-dia. O jongo é acompanhado por dois tambores (grave e agudo). A dança do jongo acontece ao ar livre. Os negros montam uma fogueira e iluminam o terreiro com tochas. Armam uma barraca de bambu, onde os casais dançam ao ritmo do calango. À meia-noite, a negra mais idosa interrompe o baile caminha para o terreiro de terra batida, se benze nos tambores sagrados, pede licença aos preto-velhos (antigos jongueiros que já morreram). O primeiro casal entra na roda e começa a dança. Dança-se o jongo no dia 13 de maio, consagrado aos preto-velhos, nos dias santos católicos de devoção da comunidade, nas festas juninas, nos casamentos e recentemente em apresentações públicas. ( extraído da revista Raça http://racabrasil.uol.com.br/cultura-gente/106/artigo38877-1.asp no dia 02 de maio de 2010 ).

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