Ficamos devendo uma postagem sobre a sessão de Olinda, a última da série de atividades de gravação de músicas da matriz afroindígena brasileira. a sessão já prometia ser especial, e por várias razões. Além de ser o ponto de cultura que sedia a residência porposta pelo projeto, a ação Semussum, do Coletivo Nordeste Livre, já tinha sido realizada na comunidade anteriormente, quando a qualidade de equipamentos e os conhecimentos sobre gravação eram bem diferentes, mas a vontade de registrar e produzir cultura popular já era bem forte.

A primeira atividade da sessão em Olinda foi auxiliar a produção da Sambada de Coco do Guadalupe, que naquele mês homenageou a Semussum. A equipe do projeto atuou na montagem do som e do set de gravação para captar todos os momentos do evento, em vídeo e áudio de qualidade. A festa foi bela como sempre, carregada da energia do mês de junho, que é repleto de festas no Nordeste, animadas por ritmos entre os quais o coco se insere com destaque.

Como de costume, a Sambada contou com a presença de músicos e mestres do coco de todas as bandas de Olinda. No Beco da Macaíba, em frente ao Terreiro da Umbigada, a festa se espalhou em música e dança, rendendo peças de áudio e vídeo, alegria e imagens da alegria da cultura popular, com muita consciência e identidade!

Para ver o álbum de fotos da Sambada, clique aqui.

Nos dias que se seguiram à Sambada de Coco, as sessões de gravação foram realizadas no estúdio montado dentro do Terreiro da Umbigada, aproveitando a energia dos orixás que protegem e dinamizam aquela casa. Mestres como Beth de Oxum, Quinho Caetés, Pombo Roxo, Aurinha do Coco, Zeca do Rolete, e músicos e bandas como Guga, banda Capim Santo e  Robinho foram recebidas pela equipe em um set completo. E a criatividade correu solta.

A equipe de vídeo também atuou registrando momentos e depoimentos no local das gravações e em outros locais importantes, pela relevância que tem para a cultura popular em Olinda. O vídeo, além de registrar o processo da Semussum pelo Brasil, também trará depoimentos e entrevistas que compõem a pesquisa proposta com o projeto.

Fotos das sessões de gravação podem ser vistas aqui.

Ficam as saudades de toda a família da Umbigada. E viva a Sambada de Coco!