“Um Rosto no Espelho”, de Renato Tapajós, será exibido no cinema São Luiz no dia 26/03, às 17h; filme lança novo olhar sobre Pontos de Cultura, relacionando ações locais a um processo profundo de transformação social
Making-off do filme "Um Rosto no Espelho" (Foto Divulgação)

Making-of de "Um Rosto no Espelho"; filme documentou a atuação de vários Pontos de Cultura (Foto Divulgação)

No ano passado, o cineasta paraense Renato Tapajós foi convidado pelo secretário do Audiovisual Sílvio Da-Rin para realizar um filme sobre os Pontos de Cultura. Nada simples, o desafio lançado era documentar as relações entre os movimentos culturais e as transformações sociais.

Fruto dessa proposta, o média-metragem “Um Rosto no Espelho” poderá ser visto em Fortaleza pela primeira vez  como parte da programação da Teia 2010: tambores digitais. A exibição acontece às 17h do dia 26/3 no Cine São Luiz (Praça do Ferreira, Centro, Fortaleza).

Tapajós constrói o argumento de que os movimentos culturais da atualidade dialogam com movimentos políticos dos anos 50, 60 e 70.  E desenvolve essa observação a partir de uma ótica subjetiva, narrando em primeira pessoa o que vê em diversos núcleos baseados no Brasil e também em pontos de contato com países vizinhos como Colômbia e Bolívia.

Para ele, “Um Rosto no Espelho” é uma tentativa de compreender os Pontos de Cultura a partir de uma abordagem que se diferencie de uma visão meramente descritiva ou  institucional. “A ambição do filme é entender esse movimento cultural que se congrega ao redor dos Pontos, mas vai além, caracterizando um processo social e cultural muito mais profundo. Tentamos entender a relevância desse processo no cenário de transformação social do país”, explica o realizador.

Estão no filme o trabalho do Núcleo Filhas da Dita (PE); a Casa de Cultura Tainá (SP) e a aldeia de índios ashaninka (AC) e o grupo teatral Nós no Morro (RJ), entre outros. A interação entre culturas também rende belas passagens, sendo o ápice o encontro do grupo teatral colombiano Nuestra Gente com os paulistanos do Pombas Urbanas.

Produzido pela Tapiri Cinematográfica, o filme 59 minutos já circulou em salas de cinema de São Paulo, Rio, Brasília e Campinas. Em breve, deve chegar também às TVs públicas.

Por Tatiana Diniz

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