SNPC

I FÓRUM NACIONAL DO PATRIMÔNIO CULTURAL

SISTEMA NACIONAL DO PATRIMÔNIO CULTURAL

DESAFIOS, ESTRATÉGIAS E EXPERIÊNCIAS PARA UMA NOVA GESTÃO

 RELATÓRIO SÍNTESE

 MESAS REDONDAS 08 e 18

Capacitação e Gestão

 SUBTEMA:

Mesas 8 e 18: Formação Profissional em Patrimônio

DATA: 14 e 15/12/2009

COORDENADORES:

Mesa 8: Juliana Ferreira Sorgine (Copedoc DAF/Iphan)

Mesa 18: Marcelo Brito (Assessor de Relações Internacionais – Iphan)

RELATORA: Adriana Sanajotti Nakamuta (Fundação Darcy Ribeiro)

COMUNICAÇÕES

Mesa 08 (14/12/2009)

Felipe Peres Calheiro (Cineasta) e Giorge Bessoni Silva (Iphan-PE) – Formação de quilombolas em processos de auto-registro áudio-visual

Maria Regina Emery Quites (CECOR EBA/UFMG) – Restauro de Bens Culturais Móveis

Eloísa Petti Pinheiro (Coordenadora – CECRE/UFBA) – Preservação de Bens Culturais

Kátia Bogéa (Iphan-MA) – Oficina Escola de São Luís

Mesa 18 (15/12/2009)

Jurema Machado (Coordenadora de Cultura – UNESCO Brasil) – Formação e Desafios da Gestão

Cyro Corrêa (Assessor da Presidência do Iphan) – Centro Regional de Formação para a Gestão do Patrimônio

Lia Motta (Copedoc DAF/Iphan) – Avaliação do Programa de Especialização em Patrimônio Cultural do Iphan – PEP

Terezinha Silva (Fundarpe) – O Programa de Especialização em Patrimônio da FUNDARPE

NÚMERO DE PARTICIPANTES

25 participantes (14/12)

51 participantes (15/12)

RELATO

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Com vistas a introduzir o relato das exposições e discussões acerca do tema Capacitação e Gestão: Formação Profissional em Patrimônio empreendidas no âmbito do I Fórum Nacional do Patrimônio Nacional, considerou-se relevante destacar os seguintes pontos:

  1. Foi unanimemente reforçada pelo público presente a necessidade da participação multidisciplinar nos programas de formação em patrimônio, assim como na preservação do patrimônio cultural;
  2. Todos os programas de formação em nível superior devem considerar e admitir as diversas áreas de formação (interessadas e necessárias) para a preservação do patrimônio cultural. Para tanto, as equipes responsáveis por esses programas também devem ser multidisciplinares;
  3. As políticas de Formação Profissional em Patrimônio devem contemplar comunidades com realidades e questões específicas, abrangendo os diversos grupos formadores da sociedade brasileira e possibilitando aos mesmos a gestão dos programas e projetos de formação;
  4. Há que se considerar as potencialidades das relações interministeriais para uma Política Nacional de Formação e Educação Permanente em Patrimônio, contemplando os diferentes grupos e realidades do país;
  5. Cultura e Educação devem ser articuladas estrategicamente para uma política sistêmica de formação profissional em patrimônio;
  6. Sobre as Oficinas Escolas, devem ser estabelecidas avaliações e projetos para a sua continuidade, assim como deve considerar pertinente o aproveitamento dos quadros técnicos especializados dos órgãos de patrimônio nas esferas municipal, estadual e federal na formação muldisciplinar dos alunos;
  7. Deve ser considerada a inclusão da temática dos bens móveis e integrados na formação dos gestores a serem formados pelo Centro Regional de Formação para a Gestão do Patrimônio;
  8. Por fim, todas as iniciativas apresentadas podem ser consideradas ações estratégicas, passando por momentos decisivos de definição e redefinição de papéis. Deve-se a esses casos apresentados durante o Fórum e aos debates gerados pelos mesmos, a elaboração deste documento que busca identificar e problematizar os desafios, verificar as potencialidades e, propor ações estratégicas interligadas em termos regionais, estaduais e federais.

 DESAFIOS PARA A FORMULAÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL

  • Avaliação dos Programas de Capacitação, Gestão e Formação em Patrimônio existentes no Brasil;
  • Articulação entre os projetos existentes nas Universidades, ONGs, Fundações, Escolas Técnicas, Secretarias de Cultura, Instituições de Patrimônio – Municipal, Estadual e Nacional;
  • Oferta de Programas de Capacitação, Formação e Gestão para as comunidades tradicionais e diversos grupos formadores da sociedade brasileira;
  • Necessidade de uma articulação interministerial para a formulação de uma Política Nacional de Formação e Fomento;
  • Articulação entre Cultura, Educação e Patrimônio – campos específicos, porém de articulação fundamental para uma Política Nacional de Formação e Educação Permanente;
  • Estabelecimento de uma Comissão Multidisciplinar para as avaliações, o estabelecimentos de metas e ações estratégicas e a implementação de projetos pilotos em regiões que não são contempladas com Programas de Capacitação, Gestão e Formação em Patrimônio.

 DESAFIOS PARA A ESTRUTURAÇÃO DO SISTEMA NACIONAL

  • Avaliação dos Programas de Capacitação, Gestão e Formação em Patrimônio existentes, com base nas experiências dos órgãos de âmbito municipal, estadual e federal;
  • Avaliação dos Programas de Capacitação, Gestão e Formação em Patrimônio que não tiveram continuidade, com base nas experiências dos órgãos municipais, estaduais e federal;
  • Definição dos papéis das diferentes Instituições de Patrimônio na Formação Profissional;
  • Recenseamento dos profissionais envolvidos com o campo do patrimônio – área de atuação, área de interesse, tempo de trabalho, idade, faixa salarial, projetos executados em equipe, etc.;
  • Levantamento da demanda dos profissionais e pesquisadores do patrimônio para os cursos de formação profissional em patrimônio.

 POTENCIALIDADES PARA A FORMULAÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL

  • Diversidade de áreas de formação dos profissionais envolvidos com a temática do Patrimônio Cultural;
  • Aproveitamento dos quadros técnicos especializados dos órgãos de patrimônio nas esferas municipal, estadual e federal para a formação dos participantes dos projetos de formação em patrimônio;
  • Diversidade de experiências bem sucedidas e de amplo atendimento (considerando os níveis superior, médio e fundamental).

POTENCIALIDADES PARA A ESTRUTURAÇÃO DO SISTEMA NACIONAL

  • Relação entre saberes técnicos e acadêmicos;
  • Ampliação das áreas interessadas e dedicadas à pesquisa em patrimônio;
  • Ampliação das linhas de pesquisas e temáticas relacionadas ao campo da preservação do patrimônio cultural;
  • Ampliação do mercado de trabalho de patrimônio cultural, especialmente em concursos, projetos de restauração e prestação de serviços especializados;
  • Ampliação dos recursos governamentais e privados para a preservação do patrimônio cultural.

PARCERIAS ESTRATÉGICAS PARA A FORMULAÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL

  • Ministério da Ciência e Tecnologia;
  • Ministério da Educação;
  • Ministério do Turismo;
  • Ministério das Cidades;
  • Ministério da Integração Nacional;
  • Ministério do Trabalho e Emprego – Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT);
  • Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura – UNESCO;
  • Universidades Federais, Estaduais e Municipais.

PARCERIAS ESTRATÉGICAS PARA A ESTRUTURAÇÃO DO SISTEMA NACIONAL

  • Instituições de Patrimônio – nas esferas Municipal, Estadual e Nacional;
  • Universidades que possuam linhas de pesquisas e projetos dedicados à formação e a preservação do patrimônio cultural;
  • Fundações: Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP); Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES); Fundação Cultural Palmares e Fundação Escola Nacional de Administração Pública;
  • Institutos: Instituto do Patrimônio Historico e Artístico Nacional (IPHAN); Instituto de Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

OBJETIVOS PARA OS PRÓXIMOS 2 ANOS

  • Consolidação de um Programa Nacional de Formação dentro do Sistema Nacional de Patrimônio;
  • Formação de uma coordenação multidisciplinar para o Programa Nacional de Formação em Patrimônio;
  • Estudo sobre a possibilidade de formação de um Sistema de Indicadores para Avaliação dos Programas de Formação em Patrimônio em âmbito nacional, adotando como referência o Sistema de Indicadores do Ministério da Cultura em parceria com o IBGE, o da Capes e do Programa de Estatística de Cultura da Unesco;
  • Ampliação dos projetos voltados para a Formação, Gestão e Educação para o campo do Patrimônio Cultural.

 AÇÕES ESTRATÉGICAS QUE DEVEM SER IMPLEMENTADAS NOS PRÓXIMOS 5 ANOS (2010-2014)

  • Programa Nacional de Capacitação dos Profissionais do Patrimônio Cultural;
  • Política Nacional de Formação e Educação Permanente em Patrimônio;
  • Programa Nacional de Avaliação e Acompanhamento dos Programas de Formação, Gestão e Capacitação;
  • Programa Nacional de Fomento à Pesquisa e a Formação para a Preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro.

AÇÕES ESTRATÉGICAS QUE DEVEM SER IMPLEMENTADAS NO PRÓXIMO ANO (2010)

  • Avaliação dos Programas de Formação em Patrimônio Cultural;
  • Avaliação dos Projetos de Capacitação dos profissionais inseridos nas Instituições de Patrimônio Cultural;
  • Criação de uma Comissão Multidisciplinar para definição dos critérios, ações, diretrizes e metas para o estabelecimento de uma Política Nacional de Formação e Educação Permanente em Patrimônio;
  • Publicação dos resultados avaliativos em formato de Estatísticas para a Formação em Patrimônio Cultural;
  • Oferecer editais de pequeno porte, voltados para atender os micro-projetos de formação profissional em patrimônio;
  • Realizar Fóruns e Conferências periódicas sobre a formação profissional e a capacitação em patrimônio, assegurando o mesmo quantitativo de representações de órgãos governamentais e sociedade civil.