
Ouça entrevista com o secretário de Cidadania Cultural do MinC, Célio Turino, que se despede do cargo após seis anos à frente do Programa Cultura Viva. Clique aqui para ouvir.
Por Anderson Moreira (Produtora de Áudio Popular)

Ouça entrevista com o secretário de Cidadania Cultural do MinC, Célio Turino, que se despede do cargo após seis anos à frente do Programa Cultura Viva. Clique aqui para ouvir.
Por Anderson Moreira (Produtora de Áudio Popular)
Incentivar práticas inovadoras e solidárias que envolvam a Cultura. É nessa vertente que a ação Economia Viva reunirá participantes de Ponto de Cultura e empreendimentos durante a Teia das Ações. Acompanhe a programação:
Ação Economia Viva
Coordenação: Andréa Saraiva- SCC/MinC
Mediadores: Joaquim Melo, Thomas Enlazador
Observadores: Delso Andrade Oliveira e Px Silveira
Relatora: Flávia Muluc e Paulo Sampaio
Dia 26 (sexta-feira)
9h
Abertura Vivência: Mercado de Trocas
9h30 às 11h
Rodas de Prosa: Pontos de Cultura: uma abordagem sócio-econômica
Ponto de Cultura Ciranda Sustentável / Thomas Enlazador
11:00h às 12:30h Debates
12:30h às 14:30h Almoço
Dia 27 ( Sábado)
9h às 10h
Vivência no Conjunto Palmeiras: Banco Palmas, moedas sociais e desenvolvimento sustentável
10h às 12h30
Roda de Prosa: Banco comunitário, moedas sociais, crédito para empreendimentos culturais e Economia Viva no MOHHB/Teresina/PI
Local: Conjunto Palmeiras
Mediação: Banco Palmas / Joaquim Melo
12h30 às 14h30 almoço
14h30 às 17h
Plenária Final da Teia das Ações – Conceitos e Práxis
A palavra assim parece estranha? O termo de origem tupi, que também pode ser “murumuxaua” ou “tubixaba”, fala num sentido original de liderança, alguém que “arregimenta vontades” dentro do seu grupo étnico.
Retomado no século 21, circulou pela vias da cultura digital em meados da década e foi ‘apropriado’ pelo Ministério da Cultura ano passado, através do Prêmio Tuxaua Cultura Viva, que premiou 80 pessoas que demonstraram “um histórico de protagonismo no contexto do programa Cultura Viva” e cujas proposta davam “continuidade em ações de mobilização e articulação em rede”. Cada prêmio foi de R$ 38 mil. A versão 2010 do edital está com inscrições abertas até 10 de abril.
Essa rede se encontra pela primeira vez na Teia das Ações – teoria e práxis, que integra a programação da Teia Brasil 2010: tambores digitais, que reunirá cerca de 3 mil representantes de Pontos de Cultura e outras ações do programa de 25 a 31 de março em Fortaleza (CE).
Horas antes de embarcar para Fortaleza, Ricardo Ruiz, mineiro ‘radicado’ em Vitória da Conquista (BA) que ganhou um dos prêmios com o projeto “MimoSa – máquina de intervenção urbana e correção informacional – mídia móvel s/a”, respondeu a três perguntas via Gtalk.
Durante a Teia das Ações, Ruiz apresentará a primeira versão da “Tuxauísmo de bolso”, revista-compilação de textos, selecionados em conjunto com Paulo José Lara, que pretende servir como “breve guia no mundo das artes digitais para todos os interessados” – guia ‘quase-espiritual’ que contou com o apoio do Premio Tuxaua Cultura Viva 2009, Pontão de Cultura Digital Juntadados e Descentro – no emergente de ações colaborativas. Segue a entrevista:
11:52 PM
me: oh, carissimo!
ricardo:
me: tuxaua de bolso…oh, gloria! rs acabei de descobrir….
ricardo: como posso te ajudar?
me: vou te entrevistar
ricardo: tô imprimindo 200 {exemplares} pra levar
me: 3 perguntas….
ricardo: vou responder a entrevista com bom humor
ricardo: dá-lhe
11:58 PM
me: como você se encontra na ideia/conceito do tuxaua?
11:59 PM
quando saiu o edital {Tuxaua 2009} achei que tinha chances de ser premiado, principalmente porque dizia premiar o histórico de trabalho, e eu já tava nessa onda de cultura digital, autolabs, pontos de cultura desde 2004, trabalhando direto com o {gilberto} gil e com a galera da coordenação e pensei no projeto que teve melhor repercussão nos pontos de cultura, que foi a mimosa.
me: entendi…e a mimosa, como entra nessa?
ricardo: eita, a mimosa é uma delicia! ainda não recomecei a fazer, tive um tempo de bode com a mimosa. parei de fazer pra ver se ela continuaria existindo nas mãos de outros e rolou. as pessoas perderam o “medo” de serem artistas mesmo. fiquei sabendo que o ponto de cultura odomode {no rs} fez uma mimosa e ganharam até dinheiro! fui pesquisar e tinha mimosa nos balcãs, em sampa, no ceará, na bahia… então o objetivo um rolou: que todos, mas todos mesmo, se considerassem artistas em algum momento de suas vidas e produzissem uma obra de arte. o outro foi a apropriação tecnológica, que vai além de você montar um telecentro ou montar uma maquina recauchutada: a apropriação só é real quando se dá no nível da sensação, saca? a partir de certo momento, a mimosa não era mais um computador reciclado em um formato maluco, era um companheiro…
me: beleza…pra fechar…
12:09 AM
me: como você encara a rede destes tuxauas, articuladores…
ricardo: hoje acho que o trabalho desse tuxauas é bem mais do que apenas executar o projeto previsto, mas articular alguns pontos com ideias, com novos objetivos, com a troca. seria como se cada tuxaua abandonasse seu cocar e servisse como um hub. sabe, o hub? essa caixinha preta em que liga na internet e dai vários cabos de internet se conectam nela?
me: ok…um conector ou catalisador?
ricardo: uma pessoa que sirva pra conectar iniciativas, pontos, pessoas – mais ou menos o que os tuxauas da cultura digital faziam. então pensar como podemos articular ações nacionais de fortalecimento dos pontos {de cultura}.
me: mas o prêmio deu um gás pra articulação, né?
12:12 AM
me: tipo…para se reconhecerem e serem reconhecidos…
ricardo: o prêmio fez duas coisas: juntou galera e potencializou o trabalho. um prêmio pra alguns ajudou a articular mais gente e mais projetos, pois dai você tem um tempo pra pensar no que vai fazer com essa rede, os projetos, as oficinas, o que for. deixou o pensamento e as relações mais fluidas…eita vai ter que rolar uma revisão *%#@*!!
ricardo: valeu! nos vemos quinta!
me: ‘entrevistamos agora o tuxaua-webgrio, sr. ricardo ‘mimosa’ ruiz…’
12:15 AM
ricardo: risos! upgrade do macaco
me: gracias
Por Zonda Bez