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	<title>Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais &#187; acesso ao conhecimento</title>
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	<description>26 a 29 de abril em SP</description>
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		<title>Cultura do século 20 está mais ameaçada que a dos séculos anteriores</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 21:09:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Pretti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O apelo da professora da Universidade de Buenos Aires e membro da Fundación Via Libre, Beatriz Busaniche, é engraçado mas retrata uma realidade preocupante: &#8220;Precisamos facilitar a vida dos antropólogos de daqui a 100 anos. Eles vão nos estudar e precisam ter acesso à nossa produção simbólica&#8221;. Beatriz acha que a cultura do século 20 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O apelo da professora da Universidade de Buenos Aires e membro da <a href="http://www.vialibre.org.ar">Fundación Via Libre</a>, <strong>Beatriz Busaniche</strong>, é engraçado mas retrata uma realidade preocupante: &#8220;Precisamos facilitar a vida dos antropólogos de daqui a 100 anos. Eles vão nos estudar e precisam ter acesso à nossa produção simbólica&#8221;. Beatriz acha que a cultura do século 20 está mais em perigo do que a dos séculos anteriores, por causa dos direitos autorais. Obras mais antigas são automaticamente enquadradas em domínio público, com livre acesso a qualquer um.</p>
<p>Esses posicionamentos são defendidos na entrevista em vídeo abaixo, concedida durante o <a href="http://www.acervosdigitais.blog.br">Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais</a>.</p>
<p><object classid="d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="601" height="338"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=12489549&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=ff9933&amp;fullscreen=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="601" height="338" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=12489549&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=ff9933&amp;fullscreen=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Beatriz se diverte com o que chama de paradoxo: o próprio Google não encontrar os detentores dos direitos autorais de obras órfãs. &#8220;É um dos principais desafios hoje lidar com obras órfãs, que não podem ser desbloqueadas enquanto não forem encontrados os &#8216;donos&#8217;.&#8221; Ao mesmo tempo, a professora se preocupa com o que pode se tornar uma &#8220;inversão de monopólio&#8221; &#8211; o Google <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/05/19/digitalizacao-de-acervos-e-o-modelo-google-de-negocios/">ter domínio dessas informações no projeto Google Books</a>. Isso tornaria as obras tão inacessíveis quanto são hoje.</p>
<p>&#8220;é uma pena, pois há muito o que se fazer com o conteúdo digital preservado, não apenas na internet, mas com a TV digital. Abrem-se muitas possibilidades de edição com esse novo meio&#8221;, afirma. A <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Televis%C3%A3o_digital">tecnologia da TV digital</a> permite, a grosso modo, que o espectador interaja com o conteúdo da televisão e assista programas sob demanda. Assim, a lógica digital da internet passa à potencialidade do controle remoto.</p>
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		<title>Uma biblioteca de links deve respeitar a lei de direitos autorais?</title>
		<link>http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/06/25/uma-biblioteca-de-links-deve-respeitar-a-lei-de-direitos-autorais/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 23:16:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Pretti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como lidar legalmente com uma biblioteca que é uma coleção de links? Nenhum arquivo está armazenado nos servidores da BiblioFyL argentina &#8211; e mesmo assim os mantenedores do site foram obrigados a tirá-lo do ar temporatiamente por ordem judicial, no ano passado. A estudante Evelin Heidel, uma das líderes do coltivo de estudantes que criou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como lidar legalmente com uma biblioteca que é uma coleção de links? Nenhum arquivo está armazenado nos servidores da <a href="http://www.bibliofyl.com/">BiblioFyL</a> argentina &#8211; e mesmo assim os mantenedores do site foram obrigados a tirá-lo do ar temporatiamente por ordem judicial, no ano passado. A estudante <strong>Evelin Heidel</strong>, uma das líderes do coltivo de estudantes que criou a biblioteca digital, debateu o episódio durante o <a href="http://www.acervosdigitais.blog.br">Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais</a>, quando deu a entrevista em vídeo abaixo:</p>
<p><object classid="d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="601" height="338"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=12491159&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=ff9933&amp;fullscreen=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="601" height="338" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=12491159&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=ff9933&amp;fullscreen=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>O coletivo de alunos da <a href="http://www.filo.uba.ar/">Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Buenos Aires</a> se reuniu em 2007 para organizar a bibliografia básica e os livros recomendados de cada curso. Fizeram um site, que foi crescendo colaborativamente. Passou depois a ser bem indexado e catalogado, com assuntos de interesse daquela comunidade universitária, e hoje serve de modelo peer-to-peer de bibliotecas de nichos. &#8220;Mas tudo o que somos na verdade é uma coleção de links para outros sites de armazenamento, como Megaupload ou Rapidshare&#8221;, afirma Evelin.</p>
<p>Em setembro do ano passado, ela recebeu uma intimação pedindo &#8220;gentilmente&#8221; para que o site fosse retirado do ar.  Não se sabe oficialmente o autor da petição, embora a única instituição argentina interessada na questão seja o Centro de Administración de Derechos Reprográficos de la República Argentina (Cadra). &#8220;Historicamente os autores nunca defenderam as leis de direitos autorais. Elas foram criadas por editores, produtores, outros profissionais que exploram economicamente o direito&#8221;, diz Evelin. A lei argentina em vigor data de 1933.<em></em></p>
<p>A BiblioFyL voltou ao ar após mudar de servidor e hoje discute reformas na lei de direitos autorais. Na prática, o que ocorreu após o período fora do ar foi a audiência: de 6 mil visitantes por dia, passou hoje a 3 mil.</p>
<ul>
<li><a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/04/12/o-direito-autoral-esbarra-no-direito-a-educacao-diz-a-estudante-argentina-evelin-heidel/">Leia entrevista com Evelin Heidel publicada antes do simpósio</a></li>
</ul>
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		<title>&#8220;Uso comercial&#8221; está incluído na definição de &#8220;uso livre&#8221;</title>
		<link>http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/06/14/uso-comercial-esta-incluso-na-definicao-de-uso-livre/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Jun 2010 23:21:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Durante sua apresentação no Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais, o diretor de projetos da Wikimedia alemã e membro do Comitê de Comunicação da Wikimedia Foundation, Mathias Schindler, já havia levantando a questão da licença realmente livre ser aquela que permita inclusive o uso comercial. Nesta entrevista em vídeo, gravada durante o evento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante sua <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/04/27/wikipedia-e-fantastica-para-comecar-uma-pesquisa-e-pessima-para-finaliza-la/">apresentação</a> no <a href="http://www.acervosdigitais.blog.br">Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais</a>, o diretor de projetos da Wikimedia alemã e membro do Comitê de Comunicação da Wikimedia Foundation, Mathias Schindler, já havia levantando a questão da licença realmente livre ser aquela que permita inclusive o uso comercial. Nesta entrevista em vídeo, gravada durante o evento que aconteceu em São Paulo, ele retoma o ponto dizendo que é preciso entender  o que realmente significa liberar o conteúdo para qualquer propósito. Para ele, a falta de consenso sobre &#8220;uso comercial&#8221; gera limitações que podem ser prejudiciais ao livre acesso ao conhecimento.</p>
<p><object classid="d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="601" height="338"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=11869234&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=ff9933&amp;fullscreen=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="601" height="338" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=11869234&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=ff9933&amp;fullscreen=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>A <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1gina_principal">Wikipedia </a> é uma enciclopédia colaborativa online, mantida em mais de 250 idiomas que já abriga mais de 16 milhões de artigos. O volume de informação ainda é pequeno perto do que poderia ser, na avaliação do próprio Mathias, mas a plataforma vem crescendo a cada ano. &#8220;No ano passado ficou em quinto lugar entre os sites mais acessados do mundo. E era o único não comercial entre os 10 ou 20 primeiros da lista&#8221;, aponta.</p>
<p>Mathias fala ainda sobre a necessidade da preservação da memória digital. &#8220;É quase impossível reconstruir como eram os sites há 10 anos e isso gera um buraco de informação terrível. Quase não conseguimos saber como as informações chegaram às pessoas naquele tempo&#8221;. Ele cita o caso do 11 de setembro, quando com a queda das torres gêmeas o grande volume de acesso ao site derrubou o sistema, causando a perda de diversas colaborações. &#8220;E isso não poderá nunca ser reconstituído&#8221;, conta.</p>
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		<title>Livros digitalizados não estão acessíveis para o público</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jun 2010 21:45:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De acordo com a lei de direito autoral vigente no Brasil, passar as músicas de um CD comprado para o próprio Ipod não é permitido. Apenas oito situações descritas em artigos do código não são consideradas ofensas ao direito de autor, como &#8220;a reprodução de pequenos trechos da obra&#8221;. Mas como definir o que é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com a lei de direito autoral vigente no Brasil, passar as músicas de um CD comprado para o próprio Ipod não é permitido. Apenas oito situações descritas em artigos do código não são consideradas ofensas ao direito de autor, como &#8220;a reprodução de pequenos trechos da obra&#8221;. Mas como definir o que é um pequeno trecho para um quadro ou uma fotografia, por exemplo? A questão colocada pelo especialista em direito autoral, o advogado Alexandre Pesserl, do Grupo de Estudos em Direito Autoral e Informação da Universidade Federal de Santa Catarina (<a href="http://www.direitoautoral.ufsc.br/gedai/">Gedai/ UFSC</a>), é um dos muitos argumentos usados pelos defensores de uma reforma urgente na legislação. Veja a entrevista em vídeo:</p>
<p><object classid="d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="601" height="338"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=12431353&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=f7a916&amp;fullscreen=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="601" height="338" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=12431353&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=f7a916&amp;fullscreen=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>O tema foi bastante discutido no <a href="http://www.culturadigital.br/simposioacervosdigitais">Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Digitalização de Acervos</a>. No evento, um dos participantes chegou a mostrar que a <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/04/29/brasil-e-o-7º-pais-mais-restritivo-em-direitos-autorais/">lei do país é a sétima mais restritiva do mundo</a>, trazendo diversas consequências e impedimentos à população no que diz respeito o acesso ao conhecimento.</p>
<p>Como os acervos digitalizados pelas bibliotecas atualmente não pertencem a essas instituições, a maior parte dos livros passam pelo processo e não ficam disponíveis para consulta. &#8220;Isso acontece por conta das incertezas jurídicas que rondam essas obras&#8221;, explica Pesserl.</p>
<ul>
<li><span style="background-color: #ffffff"><a href="http://vimeo.com/flimultimidia">Assista outras entrevistadas gravadas durante o Simpósio</a></span></li>
<li><span style="background-color: #ffffff"><a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/04/29/camoes-nao-escreveu-o-lusiadas-para-sua-propria-leitura/">Veja como foi a apresentação do Grupo de Trabalho de Direito Autoral</a></span></li>
</ul>
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		<title>Política pública é necessária para ampliar acesso ao conhecimento no país</title>
		<link>http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/04/30/politica-publica-e-necessaria-para-ampliar-acesso-ao-conhecimento/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Apr 2010 12:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O poder público deve regular a relação entre os detentores de direitos autorais e o acesso à cultura, orientar as ações de digitalização quanto ao uso de formatos e padrões, pensar em parcerias com a iniciativa privada e prover a contextualização de conteúdo disponíveis pela rede. Essas foram algumas das atribuições, apontadas pelos integrantes da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_555" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/files/2010/04/leitordigital-e1272658597691.jpg"><img class="size-medium wp-image-555" title="leitordigital" src="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/files/2010/04/leitordigital-e1272658597691-300x150.jpg" alt="" width="300" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Leitor digital disponível para o público do evento em instalação montada pelo coletivo Quadradão</p></div>
<p>O poder público deve regular a relação entre os detentores de direitos autorais e o acesso à cultura, orientar as ações de digitalização quanto ao uso de formatos e padrões, pensar em parcerias com a iniciativa privada e prover a contextualização de conteúdo disponíveis pela rede. Essas foram algumas das atribuições, apontadas pelos integrantes da mesa de discussão da manhã da quinta-feira, como necessárias para o avanço e efetividade das ações de digitalização já em curso no país.</p>
<p>&#8220;Esse caminho vem se mostrando cheio de ganhos, com consequências rápidas&#8221;, disse Eliane Costa, gerente de patrocínios da Petrobrás, fazendo referência às discussões levantadas recentemente pelo Ministério da Cultura, como a do <a href="http://culturadigital.br/marcocivil/">marco civil da internet</a> brasileira e a a da <a href="http://www.culturadigital.org.br/site/lda">reforma da lei de direito autoral</a>. Ivo Corrêa, do Google Brasil, também lembrou a atuação do MinC e defendeu parcerias entre o governo e a iniciativa privada, citando o exemplo do acordo <a href="http://books.google.com.br/">Google Books</a> com acervos mundiais importantes, como o da <a href="http://www.bodley.ox.ac.uk/google/">Universidade de Oxford</a>, na Inglaterra, que permitiu a digitalização de obras históricas raras.</p>
<p>Para discutir o tema &#8220;Sustentabilidade das Ações de Digitalização&#8221;, estavam reunidos o holandês Paul Keller, do <a href="http://www.beeldenvoordetoekomst.nl/en/">Images for the Future</a>, um dos maiores projetos de digitalização audiovisual do mundo, Sérgio Burgi, do Instituto Moreira Salles, Eliane Costa, da Gerência de Patrocínios da Petrobrás, Ivo Corrêa, do Google Brasil e Roberto Taddei, coordenador do Simpósio, como moderador. Abaixo os principais pontos abordados em cada apresentação:</p>
<p><strong> </strong></p>
<div id="attachment_532" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><strong><strong><a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/files/2010/04/paulkeller.jpg"><img class="size-medium wp-image-532" title="paulkeller" src="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/files/2010/04/paulkeller-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></strong></strong><p class="wp-caption-text">O holandês Paul Keller, do &quot;Image for the Future&quot;, no Simpósio na manhã da quinta-feira, 29/04</p></div>
<p><strong>Iniciativa holandesa pretende digitalizar mais de 37 mil horas de vídeo</strong><br />
Diretor da &#8220;<a href="http://www.beeldenvoordetoekomst.nl/en/">Images for the Future</a>&#8220;, uma das maiores iniciativas de digitalização e conteúdo audiovisual do mundo, projeto holandês que pretende digitalizar 37.200 horas de vídeo, 22.510 horas de filmes, 123.900 horas de áudio e 2,9 milhões de fotos de acervos grandes do país. Para isso, captaram 173 milhões de euros, dos quais 148 milhões vieram do Ministério da Cultura, Ciência e Tecnologia holandês.</p>
<p>Segundo Paul, um estudo da Universidade de Amsterdam mostrou que a ação terá um impacto positivo na economia do seu país de pelo menos 7 milhões de euros. Ele detalhou ainda que os principais gastos do projeto são com hospedagem dos arquivos, obrigações fiscais e direitos autorais, sendo a maior dificuldade relacionada a este último item encontrar os responsáveis por esses direitos.</p>
<p>&#8220;O maior problema é achar o balanço entre os interesses do autor e o acesso aos bens culturais. Um acordo que contemple as duas partes é necessário, já que a preservação do patrimônio cultural é inevitável. Para os governos, deveria ser mais importante fazer isso a financiar projetos&#8221;, afirmou.</p>
<ul>
<li><a href="http://dl.dropbox.com/u/153088/100439sao_paulo.pdf">Veja o arquivo .pdf usado por Paul em sua apresentação</a></li>
</ul>
<p><strong>&#8220;Não adianta preservar e deixar o conteúdo sem uso&#8221;</strong></p>
<p>A gerente de patrocínios da Petrobrás levou um aspecto importante para a mesa: a importância da difusão do conteúdo digitalizado. &#8220;Existe mais de 200 acervos com digitalização patrocinada pela Petrobras, como o acervo do Clube da Esquina, Acervo Tom Jobim, que existem na forma digital e ninguém sabe&#8221;, disse. Ela falou ainda da necessidade de estabelecer uma comunicação entre os acervos e, para isso, atentar às questões dos formatos e padrões. &#8220;Pensar no acesso, além da digitalização, é fundamental&#8221;.</p>
<div id="attachment_544" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/files/2010/04/ivo-e1272657473850.jpg"><img class="size-medium wp-image-544" title="ivo" src="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/files/2010/04/ivo-e1272657473850-300x262.jpg" alt="" width="300" height="262" /></a><p class="wp-caption-text">Ivo Corrêa, do Google Brasil, na mesa sobre sustentabilidade para ações de digitalização</p></div>
<p>Quando se fala em digitalização, é preciso ainda abordar a mediação e contextualização dos conteúdos. A opinião foi defendida por Sérgio Burgi, do Instituto Moreira Salles, para quem &#8220;A edição desses materiais é importante para a realização do objetivo de colocá-los como importantes para a cultura brasileira e integrados a outros projetos&#8221;.</p>
<p>Sérgio acredito que isso garante o uso intensivo desses acervos do ponto de vista cultural. &#8220;Não adianta preservar e deixar o conteúdo submerso, sem uso. E, para isso, é necessário mediação, algo que indique as fontes documentais que estão por trás desse conteúdo&#8221;, disse. Ivo Corrêa retomou a importância da contextualização dos conteúdos atribuindo essa responsabilidade às instituições culturais e ao poder público, enxergando aí, inclusive, uma oportunidade de parceria do governo com a iniciativa privada.</p>
<p>O representante do Google demandou ainda a atenção do governo para mais uma questão: a da lei de direito autoral. &#8220;De 80% a 85% do material digitalizado pelo acordo Google Books não está disponível na íntegra para os usuários por questão de direitos autorais. O projeto, na verdade, transparece o descompasso que há hoje entre o regime juridico das obras literárias e a vida econômica dessa mesmas obras&#8221;, disse Ivo.</p>
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		<title>Jeremy Malcolm acredita que rever leis de direito autoral desequilibradas deve ser uma prioridade</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 22:52:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[acesso ao conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Consumers International]]></category>
		<category><![CDATA[governança na internet]]></category>
		<category><![CDATA[Jeremy Malcolm]]></category>

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		<description><![CDATA[Jeremy Malcolm é advogado especializado em tecnologia da informação e propriedade intelectual e consultor de TI com interesse em governança da Internet. Completou sua tese de doutorado em Direito na Universidade de Murdoch em 2008, com uma tese sobre o Fórum de Governança da Internet e hoje trabalha como gerente de projetos da Consumers International, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/files/2010/04/JeremyMalcolm.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-118" title="JeremyMalcolm" src="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/files/2010/04/JeremyMalcolm-300x274.jpg" alt="" width="300" height="274" /></a>Jeremy Malcolm é advogado especializado em tecnologia da informação e propriedade intelectual e consultor de TI com interesse em governança da Internet. Completou sua tese de doutorado em Direito na <a href="http://www.murdoch.edu.au/">Universidade de Murdoch</a> em 2008, com uma tese sobre o <a href="http://www.intgovforum.org/cms/">Fórum de Governança da Internet</a> e hoje trabalha como gerente de projetos da <a href="http://www.consumersinternational.org/">Consumers International</a>, em seu escritório na Ásia-Pacífico localizado em Kuala Lumpur. Na organização mundial, que representa 220 instituições espalhadas por 115 países do mundo, coordena projetos sobre o <a href="http://a2kbrasil.org.br/-WeBlog-">Acesso ao Conhecimento (A2K)</a> e outras questões relacionadas a direito à comunicações e mídia.</p>
<p>Convidado para participar da mesa de discussão sobre “Direito do Autor e Diversidade Cultural” do Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais, que acontece de 26 a 29 de abril em São Paulo, Jeremy adiantou um por email nesta entrevista alguns dos assuntos que abordará no evento. Confira!</p>
<p><strong>Blog: </strong><a href="http://a2knetwork.org/pt-br/blog/1">http://a2knetwork.org/pt-br/blog/1</a></p>
<p><strong>Perfil no Twitter: </strong><a href="http://www.twitter.com/qirtaiba">@qirtaiba</a></p>
<p><strong>1. Quais são os objetivos do <a href="http://www.cptech.org/a2k/">Access to Knowledge (A2K)</a> (Acesso ao Conhecimento) e como está seu desempenho, seu desenvolvimento internacional? Eventos como o Fórum de Governança da Internet promovem avanços significativos?</strong></p>
<p>&#8220;Minha opinião pessoal sobre os objetivos do movimento A2K é que ele procurar assegurar o legítimo acesso do público às produções cultural e científica da sociedade. Isso envolve questões como ataque às deficiências de programa de direitos autorais nacionais e globais e às leis de patentes e práticas de execução, que cada vez mais privilegiam titulares dos direitos em detrimento dos consumidores. Envolve também a promoção de modelos alternativos para produção e compartilhamento de cultura, como a licença Creative Commons e o software livre.</p>
<p>Esse movimento tem conseguido alguns ganhos até agora. Talvez os mais notáveis sejam os trabalhos realizados na <a href="http://www.inpi.gov.br/menu-esquerdo/patente/pasta_acordos/ompi_html">Organização Mundial da Propriedade Intelectual</a>, com o apoio do Brasil, Paraguai e Equador, na negociação de um tratado para apoiar os direitos de leitura de deficientes visuais e  portadores de outras necessidades especiais. No entanto, ainda há muito por fazer.</p>
<p>O IGF, um espaço aberto multilateral convocado pela ONU em 2006 como um dos resultados do <a href="http://www.itu.int/wsis/index.html">Encontro Mundial sobre a Sociedade da Informação</a>, foi concebido como um local onde as questões de política de internet poderiam ser debatidas, com o objetivo de que essas discussões (e, em certos casos, recomendações), fossem levadas a conhecimento das instituições internacionais apropriadas para ações futuras. No entanto, o IGF tem sido lento para desenvolver concretamente essa função. Consequentemente, não há avanços significativos decorrentes desse fórum. A Consumers International está planejando uma iniciativa a ser desenvolvida por outras entidades no âmbito do sistema internacional para promover os objetivos do movimento A2K.&#8221;</p>
<p><strong>2. Como a Consumers International vê a situação da população do Brasil e da América Latina em relação ao acesso à cultura e ao conhecimento diante das restrições impostas pelas leis de propriedade intelectual locais?</strong></p>
<p>&#8220;Embora exista um movimento ativo e bem documentada em torno do acesso à cultura e ao conhecimento na América Latina, e particularmente no Brasil, isso não é refletido nas atuais leis de direitos autorais em vigor nesses países.</p>
<p>A Consumers International pesquisou leis de direitos autorais e as práticas de execução de 18 países em 2009 e em 34 países em 2010 para determinar como essas são amigáveis para os consumidores. O continente latino-americano foi o pior colocado, com nenhum país da região utilizando  um regime de direito autoral adequado para proteger os interesses dos consumidores. Rever essas leis insuficientes e desequilibradas deve ser uma prioridade.&#8221;</p>
<p><strong>3.  O copyright ainda é um obstáculo para a digitalização de acervos. Qual seria uma política apropriada que contemplasse  direito dos cidadãos à informação e cultura?</strong></p>
<p>&#8220;Bibliotecas devem ser autorizados a fazer cópias digitais de suas coleções em pelo menos três casos:</p>
<p>-Quando as obras, por alguma razão, não podem ser obtidas comercialmente;<br />
-Quando solicitadoas para efeitos de investigação ou estudo;<br />
-Para preservar o documento original ou arquivar cópias dos acervos.</p>
<p>Além disso, ao fazer cópias permitidas, as bibliotecas deveriam ter o direito de contornar os mecanismos de proteção tecnológica (as chamadas TPMs). Mais do que isso, qualquer parte protegida por uma TPM que tenha prestado um trabalho deveria facilitar a sua neutralização para os fins que a lei permite.&#8221;</p>
<p><strong>4. Quais são os principais obstáculos para a criação de uma política pública eficaz para digitalização de acervos? Como é o processo de digitalização das obras na Austrália?</strong></p>
<p>&#8220;Bibliotecas e arquivos de todo o mundo têm dificuldades em relação aos direitos legais para digitalizar seus os acervos. Diante disso há dois caminhos. Um é não fazer nada e manter as coleções originais com acesso restrito ou inacessíveis. A outra é ignorar a lei e a impossibilidade de negociar com os titulares dos direitos para digitalizar suas coleções e fazer isso de qualquer maneira. Nenhum desses caminhos é aceitável. O que é necessário é uma definição adequada da lei de direito autoral e suas excessões para facilitar a digitalização de acervos das bibliotecas sem precisar negociar caso a caso com os detentores dos diretos de uso de cada obra.&#8221;</p>
<p><strong>5. Como você vê a evolução das bibliotecas digitais privadas, especialmente do Google Books? É possível pensar em parcerias com instituições governamentais? A hospedagem de documentos de interesse público em estruturas privadas envolve algum risco?</strong></p>
<p>&#8220;O Google se posiciona como uma empresa que tem o interesse público no coração, e em muitos aspectos demonstrou ser um empresa-cidadã. No entanto, em última instância, responde apenas aos seus accionistas, e não ao conjunto mais amplo de partes interessadas pela qual o governo é responsável. Isto significa que arquivos públicos podem ser parceiros do setor privado numa relação de benéfico mútuo, mas é preciso tomar cuidado para que não abdicar das suas próprias responsabilidades.</p>
<p>No passado recente, vimos arquivos privados sendo desmantelados (como o Yahoo Geocities hospedagem milhões de páginas Web, incluindo muitas de interesse público). Não há garantia de que o mesmo não vai acontecer com o Google Books no futuro, porque não há nenhum imperativo de longo prazo para o Googleapoiar a digitalização de obras que não se podem ser monetizadas.&#8221;</p>
<p><em>Entrevista: Henrique Costa</em></p>
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