O grupo que se reúne para discutir o eixo gestão e institucionalidade da cultura terá como foco o fortalecimento da ação do Estado e da participação social do campo da cultura. Dezesseis representantes das diversas regiões do país farão, ao longo desta quinta-feira (24 de fevereiro), propostas com o objetivo de incluir a temática dos arquivos nos sistemas e planos de cultura.

O início dos debates foi marcado por questões como as responsabilidades que os arquivos públicos historicamente tiveram. De acordo com a delegada do estado do Piauí, Terezinha Mary Cortez de Sousa, desde a década de 1980, houve um esforço dos profissionais do setor para que os arquivos deixassem de ser encarados como um tratador do patrimônio histórico. Passar a serem vistos como os responsáveis pelo gerenciamento de informações dos governos foi, segundo ela, um grande avanço.

O moderador do grupo, José Maria Jardim, acredita que a reaproximação com o campo da cultura não deve, necessariamente, representar um retorno ao patamar anterior. “Os arquivos são estruturas de direito à memória e à cultura, mas não estamos falando necessariamente na vinculação desses órgãos às secretarias de cultura”, destacou. Segundo ele, o que está em jogo é o fato de que as políticas culturais tenham algo a contemplar para os arquivos.

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