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Teatro em Conexão

Semana passada houve o ciclo  de debates/oficina Teatro em Conexão, oferecido pelo Teatro para Alguém na Oficina Oswald de Andrade, no Bom Retiro, em São Paulo. Copio abaixo o release de divulgação do evento e colo o folder para ficar guardardo como registro:

Os debates têm por objetivo aprofundar a discussão já iniciada internamente (veja nosso debate sobre Cultura Digital), e abri-la cada vez mais para a participação de todos os públicos. Dessa forma iniciamos com um exemplo do que temos feito ao longo destes 2 anos, transmitindo ao vivo um ensaio aberto de Édipo, dirigido por Elias Andreato. O público poderá ver em ação uma grande encenação e e conversar com os seus membros e com o TPA, presencialmente ou via internet.

No dia seguinte, 16/02/2011 diversos artistas que trabalham com Arte e tecnologia trarão suas experiências e comentarão sobre as mudanças geradas pelo surgimento do digital, das redes e da Internet em cada um de seus ramos artísticos. Estão confirmados o músico Skowa, a artista multimídia Rachel Rosalen, o visionário e pensador de Cultura Digital Cláudio Prado e o curador do festival artCena Fábio Ferreira.

A seguir faremos um ensaio aberto de nosso próximo espetáculo, Vozes Urbanas, com presença do autor Sérgio Roveri, vencedor do Prêmio Shell 2006 e de Lourenço Mutarelli, além de toda a equipe do TPA.

Por fim, traremos a discussão especificamente para o Teatro, com a presença de Antônio Araújo, diretor do Teatro da Vertigem, José Fernando de Azevedo, diretor do Teatro de Narradores e de Marcelo Lazaratto, diretor da Cia. Elevador de Teatro Panorâmico. Exploraremos temas como Internet Colaborativa e Teatro Colaborativo, a comparação entre experiências em espaços não-convencionais e o não-espaço (Internet), entre outros.

Foram quatro dias de uma programação intensa. Muitas conversas nas mesas de debate e nos bastidores. Para minha pesquisa, especialmente os dois últimos dias foram importantes. O primeiro por apresentar o experimento “Vozes Urbanas”, uma “peça” que assistíamos ora num telão – quando a cena era passada fora de nosso campo de visão – ora ao vivo, quando a ação ocorria na nossa frente. Essa confusão de realidades, ora teatro ora cinema ora sei lá mais o quê, provocou muitas ideias malucas na minha cabeça. Por mais que já havia estudado casos diferentes, ver ao vivo um experimento acontecer na tua frente é sempre interessante.

Já o segundo dia valeu muito por ser uma mesa de pessoas das artes cênicas, diretores/professores/teóricos que contribuíram para a discussão cultura digital por uma perspectiva do teatro. Essa visão do teatro enxergando o que o TPA faz e o que chamamos provisoriamente aqui de “teatralidade digital” trouxe mais ideias na cabeça de todo mundo e provocou discussões acaloradas e produtivas.

As principais provavelmente giraram em torno do porquê de vincular o que o TPA faz com a o teatro, já que, na opinião de alguns da mesa, seria até mais fácil desvincular o fazer da arte teatral para fins de experimentação mesmo, e na constituição de uma linguagem para esse tipo de coisa que aqui chamamos de “teatralidade digital”. Mais do que dar um nome para o que se faz, é importante criar uma linguageum suficientemente forte para que essa “coisa” se estabeleça e aí, quem sabe, surja um nome e ninguém mais questione – como acontece em áreas hoje consolidades que começaram assim, como a videodança e a perfomance.

Um agradecimento especial à parceria de todo o TPA (Renata, Kao, Lucas, Bianca, Márcio), que me receberam muito bem e me deixaram à vontade para circular durante o evento, e ao meu xará e também oriundo de Santa Maria Leonardo Roat, ator/diretor/pesquisador do mesmo assunto que eu no mestrado em Ciências da Linguagem da Unisul, em Floripa. Muito mais avançado na pesquisa que eu, Roat me colocou tantas perguntas enquanto conversávamos na oficina que, confesso, me deixou atordoado – e ainda mais motivado para ir fundo num assunto que, desde sempre, é instigante.

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