SNPC

I FÓRUM NACIONAL DO PATRIMÔNIO CULTURAL

SISTEMA NACIONAL DO PATRIMÔNIO CULTURAL

DESAFIOS, ESTRATÉGIAS E EXPERIÊNCIAS PARA UMA NOVA GESTÃO

RELATÓRIO SÍNTESE 

MESAS REDONDAS 05 e 15

Patrimônio Edificado

SUBTEMAS

Mesa 05: Usos e sustentabilidade

Mesa 15: Fiscalização e preservação

DATA: 14 e 15/12/2009

COORDENADORA: Érica Diogo (Coordenadora Geral de Bens Imóveis – Depam/Iphan)

RELATORA: Mariely Cabral Santana (CECRE/UFBA)

COMUNICAÇÕES

Mesa 05 (14/12/2009)

Érica Diogo Financiamento para recuperação de Imóveis Privados Monumenta

Dora Arizaga Gusmán (Consultora UNESCO) – O modelo de financiamento da recuperação do Centro Histórico de Quito

Margareth Matiko Uemura (Consultora Iphan) – Habitação em centros históricos

Mesa 15 (15/12/2009)

Sandra Rafaela Magalhães Corrêa (Coordenadora do Grupo de Trabalho sobre Fiscalização – Depam-Iphan) – Desafios para fiscalização e licenciamento de intervenções em patrimônio edificado

Jair Schmitt (Coordenador de Normatização de Fiscalização – Ibama) – O papel do fiscal e a capacitação de agentes

Heliomar Alencar (Procurador Federal – Iphan) – Marco legal da fiscalização

NÚMERO DE PARTICIPANTES

? participantes (14/12)

26 participantes (15/12)

RELATO

DESAFIOS PARA A FORMULAÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL

  • Reverter o quadro atual de precariedade das edificações localizadas nos centros históricos brasileiros, incluindo situações de risco de desabamento, que impedem tanto a instalação de novos usos quanto comprometem os usos existentes.
  • Reduzir o esvaziamento e a subutilização de edificações localizadas nos centros históricos, garantindo diversidade funcional e social e considerando o papel estrutural da função habitacional.
  • Estruturar programas específicos para os centros históricos no âmbito das políticas habitacionais, considerando a necessidade de instalação de serviços complementares (escolas, creches, postos de saúde, comércio e serviços cotidianos).
  • Aprimorar a atividade de fiscalização, criando as condições adequadas para o exercício da atribuição legal.

DESAFIOS PARA A ESTRUTURAÇÃO DO SISTEMA NACIONAL

  • Integrar as políticas públicas de preservação do patrimônio cultural às de promoção do desenvolvimento social.
  • Aperfeiçoar os processos de aprovação dos projetos pelo Iphan e integrar os sistemas de aprovação com órgãos da Prefeitura
  • Enfrentar as questões relacionadas às vulnerabilidades sociais dos centros históricos
  • Criar instrumentos e condições que propiciem a permanência da população e dos usos propostos para a área inclusive os tradicionais
  • Facilitar a apropriação e a fruição do patrimônio cultural e das atividades que ocorrem nos centros históricos pela população da cidade.
  • Garantir o funcionamento adequado das linhas de financiamento.
  • Criar instrumentos e condições para o compartilhamento das atividades de fiscalização entre os entes públicos.

POTENCIALIDADES PARA A FORMULAÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL

  • Localização da área – infraestrutura, serviços, acessibilidade, transporte
  • Grande quantidade de imóveis vazios e subutilizados propícios para novos usos
  • Valor cultural das áreas históricas, no âmbito local, nacional e internacional
  • Existência de grande quantidade de equipamentos culturais e edificações monumentais fechados ou ociosos – cinema, teatro, centros culturais, museus, bibliotecas, igrejas
  • Existência de demanda populacional para moradia nas áreas centrais com perfil diversificado

POTENCIALIDADES PARA A ESTRUTURAÇÃO DO SISTEMA NACIONAL

  • Combinação de recursos e instrumentos das políticas habitacionais e de preservação do patrimônio para a recuperação de edificações nas áreas centrais.
  • Criação do PAC das Cidades Históricas e o desenvolvimento dos planos de ação entre as Prefeituras, Governos Estaduais e Iphan.

PARCERIAS ESTRATÉGICAS PARA A FORMULAÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL

  • Prefeituras
  • Governos estaduais
  • Órgãos federais (Ibama)

PARCERIAS ESTRATÉGICAS PARA A ESTRUTURAÇÃO DO SISTEMA NACIONAL

  • Prefeituras
  • Governos estaduais
  • Órgãos federais (Ibama)
  • Conselhos Gestores dos Fundos de Preservação do Patrimônio Cultural
  • Órgãos estaduais e municipais de preservação do patrimônio cultural
  • Sociedade Civil
  • Agentes financeiros (Caixa, Banco do Nordeste, Banco do Brasil, BNDES)

OBJETIVOS PARA OS PRÓXIMOS 2 ANOS

  • Recuperar as edificações localizadas nos centros históricos, garantindo diversidade funcional e social e o papel estrutural da função habitacional.
  • Criar instrumentos para que proprietários e usuários recuperem as edificações, como alternativa para o Iphan atender a sua obrigação legal estabelecida pelo decreto-lei 25 de executar diretamente as recuperações nos casos comprovados de falta de recursos.
  • Regulamentação dos marcos legais da fiscalização do patrimônio cultural.
  • Ampliação das atribuições legais e das áreas de abrangências no âmbito da lei de crimes ambientais – Lei 9605 para a fiscalização do patrimônio cultural.
  • Ampliação e capacitação do corpo técnico para as atividades de fiscalização.
  • Integrar os instrumentos urbanísticos (Estatuto da Cidade) aos de preservação do patrimônio cultural para criar as condições necessárias à implantação das políticas públicas.
  • Estruturação, pelas 3 esferas de governo e pelos agentes financeiros, de linhas de crédito e subsídios para a recuperação das edificações localizadas nos centros históricos, prioritariamente para a habitação, permitindo continuidade e complementaridade entre as políticas públicas.
  • Ampliação dos agentes financeiros para a recuperação dos imóveis privados.

AÇÕES ESTRATÉGICAS QUE DEVEM SER IMPLANTADAS NOS PRÓXIMOS 5 ANOS (2010-2014)

  • Desenvolvimento de uma política de conservação e manutenção pós-ocupação das edificações recuperadas.
  • Compartilhamento dos critérios, procedimentos e instrumentos de fiscalização entre os diferentes agentes.
  • Estruturar a ação de fiscalização do patrimônio cultural para as áreas de arqueologia, bens móveis e patrimônio ferroviário.
  • Mobilizar novos agentes financeiros e órgãos públicos para a criação de linhas de crédito e subsídios voltados para as edificações localizadas nos centros históricos.

AÇÕES ESTRATÉGICAS QUE DEVEM SER IMPLANTADAS NO PRÓXIMO ANO (2010)

  • Estruturação do financiamento para a recuperação de imóveis privados para todas as cidades históricas.
  • Estruturação, de forma compartilhada, de fundos e conselhos de preservação do patrimônio cultural.
  • Estruturação da atividade de fiscalização no Iphan, em relação ao corpo técnico (capacitação e ampliação do quadro); infraestrutura (equipamentos, sistema operacional); estrutura organizacional e critérios de valoração dos danos e das multas.
  • Incluir na Lei de crimes ambientais Lei 9605/98 o Iphan como órgão competente para aplicação das sanções relativas aos danos ao patrimônio cultural.
  • Articulação com Universidades e outras entidades para elaboração de projetos para a população com renda abaixo de 3 salários mínimos.