viva

terça-feira, março 30th, 2010

Entrevista com Célio Turino

celio-turino

Ouça entrevista com o secretário de Cidadania Cultural do MinC, Célio Turino, que se despede do cargo após seis anos à frente do Programa Cultura Viva.  Clique aqui para ouvir.

Por Anderson Moreira (Produtora de Áudio Popular)

quarta-feira, março 24th, 2010

Economia Viva na Teia das Ações

Incentivar práticas inovadoras e solidárias que envolvam a Cultura. É nessa vertente que a ação Economia Viva reunirá participantes de Ponto de Cultura e empreendimentos durante a Teia das Ações. Acompanhe a programação:

Ação Economia Viva

Coordenação: Andréa Saraiva- SCC/MinC

Mediadores: Joaquim Melo, Thomas Enlazador

Observadores: Delso Andrade Oliveira e Px Silveira

Relatora: Flávia Muluc e Paulo Sampaio

Dia 26 (sexta-feira)

9h

Abertura Vivência: Mercado de Trocas

9h30 às 11h

Rodas de Prosa: Pontos de Cultura: uma abordagem sócio-econômica

Ponto de Cultura Ciranda Sustentável / Thomas Enlazador

11:00h às 12:30h Debates

12:30h às 14:30h Almoço

Dia 27 ( Sábado)

9h às 10h

Vivência no Conjunto Palmeiras: Banco Palmas, moedas sociais e desenvolvimento sustentável

10h às 12h30

Roda de Prosa: Banco comunitário, moedas sociais, crédito para empreendimentos culturais e Economia Viva no MOHHB/Teresina/PI

Local: Conjunto Palmeiras

Mediação: Banco Palmas / Joaquim Melo

12h30 às 14h30 almoço

14h30 às 17h

Plenária Final da Teia das Ações – Conceitos e Práxis

quarta-feira, março 24th, 2010

Guia de bolso do Tuxaua digital

Índios dançam durante festa do Guarup (Xingu).  Foto: Ed Ferreira/AE

Índios dançam durante festa do Guarup (Xingu). Foto: Ed Ferreira/AE

A palavra assim parece estranha? O termo de origem tupi, que também pode ser “murumuxaua” ou “tubixaba”, fala num sentido original de liderança, alguém que “arregimenta vontades” dentro do seu grupo étnico.

Retomado no século 21, circulou pela vias da cultura digital em meados da década e foi ‘apropriado’ pelo Ministério da Cultura ano passado, através do Prêmio Tuxaua Cultura Viva, que premiou 80 pessoas que demonstraram “um histórico de protagonismo no contexto do programa Cultura Viva” e cujas proposta davam “continuidade em ações de mobilização e articulação em rede”. Cada prêmio foi de R$ 38 mil. A versão 2010 do edital está com inscrições abertas até 10 de abril.

Essa rede se encontra pela primeira vez na Teia das Ações – teoria e práxis, que integra a programação da Teia Brasil 2010: tambores digitais, que reunirá cerca de 3 mil representantes de Pontos de Cultura e outras ações do programa de 25 a 31 de março em Fortaleza (CE).

Horas antes de embarcar para Fortaleza, Ricardo Ruiz, mineiro ‘radicado’ em Vitória da Conquista (BA) que ganhou um dos prêmios com o projeto “MimoSa – máquina de intervenção urbana e correção informacional – mídia móvel s/a”, respondeu a três perguntas via Gtalk.

Durante a Teia das Ações, Ruiz apresentará a primeira versão da “Tuxauísmo de bolso”, revista-compilação de textos, selecionados em conjunto com Paulo José Lara, que pretende servir como “breve guia no mundo das artes digitais para todos os interessados” – guia ‘quase-espiritual’ que contou com o apoio do Premio Tuxaua Cultura Viva 2009, Pontão de Cultura Digital Juntadados e Descentro – no emergente de ações colaborativas. Segue a entrevista:

11:52 PM

me: oh, carissimo!

ricardo: :)

me: tuxaua de bolso…oh, gloria! rs acabei de descobrir….

ricardo: como posso te ajudar?

me: vou te entrevistar

ricardo: tô imprimindo 200 {exemplares} pra levar

me: 3 perguntas….

ricardo: vou responder a entrevista com bom humor :)

ricardo: dá-lhe

11:58 PM

me: como você se encontra na ideia/conceito do tuxaua?

ricardo: desde os primeiros momentos da ação cultura digital, (2004, 2005), quando pensamos o conceito de tuxaua (principalmente chico caminnati, que hoje anda meio afastado dessas coisas), foi pra explicar qual era a função dos coordenadores regionais de equipe na época, que existiam como tuxaua mesmo, um cara que é o líder mas é o líder porque tem o dom da dadiva, o dom da generosidade, do entendimento, da paz.

11:59 PM

quando saiu o edital {Tuxaua 2009} achei que tinha chances de ser premiado, principalmente porque dizia premiar o histórico de trabalho, e eu já tava nessa onda de cultura digital, autolabs, pontos de cultura desde 2004, trabalhando direto com o {gilberto} gil e com a galera da coordenação e pensei no projeto que teve melhor repercussão nos pontos de cultura, que foi a mimosa.

Mimosa versão soteropolitana (2006). Foto: divulgação

Mimosa versão soteropolitana (2006). Foto: divulgação

me: entendi…e a mimosa, como entra nessa?

ricardo: eita, a mimosa é uma delicia! ainda não recomecei a fazer, tive um tempo de bode com a mimosa. parei de fazer pra ver se ela continuaria existindo nas mãos de outros e rolou. as pessoas perderam o “medo” de serem artistas mesmo. fiquei sabendo que o ponto de cultura odomode {no rs} fez uma mimosa e ganharam até dinheiro! fui pesquisar e tinha mimosa nos balcãs, em sampa, no ceará, na bahia… então o objetivo um rolou: que todos, mas todos mesmo, se considerassem artistas em algum momento de suas vidas e produzissem uma obra de arte. o outro foi a apropriação tecnológica, que vai além de você montar um telecentro ou montar uma maquina recauchutada: a apropriação só é real quando se dá no nível da sensação, saca? a partir de certo momento, a mimosa não era mais um computador reciclado em um formato maluco, era um companheiro…

me: beleza…pra fechar…

12:09 AM

me: como você encara a rede destes tuxauas, articuladores…

ricardo: hoje acho que o trabalho desse tuxauas é bem mais do que apenas executar o projeto previsto, mas articular alguns pontos com ideias, com novos objetivos, com a troca. seria como se cada tuxaua abandonasse seu cocar e servisse como um hub. sabe, o hub? essa caixinha preta em que liga na internet e dai vários cabos de internet se conectam nela?

me: ok…um conector ou catalisador?

ricardo: uma pessoa que sirva pra conectar iniciativas, pontos, pessoas – mais ou menos o que os tuxauas da cultura digital faziam. então pensar como podemos articular ações nacionais de fortalecimento dos pontos {de cultura}.

me: mas o prêmio deu um gás pra articulação, né?

12:12 AM

me: tipo…para se reconhecerem e serem reconhecidos…

ricardo: o prêmio fez duas coisas: juntou galera e potencializou o trabalho. um prêmio pra alguns ajudou a articular mais gente e mais projetos, pois dai você tem um tempo pra pensar no que vai fazer com essa rede, os projetos, as oficinas, o que for. deixou o pensamento e as relações mais fluidas…eita vai ter que rolar uma revisão *%#@*!!

ricardo: valeu! nos vemos quinta!

me: ‘entrevistamos agora o tuxaua-webgrio, sr. ricardo ‘mimosa’ ruiz…’

12:15 AM

ricardo: risos! upgrade do macaco

me: gracias

Por Zonda Bez