A institucionalização de políticas foi a tônica da abertura da Pré-Conferência Setorial do Livro, Leitura e Literatura hoje (8) de manhã, na Esplanada dos Ministérios. Os dirigentes participantes da mesa de abertura ressaltaram a importância de projetos de lei que institucionalizem políticas como os do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), do Fundo Pró-Leitura e do Instituto Nacional do Livro e Leitura (INLL). Hoje à tarde, os delegados presentes ao encontro irão avaliar o PNLL e debater propostas a serem levadas para a II Conferência Nacional da Cultura, que se realiza a partir de quinta-feira (11), também em Brasília.
O diretor de Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos Piuba, destacou que na I Conferência Nacional de Cultura não havia “uma linha dedicada” ao setor e que o governo hoje está resgatando uma “dívida social secular com a leitura”.
“Temos agora o desafio de transformar este plano em projeto de lei, de instituir o Fundo Pró–Leitura e de criar o Instituto Nacional do Livro e Leitura (INLL)”, disse a secretária de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, Silvana Lumachi Meireles. Ela destacou o aumento dos recursos destinados ao setor: eram R$ 6,1 milhões em 2003 e em 2010 estão previstos R$ 150 milhões.
Carlos Alberto Xavier, do Ministério da Educação, lembrou que o PNLL não é apenas do Governo Federal, envolvendo os ministérios da Educação e da Cultura, mas também do setor privado. Na mesma linha de institucionalização, Rosely Boschini, integrante do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), disse que o “INLL não pode passar 2010 sem que volte à existência”.
Por sua vez, o secretário-executivo do PNLL, José Castilho Neto, ressaltou a importância de o governo avançar na questão da mediação. “Não adianta um edifício público com livros sem os recursos humanos que fazem a mediação”, disse. Ele lembrou que o governo tem um programa de formação de mediadores.
Também presente ao encontro, Tadeu di Pietro, diretor de Programas Integrados da Funarte, destacou ações destinadas ao setor, por meio de prêmios como os de Criação Literária e de Circulação Literária.
Convidado especial para o evento, o escritor Afonso Romano de Sant’Anna, disse que a questão da leitura não é do Ministério da Cultura, mas de segurança nacional. “Todos os ministérios têm de ter programas de leitura”, afirmou.
Durante o encontro, Piuba lembrou também a meta do governo de zerar o número de municípios sem bibliotecas públicas – que deve ser alcançada no meio do ano. Anunciou ainda que nos próximos dias será divulgado o resultado do censo de bibliotecas realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) que vai permitir ao Ministério qualificar sua política para o setor.
A Pré-Conferência Setorial do Livro, Leitura e Literatura continua agora à tarde, com a avaliação do PNLL e o debate sobre as estratégias a serem levadas à II CNC. O encontro termina amanhã.

João Carlos fernandes alves 9 de março
de suma importância esse debate e muio feliz o comentário sobre a responsabiliade de leitura não ser apenas da Cultura mas de todos os organismos públicos e privados, e não basta criar bibliotecas é preciso mantê-las funcionando.
porto velho- rondônia
Bene Martins 13 de março
Concordo plenamente com Afonso Romano de Sant’Anna, não se concebe que, em pleno século XXI existam tantas pessoas sem acesso ou sensibilidade para a leitura. Ler de forma atenta, crítica, bem articulada é um dos compenentes da construção de cidadania. Coordeno um projeto de Extensão: Leituras Dramatizadas: o Livro em cena, e posso assegurar que trabalhos dessa natureza têm de ser espalhados para todos os cantos do Brasil. A metodologia adotada tem formado multiplicados de formação de novos leitores, esse é um dos principais objetivos do projeto.
Vida longa às conferências e à implantação de iniciativas efetivas para o despertat do prazer e necessidade de leitura.
Profa Dra Bene Martins – Escola de Teatro e Dança da Unviersidade Federal do Pará.