A abertura da Mostra Artística ontem à noite (25), na Praça Verde do Dragão do Mar, marcou o início da grande mostra da diversidade cultural brasileira que é a Teia Brasil 2010: tambores digitais.

Os Irmãos Aniceto e a Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho foram a primeira atração. Após o Ato de Coroação das Rainhas do Maracatu, o cantor Raimundo Fagner foi recebido com muita empolgação não apenas pelos conterrâneos que vieram em peso prestigiar seu show na abertura da Teia 2010: tambores digitais, mas também por participantes de todas as regiões do Brasil que, juntos, entoavam antigos sucessos do cantor.

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Subir no palco na sequência não era tarefa fácil, mas o pessoal do Manguerê, Ponto de Cultura de Vitória (ES), mostrou a que veio e animou a galera, especialmente quando o líder da banda, Fábio, empunhou um megafone e fez Chico Science ecoar, anunciando uma mistura de ritmos e estilos desde Tim Maia a Trio Mocotó. Munidos de surdos, caixas, tamborins e agogôs, cavaquinho e guitarra, o grupo misturava rap, pop e côco com uma levada de samba-afro que dava o tom.

B. Negão, que veio engrossar o caldo fazendo uma participação especial antes de seu próprio show (que viria em seguida), resumiu: “a gente vem dessa mistura. Estamos misturados e é nessa mistura que a gente vai continuar”.

No blogue, um  comentário de um leitor neste post, lembra que o final da noite de ontem (25), “rolou o show maravilhoso do grupo Os Quentes da Madrugada, da Irmandade de São Benedito, que viajou 24 horas de ônibus do Pará a Fortaleza para mostrar um pouco da alegria e força desse ritmo tradicional que existe e resiste há mais de 200 anos na Amazônia brasileira, e que hoje está em luta para ser reconhecido como patrimônio imaterial do Brasil”. Ouça um pouco desse carimbó de raiz.

Por Ana Facundes

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