A Internet das Coisas (IoT) cria, a todo momento, novos valores e novas oportunidades de negócios. E, à medida que mais sistemas da IoT saem do papel para a fase de produção, é mais importante do que nunca manter a segurança como prioridade.

Confira o bate-papo que tivemos com Lancen LaChance, Vice Presidente de Gestão de Produto da GlobalSign, sobre os desafios e as oportunidades que cercam a segurança da IoT.

O que significa o termo “Internet das Coisas” para você?

A Internet das Coisas é uma extensão de conectividade para uma gama muito mais ampla do nosso ambiente, permitindo uma percepção mais profunda de dados, análises e capacidades de controle.

Sob o nosso ponto de vista, preferimos pensar na Internet de Todas as Coisas (IoE), pois enquanto as “coisas”, numa equação, são os fatores-chave em alguns componentes dessa evolução da Internet, existem outros componentes críticos da Internet (servidores, aplicações, usuários, organizações, etc), com os quais todas essas “coisas” precisam interagir.

Quais são algumas das reais aplicações da tecnologia da IoT e onde você acredita que elas adicionem maior valor?

Diversas indústrias, incluindo energia, automotiva, saúde, dentre outras, têm buscado por dispositivos conectados.

Olhando para os próximos 3 ou 5 anos, eu vejo duas áreas-chave em que uma solução de IoT poderá impactar significativamente os resultados de muitas indústrias: otimização e recursos avançados. A primeira área representa a capacidade de gerar maior eficiência, na busca de uma redução inteligente de custos para os negócios. A segunda se refere à habilidade de adicionar novos recursos a um produto ou serviço, não apenas diferenciando-os da concorrência, mas agregando uma vantagem competitiva capaz de aumentar a receita.

Por esse motivo, vemos grande valor e interesse em aplicar essas tecnologias para melhorar a eficiência em setores industriais e de manufatura, nos quais a otimização, seja de poucos pontos percentuais, traz impactos significativos para o negócio. A conectividade no setor médico, por exemplo, mais do que aumentar a eficiência das operações, possibilita a integração das informações entre máquinas e aplicações usadas para estudos, análises e atendimento remotos, contribuindo para melhorar o atendimento e tratamento aos pacientes.