O Ponto de Cultura Odomodê/Afrosul de Porto Alegre se caracteriza por uma intensa atividade de grupos musicais que vão desde atividades de musicalização infantis até organização do grupo de percussão “Odomodê Tambor”, composto por adolescentes da comunidade:

Odomode tambor by amnesiadiscos

odomode tambor

Uma das personalidades musicais mais marcantes do Odomodê é o mestre Griô Paraquedas, sambista de primeira e compositor inspirado além de possuir um estilo de cantar com um senso melódico peculiar e muito afinado. Com uma carreira imensa, incluindo premiações como compositor nos carnavais de Porto Alegre, nos mostrou o samba “Quando meu avô dizia” que tem uma harmonia tradicional, mas o destaque vem pelo equilíbrio da letra com a condução melódica. Essa gravação é de “uma única tomada” sem passagem e sem ensaio, um encontro musical genuíno.

O samba “Pétalas de rosa” me lembra o estilo de Cartola, ao prolongar as frases melódicas, criando uma expectativa no ouvinte.

Petalas by amnesiadiscos

Paraqueda (foto por Rodrigo Prates)

Um dos mentores e principal organizador do Odomodê é o compositor, cantor e multi-instrumentista Paulo Romeu. Com uma trajetória que passa pelo grupo Afrosul até a criação do Ponto de Cultura Odomodê. A música “Nação Mandinga” foi gravada com a dificuldade de termos que driblar o ruído causado pela rede elétrica. Essa mixagem é um experimento com delays e reverbs nas faixas.

Nação Mandinga by amnesiadiscos

Po último Paulinho nos presenteou com a gravação da música “África no fundo do quintal” parceria sua com Bedeu e Wilsinho Telles, lançada no disco de estréia homônimo de Bedeu pela Copacabana em 1983.

Africanofundodoquintal by amnesiadiscos

Pra conhecer mais um pouco do trabalho do (falecido) Bedeu, encontrei um post interessante sobre sua trajetória:

Nego Bedeu é a África no fundo do quintal

Paulinho, PC e Jackson

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