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	<title>Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais &#187; direito autoral</title>
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	<description>26 a 29 de abril em SP</description>
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		<title>Uma biblioteca de links deve respeitar a lei de direitos autorais?</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 23:16:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Pretti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como lidar legalmente com uma biblioteca que é uma coleção de links? Nenhum arquivo está armazenado nos servidores da BiblioFyL argentina &#8211; e mesmo assim os mantenedores do site foram obrigados a tirá-lo do ar temporatiamente por ordem judicial, no ano passado. A estudante Evelin Heidel, uma das líderes do coltivo de estudantes que criou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como lidar legalmente com uma biblioteca que é uma coleção de links? Nenhum arquivo está armazenado nos servidores da <a href="http://www.bibliofyl.com/">BiblioFyL</a> argentina &#8211; e mesmo assim os mantenedores do site foram obrigados a tirá-lo do ar temporatiamente por ordem judicial, no ano passado. A estudante <strong>Evelin Heidel</strong>, uma das líderes do coltivo de estudantes que criou a biblioteca digital, debateu o episódio durante o <a href="http://www.acervosdigitais.blog.br">Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais</a>, quando deu a entrevista em vídeo abaixo:</p>
<p><object classid="d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="601" height="338"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=12491159&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=ff9933&amp;fullscreen=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="601" height="338" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=12491159&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=ff9933&amp;fullscreen=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>O coletivo de alunos da <a href="http://www.filo.uba.ar/">Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Buenos Aires</a> se reuniu em 2007 para organizar a bibliografia básica e os livros recomendados de cada curso. Fizeram um site, que foi crescendo colaborativamente. Passou depois a ser bem indexado e catalogado, com assuntos de interesse daquela comunidade universitária, e hoje serve de modelo peer-to-peer de bibliotecas de nichos. &#8220;Mas tudo o que somos na verdade é uma coleção de links para outros sites de armazenamento, como Megaupload ou Rapidshare&#8221;, afirma Evelin.</p>
<p>Em setembro do ano passado, ela recebeu uma intimação pedindo &#8220;gentilmente&#8221; para que o site fosse retirado do ar.  Não se sabe oficialmente o autor da petição, embora a única instituição argentina interessada na questão seja o Centro de Administración de Derechos Reprográficos de la República Argentina (Cadra). &#8220;Historicamente os autores nunca defenderam as leis de direitos autorais. Elas foram criadas por editores, produtores, outros profissionais que exploram economicamente o direito&#8221;, diz Evelin. A lei argentina em vigor data de 1933.<em></em></p>
<p>A BiblioFyL voltou ao ar após mudar de servidor e hoje discute reformas na lei de direitos autorais. Na prática, o que ocorreu após o período fora do ar foi a audiência: de 6 mil visitantes por dia, passou hoje a 3 mil.</p>
<ul>
<li><a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/04/12/o-direito-autoral-esbarra-no-direito-a-educacao-diz-a-estudante-argentina-evelin-heidel/">Leia entrevista com Evelin Heidel publicada antes do simpósio</a></li>
</ul>
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		<title>Instituições públicas devem zelar por espaços públicos na internet</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 19:50:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Pretti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A internet é aberta e democrática por conceito e estrutura, e talvez por isso a discussão sobre espaços públicos virtuais nem sempre chegue à tona. Para o coordenador do projeto Brasiliana USP, Pedro Puntoni, é necessário encarar a digitalização de acervos públicos da mesma forma como se trataria um prédio físico: manter as obras acessíveis [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A internet é aberta e democrática por conceito e estrutura, e talvez por isso a discussão sobre espaços públicos virtuais nem sempre chegue à tona. Para o coordenador do projeto Brasiliana USP, Pedro Puntoni, é necessário encarar a digitalização de acervos públicos da mesma forma como se trataria um prédio físico: manter as obras acessíveis e com circulação livre pela rede.</p>
<p>O historiador comparou a iniciativa da USP ao Google Books para concluir, nesta entrevista em vídeo abaixo, que o Google partiu de outra premissa, quantitativa, para catalogar e indexar os 12 milhões de livros já digitalizados até hoje. &#8220;Nós na USP, não. Temos o viés qualitativo, cuidado com os metadados, com os textos de contexto&#8221;, afirma. &#8220;A Brasiliana Digital é um espaço público virtual e assim deve se comportar.&#8221;</p>
<p><object width="601" height="338"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=12365198&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=ff9933&amp;fullscreen=1" /><embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=12365198&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=ff9933&amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="601" height="338"></embed></object></p>
<p>Uma das medidas que respeitam essa linha de pensamento é a disponibilização para download gratuito dos livros exigidos pelo vestibular da Fuvest, prometida para este mês de junho. &#8220;O desafio imposto pelo digital é equilibrar duas preocupações: a preservação dos acervos para as futuras gerações e a garantia do acesso à presente geração&#8221;, afirma Puntoni. Este é o desafio da universidade. E o do mercado editorial? Puntoni acha que a indústria brasileira do livro ainda não entendeu como lidar com a cultura digital.</p>
<ul>
<li><a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/04/27/wikipedia-e-fantastica-para-comecar-uma-pesquisa-e-pessima-para-finaliza-la/">Veja o que Pedro Puntoni falou durante o Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais</a></li>
<li><a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/04/26/poesia-completa-de-vinicius-de-moraes-esta-disponivel-de-graca-para-download/">Saiba mais sobre a Brasiliana USP</a></li>
</ul>
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		<title>A sociedade do século 21 é formada por seres humanos atemporais</title>
		<link>http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/05/26/a-sociedade-do-seculo-21-e-formada-por-seres-humanos-atemporais/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 15:50:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Pretti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O coordenador do Grupo de Estudos em Direito Autoral e Informação (Gedai), da UFSC, Marcos Wachowicz, relembra o historiador István Jancsó para embasar seu pensamento sobre legislação: &#8220;A sociedade do século 21 é formada por seres humanos atemporais. Podemos tanto ter acesso a bens culturais contemporâneos quanto de qualquer outra época&#8221;. É essa atemporalidade que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em> </em> O coordenador do Grupo de Estudos em Direito Autoral e Informação (Gedai), da UFSC, <strong>Marcos Wachowicz</strong>, relembra o historiador István Jancsó para embasar seu pensamento sobre legislação: &#8220;A sociedade do século 21 é formada por seres humanos atemporais. Podemos tanto ter acesso a bens culturais contemporâneos quanto de qualquer outra época&#8221;. É essa atemporalidade que apontaria a necessidade, segundo Wachowicz, de rever conceitos como indústria cultural, direito autoral, público/privado.</p>
<p>A fala está neste vídeo abaixo, em entrevista concedida durante o <a href="http://www.acervosdigitais.blog.br">Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais</a>.</p>
<p><object classid="d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="601" height="338"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=12035702&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=ff9933&amp;fullscreen=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="601" height="338" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=12035702&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=ff9933&amp;fullscreen=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><a href="http://vimeo.com/12792898">Veja o vídeo com legendas em inglês</a></p>
<p>Qualquer obra tem variantes públicas e privadas, pois não há criação se não for baseada em algo e para se comunicar com outras pessoas. Restringir o acesso, por isso, não tem lógica. &#8220;Picasso não pintou Guernica para si próprio, mas sim para expressar a angústia de um país diante da guerra. Isso é identidade cultural&#8221;, diz Wachowicz, usando o <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/04/29/camoes-nao-escreveu-o-lusiadas-para-sua-propria-leitura/">mesmo exemplo que deu em sua palestra</a> durante o simpósio.</p>
<p>Aplicando a lógica ao Brasil, tudo fica mais urgente. Tanto por causa da legislação retrógrada, feita num momento em que se pensava &#8220;que a máxima proteção garantiria o máximo direito&#8221;, quanto pela heterogeneidade cultural brasileira. No Gedai, Wachowicz coordena pesquisadores do Direito, que propõem e defendem mudanças na lei. Vários deles estiveram na <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/04/29/gt-de-direito-autoral-atesta-que-lei-brasileira-esta-ultrapassada/">reunião</a> do <a href="http://culturadigital.br/acervosdireitoautoral/">GT de Direito Autoral</a> durante o simpósio.</p>
<ul>
<li><a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/04/29/camoes-nao-escreveu-o-lusiadas-para-sua-propria-leitura/">Relembre a apresentação de Wachowicz em palestra no simpósio</a></li>
</ul>
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		<title>É necessário que o direito autoral se adeque à revolução tecnológica</title>
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		<pubDate>Tue, 25 May 2010 15:11:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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		<category><![CDATA[josé de oliveira ascensão]]></category>

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		<description><![CDATA[O Acordo Google Books abre pistas extraordinárias para se chegar a um caminho viável na resolução do conflito entre digitalização de bens culturais e direitos de autor, à medida que afasta paradigmas como o da soberania do autor digitalizando conteúdos sem autorização prévia. A opinião é do professor catedrático da Faculdade de Direito de Lisboa, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Acordo Google Books abre pistas extraordinárias para se chegar a um caminho viável na resolução do conflito entre digitalização de bens culturais e direitos de autor, à medida que afasta paradigmas como o da soberania do autor digitalizando conteúdos sem autorização prévia. </p>
<p>A opinião é do professor catedrático da Faculdade de Direito de Lisboa, membro da Comissão de Especialistas de Direito de Autor da Comunidade Européia e Presidente da Associação Portuguesa de Direito Intelectual, José de Oliveira Ascensão, que veio ao Brasil para participar do Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais, entre os dias 26 e 29 de abril.</p>
<p><object classid="d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="601" height="338"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=11999619&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=f76f34&amp;fullscreen=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="601" height="338" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=11999619&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=f76f34&amp;fullscreen=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><a href="http://vimeo.com/11999619">José de Oliveira Ascensão, da Assoc. Portuguesa de Direito Intelectual</a> from <a href="http://vimeo.com/flimultimidia">FLi Multimídia</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p>Das quase 7 milhões de obras já digitalizadas pelo Google Books, apenas 15% estão em domínio público &#8211; as demais 85% vêm com algum tipo de direito autoral. Aí, caso a caso, as editoras são consultadas e escolhem o que fazer. Quando o livro pertence ao acervo de uma grande biblioteca ou instituição pública, a contrapartida do Google é devolver à instituição todo o material digitalizado e abrir mão de direitos nos próximos contratos feitos por essa instituição com outras empresas.</p>
<p>Em lugares como o Brasil, considerado o <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/04/29/brasil-e-o-7%C2%BA-pais-mais-restritivo-em-direitos-autorais/">sétimo país mais restritivo em direitos autorais</a>, é preciso pensar como garantir acesso ao conhecimento diante das leis atuais. Esse problema, segundo Ascensão, é antigo e se deve à não adequação das leis às mudanças da sociedade. &#8220;É absurdo achar que a lei que serve ao mundo analógico vai valer para o mundo digital&#8221;, disse.</p>
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		<title>Acervos são viveiros, não monumentos</title>
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		<pubDate>Fri, 21 May 2010 18:01:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Pretti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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		<description><![CDATA[Depois de  quatro dias de discussão, o relator do Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais, João Brant, organiza em três os eixos de medidas a serem tomadas a partir de agora no universo da digitalização de acervos no Brasil: formular políticas públicas (a partir do &#8220;livro branco&#8221; de intenções formulado no evento),  discutir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de  quatro dias de discussão, o relator do <a href="http://www.acervosdigitais.blog.br">Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais</a>, <strong>João Brant</strong>, organiza em três os eixos de medidas a serem tomadas a partir de agora no universo da digitalização de acervos no Brasil: formular políticas públicas (a partir do &#8220;livro branco&#8221; de intenções formulado no evento),  discutir a arquitetura institucional (quem dá conta do quê?) e pensar uma iniciativa conjunta de acesso aos materiais (portal que centralize as buscas?).</p>
<p>Veja a entrevista com o relator, em vídeo, abaixo.</p>
<p><object classid="d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="601" height="338"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=11905190&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=fc7f1e&amp;fullscreen=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="601" height="338" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=11905190&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=fc7f1e&amp;fullscreen=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Para Brant, os grupos de trabalho (GTs) tiveram desenvolvimento díspar e precisam amadurecer questões para estabelecer políticas comuns. O papel dos GTs deveria ser mais propositivo a partir de agora. Mesmo porque, para ele, o que está em discussão não é apenas a preservação e a memória, mas a viabilização do acesso ao patrimônio cultural &#8211; daí o problema dos direitos autorais que limitam a distribuição sem entraves.</p>
<p>Brant cita o professor da Universidade de Montreal, <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/04/29/documentos-nao-vivem-sem-pessoas-em-volta/">Jean-Claude Guedon</a>, para comparar os acervos digitais a viveiros, não a monumentos. &#8220;Acervos são vivos, dinâmicos, requerem atenção o tempo todo, não é apenas para ficar olhando e admirando&#8221;, afirma. Um outro olhar é proposto para o próprio simpósio. &#8220;É um processo, não um evento.&#8221;</p>
<ul>
<li><a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/04/30/4%c2%ba-dia-no-encerramento-a-afirmacao-de-um-processo/">Ouça a avaliação de Brant após o 4º dia de Simpósio</a></li>
</ul>
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		<item>
		<title>O simpósio na íntegra: vídeos arquivados da transmissão online</title>
		<link>http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/04/30/o-simposio-em-videos/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Apr 2010 20:17:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Pretti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cobertura]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[acervos digitais]]></category>
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		<description><![CDATA[Você pode (re)assistir a todas as discussões do Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais. Os vídeos foram gravados ao vivo, na íntegra. SEGUNDA, 26/4 - Abertura com Prof. José de Oliveira Ascenção TERÇA, 27/4 - Grandes Projetos de Digitalização Mathias Schindler (Wikimedia Foundation/ Alemanha) Fréderic Martin (Galica/ França) Pedro Puntoni (Brasiliana, USP/ Brasil) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você pode (re)assistir a todas as discussões do <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/">Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais</a>. Os vídeos foram gravados ao vivo, na íntegra.</p>
<p>SEGUNDA, 26/4</p>
<p><strong>- Abertura com Prof. José de Oliveira Ascenção</strong></p>
<p><object classid="d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="386"><param name="name" value="utv_n_540802" /><param name="flashvars" value="loc=%2F&amp;autoplay=false&amp;vid=6466870&amp;locale=en_US" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.ustream.tv/flash/video/6466870" /><embed id="utv102496" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="386" src="http://www.ustream.tv/flash/video/6466870" allowfullscreen="true" flashvars="loc=%2F&amp;autoplay=false&amp;vid=6466870&amp;locale=en_US"></embed></object></p>
<p>TERÇA, 27/4</p>
<p><strong>- Grandes Projetos de Digitalização<br />
</strong>Mathias Schindler (Wikimedia Foundation/ Alemanha)<br />
Fréderic Martin (Galica/ França)<br />
Pedro Puntoni (Brasiliana, USP/ Brasil)</p>
<p>parte 1/4 &#8211; <a href="http://www.ustream.tv/recorded/6477929">http://www.ustream.tv/recorded/6477929</a><br />
parte 2/4 &#8211; <a href="http://www.ustream.tv/recorded/6478092">http://www.ustream.tv/recorded/6478092</a><br />
parte 3/4 &#8211; <a href="http://www.ustream.tv/recorded/6478213">http://www.ustream.tv/recorded/6478213</a><br />
parte 4/4 &#8211; <a href="http://www.ustream.tv/recorded/6478343">http://www.ustream.tv/recorded/6478343</a></p>
<p><strong>- GTs de Vídeo e Áudio<br />
</strong><a href="http://www.ustream.tv/recorded/6482689">http://www.ustream.tv/recorded/6482689</a></p>
<p><strong>- Direito à Cultura &#8211; Acesso Qualificado<br />
</strong>Jean-Claude Guedon (Universidade de Montreal/ Canadá)<br />
José Murilo Jr. (Gerência de Cultura Digital do Ministério da Cultura/ Brasil)<br />
Evelin Heidel (Bibliofyl/ Argentina)<br />
Beatriz Busaniche (Via Livre/ Argentina)<br />
Pablo Ortellado (GPOPAI- USP/ Brasil)<br />
<a href="http://www.ustream.tv/recorded/6484492">http://www.ustream.tv/recorded/6484492</a></p>
<p>QUARTA, 28/4</p>
<p><strong>- Preservação (Patrimônio Cultural)</strong><br />
Andreas Lange (Computer Game Museum/ Alemanha)<br />
Anne Vroegop (DISH/ Holanda)<br />
Frans Hoving (The Netherlands Institute for Heritage/ Holanda)<br />
Moderação: Ângela Bittencourt (Biblioteca Nacional)</p>
<p>parte 1/4 &#8211; <a href="http://www.ustream.tv/recorded/6502779">http://www.ustream.tv/recorded/6502779</a><br />
parte 2/4 &#8211; <a href="http://www.ustream.tv/recorded/6503510">http://www.ustream.tv/recorded/6503510</a><br />
parte 3/4 &#8211; <a href="http://www.ustream.tv/recorded/6503573">http://www.ustream.tv/recorded/6503573</a><br />
parte 4/4 &#8211; <a href="http://www.ustream.tv/recorded/6504194">http://www.ustream.tv/recorded/6504194</a></p>
<p><strong>- GT Direito Autoral</strong></p>
<p>parte 1/4 &#8211; <a href="http://www.ustream.tv/recorded/6508128">http://www.ustream.tv/recorded/6508128</a><br />
parte 2/4 &#8211; <a href="http://www.ustream.tv/recorded/6508620">http://www.ustream.tv/recorded/6508620</a><br />
parte 3/4 &#8211; <a href="http://www.ustream.tv/recorded/6508801">http://www.ustream.tv/recorded/6508801</a><br />
parte 4/4 &#8211; <a href="http://www.ustream.tv/recorded/6509700">http://www.ustream.tv/recorded/6509700</a></p>
<p><strong>- Direitos de Autor e Diversidade Cultural<br />
</strong>Jeremy Malcolm (Consumers International/ Austrália)<br />
Marcos Wachowicz (UFSC/ Brasil)<br />
Marcos Souza (GDA- Ministério da Cultura/ Brasil)<br />
Moderação: Manoel J.P. dos Santos</p>
<p>parte 1/2 &#8211; <a href="http://www.ustream.tv/recorded/6510605">http://www.ustream.tv/recorded/6510605</a><br />
parte 2/2 &#8211; <a href="http://www.ustream.tv/recorded/6510756">http://www.ustream.tv/recorded/6510756</a></p>
<p>QUINTA, 29/4</p>
<p><strong>- Sustentabilidade para Ações de Digitalização<br />
</strong>Paul Keller (Creative Commons/ Holanda)<br />
Ivo Corrêa (Google/ Brasil)<br />
Eliane Costa (Petrobrás/ Brasil)<br />
Sérgio Burgi (Instituto Moreira Salles/ Brasil)<br />
Moderação: Roberto Taddei</p>
<p>parte 1/3 &#8211; <a href="http://www.ustream.tv/recorded/6530510">http://www.ustream.tv/recorded/6530510</a><br />
parte 2/3 &#8211; <a href="http://www.ustream.tv/recorded/6530553">http://www.ustream.tv/recorded/6530553</a><br />
parte 3/3 &#8211; <a href="http://www.ustream.tv/recorded/6530776">http://www.ustream.tv/recorded/6530776</a></p>
<p><strong>- GT de Texto e Imagem<br />
</strong>(por problemas de conexão à internet, não foi possível gravar e transmitir o GT)</p>
<p><strong>- Políticas Públicas &#8211; Por um Plano Nacional<br />
</strong>Nelson Simões (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa/ Brasil)<br />
José Castilho (Secretário Executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura/ Brasil)<br />
Carlos Ditadi (Arquivo Nacional/ Brasil)<br />
<a href="http://www.ustream.tv/recorded/6536979">http://www.ustream.tv/recorded/6536979</a></p>
<p><strong>- Encerramento</strong></p>
<p>Homenagem a José Mindlin<br />
<a href="http://www.ustream.tv/recorded/6540971">http://www.ustream.tv/recorded/6540971</a></p>
<p>Discurso do ministro da Cultura, Juca Ferreira<br />
<a href="http://www.ustream.tv/recorded/6541716">http://www.ustream.tv/recorded/6541716</a></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Juca Ferreira diz que MinC não recuará na reforma da lei de direito autoral</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Apr 2010 19:15:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Pretti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cobertura]]></category>
		<category><![CDATA[direito autoral]]></category>
		<category><![CDATA[juca ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[legislação]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;A essa altura do campeonato não dá para amarelar.&#8221; O tom de algo sem volta que o ministro da Cultura, Juca Ferreira, deu ao discurso de encerramento do Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais, na noite de quinta-feira, animou os representantes de 19 organizações autoras de uma carta pedindo urgência no trâmite  da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;A essa altura do campeonato não dá para amarelar.&#8221; O tom de algo sem volta que o ministro da Cultura, Juca Ferreira, deu ao discurso de encerramento do <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/">Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais</a>, na noite de quinta-feira, animou os representantes de 19 organizações autoras de uma <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/04/30/carta-enderecada-ao-ministro/">carta</a> pedindo urgência no trâmite  da nova lei de direitos autorais. &#8220;Não se inquietem. O ministério não recuará. Não há vacilo&#8221;, disse.</p>
<div id="attachment_539" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.flickr.com/photos/flimultimidia/4564723892/"><img class="size-medium wp-image-539" title="juca ferreira" src="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/files/2010/04/juca-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">O ministro da Cultura, Juca Ferreira, durante o encerramento do simpósio. Crédito: Coletivo Garapa.</p></div>
<p>Após quatro dias de debates sobre digitalização de acervos, que invariavelmente caíam na questão da propriedade intelectual, a carta pede ao MinC que o projeto da nova lei de direitos autorais &#8220;seja encaminhada urgentemente para consulta pública e ao Congresso&#8221;. Juca prometeu que o fará, respeitando o trâmite interno do governo. &#8220;Vamos abrir um debate a partir desse docmento. O texto já está na Casa Civil e passará a debate público assim que os ministério ligados ao tema estejam informados e posicionados.&#8221;</p>
<p>Juca demonstrou preocupação com o possível desfoque no debate devido às eleições. &#8220;O prazo de término da consulta pública precisa ultrapassar o dia da eleição, pra evitar a contaminação dos conflitos, porque gera oportunismo. Perder um mês ou dois é importantíssimo para disassociar a nova lei do processo eleitoral&#8221;, disse, sem definir quando a consulta virá a público e quanto durará.</p>
<p>Mas o ministro está otimista com o trabalho realizado pelo governo nos últimos oito anos, tempo que a sociedade vem debatendo as reformas da lei 9.610/1998. &#8220;O pior já passou. A ideia de uma reforma é absolutamente simpática à maioria dos artistas, intelectuais e criadores. Claro que alguns empresários da área cultural não vão se convencer. E o debate não é pra eles&#8221;, disse.</p>
<p>Mais trechos do discurso:</p>
<blockquote><p>Eu tenho um iPod, minha filha grava para mim porque eu não tenho tempo de gravar &#8211; e confesso que não tenho muita paciência. Eu estou ilegal. Não só eu como todo mundo que tem um iPod, porque a lei atual não permite a cópia individual. Há situações exóticas desse tipo na legislação brasileira atual.</p></blockquote>
<blockquote><p>Muita gente faz mecenato com dinheiro público. Mas mecenato é meter a mão no próprio bolso para doar, por exemplo, uma coleção de uma importância dessas para a sociedade. &#8211; sobre a doação dos livros de José Mindlin à USP, que criou a biblioteca Brasiliana Digital</p></blockquote>
<blockquote><p>O Ministério da Cultura tem até prazer nessas discussões públicas que temos provocado.</p></blockquote>
<blockquote><p>O texto está na Casa Civil. A ex-ministra Dilma já se manifestou duas vezes publicamente favorável ao processo que estamos vivenciando. Uma das vezes, ela disse para mim: &#8216;É o tipo de briga que eu gosto&#8217;.</p></blockquote>
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		<item>
		<title>Em carta, organizações pedem consulta pública da nova lei de direitos autorais</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Apr 2010 03:06:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Agustini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cobertura]]></category>
		<category><![CDATA[carta]]></category>
		<category><![CDATA[direito autoral]]></category>
		<category><![CDATA[encerramento]]></category>
		<category><![CDATA[juca ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[ministro]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma na lei de direito autoral]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante a cerimônia de encerramento do Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais, Oona Castro (na foto) leu uma carta assinada por diversas organizações da sociedade civil para o Ministro da Cultura Juca Ferreira pedindo urgência na apresentação do texto de revisão da lei de direitos autorais. Após ouvir a mensagem, Juca pediu que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/files/2010/04/oona.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-525" title="oona" src="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/files/2010/04/oona-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Durante a cerimônia de encerramento do Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais, Oona Castro (na foto) leu uma carta assinada por diversas organizações da sociedade civil para o Ministro da Cultura Juca Ferreira pedindo urgência na apresentação do texto de revisão da lei de direitos autorais.</p>
<p>Após ouvir a mensagem, Juca pediu que a carta fosse entregue formalmente, prometeu levar o seu conteúdo para discussão no ministério e afirmou que não irá &#8220;amarelar&#8221;, garantindo a abertura da consulta pública para o próximo mês. </p>
<p>Segue abaixo o conteúdo da carta lida na íntegra para ser divulgada e espalhada pela rede. Em sua fala o  ministro disse concordar com a integralidade do texto e pediu que as entidades autoras do manifesto sigam  fazendo o aquecimento do debate.</p>
<blockquote><p>Ministro Juca Ferreira,</p>
<p>No encerramento deste seminário, gostaríamos de compartilhar uma reflexão sobre a reforma da lei de  direito autoral: sobre sua importância e urgência.</p>
<p>Desde o começo desta gestão, o Ministério da Cultura tem trabalhado arduamente na construção de novos parâmetros para uma lei de direitos autorais em consonância com o tempo que vivemos. Sabemos dos esforços e investimentos na construção de uma proposta que contemplasse preocupações de diversos setores, negociada, minuciosamente estudada, fundamentada em estudos sobre legislações de diversos países.</p>
<p>Nos últimos quatro anos estivemos, Ministério e sociedade, discutindo exaustivamente a lei de direito autoral. Foram oito amplos fóruns e mais de 80 reuniões setoriais, além das reuniões internas que fizeram<br />
o governo e cada setor da sociedade implicado pela reforma.</p>
<p>A reforma do direito autoral é provavelmente a mais importante das reformas propostas pela atual gestão, com a participação de diversos setores da sociedade civil. Como sabemos, a lei 9.610, de 1998, hoje não responde mais aos desafios colocados pela sociedade da informação, pelas novas tecnologias, pelas novas formas de produção e distribuição de informação, cultura e conhecimento. O direito autoral se constitui como o principal instrumento jurídico organizador da cadeia produtiva da cultura. É ele, basicamente, que regula a distribuição dos dividendos das atividades econômicas da cultura entre criadores e intermediários. É ele também que regula o acesso do público à cultura e ao conhecimento.</p>
<p>Toda e qualquer postergação nesse momento pode colocar em risco o esforço hercúleo empreendido pelo Ministério da Cultura, o governo, e os setores da sociedade envolvidos na construção dessa nova proposta ao longo dos últimos quatro anos. É público e notório que nos próximos meses o país estará imerso em atividades e debate público relacionados à Copa do Mundo e às eleições. É fundamental que este Ministério, que conduziu este processo até agora, dê consequência ao imenso trabalho realizado, em conjunto com a sociedade. Isso implicará, certamente, trabalho consistente, num momento em que o Ministério já encara um significativo desafio com a proposta de mudanças na Lei Rouanet. Mas não podemos recuar agora.</p>
<p>Estamos num momento crítico na tramitação desta reforma. Se não a encaminharmos nos próximos dias, com a publicação do texto para consulta pública, esse grande esforço de debate e construção coletivos<br />
terá sido em vão. E o saldo de todo esse trabalho, zero.</p>
<p>A modificação da lei que está sendo proposta reflete o anseio de estudantes, pesquisadores e professores que buscam acesso ao conhecimento, de instituições que precisam preservar o patrimônio nacional, de consumidores que adquirem produtos culturais, de criadores que precisam ser reconhecidos por sua produção intelectual e artística, com uma relação equilibrada com os intermediários da cadeia.</p>
<p>O texto que resultou de todo este debate é agora, com todas as suas imperfeições, um texto da sociedade civil, tanto quanto do Ministério. É uma questão de honra para esse mandato que essa proposta seja<br />
encaminhada urgentemente para consulta pública e ao Congresso. Abrir mão disso, agora, só servirá aos interesses daqueles que não querem a reforma da lei, dos que temem a reorganização do setor produtivo da cultura, dos que hoje estabelecem os gargalos na distribuição da informação e do conhecimento.</p>
<p>Não há momento ideal para empreitadas dessa natureza. Mas não há outra forma de vencer uma partida, senão colocando o time em campo, a bola rolando, e fechando, com sua equipe e torcida, as estratégias do jogo.</p>
<p>Contamos com o Ministério da Cultura nesse momento decisivo. É hora de entrar em campo com coragem; ou seremos derrotados por W.O.</p>
<p>Cordialmente,</p>
<p>Casa de Cultura Digital<br />
Laboratório Brasileiro de Cultura Digital<br />
Instituto Nupef<br />
Rede Livre de Compartilhamento da Cultura Digital<br />
Pontão de Cultura Digital da ECO-UFRJ<br />
Escola de Comunicação da UFRJ<br />
Associação Brasileira dos Estudantes de EAD<br />
GPopai<br />
União Nacional dos Estudantes &#8211; UNE<br />
Instituto Circuito Universitario de Cultura e Arte &#8211; CUCA da UNE<br />
Veredas<br />
Intervozes &#8211; Coletivo Brasil de Comunicação Social<br />
Descentro &#8211; nó emergente de ações colaborativas<br />
Ação Educativa<br />
MPB &#8211; Música Pra Baixar<br />
CTS/FGV<br />
Instituto Sociocultural Overmundo<br />
Partido Pirata<br />
Instituto Paulo Freire</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Brasil é o 7º país mais restritivo em direitos autorais</title>
		<link>http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/04/29/brasil-e-o-7%c2%ba-pais-mais-restritivo-em-direitos-autorais/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Apr 2010 18:39:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Pretti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cobertura]]></category>
		<category><![CDATA[américa latina]]></category>
		<category><![CDATA[direito autoral]]></category>
		<category><![CDATA[IP watchlist]]></category>
		<category><![CDATA[Jeremy Malcolm]]></category>

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		<description><![CDATA[O coordenador da Consumers International, australiano Jeremy Malcolm, apresentou na mesa da tarde desta quarta-feira do Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais a lista dos países-exemplo em direitos autorais, para o bem e para o mal. Veja: 2010 IP Watchlist (IP significa Intelectual Property &#8211; propriedade intelectual) Os melhores (top 10): Índia Líbano [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O coordenador da <a href="http://www.consumersinternational.org/">Consumers International</a>, australiano Jeremy Malcolm, apresentou na mesa da tarde desta quarta-feira do <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/">Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais</a> a lista dos países-exemplo em direitos autorais, para o bem e para o mal. Veja:</p>
<p><a href="http://a2knetwork.org/watchlist"><strong>2010 IP Watchlist</strong></a><br />
(IP significa Intelectual Property &#8211; propriedade intelectual)</p>
<p>Os melhores (top 10):<br />
Índia<br />
Líbano<br />
Israel<br />
EUA<br />
Indonésia<br />
África do Sul<br />
Bangladesh<br />
Marrocos<br />
Suécia<br />
Paquistão</p>
<p>Os piores (last 10):<br />
Chile<br />
Jordânia<br />
Reino Unido<br />
Quênia<br />
Tailândia<br />
Argentina<br />
Brasil<br />
Zâmbia<br />
Egito<br />
Japão</p>
<p>Para Malcolm, o resultado de uma lei tão restritiva, como a brasileira de 1998, é a pirataria. Uma pesquisa apresentada por ele mostra que a maioria dos brasileiros compraria produtos legais se a lei e o acesso (preço, oferta) fossem razoáveis.</p>
<p>Numa visão global, a América Latina é o pior continente em leis de direitos autorais, o mais restritivo &#8211; e isso não tem a ver com a riqueza do país. &#8220;Mas deveria ter uma relação&#8221;, afirma o pesquisador. &#8220;Assim comprovamos que a proteção demasiada não está relacionada a metas de desenvolvimento do país nem há preocupação com maior acesso da população pobre a bens culturais.&#8221;</p>
<ul>
<li><a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/04/08/entrevista-com-jeremy-malcon-%E2%80%9Ca-luta-para-assegurar-o-acesso-do-publico-as-producoes-cultural-e-cientifica-da-sociedade%E2%80%9D/">Leia entrevista com Jeremy Malcolm</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>&#8216;Camões não escreveu &#8216;Os Lusíadas&#8217; para sua própria leitura&#8217;</title>
		<link>http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/04/29/camoes-nao-escreveu-o-lusiadas-para-sua-propria-leitura/</link>
		<comments>http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/2010/04/29/camoes-nao-escreveu-o-lusiadas-para-sua-propria-leitura/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 Apr 2010 18:27:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Pretti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cobertura]]></category>
		<category><![CDATA[direito autoral]]></category>
		<category><![CDATA[legislação]]></category>
		<category><![CDATA[marcos wachowicz]]></category>

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		<description><![CDATA[Não há nada de ultrapassado no pensamento da Escola de Frankfurt (Adorno, Horkheimer, Benjamin etc.) quando o assunto é direito autoral de bens culturais na era digital. Os alemães do início do século 20 forjaram o termo Indústria Cultural, que analisa a transformação da cultura em consumo e hoje serve de base para o pensamento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_511" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/files/2010/04/marcos.jpg"><img class="size-medium wp-image-511" title="marcos" src="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/files/2010/04/marcos-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Marcos Wachowicz fala durante a discussão sobre direitos autorais. Crédito: Coletivo Garapa</p></div>
<p>Não há nada de ultrapassado no pensamento da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_de_Frankfurt">Escola de Frankfurt</a> (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Theodor_W._Adorno">Adorno</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Max_Horkheimer">Horkheimer</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Walter_Benjamin">Benjamin</a> etc.)  quando o assunto é direito autoral de bens culturais na era digital. Os alemães do início do século 20 forjaram o termo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ind%C3%BAstria_cultural">Indústria Cultural</a>, que analisa a transformação da cultura em consumo e hoje serve de base para o pensamento do professor <strong>Marcos Wachowicz</strong> (Gedai-UFSC). A apresentação do especialista em direito autoral na mesa da tarde da quarta-feira no <a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/">Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais</a> teve certo tom de manifesto: &#8220;Cultura não pode ser vista como negócio.&#8221;</p>
<p>Como se estrutura o pensamento de Wachowicz:</p>
<p><strong>O contexto</strong><br />
- Tudo começa com uma provocação. &#8220;O que é esta sociedade da informação? É um slogan&#8221;, diz. Para ele, seria melhor falar em sociedade da comunicação.</p>
<p>- O teórico espanhol Manuel Castells foi quem criou a expressão mais válida, de acordo com o professor: <a href="http://pt.wikilingue.com/es/Manuel_Castells#Castells.2C_a_Sociedade_da_Informa.C3.A7.C3.A3o_e_a_Sociedade_Informacional">&#8220;sociedade informacional&#8221;</a>, em oposição à era anterior, a &#8220;sociedade industrial&#8221;.</p>
<p>- Isso leva a um novo olhar para a realidade: os bens criados hoje em dia são intelectuais (e não só mais industriais), com uma economia toda voltada à premiação de quem tem ou gera informação e conhecimento. Há dois pilares que seguram a estrutura: processamento e comunicação da informação. &#8220;O que está em causa é a acessibilidade e a distribuição, tanto quanto a produção.&#8221;</p>
<p>- Daí o ótimo exemplo da biblioteca <a href="http://ww.brasiliana.usp.br">Brasiliana Digital</a>, segundo Wachowicz. Ela não quer só digitalizar o livro velho, tirar algo do analógico para o digital. Mas preservar o patrimônio que estava sujeito a dano e levar acesso à população. &#8220;Por mais que as obras estejam em em domínio público, o brasileiro não tem acesso &#8211; ou porque está fechada na biblioteca ou porque está esgotada ou porque as editoras não têm interesse na publicação ou por mil outros motivos.&#8221; O digital entra aqui, para aproximar as obras dos brasileiros.</p>
<p><strong>A teoria</strong><br />
- O que muda no campo do direito com a sociedade informacional é que o novo bem intelectual não está dentro da seara do Direito Privado. o autor cria a obra para a sociedade. &#8220;Camões não escreveu <a href="http://purl.pt/1">&#8216;Os Lusíadas&#8217;</a> para sua leitura. Nem Picasso pintou <a href="http://luisanderson.files.wordpress.com/2009/12/guernica_pablo_picasso.jpg">&#8216;Guernica&#8217;</a> para si mesmo. É um bem cultural&#8221;, diz. Ele ressata que todo bem intelectual é potencialmente um bem cultural &#8211; só vira se for absorvido pela sociedade, se traduzir identidades culturais de um povo.</p>
<div id="attachment_593" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/files/2010/04/lusiadas.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-593" title="lusiadas" src="http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais/files/2010/04/lusiadas-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Primeira edição de &#39;Os Lusíadas&#39;, de 1572, digitalizado na Biblioteca Nacional de Portugal - http://purl.pt/1</p></div>
<p>- Aqui entra a indústria cultural de Frankfurt, que critica a transformação desses bens culturais em produtos. A cultura é posta à venda e, por isso, deve agradar e seduzir o consumidor. &#8220;Mas um bem cultural não pode ser visto dessa maneira.&#8221;</p>
<p>- Wachowicz mostra um esquema para entender o que aconteceu:<br />
. Sociedade industrial<br />
lógica do direito autoral (criar proteção jurídica da condição de autor) garantia do retorno do investimento feito</p>
<p>. Sociedade informacional<br />
fim da cópia e o surgimento da cópia perfeita (qual é o arquivo digital original?), que gera um novo conceito de autoria (Wikipedia, por exemplo). Como então atribuir o direito? &#8220;Deve ser revisto&#8221;, afirma o professor.</p>
<p><strong>A realidade</strong><br />
- A lógica da troca de arquivos (redes p2p) e da colaboração (YouTube, por exemplo) não cabem nas legislações da sociedade industrial. Resultado: toda a população do mundo inteiro é pirata.</p>
<p>- O conflito sobre direito autoral se torna político e ideológico. Continua-se com a visão de que a máxima proteção vai conduzir ao máximo desenvolvimento, uma visão &#8220;minimalista&#8221;, para Wachowicz, pensando em acesso à informação, educação, cultura, conhecimento.</p>
<p>- A lei brasileira de direitos autorais está inadequada à sociedade informacional, e deve ser revista principalmente sob a ótica do Direito Cultural.</p>
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