A mesa que deu início aos trabalhos da Pré-Conferência Setorial de Arquivo, que segue até o dia 26 de fevereiro no Rio de Janeiro, destacou a importância de a sociedade ter acesso aos registros históricos do país, entre eles os que dizem respeito ao período da ditadura militar (1964-1984). Representante do Conselho Nacional de Cultura, Alfredo Tolmasquim defendeu que não seria necessário sequer a instalação de um grupo como o que vem sendo chamado de “comissão da verdade”. Para ele, basta abrir os arquivos para a sociedade.

Também presente ao encontro, a diretora-feral substituta do Arquivo Nacional, Maria Isabel de Oliveira, mencionou que a diversidade das manifestações culturais do país — expressas nos arquivos do país — precisam ser tratadas e disponibilizadas para todos os cidadãos.

Até a próxima sexta-feira, dia 26, cerca de 50 representantes do setor estarão reunidos no evento. São duas suas principais pautas: uma de formulação e outra eleitoral. Para cumprir a primeira, o grupo deve definir uma estratégia para cada um dos cinco eixos da II Conferência Nacional de Cultura, além de estabelecer as diretrizes para os planos setoriais que integram o Plano Nacional de Cultura, em tramitação na Câmara dos Deputados. Na pauta eleitoral, está a escolha de até dez representantes para atuarem como delegados na Conferência Nacional e a de uma lista tríplice para que o ministro da Cultura, Juca Ferreira, decida por um nome para ter assento no Conselho Nacional de Cultura.

(Ismália Afonso)

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