seminario

sábado, março 27th, 2010

Tecendo redes para a sustentabilidade

Por Fernanda Quevedo

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Apresentação do Ponto de Cultura Pixaim (MT)

Dando continuidade a programação da Teia de Ações – Conceito e Práxis, aconteceu hoje pela manhã o Seminário “A importância das redes para sustentabilidade do empreendedorismo”. Como não poderia deixar de ser, os “ponteiros” compareceram em peso na discussão e o tempo parecia ser pequeno para a grandiosidade do tema: a comunicação em rede para o escoamento dos produtos dos Pontos de Cultura.

Que (se) comunicar é importante, isso todos nós sabemos. Porém, as formas para que isso aconteça de maneira produtiva e tragam visibilidade aos produtos dos pontos de cultura não é de conhecimento de todos, e não apenas por falta de informação ou coisa do tipo, mas porque se comunicar não é uma tarefa simples, ainda que a façamos a todo o momento.

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A comunicação não acontece apenas nos veículos de comunicação como este aqui, embora os veículos são extremamente importantes para o escoamento das produções. E mais, os ponteiros destacaram ainda a necessidade de se comunicar politicamente (não partidariamente), para que toda e qualquer roda de conversa, seja um espaço que crie a oportunidade para a circulação dos produtos dos Pontos de Cultura.

Um fato notório da discussão foi que vários ponteiros ainda não tinham conhecimento em economia solidaria, mas comercializam e trocam seus produtos, não se utilizam das formas taylorista e fordista de produção, e sabem que não vão enriquecer “fazendo” Cultura, o que demonstra, de forma mais objetiva, a necessidade de comunicação.

Os Pontos de Cultura tem um desafio pela frente enorme pela frente: se comunicar e em rede!

sexta-feira, março 26th, 2010

Diversos saberes analisam o Cultura Viva

O primeiro dia do Seminário Cultura Viva funcionou como um termômetro do que serão os esses encontros programados para a discussão das diversas faces do Programa Cultura Viva e suas ações. Mais do que a necessidade, ficou evidente entre o s presentes a ansiedade de se aprofundar questões variadas, e foi através da apresentação dos trabalhos de pesquisadores das mais diversas regiões do Brasil, todos envolvidos no processo de esmiuçar as nuances do programa, que um público de sotaques variados  mergulhou no assunto.

Do histórico evolutivo das políticas sociais e culturais no Brasil, até o letramento digital e midiático possibilitado pela ação Culura Digital, de idéias provocativas de transgressão até elementos de novas tecnologias, passando pela burocracia imposta pela estrutura governamental e pela necessidade de se estabelecer um marco legal que garanta a continuidade do Programa, as apresentações foram se sucedendo no papel de plantar questionamentos e estimular discussões.

À despeito das críticas em relação à abrangência, falta de recursos, dificuldades de gestão por parte do MinC e replicabilidade de ações, é interessante perceber que entre colocações dos autores variados persiste uma impressão unificada de que avanços significativos ocorreram desde o momento em que o Ministério implantou o Programa Cultura Viva.

Uma mostra disso aconteceu já na parte da manhã, quando ao mesmo tempo em que afirmou que a estrutura social brasileira ainda não está preparada para a resignificação do conceito de cidadania (processo que tomou corpo através da efervescência de movimentos sociais nos anos 70), João Guerreiro, professor da UFRJ que atua como coordenador de ponto e pontão de cultura, destacou que a construção do conceito de cidadania cultural está se desenvolvendo nessa mesma medida.

No seu entender, todas essas mudanças têm a ver com uma nova forma de fazer política, e sem isso não adianta uma nova lei, afirmou, referindo-se à transformação do Programa Cultura Viva em lei.

O eco principal às suas ideias surgiu das declarações de Célio Turino, que ao final da Teia 2010 já não mais responderá como Secretário de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura, divisão responsável pelo Programa Cultura Viva. “Esse novo jeito de fazer política apontado pelo João, sempre existiu nas bases do Brasil, mas a diferença é que ele não era percebido. Em relação ao Cultura Viva, por exemplo, a mídia tradicional nem fala desse programa. O Estadão, quando falou,  foi para criticar o financiamento dos equipamentos para uma rádio comunitária. E esse silêncio foi bom para nós”, lembrou Turino.

Para amanhã (sábado), quando continuam as apresentações, sobraram muitos questionamentos: como as experiências resultantes das ações do Programa Cultura Viva podem ser aplicadas em outros setores? Podemos, a partir disso pensar em uma nova política para o país?

Amanhã tentaremos descobrir.

Por Luciane  Zuê – Pontão Ganesha de Cultura Digital

quinta-feira, março 25th, 2010

Cultura digital é discutida em seminário no domingo

Os tambores da cultura digital rufam na Teia 2010! Não só por ser o mote deste 4º Encontro Nacional de Pontos de Cultura, mas também pelo espaço destinado na programação para discutir as questões ‘da hora’ para o movimento.

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Plano Nacional de Banda Larga, Programa Nacional de Telecentros, Marco Civil, Reforma do Direito Autoral, formação e educação estão entre as prioridades do Seminário Tambores Digitais, que ocupará o auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura no dia 28 (domingo). Veja abaixo e programe-se! A entrada é gratuita.

Seminário Tambores digitais

28 de março- Auditório do Centro Dragão do Mar

9h às 9h30

Programa Nacional de Telecentros

Apresentação do Programa Nacional de Apoio à Inclusão Digital – Telecentros.BR. O Programa irá apoiar espaços de inclusão digital com equipamentos e mobiliários, o oferecimento de conexão banda larga, a concessão de bolsas para formação de monitores, além de implantar uma Rede de Formação.

Carina Andrade – Assessora de Inclusão Digital do Ministério do Planejamento – SLTI/MPOG

9h30 às 11h

Educação e Cultura Digital

Ações, reflexões e experiências de Cultura Digital na Educação e de Educação na Cultura Digital.

Cíntia Boll – Representante do Programa Ensino Médio Inovador – SECAD/ MEC

Chico Simões- Coordenador do Pontão Invenção Brasileira

Antônio Alburquerque – Gerência de Cultura Digital – SPC/MinC

Nelson Preto – Rede de Intercâmbio de Produção Educativa – RIPE – UFBA

Massino Canevacci (italiano) – Antropólogo e Professor da Universidade La Sapienza – Roma

Maria Benites – Psicológa social e membro do Comitê Executivo do Fórum Mundial de Educação.

Uirá Porã – Representante da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura

Moderadora:

Josiane Ribeiro – Coordenadora da Ação Cultura Digital – Secretaria de Cidadania Cultural – SCC/MinC

11h às 13h

Os Tambores Digitais

As discussões centrais da Cultura Digital na atualidade: Plano Nacional de Banda Larga, Marco Civil e a Reforma do Direito Autoral.

Paulo Rená da Silva Santarém– Gestor do Processo de construção colaborativa do Marco Civil da Internet – SAL/MJ

Nelson Fugimoto – Assessor Especial em Inclusão Digital – Casa Civil

Fernando Carvalho – Empresa de Tecnologia da Informação do Estado do ceará – ETICE

Marcos Souza – Diretor de Direitos Intelectuais – SPC/MinC

Sérgio Amadeu da Silveira – Sociólogo e ativista por direitos civis na Internet

Moderador:

José Murilo – Coordenador Geral de Cultural Digital da Secretaria de Políticas Culturais – SPC/MinC

domingo, março 21st, 2010

Seminário reúne pesquisas sobre Pontos de Cultura

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Além de fomentar a cultura nacional, o Programa Cultura Viva, cuja ação prioritária são os Pontos de Cultura, tem gerado pesquisas diversas – especialmente no universo acadêmico.

As ações são objeto de estudo nas mais diversas áreas e em diferentes instituições de ensino do país, tornando-se um verdadeiro laboratório de experiências. Na Teia 2010: tambores digitais, os resultados desses estudos serão apresentados e discutidos durante o Seminário Cultura Viva, que acontece nos dias 26 e 27, no Auditório do Dragão do Mar – a partir das 9h. A participação é livre. Confira a programação completa.

Por Tatiana Diniz

DIA 26/03

TEMÁTICA: O PROGRAMA E SUAS AÇÕES DENTRO DO CAMPO DAS POLÍTICAS

9:00 às 12:30 (Mediação Lia Calabre)

Programa Cultura Viva a partir da vivência com os Pontos de Cultura

Cristina Amélia, Luciana Araújo de Holanda e Raquel de Oliveira Santos Lira

Indicadores para políticas culturais de proximidade: o caso Prêmio Cultura Viva

Liliana Souza e Silva

A contra-hegemonia dos Pontos de Cultura frente aos dilemas de limites do capital

Ana Lúcia Pardo

Sabedorias em movimento: contradições e desafios nos Pontos de Cultura

Carla Daniel Sartor

Redemocratização, participação e cidadania: um projeto cultural?

João Guerreiro

Programa Cultura Viva: redefinição dos conceitos de cultura e público e do lugar do Estado nas políticas culturais brasileiras.

Alice Pires de Lacerda

14 às 17:00 (Mediação Maurício Siqueira)

Programa Cultura Viva: a política transgressora do Ministério da Cultura

Sophia Cardoso Rocha

Pontos de Cultura: alinhavos para o turismo

Alba Lúcia de Silva Marinho

Quantas redes cabem num ponto? Análise da gestão em rede no Programa Cultura Viva

Hanayana Brandão G. Fontes Lima

Programa Cultura Viva e os Pontos de Cultura: reflexões sobre inovação, sustentabilidade e perenidade de políticas públicas

Doriedson Alves de Almeida

O Programa Cultura Viva como possibilidade para o desenvolvimento local

César de Mendonça Pereira

Letramento midiático e digital: prática educativa com base na cultura e comunicação

Adriana Veloso Meireles

DIA 27/03

TEMÁTICA: ARTE E TRANSFORMAÇÃO: PROCESSOS E EXPERIÊNCIAS

9:00 às 12:30 (Mediação Antônia Rangel)

A tradição do reisado como contra-ponto ao ponto de cultura de Cachoeira do fogo, sertão e tradição

Rogerlando Gomes Cavalcante

A experiência de Januária e os recursos da cultura

Edilberto José de Macedo Fonseca

Método Canavial

Afonso Fernando Alves de Oliveira

Um olhar sobre um ponto de cultura no Engenho Velho da Federação

Marize Torres Magalhães

Centro Cultural Arte em Construção: cultura e transformação em cidade – Tiradentes

Fabiana Peixoto de Souza

14 às 17:00 (Mediação Frederico Brito)

Cultura Viva – Garimpo e Cultivo Cultural

Gui Mallon

Empreendendo e Integrando: uma análise sobre o ponto de cultura PIM – Programa Integração pela Música

Célia de Fátima Pinheiro Moreira

Pontos de Cultura e as artes de tradição oral

Kennedy Piau Ferreira e Bruna Muriel Fulcaldo Huertas

Ponto de Cultura Arte educando: uma percepção da história oral

Juliana Freitas Guimarães

Mais formação cultural, mais arteducação transformadora

Ney Wendell

segunda-feira, janeiro 11th, 2010

Seminário Cultura Viva na Teia Brasil 2010

A Secretaria de Cidadania Cultural (SCC/MinC), o setor de Estudos de Política Cultural da  Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB/MinC) e a Escola de Comunicação da UFRJ recebem propostas para apresentação de  trabalhos no Seminário O Programa Cultura Viva e suas ações como objetos de estudo”, até 31 de janeiro de 2010.

O encontro ocorrerá durante a Teia Brasil 2010 – Encontro Nacional de Pontos de Cultura – que terá lugar em fortaleza (CE) entre os dias 25 e 31 de março de 2010. Leia mais.

Serão aceitos trabalhos que tenham como foco de estudo o Programa Cultura Viva (SCC/MinC) e suas ações. O objetivo é apresentação e discussão de estudos que promovam a reflexão e o debate entre estudantes, pesquisadores, professores, integrantes de Pontos de Cultura, gestores culturais  e demais profissionais e entusiastas da área de políticas culturais.

Poderão submeter trabalhos pesquisadores, integrantes de Pontos de Cultura, estudantes e estudiosos em geral, desde que respeitados os objetivos e tema do encontro, ou seja, que colaborem para a reflexão, análise e crítica sobre a atuação do Programa Cultura Viva, podendo o mesmo ser focado em uma das ações específica do programa ou em seu conjunto.

As inscrições serão feitas mediante o envio do texto completo, que deverá ter entre 08 e 10 laudas (incluindo as referências biliográficas), Times New Roman 12, espaço 1,5. Na primeira página do trabalho, devem constar os seguintes itens: título do artigo centralizado, em caixa alta e em negrito; nome completo do(s) autor(es) alinhado(s) à direita, indicando em nota de rodapé o(s) vínculo institucional e e-mail do(s) mesmo(s) e  resumo de 5 (cinco) a 08 (dez) linhas, com espaçamento simples.

Serão selecionados 20 trabalhos. A comissão de seleção será composta por pesquisadores, professores e técnicos do Ministério da Cultura, do IPEA e da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O envio do trabalho, assim como outras informações referentes ao seminário, deverá ser feito exclusivamente por e-mail para o endereço politica.cultural@rb.gov.br, constando em “assunto”: Submissão de Artigo.

Fonte: Divulgação Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB/MinC)