Terminou já há pouco mais de dois meses o Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais – mas ainda não acabaram as discussões levantadas em três dias de encontro no Novotel Jaraguá, em São Paulo. Tentamos reverberar e multiplicar os debates neste blog, e por isso publicamos desde o meio de maio 19 entrevistas gravadas em vídeo com palestrantes e outros participantes importantes do evento. Hoje encerramos os trabalhos, com a última entrevista publicada.

As principais questões e desafios da digitalização de acervos estão colocadas nos vídeos produzidos pela FLi Multimídia: entraves dos direitos autorais, necessidade de ampliar o acesso ao conhecimento, impasse em relação às obras órfãs, padrões e formatos universais, apoio ao acesso aberto e ao uso de softwares livres, modelo de negócios do Google Books, democracia, novos hábitos de comportamento, entre outros.

Você pode ver o conteúdo por três caminhos:

1 – na plataforma Miro Community

2 – no álbum do Vimeo

3 – nos posts do blog, com um texto de contexto sobre cada entrevista

Links de todas as entrevistas:

– José Murilo Jr, do Ministério da Cultura (Brasil)
“A lógica do acesso deve orientar os processos de digitalização”

– Ivo Correa, do Google (Brasil)
“A digitalização e o ‘modelo Google de negócios'”

– João Brant, do Intervozes (Brasil)
“Acervos são viveiros, não monumentos”

– Mathias Schindler, da Wikimedia Foundation (Alemanha)
“‘Uso comercial’ está incluído na definição de ‘uso livre'”

– Jean-Claude Guedon, da Universidade de Montreal (Canadá)
“A rede é uma revolução que vai além do capitalismo”

– José de Oliveira Ascensão, presidente da Associação Portuguesa de Direito Intelectual (Portugal)
“É necessário que o direito autoral se adeque à revolução tecnológica”

– Marcos Wachowicz, do Gedai/UFSC (Brasil)
“A sociedade do século 21 é formada por seres humanos atemporais”

– Paul Keller, do Images for the Future (Holanda)
“Bibliotecários não são mais guardiões de livros”

– Eliane Costa, da Petrobrás (Brasil)
“Escolhas é o que um país faz com suas políticas públicas”

– Anne Vroegop, do Netherlands Institute for Heritage/Dish (Holanda)
“A interação entre usuário e conteúdo é diferente no trem e em casa”

– Frans Hoving, do Netherlands Institute for Heritage (Holanda)
“A justificativa para a existência de acervos está no como eles se comunicam com as pessoas”

– Pedro Puntoni, da Brasiliana-USP (Brasil)
“Instituições públicas devem zelar por espaços públicos na internet”

– Frédéric Martin, da Gallica (França)
“Se queremos que as pessoas frequentem bibliotecas, precisamos criar novos serviços”

– Andreas Lange, do Video Games Museu (Alemanha)
“Internet, redes sociais e acesso móvel têm origem nos antigos jogos de computador”

– Alexandre Pesserl, do Gedai/UFSC (Brasil)
“Livros digitalizados não estão acessíveis para o público”

– Beatriz Busaniche, da Via Libre (Argentina)
“Cultura do século 20 está mais ameaçada que a dos séculos anteriores”

– Evelin Heidel, da Bibliofyl (Argentina)
“Uma biblioteca de links deve respeitar a lei de direitos autorais?”

– Ana Claudia Souza, da Funarte (Brasil)
“Entre o acervo e o público há o editor”

– Murilo Marinho, da Mix Tecnologia (Brasil)
“Um e-reader é livro ou aparelho eletrônico?”

Com o trabalho finalizado, este blog passa agora a cumprir função de arquivo e debate remoto – e se torna ele mesmo um acervo digital. Aproveite.

Participe da discussão nos blogs dos GTs:

Veja os documentos enviados ao Ministério da Cultura após o evento:

Reveja também a transmissão ao vivo dos três dias de Simpósio.

Tags: , , , ,