No passado, um acervo ou um museu eram respeitados pelo o que exatamente eram. Hoje a justificativa para sua existência não pode ser encontrada neles mesmos e sim no que se fazem com as suas coleções, no como elas se comunicam com as pessoas. Quem defende essa ideia é Frans Hoving, gerente do Netherlands Institute for Heritage (Instituto do Patrimônio Holandês, em tradução livre). Convidado a compartilhar a sua experiência no Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais, que aconteceu no final de abril em São Paulo, ele concedeu a entrevista em vídeo abaixo durante o evento:

A instituição é uma organização não-comercial financiada pelo Ministério da Educação, Cultura e Ciência holandês e tem como foco de trabalho nos próximos anos incentivar a participação pública, o estímulo à criatividade, criar conexões entre os diversos atores ligados às questões da preservação do patrimônio cultural, incluindo o público geral, e o estímulo à educação por meio da cultura. Eles organizam, por exemplo, a DISH – Digital Strategies for Heritage (Estratégias Digitais para o Patrimônio), uma conferência internacional bienal sobre acervo digital e as possibilidades que as novas tecnologias trazem para as organizações culturais.

Para Hoving, a internet e as novas tecnologias fazem com que as instituições, os museus precisem repensar suas estruturas e escolher os caminhos a seguir. A essas organizações, não basta apenas criar um website, é necessário pensar como o público se beneficiará desse instrumento. E, para isso, é fundamental a criação de padrões e interoperabilidade, de mecanismos que permitam diálogos entre os acervos e deixem as informações abertas e possíveis do uso por parte do público geral.

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