Outra importante colaboração dos delegados setoriais da Moda na II CNC foi a elaboração e redação do manifesto “A Cultura está na Moda”. Confira o texto abaixo:
“Isto da gente ser exatamente o que a gente é ainda vai nos levar além”
P. Leminski
Nunca antes na história deste país tivemos a oportunidade de fazer arte sentindo o gosto de fazer parte. Uma Conferência Nacional de Cultura como esta, mesmo com as imperfeições em seu processo, é uma enorme vitória do povo brasileiro.
Neste momento de inserção do debate e da ampliação da consciência cultural e política no Brasil, chamamos aqui sua atenção para importantes propostas de políticas culturais que, por agregarem também características específicas, necessitarão de sua maior atenção e apoio nas votações.
Assim como a cultura está na moda, chegou a hora da moda ser entendida como arte e cultura. O setor da moda representa o quarto maior PIB do país. Neste sentido, queremos ampliar a compreensão geral de que a moda, envolvendo o setor têxtil, pequenas e grandes confecções, indústrias, estilistas, costureiras, bordadeiras e muitos outros trabalhadores, está ligada e presente em todos os outros setores culturais através das interações de seus criadores com a cultura popular, a música, a arte visual e digital, a arquitetura, etc . E, por isso mesmo, é atualmente líder em geração de empregos.
É fundamental para impulsionar ainda mais este setor e gerar ainda mais oportunidades à população, a implementação de programas legitimamente culturais, que promovam sua aproximação das capacitações, profissionalizações e fomentos ao know how acumulado por estilistas e designers. Isto possibilitaria uma produção de mais e mais qualidade, solidificando assim, as iniciativas de inserção desta produção, absolutamente cultural e social, aos mercados nacionais e internacionais.
Diante disso, propomos à CNC 2010:Financiar projetos de geração de emprego e renda, promover estudos de mapeamento e fomento de processos sustentáveis na moda com reafirmação cultural em grupos/ comunidades por meio de políticas de capacitação, profissionalização e estímulo à produção e à circulação.
Promover a institucionalização da moda no Ministério da Cultura por meio da criação: do Fundo Nacional da Moda; do Comitê da Moda; e da Agenda Propositiva de Trabalho com o MinC. (Propostas defendidas no Eixo III – Cultura e Desenvolvimento Sustentável).Assinam: Luciano Cenci (Moda-BA); Luciana Galeão (Moda -BA); Júnia Martins (Comunicação-BA); Francisco Weyl (Audiovisual-PA); Viviane Martins (Moda-RJ); Tereza Accioly (Música-PE); Valber Almeida (Cultura Popular Tradicional-PB); Cassiane Dantas (Moda-PA).”
Ro Figueiredo 14 de abril
Foi uma grata surpresa em meio a pesquisas na rede, descobrir enfim um pensamento sólido a respeito do tema. Já se faz urgente a necessidade de uma compreensão mais abrangente sobre moda, até mesmo enquanto ciência aplicada.
Christiano Bomfim 9 de agosto
Prezados,
Gostaria de saber como se dá o princípio da legalidade dessa máxima, que muito tem que ser discutida. Essa premissa não foi compactuada com a maioria das classes artisticas e de moda do estado da Bahia, uma vez que a vídeo conferência não teve quorum suficiente e nem cndidatos para uma representação. Saliento que já existe uma enorme dificuldade de orçamento para a cultura no país e em especial para a região nordeste e os mecanismos de incentivo fiscais deixa muito a desejar. É importante deixar bem claro de onde sairá a dotação orçamantária no helario e quais os os seus aspectos jurídicos para que a classe não perca tempo nem investimento pensando e elaborando propostas e projetos para serem barrados nas muitas produradorias e departamentos jurídicos do governo e das maiorias das estatais que apoiam o Ministério. Não vi nem ouvi falar no Ministério e Secretaria da Industria e Comécio que muito tem haver com o tema. Como profissional que trabalha nesse dois segmentos vejo um grande desafio, porém positivo se tudo for feito como manda os príncipios que rege o uso dos resursos publicos no nosso país. também vejo que a discussão tem que ir mais além como os altos impostos que o segmento (moda) paga e a falta de infra-estrutra como por exemplo as péssimas condições das estradas utilizadas pelos representantes que viajam alimentando os 421 municípios ( ou 21 Terrítórios de Identidade) da Bahia.
Já como contribuinte e observador fica uma grande pergunta: Como equacionar a dicotomia dessa proposta? De uma lado os esforços desse Ministério em democratizar a cultura e a preservação e memória de seus cervos, expressões e produtos culturais. Do outro lado tem a moda com sua ditadura que na sua maioria é imposta por tendências de outros países ( as fashions weeks), além da sua pueril duração resumida em quatro estações levando a pericidade de seus produtos. E o acesso a ela? será que também teremos o vale moda??
Estou achando toda essa movinetação muito apressada, porém esse assunto tem diversas variáveis que precisam ser discutidas como por exemplo a verdadeira Identidade da nossa moda brasileira para o mercado interno.
Aguardo um feedback dessa investigação que acho necessária para os futuros debates dessa proposta.
Sds,
Christiano Bomfim.
leticia 16 de março
parabens! super legal