dragao do mar

terça-feira, março 30th, 2010

GT discute importancia do Audiovisual

Após se reunirem pela manhã em comissões estaduais, os Pontos de Cultura dividiram-se em setores de atuação na tarde de ontem. Não foi uma missão fácil, já que os Grupos Temáticos eram 25 e a maioria dos Pontos de Cultura trabalham com a transversalidade, ou seja, perpassam seu trabalho por vários destes temas. Sendo eles: Ação Griô, Artes Cênicas, Audiovisual, Criança e Adolescente, Cultura de Paz, Cultura Digital, Economia Solidária, Escola Viva, Estudantes, Gênero, Grupo Amazônico, Hip Hop, Juventude, Legislação, LGBT, Literatura, Matriz Africana, Música, Patrimônio Imaterial, Culturas Tradicionais e Indígenas, Patrimônio Material, Pontões e articulação da rede, Rádios Comunitárias, Rede da Terra, Ribeirinhos e Sustentabilidade.

No GT de audiovisual ficou difícil categorizar o que pertencia a audiovisual e o que dizia respeito à comunicação, já que grande parte dos participantes transitavam pelos dois temas. Mesmo com os ânimos exaltados os participantes elegeram 10 prioridades (listadas abaixo). A principal delas diz respeito a criação de uma Ação Audiovisual Cultura Viva.

“É pra ter um tratamento específico dentro do Programa Cultura Viva, para ganharmos força como os griôs e outros ganharam”, explicou Davy Alexandrinsky, redator do decálogo que resultava de reuniões preliminares em Brasília. Ele também foi alvo de protestos: “Me retiraram da mesa, alegaram que eu estava manipulando, querendo conduzir o processo, mas se não conduzíssemos ficaríamos aqui até que horas?”. Era 23 horas quando o GT encerrou a reunião.

Um representante da Funarte aproveitou para divulgar os novos editais que estão previstos para o primeiro semestre e interessam à classe audiovisualista. Manoel Correia, conhecido como Bignel, representante do Ministério da Cultura, falou sobre o Laboratório Cultura Viva, um projeto que deve dar visibilidade às produções audiovisuais dos Pontos de Cultura. Paulo Roberto Tavares, do Ponto de Cultura TV OVO de Santa Maria (RS), que já trabalhou com o Ponto Brasil – programa que era produzido pelos Pontos de Cultura e exibido pela TV Brasil, disse que esse projeto trará mais independência justamente por não ser mais ligado à TV Brasil: “Com isso nós podemos exibir em qualquer lugar, TV local, comunitária, universitária, educativa e na TV Brasil, mas não só nela.”

Para Sílvio Da-Rin, Secretário do Audiovisual, “pela sua natureza, capilaridade e experiências culturais reunidas, o Cultura Viva revelou-se um grande laboratório no uso do audiovisual”. Segundo Jader Costa do Ponto de Cultura Fancine de Volta Redonda (RJ), que conduziu o GT, a capacidade de produção audiovisual dos Pontos de Cultura é inegável: “Quantos milhares de jovens espalhados pelo país estão sendo resgatados pelo audiovisual?”, disse.

Luísa Falcão do Ponto de Cultura Amanda, do Ceará, que trabalha com Cinema de Animação e fez a vinheta da Teia 2010: Tambores Digitais, que você pode ver aqui, endossa o discurso desse protagonismo juvenil: “É preciso que tenha essa política de incentivo, principalmente pra capacitar e fomentar, porque se você passa um ano formando o jovem e depois não o aproveita, não adianta”. Para ela, os valores de financimento do audiovisual no Brasil são um nó, principalmente no que diz respeito à animação. “Todo mundo pensa que animação é barato, é só desenhar uns bonequinhos e pronto, mas pra fazer um segundo de animação eu preciso de 24 desenhos. Imagina então fazer um longa? Um longa de animação custa no mínimo 2 milhões!”

Uma das propostas votadas no GT de audiovisual diz respeito ao mapeamento dos Pontos de Cultura Produtores de Audiovisual. Essa é uma das metas do Projeto Do Ponto ao Mundo, da jornalista e produtora Carine Araújo, presente à reunião. O projeto foi contemplado na Bolsa Funarte de Produção Crítica sobre Conteúdos Artísticos em Mídias Digitais. Ao final da sessão ela falou sobre o preenchimento do formulário (distribuído aos presentes) e sobre como esse trabalho serviria de base para as reivindicações do grupo.

“A idéia é mapear os Pontos produtores de audiovisual e não só quantificar, mas qualificar, saber o que eles estão produzindo, qual o gênero predominante, com que profissionalismo está sendo feito e onde está sendo divulgado”, declarou. O produto final da pesquisa será um catálogo que agrupará os principais pontos audiovisualistas. (Você pode saber mais sobre o projeto aqui.)

Foram escolhidos ao final da sessão 9 representantes regionais e sub-regionais para acompanhar as demandas do Grupo junto ao Fórum Nacional de Pontos de Cultura. A Comissão eleita foi:

Norte:
Titular:Shirlene Teixeira Lopes    Suplente:Francisco Marnilson Neris da Silva

Sul:
Titular: Maria Miguelina da Silva (Florianópolis – SC)   Suplente: Paulo Tavares(Rio Grande do Sul) e Bruno Fred Mancuso( PR)

 


Centro-Oeste:
Titular: Marcos Telles de Alcântara ( Goias)     Suplente:Eduardo Pena Teles( Brasília)


Nordeste – sub-região 1( Bahia, Sergipe e Alagoas):
Titular:Rosangela Rocha ( Sergipe)   Suplente:Rogério Matos (BA) e Tania Mendes (BA)


Nordeste –Sub-região 2(Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba):
Titular: Raimundo Melo(RN)      Suplente: Lula Gonzaga(PE)


Nordeste – Sub-região 3( Ceará , Piauí e Maranhão):
Titular: José Gerardo Damasceno     Suplente: Francisco da Chagas Silva


Sudeste – Sub região SP:
Titular: Elias Mngote    Suplente: Thais Scabio


Sudeste – Sub-região RJ/ES:
Titular:David Alexandrisky(Niterói- RJ)   Suplente:Jader Costa(Volta Redonda-RJ)


Sudeste – Sub-região MG:
Titular:Luciene de Oliveira
Suplente:Michael Brasil

As 10 propostas eleitas que compõem o Decálogo do Audiovisual foram:

  1. Entende-se por Ponto de Cultura Audiovisual todo Ponto comprometido com no mínimo 2 eixos: Produção, Formação, Pesquisa e Difusão/ Distribuição (exibição nas diversas plataformas), regulares, na área do audiovisual;
  2. Mapear os Pontos de Cultura de Audiovisual e convocá-los para um encontro Nacional do GT Audiovisual
  3. Solicitar junto ao Minc a participação efetiva do GT do Audiovisual do processo de elaboração, seleção e realização do Laboratório Cultura Viva do MINC, incentivando as produções regionais e que a avaliação seja feita com profissionais com experiência para avaliação técnica das produções
  4. Reunir e sistematizar o acervo audiovisual produzido nas quatro TEIAS Nacionais (SP; MG, DF,CE)em parceria com a Cultura Digital
  5. Organizar um “Kit Audiovisual Cultura Viva”, com um conjunto de DVDs produzidos pelos PCs Audiovisual, para distribuição aos Pontos e Pontões de Cultura e outros meios e mídias, em parceria com a Cultura Digital, negociando os custos de produção-distribuição junto ao Minc
  6. Será de responsabilidade do GT Audiovisual acompanhar e validar a cobertura e finalização do registro das TEIAS, com a estadualização das coberturas específicas dos respectivos projetos das delegações de cada Estado
  7. Solicitar ao Minc que os filmes produzidos com recurso público ou incentivado, com mais de 2 anos após lançamento sejam autorizados para exibição nos PCs
  8. Solicitar através do Ministério da Cultura, junto aos Ministérios competentes, autorização e legalização automáticas das Rádios e TVs Comunitárias criadas e mantidas pelos Pontos de Cultura.
  9. Garantir a participação na aprovação de projetos de pontos de cultura pelo fundo setorial cultural
  10. Supervisionar e orientar todas as exibições de material audiovisual, que tenham a chancela do Programa Cultura Viva, para garantir qualidade profissional da projeção

Vejam as fotos do GT:

Paulo Roberto explica o Laboratório Cultura Viva

Plenária vota as propostas

Davy Alexandrinsky e Luísa Falcão

Jader Costa: Milhares são resgatados pelo audiovisual

Carine Araújo e o projeto Do Ponto ao Mundo

Por Simão Augusto/Tabuleiro Produções

segunda-feira, março 29th, 2010

Cortejo Ebulição dos Libertos atrai cerca de dois mil brincantes

Brincantes celebram cultura no Cortejo. Foto: Leandro Cunha

Brincantes celebram cultura nacional no Cortejo. Foto: Leandro Cunha (comunicação colaborativa)

O Cortejo da Cidadania “Ebulição dos Libertos” foi um dos destaques da programação da Teia 2010 no domingo (28), que esta chegando à reta final. O cortejo foi caracterizado como uma celebração da Teia, mais especificamente da Mostra Artística, que integrou a programação do evento.

No Cortejo, Pontos de Cultura do Ceará e do Pará fizeram uma alusão ao líder abolicionista jangadeiro Francisco José do Nascimento, o Dragão do Mar. Mas não foram só os “ponteiros” que participaram da celebração. De acordo com a Policia Militar, cerca de duas mil pessoas, entre dezenas de turistas e cearenses de vários municípios do estado, brincaram e dançaram ao som do Maracatu e assistiram às intervenções teatrais.

Foi o caso de Darlene Kopisnk, gestora do Pontão Vivenciando Culturas, do Paraná. Darlene estava entusiasmada: “Esse cortejo é um retrato do nosso país. Significa união, integração, protagonismo. Não há melhor forma de vivenciar a Teia, e tudo aquilo que ela significa para a Cultura do nosso país”, comenta a gestora que trabalha com jovens de periferia, usando a música como ferramenta de reintegração social.

Participaram da celebração os Multiplicadores da Música e Boi Juventude, ambos são Ponto de Cultura de Fortaleza  (CE), e a inusitada Caravana Carbono Neutro de Belém (PA). O cortejo político-cultural encerrou-se com chuva, no Aterrinho da Praia Iracema, refrescando os brincantes – o que não diminuiu em nada a animação.

Por Fernanda Quevedo (comunicação compartilhada)

domingo, março 28th, 2010

Show do Mombojó agita público na 3ª noite da Teia 2010

Eram diversas manifestações espalhadas por todos os cantos, característica da Teia 2010: é preciso criar espaço para que todos possam aparecer. As mais diversas linguagens se encontravam no Dragão do Mar.Além do lançamento do livro do Célio Turino e do Bené Fonteles o teatro se fez presente com “As Madalenas” do Centro de Teatro do Oprimido, o grupo de Teatro Parresia (CE), o Grupo de Teatro Facetas, Mutretas e outras Histórias e a Cia As Bárbaras de Multeatro. As apresentações atraíam os passantes e fixavam os olhos dos admiradores dessa arte.

Mas o destaque da noite esteve mesmo para a música, começando com a Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene (SP) e a Oquestra Armorial do Cariri (CE), os Tambores do Tocantins (TO) e os Tambores da Floresta (MA)  deram show. A primeira executando o Hino Nacional com seus harmoniosos berimbaus, a segunda trazendo meninos tirando sons primorosos da rabeca, a terceira com crianças e jovens de 8 a 20 anos tocando músicas folclóricas da região norte com instrumentos percussivos e a última trazendo o tambor de crioula, música e dança típicas do Maranhão.

Como se não bastasse tanta diversidade musical eis que surge o Maracatu Leão Coroado (PE) trazendo todo o colorido da manifestação que é a própria expressão do estado pernambucano. Acompanhado deles o RAPentista Rapadura, que mistura em sua musicalidade o rap e o repente, duas manifestações distintas aparentemente, mas que tem em comum o improviso (Assista aqui). Logo após foi a vez do Linha Dura (MT) com seu rap e hip hop (Veja aqui). Em outro palco o também matogrossense grupo Cururu e Siriri, trazia a simpatia de seu Nízio em representar o folclore da região Centro-Oeste.

mombojó1-tatiana dinizMas foi a partir da meia noite que os palcos esquentaram mesmo. No Palco Economia Solidária, o Circo, quem embalava os ritmos era a Escola de Samba Unidos de Vila Maria que trouxe passistas, mestre-sala e porta-bandeira para dançar no meio do povo que lotou o espaço. No Palco Verde foi a vez dos meninos do Mombojó agregarem o público. O grupo subiu ao palco às 2 da manhã cantando Duas Cores, música do seu primeiro cd. A platéia cantou junto. Depois ele enveredou pelo segundo cd, que traz baladas a la Los Hermanos – “O primeiro disco foi independente então tinha mais a cara da banda, era mais experimental, no segundo a gravadora já interviu, você percebe a diferença” – analisou um fã. E a mudança foi perceptível. No meio das baladas ele chamou seu parceiro China. com quem gravou em 2008 um álbum virtual e com quem divide algumas composições, para cantar com eles duas músicas que traziam uma pegada de hip hop.

Felipe e China

Nesse momento um rapaz da pláteia sobe ao palco e apresenta sua coreografia da música deles. O “dançarino” foi acalamdo e continuou no palco para dançar a música seguinte. Felipe, vocalista do Mombojó, voltou ao palco agradecendo aos fãs que acompanham o grupo, que semana que vem fará nove anos de carreira e está lançando seu 3º Cd, “Amigo do Tempo”. Começou então a cantar as músicas de sucesso do primeiro Cd e a multidão que se aglomerava embaixo da lona por conta da chuva cantava e dançava com empolgação, até invadirem o praticável. Ele terminou o show com a música “Deixe-se acreditar” ao som dos fãs que repetiam o refrão: ” Tudo pode ser, Nada vai acontecer, não tema. Esse é o reino da alegria”.

Você pode baixar os Cds do Mombojó aqui.

Texto: Simão Augusto/Tabuleiro Produções

Fotos: Tatiana Diniz

Vídeos: Maximiliano Leguiza

sábado, março 27th, 2010

Hip Hop tem edital anunciado e premia 135 iniciativas

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Começam dia 6 de abril as inscrições para o Prêmio Cultura Hip Hop, edição Preto Ghóez, lançado pelo Ministério da Cultura em parceria com a Ação Educativa e o Instituto Empreender.

O edital, o primeiro a contemplar exclusivamente a Cultura Hip Hop, foi anunciado durante a II Conferência Nacional de Cultura.

Os organizadores aproveitam a Teia 2010, Encontro Nacional de Pontos de Cultura que acontece até dia 31 deste mês, para realizar oficinas com os interessados em concorrer a 1,7 milhão em prêmios, ontemplando 135 iniciativas, divididos em 5 categorias.

O prêmio leva o nome do rapper maranhense – morto aos 33 anos de acidente automobilístico em Santa Catarina, em setembro de 2004. Preto Ghóez era ativista cultural e social e, depois de ter tido uma infância difícil e ter passado pela FEBEM, construiu um movimento a partir de sua música, o hip hop.

Vocalista do grupo Clã Nordetino, Ghoez era um dos líderes do Movimento Hip Hop Organizado do Brasil (MHHOB), uma das organizações nacionais do setor. Foi idealizador, em parceria com o MinC, do projeto Fome de Livro na Quebrada e participava de um grupo de trabalho a fim de desenvolver parcerias entre o governo e o Movimento Hip hop.

A Cultura Hip Hop, cujas primeiras manifestações, no Brasil, datam do início dos anos 1980, surgiu nos Estados Unidos da América e, atualmente, pode ser encontrada em todo o território brasileiro, principalmente nas periferias das regiões metropolitanas.

Antes concentrado na Região Sudeste, o Hip Hop se espalhou rapidamente pelo país e também chegou ao interior do Brasil, marcando presença, por exemplo, em assentamentos e acampamentos rurais, aldeias indígenas e comunidades quilombolas. Com isso, absorveu a diversidade da cultura brasileira, criando uma identidade própria, com múltiplas variações, e tornando-se uma linguagem artística das mais representativas da nossa cultura.

As oficinas de formação para o edital acontecem até hoje (27), no Espaço Unibanco do Centro Cultural Dragão do Mar e integram as atividades da Teia 2010. Na programação, a leitura do edital, esclarecimento de dúvidas e até prática de preenchimento dos formulários. A idéia é facilitar o acesso a todos interessados.

As inscrições poderão ser feitas pela internet e qualquer dúvida pode ser esclarecida pelos e-mails premiohiphop2010@empreender.org e premiohiphop@acaoeducativa.org/. Participem!

Por Simão Augusto/Tabuleiro Produções

sexta-feira, março 26th, 2010

Fomentar o fomento

Economia Viva, um dos eixos temáticos da Teia de Ações é discutida com a presença de mais de quarenta pontos de cultura na Teia 2010.

Fotos por Cristina Fontão

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Produtos dos Pontos de Cultura disponíveis na Feira da ECSOL na Teia

Economia Viva é um dos eixos temáticos da Teia de Ações – Conceitos e Práxis que compõe a programação da Teia 2010 – Tambores Digitais. A idéia é que os Pontos de Cultura ligados aos Programas Cultura Viva e Mais Cultura apontem as dificuldades e soluções para as questões referentes a economia solidária dentro dos pontos. È bacana perceber quão debatido tem sido o conceito de economia solidária na Teia 2010.

A discussão começou hoje e grande parte dela foi permeada por duvidas e idéias acerca da circulação de produtos dos Pontos de Cultura. É unanime a idéia de que a formação e a capacitação oferecida pelos pontos não garantem a sustentabilidade dos mesmos, embora façam parte do processo.

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A necessidade de organização dos pontos em redes de comunicação foi fortemente apontada pelos pontos presentes, como uma forma de planejar a circulação dos pontos, seja de forma individual, mas principalmente coletiva.

Fomentar o fomento, expressão utilizada pela mediadora do debate, Andréia Saraiva é uma forma de potencializar o recurso dos pontos de cultura, de forma que eles possam se estruturar até que sejam sustentáveis, e mais, fazer isso de forma colaborativa. Esta é uma das estratégias apontada pelo grupo de forma a colocar em prática o conceito da economia solidária dentro dos pontos.

Veja mais fotos da #Teia2010 AQUI!

sexta-feira, março 26th, 2010

As Rainhas, o Dia do Maracatú e a Abolição

Celebrações acontecem na Teia 2010

Fotos Cristina Fontão

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A Teia esta a todo vapor! São dezenas de atividades acontecendo ao mesmo tempo, e mais de duas mil pessoas circulando o Dragão do Mar e arredores, e muitas pessoas estão a caminho. Dentre as atividades está a Coroação das Rainhas do Maracatú, que marca mais duas celebrações: o dia do Maracatú e o dia da Abolição da Escravatura no Estado do Ceará. Tudo isso acontecendo em frente e Igreja do Rosário na Praça dos Leões no Centro de Fortaleza (CE).

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È o terceiro ano consecutivo que a Coroação das Rainhas do Maracatú acontece coletivamente e é o momento mais importante do Cortejo. Coroadas e graciosamente vestidas, as rainhas pintam seus rostos de preto representando as mães dos negros. Nada mais simbólico para comemorar o dia da abolição da Escravatura no Ceará, que aconteceu cinco anos antes da Lei Áurea, motivo de orgulho de muitos fortalezenses. Como é o caso de Jair Varela, presidente do Grupo de Maracatú Nação:trabalho arduamente para que este fato jamais seja esquecido. Amamos o que fazemos”, comenta Varela.

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Já o dia do Maracatú foi comemorado com a presença de 14 grupos, dois de Afoxé e uma cerimônia religiosa sincrética, com a presença de lideranças religiosas umbandistas e católicas, e como não poderia deixar de ser compôs a programação do Primeiro dia a Teia 2010.


Veja o vídeo da cobertura
AQUI!

Mais fotos:

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sexta-feira, março 26th, 2010

A Teia na rede

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Com uma idéia na cabeça e uma rede na mão, Daiane se instalou em plena praça para colocar, literalmente, a Teia na rede.

Projetando fotos do primeiro dia da Teia 2010- Tambores Digitais em uma rede de dormir, ela criou uma metáfora bem humorada dessa mescla de novas tecnologias sociais e tradição cultural, tão própria dessa cultura viva.

Daiane é coordenadora do Ponto de Cultura Corredor da Cultura, em Arapiraca (AL), que desde 2006 oferece oficinas de circo, teatro e dança.

Ah, e ela também gosta de dormir em rede.

Por:  Ana Facundes

sexta-feira, março 26th, 2010

Ação Griô mobiliza assinaturas na TEIA 2010

O primeiro dia de atividades da Ação Griô, dentro da Teia das Ações, aconteceu na Galeria TOTA, no SESC,  ao lado do Centro Cultural Dragão do Mar. Mas quem chegava no pátio já sentia o clima. Seu Gilberto Augusto da Silva, “mas ninguém me conhece assim bote aí Mestre Gil do Jongo”, do Ponto de Cultura Jongo de Piquete – um novo olhar, de São Paulo resumia o que se passava por ali:

“Eu comparo isso aqui com uma rede de pesca, se um nó estiver frouxo não vai pegar nada…A gente veio aqui para apertar os nós, para ficar tudo ajustado e a gente conseguir ‘pescar’ melhor na nossa comunidade.”

Pontistas experimentam o Jongo.Atrás grupo Jongo de Piquete e Mestre Gil

Demonstrando no pátio essa dança-música que nasceu em São Paulo, mas tem um pé indisfarçável na África, atraiu muitos pontistas para experimentar dançar. E é dessas experimentações que se faz a TEIA. “A diversidade é grande, mas se percebe um elo entre todos que é o canal de troca de saber, de experiência” – disse ele.

Griôs Macuxis e a possibilidade de ensinar sua língua

Entrando no SESC as manifestações são ainda mais emocionadas. A mestra Laudisa, xamã da etnia macuxi, da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, falou em seu idioma cantado, sobre a importãncia da Lei Griô. A lei, colocada como uma das 35 prioridades na II Conferência Nacional de Cultura que aconteceu esse mês em Brasília, institucionaliza o Programa Ação Griô, que valoriza os mestres dos saberes, geralmente idosos detentores de conhecimentos específicos. A princípio a Ação, que nasceu da iniciativa do Ponto de Cultura Luz Griô da cidade baiana de Lençóis, abalizava pessoas ligadas aos saberes “clássicos” : indígenas, afro, sertanejos, ribeirinhos. Mas o projeto se ampliou e hoje existem até Griôs do Futebol, são os Griôs da Escola de Futebol América do Amanhã, do Rio de Janeiro. Achou estranho?

“Uma identidade não se constrói da noite pro dia. O Brasil não é o país do Futebol assim, do nada. Tem toda uma história por trás disso que é importante se conhecer e valorizar.” – Tá explicado.

Os povos Macuxis, de Roraima, ainda salientaram a importância do projeto para o ensino da língua macuxi, que só pode ser ampliado por conta dos recursos do projeto e da valorização que tiveram através dele.

Marcos Bragança, Mestre Griô de Teatro de Rua

Marcos Bragança, é ator e também é Griô. Ele coordena há 30 anos a ong, hoje Ponto de Cultura, Tá na Rua – do Rio de Janeiro. É um Mestre Griô de Teatro de Rua. E

Sala lotada para assinatura em prol da Lei Griô

mostra que tem muito a ensinar: “O palco é a rua e a dramaturgia é construída no local, não há nem 1% de mentira no Teatro de Rua”. Ele diz que houve um encontro entre o Movimento de Teatro de Rua e o Projeto Griô, que segundo ele reconfigura o olhar histórico-social onde as crianças e velhos já seriam respeitados sem necessidade de leis, por sua sabedoria intrínseca – e completa: “Um país que precisa de lei pra cuidar de suas crianças e seus idosos certamente está doente. Nós não somos a minoria.”

A Ação Griô espera recolher 1 milhão de assinaturas em prol da Lei Griô durante a TEIA 2010.

Texto: Carine Araújo

Fotos: Simao Augusto

sexta-feira, março 26th, 2010

Célio Turino anuncia saída do MinC

Célio Turino, Secretário da Cidadania Cultural do MinC, anuncia sua saída do cargo logo mais na Abertura oficial da TEIA 2010 no Ceará. O secretário, conhecido por “criar” o Programa Pontos de Cultura se despede no evento que reúne quase 5000 representantes de Pontos de Cultura no Brasil e discute sua implantação na América Latina. Hoje estiveram reunidos representantes de vários países como Peru, Argentina e Colômbia, no Teatro do Centro Dragão do Mar discutindo os princípios de implantação do Programa Cultura Viva, que se tornou referência internacional.

Célio assegura que continuará seu trabalho com os Pontos de Cultura, auxiliando na criação da Lei Cultura Viva. “Os Pontos de Cultura já são uma realidade no Brasil inteiro, não há mais como recuar!” – disse ele.

O Encontro Nacional de Pontos de Cultura prossegue até dia 31 em Fortaleza  e promete mobilizar pessoas e idéias em prol da cultura brasileira.

Matéria: Carine Araújo

quinta-feira, março 18th, 2010

Aos representantes de Pontos de Cultura

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Não será possível realizar troca do nome do representante do Ponto de Cultura inscrito e validado como Delegado para o 3º Fórum Nacional de Pontos de Cultura. O motivo é a complexa estrutura logística da Teia Brasil 2010 – Tambores Digitais, que reunirá cerca de 3,5 mil pessoas em Fortaleza (CE) . 

Os representantes que, por essa razão, não podem participar da Teia 2010 deverão comunicar sua desistência através do e-mail: cancelar.teia@gmail.com

Em sua 4ª edição, o Encontro Nacional de Pontos de Cultura acontece no Centro Cultural Dragão do Mar em Fortaleza (CE), entre os dias 25 e 31 de março.
A Teia Brasil 2010 – Tambores Digitais é realizada pela Comissão Nacional dos Pontos de Cultura, CNPdC, representada pelo Instituto Cidade, em parceria com o MinC, a Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, Secult/CE, e o Instituto de Arte e Cultura do Ceará, IACC.