No momento de fechamento da Teia 2010: Tambores Digitais, a grande notícia foi a confirmação, vinda de Brasília, de que a partir de agora os Pontos de Cultura terão um representante junto ao Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), órgão colegiado do Ministério da Cultura que visa propor a formulação de políticas públicas para o desenvolvimento e o fomento das atividades culturais no pais.
Agora, uma lista com três nomes deve ser enviada ao Ministro da Cultura, Juca Ferreira, que aprovará uma das opções e, assim, definir o representante da Comissão Nacional junto ao CNPC.
Os três nomes indicados para compor a lista foram aceitos por consenso, e, agora, cabe ao Ministério escolher entre Chico Simões (Ponto de Cultura Invenção Brasileira – DF), Mário Brasil (Ponto de Cultura Naus – AC) e Norma Paula Moreira (Ponto de Cultura Roteiro de Luz – Instituto Cidade – CE).
Além da vaga no CNPC, os pontos terão representantes, também, na Comissão do Programa Cultura Viva. “Na verdade conquistamos, ao todo, 4 cadeiras: 3 no Cultura Viva – indicaremos três nomes e eles serão automaticamente aprovados -, e essa no Conselho ”, concluiu Gel Brito, do Centro do Teatro do Oprimido (Ponto de Cultura – RJ), membro da Comissão Executiva que organizou a Teia em Fortaleza
Segundo ele, o anúncio dessas novidades é uma prova indiscutível do reconhecimento, por parte do governo, da importância dos Pontos de Cultura no contexto social brasileiro: “São poucas as entidades e movimentos que têm assento nesse Conselho, que define políticas pública para o Brasil. Isso significa que os Pontos de Cultura estão assumindo espaços cada vez maiores nessa discussão”. Gel Brito comemorou a notícia e destacou que essas conquistam reforçam o movimento.
GT – Matriz Africana
Vídeo: Maximiliano Leguiza
AVALIAÇÃO
Norma Paula Moreira, Coordenadora Geral da Teia 2010, destacou a participação dos representantes de Pontos em todos os eventos programados, desde as apresentações da Mostra Artística até a Plenária Final, quando foram apresentadas as propostas dos fóruns estaduais e dos GTs.
Para ela, o evento foi bem sucedido e isso fica muito claro se observada a variedade e força das propostas apresentadas, tanto federais quanto estaduais, todas no sentido de engrandecer o Programa Cultura Viva em todos o território brasileiro. “Resta agora que os governos acatem essas decisões e, daí, vem a importância dessas comissões que alguns estados criaram – como é o caso do Ceará – que vão trabalhar muito para que essas propostas e deliberações não fiquem no papel”, explicou.
Outro detalhe apontado pela Coordenadora Geral do evento foi a composição dessa nova Comissão Nacional, que tem muitas pessoas novas. “E essa mistura do novo com a experiência de quem já participava do processo cria a perspectiva de se dar uma grande alavancada nos trabalhos”, conta.
Os números finais da Teia devem estar disponíveis em aproximadamente um mês, mas Norma adiantou que o evento contou com a participação de aproximadamente 5 mil pessoas, além do apoio de grande parte da população de Fortaleza. “A cidade atendeu o chamado, sentiu-se dona da Teia e contemplada em todas as atividades. Cheguei a ouvir ‘Que legal que os pontos de Cultura fizeram isso para a gente’”, comemorou. E a despeito de todos os problemas que possam ter acontecido, ela acredita que essa Teia foi a mais aconchegante de todas as que já aconteceram.
Por Luciane Zuê (Pontão de Cultura Digital Ganesha) – Cobertura Compartilhada













foi anunciado o poeta e atual Diretor do Programa Cultura Viva, TT Catalão, como o substituto de Turino no cargo.



Aline Carvalho, autora do livro “Produção de Cultura no Brasil: da Tropicália aos Pontos de Cultura” e da resenha do livro de Turino (que você encontra 






Mas foi a partir da meia noite que os palcos esquentaram mesmo. No Palco Economia Solidária, o Circo, quem embalava os ritmos era a Escola de Samba Unidos de Vila Maria que trouxe passistas, mestre-sala e porta-bandeira para dançar no meio do povo que lotou o espaço. No Palco Verde foi a vez dos meninos do Mombojó agregarem o público. O grupo subiu ao palco às 2 da manhã cantando Duas Cores, música do seu primeiro cd. A platéia cantou junto. Depois ele enveredou pelo segundo cd, que traz baladas a la Los Hermanos – “O primeiro disco foi independente então tinha mais a cara da banda, era mais experimental, no segundo a gravadora já interviu, você percebe a diferença” – analisou um fã. E a mudança foi perceptível. No meio das baladas ele chamou seu parceiro China. com quem gravou em 2008 um álbum virtual e com quem divide algumas composições, para cantar com eles duas músicas que traziam uma pegada de hip hop.












