O SNIIC do Século XXI.

 

 

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O Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais – SNIIC do Século XXI

O retorno do Ministro Juca Ferreira dá nova dinâmica à construção do Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais. Agora, de volta ao Século XXI, o desenho de implantação do Sistema se torna factível, com a chancela, entendimento e patrocínio do Dirigente do MinC.

O SNIIC é e será o lugar para se agrupar, organizar, integrar, interoperar um conjunto de sistemas informacionais, bancos de dados, informações, conhecimentos e  mapeamentos dispersos nos órgãos da administração pública das três esferas da federação, instituições privadas e da sociedade civil organizada e de quaisquer outras iniciativas de organização de dados, informações e conhecimento do campo cultural.

Qualquer cidadão interessado em dados, informação e conhecimento no universo da cultura terá acesso garantido a partir do SNIIC. Será possível oferecer transparência e meios para se monitorar, avaliar e formular as políticas públicas do campo da cultura, fornecendo também insumos para as pesquisas e produção acadêmica, científica e investigativa.

Além de um repositório de dados, informações e conhecimento, o SNIIC tem um desenho inovador, fundado nas oportunidades tecnológicas e sociais de se pensar e tratar as políticas públicas na atualidade. Para tanto, o primeiro Módulo do Sistema é para o Mapeamento da Diversidade Cultural Brasileira, e tem por interface o Registro Aberto da Cultura – RAC, um banco de dados alimentado colaborativamente pelo cidadão.

O RAC, atual interface do banco de dados, tem por principal objetivo construir o Mapeamento da Diversidade Cultural Brasileira, e foi desenhado para levantar um perfil mínimo dos agentes e objetos culturais, contendo, principalmente, qual área de atuação do agente cultural, espaço ou iniciativa – sua localização e informações básicas como histórico, currículo, programação, contato.

Outra inovação, ainda não implementada, é o Módulo Plataforma Digital de Governança Colaborativa, que será o ambiente para promover a comunição entre os cidadãos e os agentes culturais públicos e privados. Uma rede social definitiva da cultura. Atualmente, a plataforma de blogs Cultura Digital é a única via de participação e troca direta entre a sociedade e o MinC.

A ideia é que em pouco tempo a Plataforma Digital de Governança Colaborativa, a partir do banco de dados resultante do Mapeamento da Diversidade Cultural Brasileira e dos conteúdos constantes em outros módulos do SNIIC, torne disponível serviços para que artistas e pesquisadores encontrem seus pares ou saibam, por exemplo, que pesquisa  existe de uma determinado tema. Produtores poderão localizar outros produtores em sua cadeia produtiva e a sociedade poderá encontrar espaços para consumir bens culturais. É uma forma de empoderamento do indivíduo que trabalha com arte e cultura, pois oferecerá ferramental para que ele não precise acessar um agente público para obter as informações de monitoramento de sua área ou segmento.

Entendemos, portanto, que os principais eixos do SNIIC são:

  1. Dados, Informações e conhecimento de fontes oficiais;
  2. Mapeamento colaborativo da diversidade cultural brasileira;
  3. Plataforma de governança colaborativa e digital.

Estar na transição da lógica do Século XX para o Século XXI causa alguns dilemas, por exemplo, quando se questiona a fidedignidade de um dado autodeclarado em contraposição aos dados contidos e colhidos por meio de ritos protocolares nos sistemas e bancos de dados oficiais. Este debate permeia a implementação do SNIIC e causa posicionamentos refratários ao RAC.

Entendemos que esta é a melhor ferramenta para produzirmos o mapeamento da diversidade cultural brasileira ao se observar que o método autodeclaratório tem por finalidade gerar e produzir dados e informações dinâmicos e constantemente atualizados, além de promover uma alternativa de custos significativamente baixos em relação aos levantamentos censitários feitos por meio de contratos com instituições como o IBGE ou a FGV.

A solução RAC (Mapeamento da Diversidade Cultural Brasileira) não exclui a possibilidade de se contrapor os dados gerados por metodologias e sistemas oficiais aos dados colhidos colaborativamente. Consequentemente, poderemos criar marcadores para os dados chancelados nos diversos sistemas das áreas finalísticas do MinC. Esta diferenciação servirá tanto para a sociedade discernir a origem das informação, como para que os órgãos públicos saibam que iniciativas, agentes e equipamentos ainda não estão registrados em seus sistemas podendo, assim, formular políticas para os alcançar.

O Estado, quando implantar o Módulo Plataforma de Governança Colaborativa e Digital da Cultura, proverá uma estrutura que inaugurará a Rede Social da Cultura e possibilitará, também, a criação de inúmeras redes específicas dos segmentos, setores, categorias, consumidores, patrocinadores e fomentadores.

A governança do Sistema e da Plataforma de Governança, portanto, deve ser precisa, pois, a quantidade de atores, forças e relações deste universo ontológico é grande. Os papéis, atribuições e limites necessitam ser estipulados por regramentos que os especifiquem e distribuam equilibradamente.

Este modelo de governança deverá ser construído coletivamente e submetido a consultas e audiências públicas para ter legitimidade e força.

A etratégia para viabilizar a implementação do projeto SNIIC é a da descentralização por meio de desenvolvimento modular e distribuído. Os diversos sistemas e mapeamentos existentes no Brasil, portanto, são parte do SNIIC e necessitarão da devida integração. Contudo, o domínio, a gestão de cada módulo ou sistema será do órgão finalístico ou descentralizado que o criou. Por exemplo:

  1. o Sistema de Museus do IBRAM detém a chancela de dados oficiais sobre iniciativas museais;
  2. o mapeamento dos Pontos de Cultura fica por conta da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural;
  3. os Mapas Culturais da Cidade de São Paulo são de responsabilidade da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo,desenvolvido em parceria com o Instituto TIM;
  4. o Módulo Plataforma Digital de Governança Colaborativa, próximo módulo do Sistema a ser desenvolvido pela atual Secretaria de Articulação Institucioanal – SAI/MinC.

Enfim, todos deverão ter estrutura e portas para integração das informações com os módulos do SNIIC, além de integrarem o próprio SNIIC.

Para o sucesso deste desafio, é necessária uma Política de Gestão da Informação, tanto no ambiente do Sistema MinC, como junto aos entes da federação, sociedade civil organizada e instituições privadas de cultura. Desta forma, sugere-se a criação, como possível arena para discussão do tema, de um Fórum Nacional de Gestão das Informações no Campo da Cultura, o qual poderá ter reuniões específicas para cada segmento, nível e esfera e uma reunião anual para difusão e discussão e tomada de decisões sobre o SNIIC, feitas coletivamente.

O Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais, portanto, é um “Ser Dialético” em constante construção e mutação e, portanto, até alcançar a maturidade, demandará muita dedicação de seus criadores. A música “Semente do Amor”, da banda A Cor do Som, nos dá uma sugestão para viabilizar o Sistema:

“Sim é como a flor, de água, ar, luz e calor, o AMOR precisa para viver;

de emoção e de alegria, tem que regar todo dia.”.

 

SNIIC: Histórico e princípio básico

No atual contexto da web 2.0, onde a democracia digital, participativa e direta ganha, a partir do acesso às tecnologias, a possibilidade de o Estado se aproximar da sociedade e, assim, poder formular, monitorar e avaliar as políticas públicas com a participação cidadã, as ferramentas para Gestão Colaborativa ganham destaque e real necessidade de serem implantadas.

Este modelo de gestão vai de encontro às necessidades de colaboração e participação dispostas na Lei nº 10.343, de 2 de dezembro de 2010. Para tanto, a Lei prevê, em seu Artigo 9º, a criação do o Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais – SNIIC, que tem por primeiro módulo o Registro Aberto da Cultura – RAC.

O Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC) tem o intuito de coletar, armazenar, e difundir os dados e informações sobre objetos culturais em âmbito nacional, agregando bases de dados de órgãos públicos e privados de cultura, que facilitarão a atualização das informações por meio de acesso remoto, formando um sistema de informações dinâmico e vivo e assim pretende ter o maior repositório de dados sobre a cultura brasileira. Esses dados serão compartilhados de forma pública e transparente, oferecendo informações estratégicas tanto para os órgãos e instituições gestoras da cultura quanto para todo cidadão brasileiro.

 

O RAC/SNIIC está baseado em três conceitos centrais – usuário-informante, agente cultural e objeto cultural:

 

  1. O usuário informante é qualquer cidadão que se disponha a prestar informações sobre a cultura brasileira;
  2. O agente cultural é qualquer profissional ou instituição que mantenha relação com o mundo da cultura (Ex: fundações, institutos, empresas, artistas).
  3. O objeto cultural é toda e qualquer externalidade física mantida por um agente cultural cadastrado (Ex.: um teatro, um cinema, um grupo folclórico).

 

O princípio básico do SNIIC, portanto, é que cada objeto cultural tem um agente cultural vinculado e um usuário-informante. Assim, fica estabelecida uma cadeia lógica dos três conceitos que une órgãos e instituições, gestores ou mantenedores de objetos culturais e qualquer cidadão brasileiro que cadastre as informações que lhes são pertinentes.

 

Em funcionamento desde fevereiro de 2013, o RAC/SNIIC já conta com mais de 8.600 agentes culturais cadastrados, além de 3.766 objetos culturais. “A plataforma é um sucesso, graças a informações de acesso público e gratuito sobre produção cultural, realizadores, gestores e programas nas cinco regiões do Brasil”, destaca o coordenador-geral de Monitoramento de Informações Culturais do MinC, Geraldo Horta. “O SNIIC é uma ferramenta que proporciona respostas tais como: quem são e onde estão os artistas, ou com quais elementos da cultura os grupos e equipamentos atuam”, completa.

II Reunião da Comissão do SNIIC

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A Secretaria de Políticas Culturais (SPC) do Ministério da Cultura (MinC) promoverá, no dia 1º de dezembro, das 9h30 às 12h30, uma manhã de palestras sobre Gestão da Informação, Governança Colaborativa e Desenvolvimento de Aplicativos e Sistemas para Mapeamento Cultural. O objetivo é difundir e disseminar a cultura da Gestão da Informação e do Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC), plataforma de governança colaborativa para agregar informações da cultura brasileira.

Serão realizadas as seguintes palestras:

  • O Caso de Sucesso SAGI no Campo da Avaliação e Gestão da Informação no Governo Federal.
    Palestrante: Paulo Januzzi, secretário Nacional de Avaliação e Gestão da Informação do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).
  • Caso de Sucesso de Governança Colaborativa no RS – Gabinete Digital.
    Palestrante: Vinícius Wu, secretário-geral de Governo do Estado do Rio Grande do Sul e coordenador do Gabinete Digital
  • O Desenvolvimento Distribuído e Colaborativo para Plataformas e Aplicativos que se Integrem ao SNIIC, O Modelo Piloto – Mapas Culturais da Cidade de São Paulo.
    Palestrante: Leonardo Germani, desenvolvedor e integrante da empresa de tecnologia Hacklab.

As palestras serão transmitidas em tempo real, via streaming. Para acessar, clique em banner (correspondente na homepage do Ministério da Cultura (MinC) -> http://www.cultura.gov.br/

https://www.facebook.com/events/488907977917872/?pnref=story

Lançamento de Mapas Culturais em SP

A Prefeitura de São Paulo e o Instituto TIM se uniram em 2013 em um esforço conjunto para dar mais qualidade à gestão cultural dos municípios e estados. O objetivo era reunir informações sobre agentes, espaços, eventos e projetos culturais por meio de uma ferramenta colaborativa, fornecendo ao poder público uma radiografia da área de cultura e ao cidadão um mapa de espaços e eventos culturais da cidade. Dessa parceria surgiu Mapas Culturais, um software livre que pode ser adotado gratuitamente por qualquer cidade ou estado, e que em São Paulo leva o nome de SP Cultura.

No próximo dia 4, a plataforma será lançada oficialmente na Praça das Artes, em São Paulo, com a presença do prefeito Fernando Haddad, do secretário municipal de Cultura Juca Ferreira e de um representante do Ministério da Cultura, além de instituições e coletivos culturais. Também comparecerão gestores públicos dos 6 municípios e 2 estados que adotarão a ferramenta em 2014: os governos do Ceará e do Rio Grande do Sul, e dos municípios de Campinas (SP), Santos (SP), João Pessoa (PB), Vitória da Conquista (BA), Sobral (CE) e Itacoatiara (AM).

A plataforma está alinhada ao Sistema Nacional de Informação e Indicadores Culturais do Ministério da Cultura (SIINC) e contribui para que os gestores públicos realizem alguns dos objetivos do Plano Nacional de Cultura. Em São Paulo ela foi utilizada, por exemplo, para alimentar a programação da Virada Cultural (realizada entre os dias 17 e 18 de maio) no site e em aplicativos do evento.

Fonte:  http://institutotim.org.br/2014/07/31/lancamento-da-plataforma-mapas-culturais/

 

Versão 1.0 do Registro Aberto da Cultura (RAC) e Nuvem da Cultura

RAC – Registro Aberto da Cultura:

A primeira experiência governamental de mapeamento cultural aberto e colaborativo promovida em âmbito nacional.

O RAC, módulo inicial do Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC), tem o intuito de coletar, armazenar, e difundir os dados e informações sobre agentes e objetos culturais em âmbito nacional.

O RAC está baseado em três conceitos centrais:

1. O usuário informante é qualquer cidadão que se disponha a prestar informações sobre a cultura brasileira.

2. O agente cultural é qualquer profissional ou instituição que mantenha relação com o mundo da cultura (Ex: fundações, institutos, empresas, artistas).

3. O objeto cultural é toda e qualquer equipamento, manifestação ou espaço vinculado a um agente cultural cadastrado (Ex.: teatros, cinemas, grupos folclóricos).

O princípio básico é: cada objeto cultural tem um agente vinculado e um Usuário – informante.

A versão Beta do RAC, em experiência desde novembro de 2013, possibilitou testes, analises e inclusão de dados por parte de agentes públicos federais, estaduais, municipais e cidadãos. Inúmeras informações sobre objetos culturais já estão cadastradas. Agora, o MinC lança a versão 1.0 desta aba do Sistema SNIIC que oferecerá funcionalidades como:

  • possibilitar a geolocalização dos agentes e objetos culturais;
  • fornecer a identificação única e a rastreabilidade de um agente cultural ou de um objeto cultural;
  • permitir denúncias de publicações impróprias ou indesejadas (pornografias, inverdades, difamações);
  • atender a solicitações de troca de responsáveis pelo lançamento de informações;
  • emitir alertas e avisos por e-mails.

Será disponibilizado, também, WebService, solução utilizada na integração de sistemas e na comunicação entre aplicações diferentes. Esta funcionalidade permite que qualquer cidadão desenvolva aplicações e serviços fazendo uso da base de dados do SNIIC.

O SNIIC

O Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais – SNIIC, criado pela Lei 12.343/10, prevê como uma se suas atribuições o monitoramento das metas do Plano Nacional de Cultura.

O SNIIC é uma plataforma de governança colaborativa que tem por objetivo agregar em base de dados única informações referentes à cultura brasileira. Proporcionará a seus usuários uma interface dinâmica, contribuindo para o planejamento, gestão e difusão da produção e da diversidade cultural e artística do Brasil.

A arquitetura proposta para o sistema contempla um conjunto de aplicações, em nuvem, e que traz várias soluções abertas para que os dados possam ser utilizados livremente pela sociedade.

O Sistema foi concebido para tornar-se o grande repositório de dados e informações para estudos, consultas, criação de indicadores e outras funcionalidades, que atenderão às várias particularidades e necessidades dos usuários do campo cultural. Agrupará os dados de órgãos e agentes públicos e privados de cultura e facilitará a atualização das informações por meio de acesso remoto, formando um sistema de informações dinâmico e vivo.

O SNIIC é precursor no uso intensivo da colaboração aberta para a composição de uma base de dados pública. Seu conceito de implementação aproxima elementos da web semântica e dos arranjos de transparência fundamentados no modelo ‘open data’ (dados abertos), com as potencialidades da participação direta da sociedade civil através de interfaces típicas das mídias sociais.

O objetivo é organizar e disponibilizar os dados públicos para uso pelo cidadão interessado, e implementar ambientes e padrões que incentivem o desenvolvimento distribuído de aplicações e serviços, criados a partir de demandas locais e setoriais.

O aplicativo móvel (App) Nuvem da Cultura

A partir do preceito do SNIIC de promover o desenvolvimento distribuído, colaborativo e aberto de aplicativos e serviços, surge, como um primeiro exemplo, a Nuvem da Cultura. Esse aplicativo para dispositivos móveis, smartphones e tablets, visa a divulgação de teatros, salas de cinema, museus, bibliotecas e estádios.

Serão disponibilizadas as seguintes informações:

1. Edereço;

2. Telefone;

3. Email;

4. Horário de funcionamento;

5. Agenda cultural;

6. Forma de pagamento (vale-cultura, dinheiro, cheque, cartão de crédito/débito);

7. Descrição do equipamento cultural;

8. Fotografia da fachada do equipamento; e

9. A rota a partir do ponto de acesso ao App até o equipamento escolhido.

Interessados em desenvolver aplicações utlizando o webservice do SNIIC.

Para o sucesso desta iniciativa colaborativa, é fundamental a participação dos entes culturais públicos e privados, bem como dos cidadãos interessados, no sentido de qualificar as informações sobre os objetos e agentes culturais do Brasil.

Faça parte da Rede da Cultura, registre-se no SNIIC e cadastre, você mesmo, as informações culturais brasileiras.

 

Brasília, 13 de maio de 2014

 Equipe da Secretaria de Políticas Culturais

Oficina RAC/SNIIC – 2014

20140428_092455O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Políticas Culturais (SPC), realizou nos dias 28, 29 de abril e 06, 07 de maio de 2014, a 1ª oficina do Registro Aberto da Cultura – RAC, para os gestores públicos especializados em dados, informações e indicadores culturais das secretarias/fundações estaduais e das capitais. O evento foi realizado na sede da SPC/MinC em Brasília, no Edifício Parque Cidade Corporate.

A oficina teve como objetivo a ca20140506_163120pacitação de multiplicadores nos estados/municípios nas funcionalidades do RAC – Registro Aberto da Cultura, a ferramenta de registro dos dados de agentes e objetos culturais. A partir desse treinamento os agentes culturais poderão disseminar as aptidões de incluir e manter os dados de objetos culturais públicos de sua região e estabelecer estratégias para inclusão de dados culturais de agentes e objetos culturais privados.20140507_142021(0)

O evento foi prestigiado pela Ministra da Cultura Marta Suplicy, teve a  abertura realizada pelo Secretário de Políticas Culturais do MinC – Américo Córdula e pelo Diretor de Monitoramento de Políticas Culturais Tadeu Di Pietro. A oficina foi realizada pelo Coordenador-Geral Geraldo Horta e pelos Coordenadores Francisco de Assis e Fernando Silva.

Dados de Objetos Culturais

O SNIIC pretende ser o maior repositório de dados sobre a cultura brasileira, compartilhado de forma pública e transparente, oferecendo informações estratégicas para as instituições e órgãos gestores da cultura assim como para toda a sociedade.

Para atingir esse objetivo, será necessária a integração, padronização e harmonização dos cadastros, mapas e indicadores culturais já existentes com o objetivo de  somá-los às novas informações.

Nesse sentido, estamos solicitando a todas as Unidades Gestoras da Administração Direta, ligadas ao MinC e às Entidades Vinculadas que nos envie, em formato Excel ou Access, as informações  sobre os objetos culturais existentes em suas bases de dados e sistemas. Para esse fim, foram disponibilizados neste post os links para o arquivo que contém a planilha “Objetos Culturais”.

Para a realização desse importante trabalho faz-se necessário o entendimento dos seguintes conceitos:

(Títulos dos 3 grandes blocos de informação da planilha)

INFORMANTE: Pessoa Física responsável pelo cadastro e manutenção das informações sobre um determinado objeto cultural;

MANTENEDOR: Pessoa Física ou Jurídica que responde pela manutenção de um determinado objeto cultural;

OBJETO CULTURAL: Um objeto cultural caracteriza-se por um fato cultural fisicamente identificado no território. Exemplo: um teatro; um cinema; um profissional; uma empresa; um povo; etc.

O objeto deverá estar classificado até o 3 º nível da tipologia do SNIIC (também estão disponibilizados os links para esse arquivo), sendo seu nível mais alto de identificação um dos seguintes:

1. Equipamentos Culturais;

2. Espaços de Formação Cultural;

3. Patrimônios Culturais;

4. Instituições Gestoras, Deliberativas ou Consultivas de Cultura;

5. Empresas do Setor Cultural;

6. Profissionais;

7. Grupos de Cultura (Associações, Coletivos ou Cooperativas);

8. Eventos Permanentes;

9. Povos, Comunidades ou Grupos Tradicionais;

10. Patrocinadores, Financiadores e Incentivadores Culturais;

11. Demais Agentes Culturais

Qualquer informação adicional sobre o objeto cultural é igualmente importante e poderá ser adicionada em um novo bloco de colunas ao final da linha da planilha, sendo que cada coluna deverá ter um título que indique o significado do dado.

Cabe ressaltar que esta não é a versão final da tipologia do SNIIC.

Links para acesso aos arquivos:

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.

A equipe da coordenação-geral do SNIIC da Secretaria de Políticas Culturais está à disposição para quaisquer esclarecimentos nos telefones:

(61) 2024-2200 com Fernando

(61) 2024-2068 com Evaristo

ou pelos emails sniic@cultura.gov.br e fernando.silva@cultura.gov.br .

Diálogos Setoriais com a UE – Sistemas de Informação e Acervos Digitais de Cultura

A Secretaria de Políticas Culturais do MinC está realizando mais uma ação do projeto “Diálogos Setoriais”, iniciativa que desenvolve uma nova dinâmica de cooperação entre a União Européia (UE) e diversos países, dentre eles o Brasil. Nesta oportunidade, a ação tem como tema ‘Sistemas de Informação e Acervos Digitais de Cultura’, e busca explorar oportunidades de intercâmbio em padrões, protocolos, e plataformas que estruturem a disponibilização e o uso de informações públicas de cultura em meio digital.

A cooperação ocorre no contexto de implementação do SNIIC, o Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais, que propõe a criação de um banco de dados aberto de bens, serviços, infraestrutura, investimentos, produção, acesso, consumo, agentes, programas, instituições e gestão cultural, e transparência, como suporte à implementação do Plano Nacional de Cultura, que define ações públicas de cultura até 2020.

A ideia de implementar uma plataforma digital pública que disponibiliza de forma aberta (open data) dados organizados referentes à cultura de um país permite proporcionar: (1) transparência na governança e promoção do acesso à cultura, (2) apoio ao desenvolvimento de aplicações e serviços inovadores, além de (3) novas oportunidades de negócios e empregos. O arranjo busca pôr em prática a visão do ‘governo como plataforma’ para a ação colaborativa da sociedade.

Com base nesta visão mais ampla, buscamos agora conhecer projetos europeus que implementem plataformas de disponiblização de informações públicas de cultura, especialmente aquelas iniciativas que contemplem a entrada de dados por usuários externos. A ação tem este foco em virtude do SNIIC, em seu conceito, implementar arranjos de ‘data crowdsourcing’ — interfaces e metodologias de captação direta de informações sobre a diversidade cultural brasileira.

O SNIIC projeta que essa dinâmica de captação de informações será realizada em ambientes que apresentam funcionalidades típicas das redes sociais, capazes de qualificar a participação direta de cidadãos na construção, manutenção e uso dos dados. Temos especial interesse em interfaces que implementam mapas interativos para disponbilização de informações e indicadores culturais, e em tecnologias para registro e visualização de dados geoespaciais. Relacionamos para contato a iniciativa espanhola GeoCultura (e/ou España es Cultura), o projeto alemão Kulturdatenbank, e a iniciativa de mapeamento do Arts Council.

No âmbito dos acervos digitais, buscamos conhecer junto aos parceiros europeus modelos de metadados para integração de acervos diversos (bibliotecas, arquivos e museus). Temos foco em iniciativas como a biblioteca Europeana (http://europeana.eu/) e o agregador de arquivos APEnet (http://www.archivesportaleurope.eu/), que desenvolvem pontos de acesso integrado e multilingue ao patrimônio cultural europeu em meio digital com base na comunicação de metadados arquivísticos.

Especial interesse temos nos arranjos “open linked data” (LOD-LAM) para disponibilização integrada de catálogos de bibliotecas, arquivos e museus. Buscaremos conhecer as iniciativas britânicas como o projeto Discovery (http://discovery.ac.uk/), desenvolvido pelo  JISC (‘Joint Information Systems Committee’) (http://www.jisc.ac.uk/), e o ArchivesHub (http://archiveshub.ac.uk/), projeto JISC realizado pelo Mimas (http://mimas.ac.uk/), centro especializado da universidade de Manchester, os quais também estão focados na integração de acervos digitais com base em em arranjos inovadores para metadados, ontologias semânticas, e novas tecnologias de comunicação.

Em função da formulação tecnológica para implementação do Registro Unificado de Obras Intelectuais — dispositivo contemplado na proposta de revisão da Lei de Direito Autoral desenvolvida pelo Ministério da Cultura, a qual será encaminhada em breve para apreciação do Congresso Nacional –, buscamos conhecer arranjos para inclusão de dados de licenciamento em arquiteturas de metadados, e arranjos para nome-autoridade (como o projeto ‘SNAC’ (SNAC), norte-americano, baseado nos padrões EAC-CPF). Iremos focar também nas iniciativas européias do JISC e do MIMAS para esta prospecção.

Neste momento em que buscamos definir uma arquitetura de informação para a cultura brasileira, temos a chance de implementar arranjos de metadados integradores prontos para responder às demandas de organização de dados típicas dos sistemas distribuídos e da emergente web semântica. Desejamos pois desenvolver uma camada de índices aberta (open data) em condições de cumprir novas funções para a promoção do acesso à diversidade cultural brasileira, e podendo assim integrá-la à outros domínios de conteúdos como o científico e o educacional. Uma tal arquitetura fundamenta a idéia de um ecossistema de conteúdos digitais, operada à partir de arranjos integrados para metadados (web semântica) e gerenciamento de identidade (atribuição / autoria).

O Lattes da cultura – MinC lança em Florianópolis o primeiro módulo do SNIIC

Projeto piloto do módulo de cadastro do SNIIC  foi lançado na UFSC em caráter nacional. O cadastro unificado de informações sobre cultura entrará em funcionamento ainda este mês.

Evaristo Nunes

Órgãos públicos, empresas, artistas e entidades que trabalham com cultura no país terão ainda este mês uma base de dados nacional unificada que poderá ser um poderoso instrumento para a profissionalização e propulsão da cultura. O projeto piloto do módulo de cadastro do  Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais do Ministério da Cultura, o SNIIC, foi lançado em Florianópolis para todo Brasil no último dia 27, durante o encerramento do II Seminário de Planos Estaduais de Cultura, ocorrido no Centro de Cultura e Eventos da UFSC. O sistema fará o mapeamento de produtores culturais, grupos, pesquisadores e artistas em suas diferentes habilidades e expressões artísticas.

Depois de oito anos de gestação, o SNIIC vai finalmente entrar em funcionamento ainda este mês, segundo Evaristo Nunes, coordenador geral de Monitoramento de Informações Culturais do Minc e responsável pela finalização do sistema. Embora deva ser alimentado pelo próprio usuário na ponta, em regime de rede colaborativa, como a plataforma Lattes, o SNIIC já  oferece de saída um cadastro de 70 mil usuários registrados pelo Ministério que já passaram pelo sistema de acompanhamento da Lei Rouanet e do Fundo Nacional de cultura. Disponibiliza para consulta informações sobre a cultura brasileira dentro e fora do país, de forma a subsidiar pesquisas sobre sua penetração no exterior. “Já houveram outras tentativas, mas é a primeira vez que o Brasil consegue criar um cadastro com informações de todos os estados e municípios”, afirma Evaristo.

Apresentado pela primeira vez em público durante o seminátrio em Florianópolis, na presença de articuladores e técnicos culturais de 17 estados brasileiros, os indicadores deverão ser usados pelos governos estaduais e municipais para estabelecerem suas metas e diretrizes dentro dos planos de cultura. Assim como os conselhos, os fundos e as conferências, os planos de são instrumentos obrigatórios do Sistema Nacional de Cultura. Buscam estabelecer uma política democrática, criteriosa e planejada para a distribuição de recursos, explica o coordenador do Plano Nacional de Cultura do MinC, Rafael Pereira Oliveira, que também participou do evento. É aí que o SNIIC entra com a matéria-prima: “O plano é feito de metas quantitativas e de diagnósticos que só se sustentam em cima de dados e indicadores até então inexistentes nessa área”, explica Oliveira.

Rafael Pereira Oliveira

O SNIIC já nasce com a possibilidade de gerar pesquisa a partir do cruzamento comparativo dos indicadores culturais com outras bases de dados, como o Siape e o Salic, para obter dados sobre financiamento cultural. Assim, apresenta duas funcionalidades: o cadastro e a extração dos dados estatísticos. Com o desenvolvimento do sistema, tende a crescer muito mais com a integração a outras plataformas das secretarias de cultura dos estados e municípios e a se tornar uma referência para qualquer gerenciamento, negócio ou projeto na área de cultura. “Vai gerar conhecimento, possibilidades de interpretação e de leitura para os gestores culturais”, destaca Nunes.

Seu princípio multiplicador é o mesmo do Lattes, no qual o usuário, na base, é responsável pela alimentação de suas informações. “Anteriormente, utilizávamos dados obtidos através de organismos intermediários, como o IBGE, que não tinham a especificidade e a regularidade que a cultura exige: agora estamos gerando nossos próprios dados”, diferencia Nunes. Até então, os dirigentes podiam saber pelo IBGE a quantidade de livros que as pessoas leem. Mas não podiam saber onde estão os artistas, quem são, com quais elementos da cultura grupos e equipamentos atuam, enfim, demandas de informação necessárias à elaboração de planejamentos e diagnósticos na área que o SNIIC deverá suprir.

Embora o cadastro seja unificado, sua alimentação é pulverizada e descentralizada, a exemplo do recém-criado Sistema de Informações Culturais do Mercosul (Sicsur). Segundo ele, poucos países no mundo dispõem de um sistema de dados culturais dentro dos princípios de rede colaborativa e dos novos paradigmas de governo na era da informação, que são gerenciamento eletrônico, transparência e responsabilidade do cidadão na autogestão da vida social.

A ideia é que em pouco tempo o SNIIC possa expandir-se a ponto de tornar-se não só um banco de dados, mas uma plataforma de serviços para que artistas e pesquisadores encontrem seus pares ou saibam, por exemplo, quais as pesquisas mais abordadas em sua área. Produtores poderão localizar outros produtores em sua cadeia produtiva e a sociedade poderá encontrar espaços para consumir bens culturais. “É uma forma de empoderamento do indivíduo que trabalha com arte, pois dá ferramental para que ele não precise ser intermediado por um agente público para gerenciar a sua área”, conclui Nunes.

Matéria publicada originalmente no site da Secretaria de Cultura da UFSC.

Link original – http://secult.ufsc.br/2012/07/30/o-lattes-da-cultura-ministerio-lanca-em-florianopolis-sistema-nacional-de-indicadores-culturais/

Texto: Raquel Wandelli (com adaptações)

Consulta Pública para a Taxonomia do Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais é finalizada.

A consulta pública para a Taxonomia do Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais foi finalizada no último dia 15. Todas as contribuições serão consideradas e o processo de avaliação da taxonomia será contínuo.

Vale lembrar que demais contribuições ou dúvidas ainda podem ser enviadas para o e-mail sniic@cultura.gov.br.

A participação cidadã é item fundamental para a consolidação do SNIIC.