É preciso agregar novas funcionalidades e serviços particulares às salas de leitura para torná-las atrativas ao público atual. Na paralela, o investimento em digitalização de acervos e distribuição das obras pela internet é fundamental para a ampliação do acesso ao conhecimento. Dessa forma, tanto as bibliotecas reais quanto as virtuais podem coexistir, exercendo funções complementares e distintas. A opinião é do francês Frédéric Martin, coordenador de um dos mais bem-sucedidos exemplos de acervos digitais do mundo: a Gallica, braço virtual da Biblioteca Nacional da França (veja entrevista abaixo).

Enquanto a BNF abriga cerca de 14 milhões de livro, as obras disponíveis na internet não chegam a um milhão, incluindo nesse número além dos livros, imagens, mapas, arquivos de áudio e outros materiais também digitalizados. São colocados no ar obras de origem francesa, que tem caracteres reconhecíveis pelas máquinas usadas e em domínio público. Martin explica que livros com direitos autorais são catalogadas e indicados para compra em sites das editoras responsáveis. “Não fazemos e-commerce, apenas queremos facilitar a comunicação entre acervos e pessoas, informando que as obras existem e qual o caminho para adquiri-las”, explica.

Martin veio ao Brasil como convidado do Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais, que aconteceu no final de abril em São Paulo.

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