Mostra Artística

segunda-feira, março 29th, 2010

Rapper Linha Dura se apresenta junto ao Cururu e Siriri

Linha Dura ao lado de gestores culturais e mestres da Cultura de Mato Grosso

O Palco Verde, montado no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, onde foi realizada a Mostra Artística da Teia 2010-Tambores Digitais foi pequeno diante a grandiosidade de artistas, talentos, e também oportunidades de divulgação e difusão de produções culturais de Pontos de Cultura de todo o país.

Para os pontos do estado de Mato Grosso, a mostra artística do Ponto de Cultura Pixaim foi um reflexo disso. O rapper Linha Dura teve a oportunidade de tocar ao lado dos mestres do Cururu e Siriri. O encontro já era esperado pelo rapper que pesquisa a música Mato-Grossense de forma a unir duas grandes representações culturais, o Rap e Siriri e Cururu. Tal encontro já fora planejado algumas vezes, mas só foi possível na Teia 2010.

Para os cururueiros, a participação no show de Linha Dura significou mais uma oportunidade de difusão da cultura Mato-grossense. Também participaram dos shows os B.boys da CUFA de Maracanau (CE), de forma que a mostra do Ponto de Cultura Pixaim foi palco para diversas manifestações artísticas, mas principalmente para a difusão da cultura do estado.

Linha Dura no Palco da Teia 2010. Foto Fernanda Quevedo

São manifestações folclóricas típicas das regiões pantaneiras expressadas em versos, passos e seqüências, sendo que o Cururu só pode ser tocado e dançado por homens. Os instrumentos utilizados são a viola de cocho feita com madeira e cordas produzidas com tripas de animais, como o macacos.

São utilizados também o mocho e o ganzá, que dão um peso ao som. Nenhuma dessas manifestações esta registrada em livros e/ou museus. A tradição é preservada e passada de pais para filhos. Existe forte presença da religiosidade católica entre nas musicas e festas de cururu e siriri.

Por Fernanda Quevedo

segunda-feira, março 29th, 2010

Cortejo Ebulição dos Libertos atrai cerca de dois mil brincantes

Brincantes celebram cultura no Cortejo. Foto: Leandro Cunha

Brincantes celebram cultura nacional no Cortejo. Foto: Leandro Cunha (comunicação colaborativa)

O Cortejo da Cidadania “Ebulição dos Libertos” foi um dos destaques da programação da Teia 2010 no domingo (28), que esta chegando à reta final. O cortejo foi caracterizado como uma celebração da Teia, mais especificamente da Mostra Artística, que integrou a programação do evento.

No Cortejo, Pontos de Cultura do Ceará e do Pará fizeram uma alusão ao líder abolicionista jangadeiro Francisco José do Nascimento, o Dragão do Mar. Mas não foram só os “ponteiros” que participaram da celebração. De acordo com a Policia Militar, cerca de duas mil pessoas, entre dezenas de turistas e cearenses de vários municípios do estado, brincaram e dançaram ao som do Maracatu e assistiram às intervenções teatrais.

Foi o caso de Darlene Kopisnk, gestora do Pontão Vivenciando Culturas, do Paraná. Darlene estava entusiasmada: “Esse cortejo é um retrato do nosso país. Significa união, integração, protagonismo. Não há melhor forma de vivenciar a Teia, e tudo aquilo que ela significa para a Cultura do nosso país”, comenta a gestora que trabalha com jovens de periferia, usando a música como ferramenta de reintegração social.

Participaram da celebração os Multiplicadores da Música e Boi Juventude, ambos são Ponto de Cultura de Fortaleza  (CE), e a inusitada Caravana Carbono Neutro de Belém (PA). O cortejo político-cultural encerrou-se com chuva, no Aterrinho da Praia Iracema, refrescando os brincantes – o que não diminuiu em nada a animação.

Por Fernanda Quevedo (comunicação compartilhada)

segunda-feira, março 29th, 2010

Mostra Artística chega ao fim com muita festa

O Aterrinho da Praia de Iracema ficou colorido. Multicolorido. O Cortejo da Cidadania “Ebulição dos Libertos”, que marcou o encerramento da Mostra Artística e das Ações Cultura Viva na programação da Teia 2010: Tambores Digitais, trouxe às ruas de Fortaleza a diversidade brasileira manifesta nas fantasias, nos cânticos, nos batuques, nos rostos das pessoas.

Foi um encontro de gerações, de etnias, de sotaques, de olhares. “Dá pra ver que são diferentes, mas existe um elo que os conectam e eu acho que esse elo é o amor pela sua cultura”, declarou a cearense Virgínia Rodrigues, que assistia à passagem do cortejo pelas ruas.

De volta ao Dragão do Mar, o palco já estava armado para receber as últimas atrações do evento, que continua até quarta-feira com a realização do III Fórum Nacional dos Pontos de Cultura (FNPC), agregando delegados representantes de cada Ponto de Cultura do Brasil.

Os shows tiveram início com a apresentação de Pingo de Fortaleza e Calé Alencar, dois grandes representantes da cultura de Fortaleza e defensores do maracatu cearense. Parceiros de longa data eles mostraram entrosamento no palco.

Depois foi a vez do Coletivo Rádio Cipó (PA) e sua música eletrônica. Com a música “Emoriô” o grupo Kilombando (MG) iniciou sua apresentação, que trouxe ainda  músicas como  “Mundo Negro”, louvando a afirmação da identidade afro-brasileira.

Chico César encerrou a última noite da Mostra Artística da Teia 2010/Foto: Italo Rios

Chico César encerrou a última noite da Mostra Artística da Teia 2010 Foto: Italo Rios

E por falar em afirmação, foi com esse espírito que Chico César subiu ao palco às 23h30. Trazendo as músicas tradicionais da região nordeste como xotes, forrós, frevos e afoxés, ele levantou o público que lotava a Beira-Mar. Cantando seus principais hits como “Mama África” e “Respeitem meus cabelos, brancos” sempre entremeados de outra músicas em arranjos que já fazem parte de sua forma de cantar, ele reforçou a idéia da identidade negra.

E os rastafaris e black powers responderam balançando os cabelos e cantando bem alto. O momento romântico veio com a música “É só pensar em você” e em toda praia se viam beijos apaixonados e casais dançando abraçadinhos. Mas logo a dança voltou a ser “anarriê/alavantu” e o forró dominou a cena até o fim da apresentação. Ao cantar uma música de parceria com Dominguinhos, “Deus me proteja”, ele disse:

“E por falar em Mestre (Dominguinhos), gostaria de saudar os mestres griôs aqui presentes e pedir a todos que assinem e lutem pela aprovação da Lei Griô no Congresso para garantir que os saberes, que a oralidade, que as tradições não morram.”

Chico César, que é o atual presidente da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), na Paraíba, sua terra natal, concilia a agenda artística com suas atividades à frente da gestão pública e revela que esteve na II Conferência Nacional de Cultura, acontecida este mês em Brasília, para lutar pelas demandas percebidas junto ao povo, aos trabalhadores da cultura. Entre elas está também a criação da Lei Cultura Viva.

Chico César encerrou sua participação  apresentando sua banda – um show à parte – com a música “Pedra de Responsa” que louva São Luís do Maranhão.

D. Zefinha
D. Zefinha foi a vez da música alegórica do grupo Dona Zefinha. Com uma performance marcante os músicos se desdobravam no palco numa apresentação que era música, mas era mais: era também teatro, dança, comédia, poesia, improviso, talvez pela influência do Orlângelo Leal, vocalista, que é ator e diretor teatral. “É uma alegria muito grande tocar na minha terra, num evento como a Teia e no mesmo palco que Chico César, que a gente admira demais.” – disse ele, que já esteve em outros palcos importantes em todo o Brasil e fora dele. O grupo, em que todos são arte-educadores e atores, trabalha o segundo CD, intitulado “Zefinha vai à Feira”. (Conheça mais sobre o grupo aqui.)

No final da festa, o reggae baiano da banda Trilheirus. Os meninos de Andaraí, na Chapada Diamantina, colocaram o público pra dançar até o dia amanhecer.

Por Carine Araújo/Tabuleiro Produções

domingo, março 28th, 2010

Show do Mombojó agita público na 3ª noite da Teia 2010

Eram diversas manifestações espalhadas por todos os cantos, característica da Teia 2010: é preciso criar espaço para que todos possam aparecer. As mais diversas linguagens se encontravam no Dragão do Mar.Além do lançamento do livro do Célio Turino e do Bené Fonteles o teatro se fez presente com “As Madalenas” do Centro de Teatro do Oprimido, o grupo de Teatro Parresia (CE), o Grupo de Teatro Facetas, Mutretas e outras Histórias e a Cia As Bárbaras de Multeatro. As apresentações atraíam os passantes e fixavam os olhos dos admiradores dessa arte.

Mas o destaque da noite esteve mesmo para a música, começando com a Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene (SP) e a Oquestra Armorial do Cariri (CE), os Tambores do Tocantins (TO) e os Tambores da Floresta (MA)  deram show. A primeira executando o Hino Nacional com seus harmoniosos berimbaus, a segunda trazendo meninos tirando sons primorosos da rabeca, a terceira com crianças e jovens de 8 a 20 anos tocando músicas folclóricas da região norte com instrumentos percussivos e a última trazendo o tambor de crioula, música e dança típicas do Maranhão.

Como se não bastasse tanta diversidade musical eis que surge o Maracatu Leão Coroado (PE) trazendo todo o colorido da manifestação que é a própria expressão do estado pernambucano. Acompanhado deles o RAPentista Rapadura, que mistura em sua musicalidade o rap e o repente, duas manifestações distintas aparentemente, mas que tem em comum o improviso (Assista aqui). Logo após foi a vez do Linha Dura (MT) com seu rap e hip hop (Veja aqui). Em outro palco o também matogrossense grupo Cururu e Siriri, trazia a simpatia de seu Nízio em representar o folclore da região Centro-Oeste.

mombojó1-tatiana dinizMas foi a partir da meia noite que os palcos esquentaram mesmo. No Palco Economia Solidária, o Circo, quem embalava os ritmos era a Escola de Samba Unidos de Vila Maria que trouxe passistas, mestre-sala e porta-bandeira para dançar no meio do povo que lotou o espaço. No Palco Verde foi a vez dos meninos do Mombojó agregarem o público. O grupo subiu ao palco às 2 da manhã cantando Duas Cores, música do seu primeiro cd. A platéia cantou junto. Depois ele enveredou pelo segundo cd, que traz baladas a la Los Hermanos – “O primeiro disco foi independente então tinha mais a cara da banda, era mais experimental, no segundo a gravadora já interviu, você percebe a diferença” – analisou um fã. E a mudança foi perceptível. No meio das baladas ele chamou seu parceiro China. com quem gravou em 2008 um álbum virtual e com quem divide algumas composições, para cantar com eles duas músicas que traziam uma pegada de hip hop.

Felipe e China

Nesse momento um rapaz da pláteia sobe ao palco e apresenta sua coreografia da música deles. O “dançarino” foi acalamdo e continuou no palco para dançar a música seguinte. Felipe, vocalista do Mombojó, voltou ao palco agradecendo aos fãs que acompanham o grupo, que semana que vem fará nove anos de carreira e está lançando seu 3º Cd, “Amigo do Tempo”. Começou então a cantar as músicas de sucesso do primeiro Cd e a multidão que se aglomerava embaixo da lona por conta da chuva cantava e dançava com empolgação, até invadirem o praticável. Ele terminou o show com a música “Deixe-se acreditar” ao som dos fãs que repetiam o refrão: ” Tudo pode ser, Nada vai acontecer, não tema. Esse é o reino da alegria”.

Você pode baixar os Cds do Mombojó aqui.

Texto: Simão Augusto/Tabuleiro Produções

Fotos: Tatiana Diniz

Vídeos: Maximiliano Leguiza

sábado, março 27th, 2010

Mato Grosso do Sul, Bahia e Distrito Federal foram opções da Mostra Artística da sexta-feira na Teia 2010 – Tambores Digitais

Quem passava pelos espaços do Dragão do Mar ontem à noite, pôde presenciar a diversidade que acontecia em todos os cantos do Centro Cultural. Poesia, samba de roda, metais e outros  sons faziam a festa dos participantes da Teia 2010 – Tambores Digitais.

Não só de discussões políticas e de arte se faz um evento dessa grandiosidade, porém essa Mostra está sendo algo a parte. O poeta, ator e arte-esducador, Emmanuel Marinho, do Ponto de Cultura Todas as Idades, de Dourados, mostrou ao Brasil a cultura pantaneira através de seu espetáculo Solo Para Palavras e Sanfona de Brinquedo, no espaço Teatro das Marias. Os Pontos de Cultura que encontram-se aqui conheceram versos que expressão as tradições do Mato Grosso do Sul.

O Grupo Raízes de Acupe, com seu samba de roda, da Bahia, colocou todos para dançar e sambar no Palco Economia Solidária. “Isso é bom demais. Esse grupo de senhores tocando alegremente é belíssimo”, exclama Laila Caddah, de Teresina (PI).

Ao som de frevo, maracatu, ciranda, forró, entre outros rítmos, a Orquestra Popular do Ponto de Cultura Menino de Ceilândia, do Distrito Federal, também garantiu a diversão e a alegria, no Anfiteatro do centro Centro Dragão do Mar. “É incrível o que eles fazem! Acho que a utilização de instrumentos, como o clarinete, modifica a característica da música. É interessante o que a gente ouvia somente com triângulo, ser tocado numa orquestra de metais”, ressalta Luiz Nepomuceno, de Natal (RN).

Hoje as atividades continuam.

Franciane Gonçalves – Pontão de Cultura Guaicuru

quarta-feira, março 24th, 2010

Fagner de volta aos palcos cearenses

Raimundo Fagner - divulgação

Raimundo Fagner - divulgação

O cantor cearense Raimundo Fagner volta aos palcos de sua cidade natal prometendo surpresas e novidades no show da abertura Mostra Artística da Teia Brasil 2010: tambores digitais, quinta, 25, às 21h, na Praça Verde do Centro Cultural Dragão do Mar.

Presidente da Fundação Raimundo Fagner, ponto de cultura com o Projeto Aprendendo com Arte, o cantor que esteve em outras duas edições da Teia com seus pupilos, dessa vez sobe ao palco apenas com sua banda. Os meninos da Fundação ganharam autonomia com outra apresentação.

“Vamos mostrar coisas recentes e antigas, mas tudo com novos arranjos. A maior surpresa é a banda. Estou juntando músicos daqui e que tocaram comigo em outras apresentações pelo Brasil e o som da banda está muito bom.”

O músico ressalta que a banda com essa formação está em total sintonia e com um som mais forte que o que tradicionalmente usa em suas apresentações.

Venha conferir!

Por Carlos Costa

quarta-feira, março 24th, 2010

Jesuítas e índios do Ceará do século XVII em recital

Sábado, 27,  às 18h30, jovens da Fundação Raimundo Fagner apresentam o recital “Os Jesuítas e sua música para catequese”, no Centro Dragão do Mar

Você conhece a história da “Missão de Ibiapaba”, na qual o padre António Vieira conta sua experiência em missões de catequização indígena no interior do Ceará, no século XVII?

Recital - divulgação

Recital - divulgação

No Parque Itamaraty, periferia carente de Fortaleza (CE),  pelo menos 170 jovens e crianças conhecem a história de cor, e cantam e tocam as canções que o padre ensinou aos índios que habitavam essas paragens, conscientes de que essas peças são exemplo maior da produção artística barroca nas terras brazilis.

Esses jovens e crianças apresentam ao público cearense sábado, 27,  às 18h30, o recital “Os Jesuítas e sua música para catequese”, no teatro do Centro Dragão do Mar, como parte da mostra artística da Teia Brasil 2010: tambores digitais.

Esses jovens fazem parte do ponto de cultura Projeto Aprendendo com Arte – Fundação Raimundo Fagner e aprenderam a entender os escritos do célebre padre António Viera e reproduzir suas canções durante os meses em que participaram das atividades da Fundação, no sítio Canteirão, na “última rua de Fortaleza”, como explica Tereza Tavares, coordenadora de programas e projetos da Fundação.

Sensibilização artística

Música Barroca - divulgação

Música Barroca - divulgação

De segunda à sexta, Tereza está no sítio, em meio ao buliço dos jovens, que completam a carga horária da rede pública em colégios do entorno com aulas de sensibilização artística, com foco na música.

Todo final de turno, pela manhã e à tarde, os jovens se reúnem no terraço da casa principal do sítio para um ensaio geral. O sol da região, que o padre António Viera qualificou como “o mais ardente”, dá trégua ao som da música. Ou perde a importância por uns minutos em que o tempo parece ser outro e esse canto realmente levar à salvação da alma.

Dez anos

A Fundação foi criada há dez anos pelo cantor Raimundo Fagner, oficializando, expandindo e profissionalizando atividades de cunho social que a família do músico mantinha no município de Orós, Centro-sul cearense, e em Fortaleza. Atualmente, premiada pelo Programa Cultura Viva e com o Itaú-Unicef, oferece aulas para o 170 jovens em Fortaleza e outros 200 em Orós.

O orçamento anual da fundação é de R$ 600 mil e 40 colaboradores participam das atividades, que em Fortaleza se desdobram ainda no projeto de geração de renda Estopa e Retalhos, que oferece trabalho para cerca de 30 mães de alunos da Fundação, numa pareceria com a iniciativa privada. Uma das tantas que tornam viável o projeto, assegura Tereza.

Atualmente, a grande necessidade é de expansão. As instalações de Fortaleza e Orós já não comportam mais alunos, e a procura por vagas é grande. “Em Orós, que não tem faculdade de música, a Fundação é a referência. Em Fortaleza, a última vez que abrimos 15 vagas tivemos 160 inscritos, apenas com a divulgação boca a boca no bairro”, explica.

Decolando

Decolando - divulgação

Decolando - divulgação

O recital é o segundo espetáculo que os alunos da Fundação levam ao público (o primeiro foi “Romeu e Julieta” – de William Shakespeare” em 2006/07, quando estudaram o Romantismo). Na Teia é a terceira vez que se apresentam. As duas anteriores acompanharam o padrinho Fagner. “Agora vão só porque já decolaram”, arremata o músico.

Essas apresentações, explica Tereza, são o resultado final do que estudam e realizam os jovens na instituição. Vitrine sedutora do trabalho, mas, como ressalta a coordenadora de programas da Fundação, não é o grande objetivo das ações. “Estamos lutando para formar cidadãos.”

Ou, parafraseando António Vieira, “levamos em nossos corações a missão de compor os ânimos da gente desta terra.”

Que saber mais sobra a Missão Ibiapaba, os desafios do jesuítas para chegar à inacessível serra e o sangrento assassinato do padre Francisco Pinto ao pé do altar? Não perca o recital…

Texto: Carlos Costa

domingo, março 21st, 2010

Saindo do forno a programação final da Mostra Artística

Fagner apresenta-se na abertura da Teia 2010

Fagner apresenta-se na abertura da Teia 2010

Confirmou! Fagner, o popular cantor cearense, fará show na abertura da programação da Teia Brasil 2010, no dia 25. O cantor se apresenta às 21h, depois da apresentação dos Irmãos Aniceto e Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho, às 19h, e do ato de Coroação das Rainhas do Maracatu, às 19h40, ambas atrações de Fortaleza. A noite tem ainda apresentações do Ponto de Cultura Manguerê – Grupo Cultural Manguerê (Espírito Santo/Vitória), às 22h15, do carioca BNegão, às 23h, e das Danças Circulares da Amazônia (Mana-Mani)  e o carimbó d’Os Quentes da Madrugada (Pará/Belém), às 23h45.

Se ligue nas apresentações de Jorge Mautner e do Maracatu Estrela de Ouro (PE), na sexta-feira (26), às 21h20, no rap/repente de Beirão e Rapadura (DF), no sábado (27), às 21h, e no rock  mistureba da banda Mombojó (PE), às 1h da manhã. Chico César é o nome mais famoso no encerramento do evento no domingo (28), que terá no mesmo dia o Cortejo da Reabolição pela Cultura no Aterrinho da Praia de Iracema, saindo do Clube Náutico, na Beira Mar, às 17h.

A mostra, que é formada por apresentações musicais, teatro, dança e cultura popular, acontece em vários espaços no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura ou próximos.

“A mostra está muito rica e belíssima”, comemora o produtor da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura, Walter Cedro. “Grupos de tambores de todo o Brasil irão se apresentar já que o tema da Teia este ano é Tambores Digitais”, diz, entusiasmado. Ele lembra que todos os estados terão uma representação na mostra, a exemplo do carimbó dos Quentes da Madrugada, do Pará, os tambores de Tainã, do Paraná, o Afoxé Alafin Oyó, de Pernambuco, a orquestra de Frevo dos Meninos da Ceilândia, de Brasília, e a orquestra de Berimbau do Morro do Querosene, de São Paulo.

“É um momento lúdico em que você vê todas as manifestações do país! Você vê toda a diversidade da Teia”, completa.

Confira a programação completa:

http://culturadigital.br/teia2010/programacao/mostra-artistica/

Por Marco Gramacho

quinta-feira, março 18th, 2010

Luz, câmera, ação

Mostra Audivisual exibe produção dos Pontos de Cultura

Nos dias 26 e 27, os participantes da Teia 2010: tambores digitais terão a oportunidade de conferir a produção audiovisual dos Pontos de Cultura, que será exibida no Auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, sempre a partir das 17h.

Espetáculo El Quijote / Flávio Portela - divulgação

Espetáculo El Quijote / Flávio Portela - divulgação

Serão exibidos um total de 24 filmes, entre curtas, médias e longas. O público infantil ganhará uma sessão específica no dia 27, quando serão exibidos os filmes produzidos para essa faixa etária.

Mauro Lira, produtor executivo da Mostra, explica que o evento “representa um grande momento de construção, conhecimento e reconhecimento para os Pontos de Cultura, que promovem o cinema como forma de interação, realizando  o intercâmbio entre as várias linguagens construídas e reconstruídas dos saberes culturais de todos os estados brasileiros.”

Confiram abaixo as sinopses de alguns dos filmes que serão exibidos. A programação final será publicada em breve.

Por Tatiana Diniz

DO MANGUE À FÉ (SP)

Direção: Talita Apolinário Eduardo Rajabally.

Sinopse: Talita tem 21 anos e vive em uma das maiores e favelas sobre palafitas do país, o Dique da Vila Gilda, em Santos. Grávida de três meses, ela tem planos e também problemas comuns a garotas com a mesma origem.

CARRO DE BOI (PR)

Direção: Rudá K. Andrade

Sinopse: O documentário se passa na comunidade remanescente quilombola do Capivari-Serro (MG) e enaltece as qualidades poéticas, barrocas e dramáticas do carro de boi e seu canto, desvelando os segredos e transes desse transporte de origem romana.

NO ELEVADOR (PR)

Direção: Willian Coutinho Duarte, Marta Pego, Lucia Pego

Sinopse: Três amigas se divertem com uma história  embaraçosa acontecida em um elevador  de shopping.

TESTEMUNHA OCULTA (SP)

Direção: José de Oliveira

Sinopse: Carlito é a única testemunha do assassinato de seu chefe, Sr. Leandro, dono de um clube de jogatina. O que ninguém sabe é que o chefe e sua gangue estavam envolvidos no espancamento que resultou na morte do jovem Adolpho, um jovem viciado em alucinógenos.

CICLO PARAENSE DE CULTURA DIGITAL (PA)

Direção: Gustavo Guedes de Castro

Sinopse: O Ciclo Paraense Cultura Digital foi um evento  de formação direcionado a pontos de cultura de todo o estado, diferentes temáticas relacionadas a cultura de todo o estado, dentre elas a gestão de projetos.

W.C. CHAT-N  (MG)

Direção: Cibele Araujo

Sinopse: Curta digital, que narra um bate-papo escrito nas paredes de um banheiro publico. Um curta hilário e com um final surpreendente.

POESIA DE BARRO (DF)

Direção: Adriana Gomes

Sinopse: História que registra a cena cultural dos anos 80 em Taguatinga-(DF). No final da ditadura, artistas realizam grandes feiras de rua, encontros na bar do Careca, no Cineclube, e as peças de teatro da praça.

NAVIO NEGREIRO- TRAGÉDIA EM SÃO PAULO (SP)

Direção: Thiago Fernandes

Sinopse: O Documentário aborda o cotidiano de partes dos negros na cidade de São Paulo e os efeitos causados pela falta de abolição 120 anos depois de sua promulgação.

UNIDADE FEMININA- DEIDS EM AÇÃO (SE)

Direção: alunas da oficina de iniciação ao vídeo.

Sinopse: O universo feminino é retratado por internas da unidade feminina, sobre liberdade, música e vida.

ESCOLA DOM HELDER CAMÂRA (CE)

Direção: Ivan Batista

Sinopse: Um retrato da importância da escola pública na periferia abrir as portas nos finais de semana com atividades culturais, esportivas, aprendizagem, lazer e profissionalizantes para crianças.

CAIXA PRETA (RJ)

Direção: Ana Cláudia Okuti

Sinopse: jovem de uma comunidade no Rio de Janeiro que, por causa de dificuldades econômicas, resolve arrumar em emprego. Mas uma caixa preta modifica o rumo das coisas, transformando a esperança em triste realidade.

VITALINO E NÓS DO BARRO (ES)

Direção: Alunos da Rede Municipal de Vitória

Sinopse: Um boneco de barro ganha vida e sai de Pernambuco para participar de uma baile funk em Vitória.O filme é uma homenagem ao centenário de nascimento do Mestre Vitalino.

CONTADORES DE ESTÓRIAS (PB)

Direção: Durval Leal Filho

Sinopse: Contadores de Estórias é um patrimônio imaterial: suas narrativas traçam memória da Fundação da cidade de Bananeiras no Brejo da Paraíba.

A ÚLTIMA LÁGRIMA (BA)

Direção: Taninha Mendes

Sinopse: Ficção que aborda dramas sociais,principalmente as insatisfações  de uma garota de programa. O enfoque é o bairro de Canabrava, local que no passado foi constrangido por ter um lixão de Canabrava.

Mostra Infantil

A VELHA QUE FURA BOLAS

Direção: Chistian Saghaard- Catu Filmes

Sinopse: Desde menina, ela gostava de furar bolas, mas um dia as crianças  decidiram dar o troco…

A ESCOLA MAL ASSOMBRADA

Direção: Chistian Saghaard- Catu Filmes

Sinopse: Duas amigas procuram por uma escola que dizem ser mal assombrada. Dentro delas há zumbis, bruxas e vampiros. Um filme de terror ou de terrir?

PERDIDA NO ZOOLÓGICO

Direção: Chistian Saghaard – Catu Filmes

Sinopse: Uma garota se perde de sua turma e caminha entre os animais  do zoológico, interagindo com eles enquanto procura seus amigos.

VASSOURAS – O INTERIOR A CAPITAL DA CULTURA (RJ)

Direção: Alunos do curso de vídeo do Pontão de Cultura Digital do Circo Voador

Sinopse: Um momento de encontro e reconhecimento coletivo, de troca de afetos dentro da dimensão humana, formulando e debatendo as políticas publicas de cultura.

MINHA HISTÓRIA MINHA VIDA (RN)

Direção: Paula Viviane

Sinopse: A trajetória de vida de uma garota que, aos 10 anos de idade ficou cega e tem que conviver com as limitações que tal situação acarreta. O documentário é narrado em forma de depoimento.

DESAFIO E LIBERADE (RN)

Direção: Lúcia Costa

Sinopse: Como a pessoa de baixa visão ou não vidente relaciona-se com o trabalho? Esta e outras questões são  discutidas nesse documentário  a partir de uma experiência pessoal.

SAPUCAIA (SP)

Direção: Silvia Bigareli e Victor Menezesúcia Costa

Sinopse: As urnas funerárias indígenas, inspiradas na cumbuca (fruto) da sapucaia (árvore), são utilizadas como elos metafóricos da transformação dos objetos e dos ciclos culturais.

HISTÓRIAS DO CENTRO DE ITAJÁ (SC)

Direção: Evalise Moraes/Daniel Dotto/ Yara da Costa/ Daniel Weber

Sinopse: Documentário feito por crianças e adolescentes que retrata  o cenário vivido no município nos seus primeiros anos de crescimento comparando a antiga aparência da cidade com a atual.

EL QUIJOTE (SP)

Direção: Daniel Brazil

Sinopse: Em outubro de 2009, idiomas, cores e culturas de 10 países se juntaram para representar as histórias do cavaleiro da triste figura, Dom Quixote, e para lançar a Rede Latinoamericana de teatro em Comunidade.

terça-feira, março 2nd, 2010

Mostra Artística já tem resultado

A organização da Teia 2010 – Tambores Digitais divulgou a lista dos selecionados para a Mostra Artística. Serão cerca de 90 apresentações de teatro, circo, dança, música, artes visuais, artes integradas e cultura popular – selecionadas entre 590 inscritos. Um número recorde.

A seleção dos trabalhos obedeceu a dois critérios estabelecidos por uma comissão indicada pela organização do evento: o ineditismo e a distribuição regional dentro de cada área. Portanto, todos os estados e regiões estarão representados neste momento da Teia, mas a grande predominância na Mostra será de grupos do Ceará, uma vez que o estado recebe o evento este ano.

Os artistas irão receber, além de transporte e alimentação, um cachê simbólico, que é igual para todos.

Confira a lista dos selecionados:

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